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Operação da Polícia Militar resulta na morte de chefe do tráfico em Belford Roxo

Policia Militar RJ
Alexandre Rotenberg/Shutterstock.com Alexandre Rotenberg/Shutterstock.com

Na manhã desta terça-feira, 17 de setembro de 2024, uma operação da Polícia Militar no Complexo de Santa Tereza, em Belford Roxo, resultou na morte de Geonário Fernandes Pereira Moreno, conhecido como “Genaro do Guaxá”, apontado como chefe do tráfico local. Geonário, de 31 anos, era natural de Ilhéus, na Bahia, e integrava o Terceiro Comando Puro (TCP), uma das principais facções criminosas do Rio de Janeiro.

16 mandados de prisão e uma longa ficha criminal

Geonário acumulava 16 mandados de prisão em aberto, sendo o mais antigo de fevereiro de 2018. Ele era suspeito de envolvimento em diversas atividades criminosas, incluindo o comando do tráfico de drogas nos morros do Guaxá, Machado e Santa Tereza. Além disso, também era investigado por articular furtos de cargas no Arco Metropolitano, uma das principais rotas de transporte da Baixada Fluminense.

Ação policial e confronto armado

A operação que culminou na morte de Geonário foi realizada por equipes do 39º Batalhão de Polícia Militar (Belford Roxo), com o apoio de outras unidades do 3º Comando de Polícia de Área (3º CPA). Segundo informações da PM, o objetivo da operação era reprimir a movimentação de criminosos na região, que há tempos vem sendo alvo de intensificação das atividades ilícitas.

Durante a ação, os policiais foram surpreendidos por um grupo de criminosos fortemente armados, resultando em um intenso tiroteio. Ao final do confronto, dois suspeitos foram encontrados feridos. Ambos foram levados para uma unidade hospitalar próxima, mas não resistiram aos ferimentos. Com eles, foram apreendidos um fuzil e uma pistola, que estavam em posse dos suspeitos.

Investigações em andamento

A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) já está investigando as circunstâncias da operação e das mortes ocorridas. Segundo os primeiros relatos, a ação foi motivada por denúncias de atividades criminosas na região, o que levou a Polícia Militar a intensificar suas operações no Complexo de Santa Tereza. A morte de Geonário representa um duro golpe para o tráfico local, que vinha sendo comandado por ele há anos.

Histórico de Geonário no crime organizado

Geonário Fernandes Pereira Moreno teve uma vida marcada pelo crime desde a adolescência, quando foi imputado por um ato infracional análogo ao crime de corrupção de menores. Ao longo dos anos, ele se tornou uma figura central no tráfico de drogas de Belford Roxo, expandindo seu domínio para outros morros da região. Seu nome constava entre os mais procurados no Portal Procurados, do Disque Denúncia, sendo associado a crimes violentos e furtos de carga.

Sua influência era tão significativa que ele se tornou um dos alvos principais das forças de segurança, que há anos tentavam desmantelar sua rede criminosa. Mesmo com as inúmeras tentativas de captura, Geonário se mantinha foragido, até ser localizado na operação desta terça-feira.

Apreensões e reforço na segurança

A operação também resultou na apreensão de um fuzil e uma pistola, armamentos que reforçam o poder bélico do grupo criminoso que atuava na região. A presença de armas de grosso calibre é uma realidade constante nas favelas da Baixada Fluminense, onde o tráfico de drogas se mistura a outros crimes, como furtos e assaltos.

As autoridades afirmam que a operação faz parte de um plano estratégico para combater o crime organizado na Baixada, que se intensificou nos últimos anos. A morte de Geonário, porém, não encerra as atividades criminosas na região, já que outros membros do TCP continuam atuando e buscando preencher o vácuo de poder deixado por ele.

Repercussão da morte de Geonário na comunidade

A morte do chefe do tráfico gerou reações mistas entre os moradores das comunidades de Belford Roxo. Enquanto alguns veem a operação como um avanço no combate à criminalidade, outros temem que a situação possa desencadear uma retaliação por parte dos criminosos que ainda atuam no local. A tensão nas comunidades é palpável, e as forças de segurança estão em alerta máximo para evitar novos confrontos.

As operações na região devem continuar nos próximos dias, com o objetivo de desarticular os remanescentes do grupo criminoso que operava sob o comando de Geonário. A PM também está reforçando a segurança nas áreas próximas, na tentativa de evitar represálias e garantir a ordem pública.

Aumento das operações contra o tráfico no Rio de Janeiro

Nos últimos meses, o governo do estado do Rio de Janeiro tem intensificado as operações contra o tráfico de drogas e o crime organizado nas favelas e comunidades da Baixada Fluminense. A morte de Geonário Pereira Moreno é mais um resultado dessa política de combate direto aos chefes de facções criminosas que controlam grandes áreas da região metropolitana.

Essas operações, muitas vezes criticadas por seu caráter violento, são vistas pelas autoridades como fundamentais para desarticular as redes criminosas que atuam no Rio de Janeiro. A meta é enfraquecer as facções que há décadas comandam o tráfico de drogas e impõem seu domínio sobre as populações das áreas periféricas.

Desafios futuros para as forças de segurança

Apesar das conquistas das forças de segurança, como a morte de importantes líderes do tráfico, o desafio de combater o crime organizado no Rio de Janeiro permanece enorme. Grupos como o Terceiro Comando Puro e o Comando Vermelho continuam a recrutar novos membros, aumentando seu poder de fogo e desafiando constantemente a atuação da polícia.

A Baixada Fluminense, em particular, é uma região crítica nesse cenário, com altos índices de violência e a presença consolidada de facções criminosas. A operação que resultou na morte de Geonário é apenas uma peça dentro de um complexo quebra-cabeça de segurança pública no estado.

Conclusão da operação e próximos passos

As autoridades já confirmaram que a operação no Complexo de Santa Tereza não será um evento isolado e que novas ações estão sendo planejadas para desarticular completamente o grupo que operava na área. A morte de Geonário Fernandes Pereira Moreno marca um importante passo na luta contra o tráfico na região, mas a guerra contra o crime organizado no Rio de Janeiro está longe de acabar.

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