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Irmã de Deolane Bezerra é investigada após tentativa de saque de R$ 2 milhões

Dayanne Bezerra
Dayanne Bezerra - Foto: Instagram Dayanne Bezerra - Foto: Instagram

Dayanne Bezerra, irmã da influenciadora Deolane Bezerra, está no centro de uma investigação da Polícia Civil de São Paulo, após tentar sacar R$ 2 milhões à vista em uma agência bancária. A movimentação chamou a atenção das autoridades, visto que Dayanne declarou ter uma renda mensal de apenas R$ 21 mil, um valor considerado incompatível com a quantia que pretendia sacar.

A origem da investigação

O caso se iniciou quando o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão vinculado ao Banco Central, identificou uma movimentação financeira atípica e de alto valor relacionada a Dayanne. A tentativa de saque estava vinculada à compra de um imóvel em São Paulo, mas o que agravou a situação foi a falta de justificativas claras sobre a origem dos recursos. O Coaf emitiu um alerta, classificando a operação como suspeita, uma vez que o montante envolvido excedia em muito o que seria considerado compatível com a renda declarada de Dayanne.

Segundo o relatório do Coaf, entre abril e setembro de 2023, a conta de Dayanne recebeu mais de R$ 6 milhões, sendo a maior parte dessas transações realizada via Pix, o que levantou dúvidas sobre a proveniência dos fundos. A própria Dayanne mencionou que o valor seria destinado à aquisição de um imóvel, cujo vendedor, Deric Elias Costa Silva, havia solicitado o pagamento em dinheiro vivo. No entanto, investigações subsequentes revelaram que Deric não possuía nenhum bem registrado em seu nome, o que gerou mais suspeitas sobre a transação.

A ligação com a Operação Integration

A situação de Dayanne Bezerra está conectada à “Operação Integration”, que também envolve sua irmã, Deolane Bezerra, conhecida por sua carreira como advogada e influenciadora digital. A operação foi desencadeada em abril de 2023 e investiga um esquema de lavagem de dinheiro e crimes financeiros envolvendo jogos ilegais. Deolane foi presa no âmbito dessa operação em Recife, e sua mãe, Solange Bezerra, também está sob investigação. A operação incluiu a emissão de mandados de prisão e de busca e apreensão em diversos estados do Brasil, como São Paulo, Pernambuco e Paraná, além do bloqueio de mais de R$ 2 bilhões em ativos financeiros.

Dayanne é apontada como uma das sócias de diversas empresas da família Bezerra, incluindo Bezerra Comércio de Artigos em Geral Ltda., Bezerra Publicidade e Comunicação Ltda., e DSDD Cobranças e Informações Cadastrais Ltda. As autoridades estão investigando a origem dos recursos movimentados por essas empresas, já que parte do dinheiro recebido por Dayanne teria sido transferido dessas companhias. Além disso, há suspeitas de que as atividades empresariais da família possam estar envolvidas no esquema de lavagem de dinheiro investigado pela Operação Integration.

Histórico de problemas com a lei

Essa não é a primeira vez que Dayanne Bezerra se envolve em polêmicas. Em 2013, quando tinha 23 anos, ela foi presa em flagrante por crimes de falsidade ideológica e estelionato. Na época, Dayanne foi acusada de utilizar documentos falsos para aplicar golpes financeiros contra uma grande empresa de varejo. Esse histórico de envolvimento com práticas ilegais, aliado à recente tentativa de saque milionário, reforçou a atenção das autoridades sobre suas atividades financeiras.

A operação também revelou que Dayanne tem participação minoritária em várias empresas da família Bezerra, mas os investigadores questionam se essas entidades estão sendo usadas para ocultar a origem de recursos ilícitos. Em um relatório apresentado à Justiça, o Coaf indicou que uma parcela significativa dos valores movimentados pela conta de Dayanne provém de empresas de pagamento digital, dificultando a identificação precisa dos remetentes dos recursos.

Implicações futuras

As investigações ainda estão em andamento, e Dayanne, assim como outros membros de sua família, pode enfrentar acusações mais graves, dependendo das conclusões do inquérito. Até o momento, ela não apresentou um contrato de compra e venda do imóvel que justificaria o saque de R$ 2 milhões, o que torna a situação ainda mais delicada. A Polícia Civil de São Paulo também está apurando se a tentativa de saque fazia parte de um esforço maior para lavar dinheiro obtido por meio de atividades ilegais.

Dayanne e sua irmã Deolane têm usado suas plataformas digitais para afirmar que são vítimas de perseguição e que as acusações são infundadas. Em várias ocasiões, Deolane afirmou que a prisão e a investigação contra sua mãe e irmãs são resultado de um tratamento injusto por parte das autoridades, e as duas têm insistido que as transações financeiras foram conduzidas de maneira legal.

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