Beatriz Haddad Maia, a principal tenista do Brasil e número 17 do ranking mundial, continua mostrando um desempenho impressionante no WTA 500 de Seul, na Coreia do Sul. Em um sábado de rodada dupla, Bia iniciou sua jornada com uma vitória dominante nas quartas de final contra a russa Polina Kudermetova, vencendo por 6/2 e 6/1 em apenas 1h18 de partida. Esse resultado a garantiu em mais uma semifinal na temporada, consolidando ainda mais seu status entre as melhores tenistas do circuito mundial.
A vitória contra Polina Kudermetova foi marcada por um domínio de Bia desde os primeiros games. Mesmo com as condições adversas causadas pela umidade e o adiamento devido à chuva, a tenista brasileira não deixou que isso atrapalhasse sua performance, impondo seu ritmo desde o início. A jovem russa, que entrou na chave principal como lucky-loser (após perder na fase classificatória), não conseguiu se equiparar ao nível de Bia, que se mostrou consistente e confiante em quadra.
Este torneio em Seul é especialmente significativo para a brasileira, pois foi o palco de sua primeira final em um torneio da elite da WTA, em 2017. Agora, Bia busca reviver aquele momento e, quem sabe, conquistar o título que lhe escapou no passado. Até o momento, ela soma três títulos de simples na carreira e tenta alcançar sua sétima final em torneios WTA.
Desafios físicos e climáticos
Os desafios no WTA 500 de Seul não foram apenas técnicos, mas também físicos. A chuva constante causou interrupções em várias partidas ao longo da semana, incluindo o adiamento da rodada de quartas de final na sexta-feira, o que forçou Bia a disputar duas partidas no mesmo dia. Jogar duas vezes em um único dia, em um torneio de alto nível, exige uma preparação física e mental intensa, especialmente em condições climáticas adversas, com alta umidade e calor.
A necessidade de uma rodada dupla é sempre um teste de resistência para as tenistas, e Bia já estava ciente do desafio. Ao vencer Polina Kudermetova, ela sabia que voltaria à quadra poucas horas depois para disputar a semifinal, possivelmente enfrentando a irmã mais velha de Polina, Veronika Kudermetova, ou a búlgara Viktoriya Tomova. Esse duelo entre irmãs Kudermetova poderia adicionar um elemento extra de rivalidade e emoção à competição.
Retrospecto contra as possíveis adversárias
Se Bia enfrentar Veronika Kudermetova na semifinal, será um reencontro entre duas atletas que já se conhecem bem. As duas tenistas já se enfrentaram duas vezes no circuito, com Veronika levando a melhor em ambas as ocasiões. Além disso, as duas já foram parceiras de duplas, o que torna o confronto ainda mais interessante. Veronika, atualmente 44ª do mundo, é uma adversária perigosa, e Bia terá que estar no seu melhor para superar esse desafio.
Por outro lado, Viktoriya Tomova, a outra possível adversária de Bia, tem um retrospecto um pouco mais favorável para a brasileira. Elas já se enfrentaram em uma ocasião, com Tomova levando a melhor no qualificatório do US Open em 2021. No entanto, Bia vem de uma temporada mais consistente e está confiante em sua capacidade de reverter esse histórico.
Caminho para o topo
Além da luta pelo título em Seul, há muito em jogo para Bia Haddad Maia no ranking mundial. Com a campanha até a semifinal, ela já garantiu 195 pontos, o que a coloca com boas chances de retornar ao top 15. Caso consiga vencer o torneio, ela poderá alcançar a 11ª posição no ranking da WTA, sua melhor colocação na carreira até o momento. Isso dependerá também do desempenho de outras tenistas, como Marta Kostyuk e Diana Shnaider, que ainda estão na disputa.
A temporada de 2024 tem sido de altos e baixos para Bia, mas ela vem mostrando uma recuperação notável nas últimas semanas. Depois de ser vice-campeã no WTA 250 de Cleveland em agosto e ter chegado à semifinal no WTA 500 de Abu Dhabi, a brasileira busca consolidar sua posição como uma das melhores tenistas do mundo, especialmente em torneios de maior prestígio.
Expectativas e próximos passos
Se Bia Haddad Maia conseguir avançar para a final em Seul, será a terceira vez que ela chega a essa fase em 2024, demonstrando sua consistência e evolução no circuito. A conquista de um título em um torneio de nível 500 seria um marco importante em sua carreira, e as chances são reais, considerando seu desempenho até agora. No entanto, os desafios não param por aí, já que o final da temporada ainda reserva torneios importantes, e Bia terá que lidar com a pressão de manter seu nível de jogo.
O próximo grande objetivo para a tenista brasileira será a temporada asiática, que inclui torneios de grande relevância no circuito, além da expectativa para os Jogos Olímpicos de Paris em 2024, onde Bia certamente será uma das grandes esperanças do Brasil no tênis.
Detalhes da campanha em Seul até a semifinal
- Oitavas de final: Bia começou sua campanha derrotando a australiana Ajla Tomljanovic por 6/3 e 6/4, em uma partida marcada pela resistência física e pelos longos rallies. O duelo foi o primeiro de Bia no torneio, já que, por ser cabeça de chave número 3, ela entrou direto nas oitavas de final.
- Quartas de final: A vitória tranquila sobre Polina Kudermetova nas quartas de final mostrou a superioridade de Bia, que aproveitou o cansaço da adversária, vinda de uma sequência intensa de jogos, para dominar a partida do início ao fim. A brasileira não deu chances para a russa, quebrando seu saque várias vezes e finalizando o jogo com autoridade.
Agora, com a semifinal batendo à porta, Bia Haddad Maia terá que superar tanto os desafios físicos quanto os técnicos para garantir seu lugar na final e, quem sabe, levantar o troféu em Seul, um torneio que tem um significado especial em sua trajetória.