Na reta final do primeiro tempo, aos 47 minutos, o árbitro Rafael Rodrigo Klein chamou a atenção ao se dirigir ao monitor do VAR. A possível penalidade sobre Calleri deixou o clima tenso no clássico entre São Paulo e Corinthians. Com o jogo acirrado e ainda sem gols, as disputas físicas ficaram mais intensas, especialmente após o choque envolvendo o atacante tricolor e Ramalho. Calleri permaneceu caído, acusando dores após a jogada, enquanto todos aguardavam a decisão do árbitro sobre a penalidade.
São Paulo pressiona, mas o Corinthians responde rápido
Antes do momento de tensão com a análise do VAR, o São Paulo já demonstrava sua vontade de abrir o placar. A equipe tricolor vinha atacando pela esquerda, com Calleri novamente sendo a principal referência. A defesa corintiana, no entanto, mostrou-se sólida. Martínez, por exemplo, cortou um cruzamento perigoso, recuando a bola para o goleiro Hugo Souza.
Mesmo sob pressão, o Corinthians teve momentos de resposta. Yuri Alberto, rápido no contra-ataque, assustou a defesa são-paulina em algumas oportunidades, como aos 36 minutos, quando quase interceptou uma falha de Arboleda. No entanto, faltas recorrentes começaram a aparecer de ambos os lados, demonstrando que o clássico não seria decidido facilmente.
Lances polêmicos e cartões agitam o clássico
O primeiro tempo não foi apenas marcado pela disputa tática, mas também pelos lances mais duros. Aos 37 minutos, Luciano, do São Paulo, recebeu o primeiro cartão amarelo do jogo, após uma falta mais ríspida em Ramalho. A advertência não acalmou os ânimos e, logo depois, Fagner, lateral do Corinthians, também foi punido com o cartão amarelo por uma entrada dura em Lucas Moura.
Esses momentos refletem a intensidade de um clássico como São Paulo e Corinthians, onde qualquer lance pode mudar o rumo da partida. A cada falta, a tensão aumentava, e a pressão por um gol se tornava mais evidente para ambos os lados.
Calleri se destaca, mas enfrenta forte marcação
Uma das principais armas do São Paulo, o atacante Calleri teve papel central em boa parte das investidas da equipe no primeiro tempo. Com sua habitual entrega, Calleri participou ativamente dos lances de ataque, buscando espaço na defesa corintiana. Mesmo bem marcado, ele quase conseguiu abrir o placar em duas ocasiões: primeiro, em um cruzamento de Wellington Rato, e depois, em uma jogada pela esquerda que terminou com um corte providencial de Martínez.
Contudo, Calleri também sentiu o peso da marcação adversária. O atacante argentino foi alvo de faltas duras, como a que gerou a revisão do VAR, e isso acabou limitando suas ações nos momentos finais do primeiro tempo. A frustração de Calleri era evidente, mas ele seguiu sendo uma das principais esperanças do Tricolor para balançar as redes.
As tentativas frustradas de Luciano e Lucas Moura
O São Paulo teve outras chances claras de gol, especialmente com Luciano e Lucas Moura. Aos 35 minutos, Lucas subiu para cabecear um cruzamento de Wellington Rato, mas a bola foi para fora, muito próxima da trave. Luciano, por sua vez, também esteve ativo no ataque, mas esbarrou na defesa sólida do Corinthians. Em um dos lances mais perigosos, aos 20 minutos, ele finalizou forte de dentro da área, mas Hugo Souza estava atento e fez uma defesa importante para o Timão.
Esses momentos demonstram como o São Paulo conseguiu criar boas oportunidades, mas sem conseguir convertê-las em gols. Com o primeiro tempo se aproximando do fim e o placar ainda inalterado, a equipe tricolor precisava de ajustes para romper a barreira defensiva do Corinthians.
Corinthians aposta em contra-ataques rápidos
Se por um lado o São Paulo controlava a posse de bola e as principais chances, o Corinthians apostava na velocidade de seus contra-ataques para tentar surpreender o adversário. Breno Bidon e Yuri Alberto foram os principais articuladores das jogadas ofensivas do Timão, com Bidon arriscando de fora da área em alguns momentos, mas sem conseguir acertar o alvo.
Mesmo assim, o Corinthians esteve perto de marcar em algumas ocasiões, especialmente quando Yuri Alberto conseguiu penetrar na defesa são-paulina. A equipe de Ramón Díaz parecia confortável em esperar o erro do adversário para tentar capitalizar, apostando no fator surpresa.
Cartões, lances duros e a tensão da reta final
Nos minutos finais do primeiro tempo, o jogo ganhou ainda mais em intensidade. A pausa para a revisão do VAR não diminuiu o ritmo, e as entradas fortes continuaram. Jogadores como Garro e Ramalho foram peças importantes na contenção, não hesitando em fazer faltas estratégicas para evitar que o São Paulo ganhasse ainda mais terreno.
Aos 39 minutos, uma confusão se instaurou após uma entrada dura de Martínez em Welington. Garro tomou as dores do companheiro e o clima esquentou, forçando a intervenção rápida do árbitro para separar os jogadores. Esses momentos de conflito são comuns em clássicos de tamanha rivalidade, e deixam o ambiente ainda mais imprevisível para o segundo tempo.
Intervalo sem gols, mas com muita expectativa
Com o apito final do primeiro tempo e o placar ainda em 0 a 0, as duas equipes desceram para os vestiários em clima de expectativa. Enquanto o São Paulo dominou as ações ofensivas, o Corinthians se mostrou resiliente na defesa e perigoso nos contra-ataques. A revisão do VAR ainda adicionou um tempero extra ao clássico, e a dúvida sobre a penalidade deixou os torcedores tricolores ansiosos por um desfecho favorável.
O segundo tempo promete ser ainda mais disputado, com ambas as equipes em busca de uma vitória crucial para seus objetivos no Campeonato Brasileiro. Se o VAR vai ou não decidir o resultado da partida, só o tempo dirá, mas uma coisa é certa: o clássico entre São Paulo e Corinthians ainda está longe de acabar.