O empate sem gols no clássico Ba-Vi 500, disputado neste sábado (1º) na Arena Fonte Nova, gerou insatisfação no técnico do Bahia, Rogério Ceni. Durante a coletiva de imprensa após a partida, o treinador destacou a superioridade do Tricolor durante boa parte do confronto, lamentou a falta de efetividade ofensiva e, principalmente, criticou a arbitragem por uma interferência direta em um lance claro de gol. O treinador também disparou contra a estrutura do Campeonato Baiano, afirmando que as condições precárias afastam o interesse dos grandes clubes e comprometem a qualidade do torneio.
As críticas de Ceni surgiram principalmente após um lance envolvendo o atacante Ademir, que saiu cara a cara com o goleiro Lucas Arcanjo, mas teve a jogada interrompida pela arbitragem sem justificativa aparente. Além disso, o técnico afirmou que a comunicação entre os árbitros era falha durante toda a partida, já que os rádios não funcionavam corretamente, gerando falhas na condução do jogo.
A falta de investimentos em tecnologia, segundo Ceni, compromete a competitividade do estadual. Ele sugeriu a implementação do VAR e a contratação de árbitros de fora do estado para elevar o nível da competição, além da necessidade urgente de melhorias estruturais nos estádios do interior, onde os gramados apresentam condições precárias para o futebol profissional.
Críticas sobre a arbitragem e os problemas recorrentes
Ceni reforçou que o Campeonato Baiano precisa de mudanças urgentes, desde a qualidade dos árbitros até melhorias na infraestrutura. Ele destacou que a ausência de comunicação entre a equipe de arbitragem comprometeu a condução do jogo e poderia ter influenciado diretamente no resultado.
O treinador argumentou que a competição deveria ser melhor estruturada para oferecer um nível técnico mais elevado e tornar-se atrativa para os grandes clubes. Segundo ele, apenas os clássicos Ba-Vi geram real interesse, enquanto os jogos contra equipes do interior não despertam grande engajamento do público e ainda enfrentam dificuldades de logística e infraestrutura.
Histórico de reclamações sobre o Campeonato Baiano
- Em anos anteriores, técnicos de outros clubes já criticaram a arbitragem e a qualidade dos gramados.
- O uso do VAR é frequentemente solicitado, mas a federação não implementa por questões financeiras.
- Clubes do interior lutam para manter suas equipes, enfrentando dificuldades para pagar salários e garantir boas condições de treino.
- Grandes clubes priorizam outras competições, como a Copa do Brasil e a Copa do Nordeste.
Futuro da competição e perspectivas
O Campeonato Baiano precisa de mudanças estruturais para garantir sua relevância no cenário nacional. A implementação de novas tecnologias e melhorias nos estádios são demandas recorrentes dos clubes. O interesse comercial também é um fator importante para definir o futuro do torneio.
A possibilidade de uma reformulação no calendário do futebol brasileiro pode impactar diretamente os estaduais, reduzindo seu tempo de duração ou até eliminando algumas competições menos rentáveis.
Os próximos meses devem ser decisivos para a organização do torneio, e os clubes precisarão buscar soluções para tornar o Campeonato Baiano mais atrativo tanto para os jogadores quanto para os torcedores.