Na manhã desta segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025, um terremoto de magnitude 4,7 na escala de Richter atingiu Lisboa e regiões próximas, incluindo Setúbal. O tremor foi sentido por moradores em diversos pontos da cidade, causando momentos de tensão e alerta. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) confirmou a ocorrência do sismo, que teve seu epicentro localizado a cerca de 14 km de Setúbal e 24 km da capital portuguesa. O Centro Sismológico Euro-Mediterrânico (EMSC) chegou a estimar uma magnitude de 4,9, mas revisou os dados para 4,7, alinhando-se ao IPMA. Até o momento, não há registros de vítimas ou danos estruturais significativos, mas as autoridades seguem monitorando a situação e avaliando a possibilidade de réplicas.
A população de Lisboa e arredores relatou ter sentido o tremor de forma moderada. Muitos moradores saíram de seus prédios em busca de segurança.
O IPMA afirmou que continua acompanhando a situação e alerta para possíveis réplicas nos próximos dias, reforçando a importância de seguir as diretrizes de segurança.
Histórico de terremotos em Lisboa e região
Portugal, especialmente a região de Lisboa, possui um histórico relevante de terremotos. O evento sísmico mais catastrófico ocorreu em 1755, quando um abalo de magnitude estimada entre 8,5 e 9,0 destruiu grande parte da cidade. O tremor foi seguido por um tsunami e incêndios que agravaram ainda mais a tragédia, resultando na morte de cerca de 60 mil pessoas.
Outro tremor significativo ocorreu em 1969, atingindo 7,9 graus na escala de Richter. Embora tenha sido menos devastador que o de 1755, causou estragos consideráveis e reforçou a necessidade de monitoramento contínuo. Em agosto de 2024, um terremoto de 5,4 graus foi sentido na capital, reacendendo o alerta sobre a vulnerabilidade sísmica da região.
Lisboa e outras áreas de Portugal estão situadas em uma zona tectonicamente ativa, onde a placa Euroasiática encontra a placa Africana. Esse fator contribui para uma atividade sísmica frequente, tornando essencial um sistema robusto de monitoramento e prevenção.
Como funciona a escala de Richter e seus impactos
A escala de Richter foi desenvolvida em 1935 pelos sismólogos Charles Richter e Beno Gutenberg para medir a magnitude dos terremotos. Trata-se de uma escala logarítmica, o que significa que cada aumento de um ponto representa uma liberação de energia aproximadamente 31,6 vezes maior que a do nível anterior.
- Tremores entre 2,0 e 3,9: Normalmente não são sentidos pela população.
- Tremores entre 4,0 e 4,9: Podem ser percebidos, mas raramente causam danos estruturais.
- Tremores entre 5,0 e 5,9: Podem causar pequenos danos a edifícios mais frágeis.
- Tremores entre 6,0 e 6,9: Provocam danos consideráveis, especialmente em construções menos preparadas.
- Tremores acima de 7,0: Têm grande potencial destrutivo, afetando vastas áreas.
O sismo registrado em Lisboa, com magnitude de 4,7, se enquadra na categoria de tremores perceptíveis, mas sem expectativa de grandes destruições. No entanto, sua ocorrência reforça a necessidade de manter vigilância, principalmente devido à possibilidade de réplicas.
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— Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (@ProteccaoCivil) February 17, 2025
Hoje, dia 17 de fevereiro, pelas 13:24 (hora local), foi registado um sismo de magnitude 4.7 (Richter) e cujo epicentro se localizou a oeste do Seixal.
Não há registo de danos pessoais ou materiais até ao momento. pic.twitter.com/0oVSCmS08n
O papel do IPMA no monitoramento sísmico
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) é a entidade responsável pelo monitoramento da atividade sísmica em Portugal. A instituição opera uma rede de sismógrafos distribuídos pelo país, registrando e analisando tremores em tempo real.
Após o tremor desta manhã, o IPMA destacou que, embora não haja relatos de danos, é fundamental que os cidadãos permaneçam atentos. A entidade recomenda que moradores sigam as instruções de segurança, evitando estruturas instáveis e se preparando para eventuais réplicas.
Como a população deve agir durante um terremoto
Diante de um terremoto, é essencial seguir medidas de segurança para minimizar riscos. Algumas das principais recomendações incluem:
- Durante o tremor
- Procurar abrigo sob mesas ou móveis resistentes.
- Manter distância de janelas, espelhos e objetos que possam cair.
- Se estiver ao ar livre, afastar-se de edifícios, árvores e postes de eletricidade.
- Após o tremor
- Verificar sinais de danos estruturais em residências e prédios.
- Evitar o uso de elevadores.
- Acompanhar informações das autoridades e seguir suas instruções.
- Em caso de evacuação
- Ter um kit de emergência preparado com itens essenciais, como água, alimentos não perecíveis e medicamentos.
- Definir um ponto de encontro seguro com a família.
- Manter a calma e seguir rotas de evacuação recomendadas.
A importância da preparação para terremotos
Portugal já investiu significativamente em infraestrutura para minimizar impactos de terremotos. O reforço estrutural de edifícios históricos e a implementação de normas de construção mais rígidas são algumas das estratégias adotadas para reduzir os riscos.
Além das medidas governamentais, a conscientização da população é um fator-chave. Treinamentos e simulações regulares podem ajudar a garantir que os cidadãos saibam como agir em caso de emergência.
Possibilidade de réplicas e monitoramento contínuo
Após um terremoto, a possibilidade de réplicas é alta, especialmente nas primeiras 24 horas. Essas réplicas podem variar de intensidade, sendo algumas perceptíveis e outras não. O IPMA segue monitorando a situação e manterá a população informada sobre novos desdobramentos.
Eventos sísmicos como o ocorrido nesta manhã reforçam a importância do monitoramento contínuo e da preparação para possíveis abalos futuros. Embora o tremor de 4,7 graus não tenha causado danos, sua ocorrência serve como um alerta para que Lisboa continue aprimorando suas estratégias de mitigação de desastres naturais.