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IR 2025: empresas e bancos correm para entregar informe de rendimento até esta sexta

Receita Federal (Imposto de Renda)
Receita Federal (Imposto de Renda) - Foto: Brenda Rocha - Blossom / Shutterstock.com Receita Federal (Imposto de Renda) - Foto: Brenda Rocha - Blossom / Shutterstock.com

Faltam poucas horas para o prazo final, e as empresas, bancos e instituições financeiras de todo o Brasil têm até esta sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025, para fornecer os informes de rendimento aos contribuintes que irão declarar o Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2025. Esses documentos são essenciais para o preenchimento da declaração, cujo envio está previsto para começar na segunda quinzena de março, segundo cronograma estimado da Receita Federal. Com a data limite se aproximando, muitos trabalhadores, investidores e aposentados aguardam ansiosamente a liberação dos comprovantes para organizar suas finanças e evitar problemas com o Fisco.

Os informes abrangem uma ampla gama de rendimentos recebidos em 2024, como salários, comissões, bônus, aluguéis, investimentos e até benefícios do INSS, detalhando valores tributáveis, isentos e descontos como os feitos para a Previdência Social. A obrigatoriedade de entrega até o último dia útil de fevereiro é uma determinação da Receita Federal, e o descumprimento pode gerar multas às empresas e complicações aos contribuintes, que dependem dessas informações para cumprir suas obrigações fiscais. A digitalização facilitou o processo nos últimos anos, com os dados sendo disponibilizados por e-mail, aplicativos ou portais online, mas o volume de solicitações tende a aumentar nas horas finais do prazo.

A expectativa para o IR 2025 já movimenta milhões de brasileiros. No ano passado, mais de 41 milhões de declarações foram enviadas, e a Receita espera um número semelhante neste ciclo. Para quem planeja usar a modalidade pré-preenchida, que agiliza o processo e dá prioridade na restituição, ter os informes em mãos é ainda mais crucial, já que os dados fornecidos pelas empresas e bancos alimentam diretamente o sistema da Receita.

Documentos essenciais chegam por diversos canais

Empresas e instituições financeiras não são obrigadas a enviar os informes de rendimento pelos Correios, o que torna a busca ativa por parte dos contribuintes uma etapa importante. Os comprovantes podem chegar por e-mail, estar disponíveis para download em sites oficiais ou acessíveis em aplicativos móveis, como o Meu INSS, no caso de aposentados e pensionistas. Servidores públicos federais, por exemplo, conseguem os seus no portal SouGov.br, enquanto bancos e corretoras liberam informações sobre contas correntes, investimentos e aplicações financeiras.

Para trabalhadores formais, os informes trazem o detalhamento dos salários pagos em 2024, além de valores retidos na fonte, como Imposto de Renda e contribuições previdenciárias. Quem possui planos de saúde coletivos ou fez aportes em previdência complementar também deve recebem os respectivos comprovantes, que podem ser usados para deduções no IR. A variedade de canais digitais tem reduzido atrasos, mas contribuintes com contas em múltiplas instituições precisam garantir que todos os documentos estejam reunidos antes do início da entrega da declaração.

Prazo apertado preocupa contribuintes

Com o fim de fevereiro caindo em uma sexta-feira, o tempo para resolver pendências é curto. A pressa das empresas em cumprir o prazo reflete a importância dos informes, usados pela Receita Federal para cruzar dados e identificar inconsistências nas declarações. Quem não receber o documento até o fim do dia pode enfrentar dificuldades para preencher informações corretas, correndo o risco de cair na malha fina ou pagar multas por atraso no envio do IR.

Regras do IR 2025 mantêm obrigatoriedade para milhões

A Receita Federal ainda não divulgou as normas oficiais do IR 2025, mas a expectativa é que os critérios de obrigatoriedade sigam o padrão de anos anteriores, com ajustes apenas se houver mudanças legislativas. No ciclo passado, mais de 41% dos contribuintes optaram pela declaração pré-preenchida, uma tendência que deve se repetir, exigindo conta gov.br nos níveis ouro ou prata. Enquanto isso, as empresas correm para entregar os informes, baseados nos rendimentos de 2024, que servirão como espelho para o que será declarado em março.

Entre os que precisam declarar, estão aqueles com rendimentos tributáveis acima de R$ 30.639,90 no último ano, como salários e aluguéis, ou quem teve bens e direitos superiores a R$ 800 mil até 31 de dezembro de 2024. Operações na Bolsa de Valores acima de R$ 40 mil, receita bruta rural superior a R$ 153.199,50 e rendimentos isentos acima de R$ 200 mil também entram na lista. A Lei das Offshores, vigente desde 2024, adicionou a exigência de detalhar bens no exterior, como trusts, ampliando o número de declarantes.

O governo anunciou no fim de 2024 uma proposta para elevar a faixa de isenção do IR para até R$ 5 mil mensais, mas a medida, se aprovada pelo Congresso, só valerá a partir de 2026. Por enquanto, os limites de dedução seguem os mesmos do ciclo anterior: R$ 2.275,08 por dependente, R$ 3.561,50 para despesas com instrução e R$ 16.754,34 no desconto simplificado, enquanto gastos médicos permanecem sem teto.

Cronograma previsto para o IR 2025

O calendário oficial do Imposto de Renda 2025 será anunciado na primeira quinzena de março, mas algumas datas já são especuladas com base em anos anteriores:

  • Início da entrega: 17 de março (segunda-feira), já que o dia 15 cai no sábado.
  • Fim do prazo: 31 de maio, último dia útil do mês.
  • Liberação do programa: Primeira semana de março, junto com as regras detalhadas.

No ciclo passado, a entrega começou em 15 de março e terminou em 31 de maio, com mais de 41 milhões de declarações processadas. A Receita prioriza a restituição para quem usa a pré-preenchida e envia cedo, o que reforça a importância de ter os informes de rendimento organizados com antecedência.

Dicas para organizar os documentos antes da declaração

Preparar-se para o IR 2025 exige atenção aos detalhes. Veja algumas orientações práticas para reunir os informes e evitar contratempos:

  • Solicite os comprovantes do empregador, bancos e corretoras o quanto antes, especialmente se houve troca de emprego ou múltiplas contas.
  • Aposentados devem acessar o Meu INSS ou o banco pagador para obter o informe do INSS.
  • Reúna recibos de despesas dedutíveis, como médicos e educação, com nome, CPF/CNPJ e descrição do serviço.
  • Guarde documentos de compra e venda de bens, como imóveis ou veículos, com valores e financiamentos detalhados.

Quem declarou em 2024 deve manter uma cópia da última declaração, que facilita o preenchimento da relação de bens. Dependentes, incluindo recém-nascidos, precisam ter CPF registrado, algo que pode ser providenciado em agências da Caixa ou Banco do Brasil.

Impacto dos informes na vida do contribuinte

Os informes de rendimento não são apenas uma formalidade. Eles servem como base para a Receita cruzar informações e garantir que os valores declarados correspondam aos reportados por empresas e bancos. Um erro no preenchimento, ou a ausência de um comprovante, pode levar o contribuinte à malha fina, atrasando a restituição ou gerando multas. Em 2024, cerca de 1,5 milhão de declarações ficaram retidas para análise, muitas por inconsistências nos rendimentos informados.

Para quem investe, os informes de bancos e corretoras detalham ganhos em aplicações como Tesouro Direto, ações e fundos imobiliários, além de saldos em conta corrente. Essas informações são cruciais para calcular impostos devidos ou deduções possíveis. Já os trabalhadores CLT encontram nos comprovantes do empregador os valores retidos na fonte, que podem resultar em restituição se o total pago ultrapassar o devido.

Casos especiais, como doações, heranças ou consórcios, também exigem documentação específica. Quem vendeu um imóvel com isenção de IR, mas comprou outro em até 180 dias, deve incluir os detalhes da transação. A atenção a esses pontos evita surpresas e garante que o contribuinte aproveite ao máximo as deduções permitidas.

Expectativa para o início da entrega em março

Com o prazo para entrega dos informes se encerrando nesta sexta-feira, o foco agora se volta para março, quando o programa do IR 2025 será liberado. A Receita Federal deve manter a estrutura de anos anteriores, com cinco lotes de restituição entre maio e setembro, priorizando idosos, deficientes e quem envia a declaração nos primeiros dias. A modalidade pré-preenchida, que usa dados dos informes para agilizar o processo, deve ganhar ainda mais adeptos em 2025.

A tabela progressiva em vigor desde fevereiro de 2024 continuará como base para o cálculo do imposto devido. Rendimentos anuais até R$ 30.639,90 seguem isentos, enquanto faixas mais altas têm alíquotas que vão de 7,5% a 27,5%. A proposta de ampliação da isenção para R$ 5 mil mensais, se aprovada, só impactará o IR 2026, mantendo o cenário atual para este ciclo.

O que acontece se o informe não chegar a tempo

Quando empresas ou bancos atrasam a entrega dos informes, o contribuinte não fica desamparado, mas precisa agir rápido. É possível solicitar os dados diretamente ao empregador ou à instituição financeira após o prazo, usando recibos de pagamento ou extratos como base provisória. A Receita aceita a retificação da declaração sem multa até o fim do prazo oficial, o que dá margem para ajustes caso o comprovante oficial chegue depois.

A correria desta sexta-feira reflete a importância do prazo de 28 de fevereiro. Para as empresas, o descumprimento pode gerar multas de até 2% sobre o faturamento, dependendo do porte. Já os contribuintes, mesmo sem os informes, devem se organizar para evitar atrasos na entrega do IR, que tem multa mínima de R$ 165,74 ou 20% do imposto devido, o que for maior, para quem não cumprir o prazo final estimado em 31 de maio.

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