Copa do Brasil

Philippe Coutinho brilha com 4 gols em 9 jogos e impulsiona Vasco na temporada 2025

Coutinho
Coutinho - Foto: Matheus Lima/Vasco Coutinho - Foto: Matheus Lima/Vasco

A vitória do Vasco sobre o Nova Iguaçu, pela Copa do Brasil, trouxe um alento aos torcedores cruzmaltinos, que agora sonham com uma virada histórica contra o Flamengo no Campeonato Carioca. No centro desse otimismo está Philippe Coutinho, o camisa 11 que, aos 32 anos, parece finalmente reencontrar seu melhor futebol. Diante do time da Baixada Fluminense, o meia-atacante não apenas conduziu a equipe com maestria, mas também marcou dois gols, sendo um deles um chute preciso no ângulo, reacendendo as esperanças de uma torcida sedenta por títulos. Com o próximo desafio sendo o clássico no Maracanã, onde o Vasco precisa vencer por dois gols de diferença para chegar à final estadual, o desempenho de Coutinho é visto como peça-chave para o sucesso da equipe comandada por Fábio Carille.

O jogador, que retornou ao clube em julho do ano passado após uma passagem irregular por gigantes europeus como Barcelona e Bayern de Munique, vive um início de 2025 mais promissor do que o visto em 2024. Em apenas nove jogos disputados até agora, ele já soma quatro gols, um número que supera os três marcados em 18 partidas no ano anterior. Além disso, sua capacidade de armar jogadas e posicionar os companheiros em situações favoráveis tem sido destacada como um diferencial na temporada atual, especialmente em partidas como a mais recente, onde a escalação mais ofensiva do time abriu espaços para seu talento brilhar.

Outro fator que chama a atenção é a parceria em campo com o atacante português Nuno Moreira, estreante na equipe. A presença do novo reforço permitiu que Coutinho atuasse mais solto, explorando sua visão de jogo e habilidade técnica. O técnico Fábio Carille, que assumiu o comando do Vasco com a missão de resgatar o futebol competitivo do clube, aposta no posicionamento do meia como armador para extrair o melhor de seu potencial, afastando qualquer possibilidade de utilizá-lo como referência no ataque.

Escalada de Coutinho eleva expectativas no Vasco

Desde que voltou ao Vasco, Philippe Coutinho enfrentou desafios para se readaptar ao futebol brasileiro, marcado por um ritmo diferente do que estava acostumado na Europa. Em 2024, suas atuações foram irregulares, com apenas três gols e uma assistência em 18 jogos, números tímidos para um jogador de seu calibre. Contudo, o cenário mudou em 2025. Com quatro gols em nove partidas, ele já mostra uma eficiência maior, aproveitando a sequência de jogos para ganhar ritmo e confiança. A partida contra o Nova Iguaçu foi um marco: além dos dois gols, Coutinho distribuiu passes precisos e comandou o meio-campo, evidenciando um crescimento que pode ser decisivo nos próximos desafios.

Fábio Carille, treinador conhecido por sua disciplina tática, acredita que o posicionamento do jogador é o segredo para seu sucesso. Diferentemente de um atacante fixo, que joga de costas para o gol, Coutinho rende mais quando atua de frente, com liberdade para criar e finalizar. Na visão do técnico, essa escalação mais ofensiva, com Nuno Moreira como parceiro no ataque, permite que o camisa 11 explore suas principais qualidades. A estreia do português, aliás, foi um catalisador para a atuação de gala do meia, que encontrou mais espaços e opções para construir jogadas.

Apesar do brilho recente, há quem pondere sobre a regularidade de Coutinho. Em jogos contra adversários mais fortes, como o clássico contra o Fluminense no início da temporada, ele até mostrou lampejos de qualidade, mas não conseguiu manter o mesmo nível de destaque em todas as partidas. Para o Vasco, que enfrenta o Flamengo em um confronto decisivo, a expectativa é que o meia consiga repetir a performance vista contra o Nova Iguaçu, trazendo sua experiência internacional para o gramado do Maracanã.

Números e desafios de um camisa 11 em ascensão

Os números de Philippe Coutinho em 2025 revelam um jogador mais envolvido com o coletivo e eficiente nas finalizações. Em comparação com 2024, quando participou de 18 jogos e marcou três gols, o início desta temporada já mostra uma evolução significativa: são quatro gols em apenas nove partidas, além de uma participação mais ativa na criação de jogadas. Esse crescimento é atribuído à sequência de partidas, algo que o jogador não teve com frequência no ano passado devido a lesões e adaptação. Com mais minutos em campo, ele ganha ritmo físico e agilidade no raciocínio, aspectos essenciais para um meia de sua qualidade técnica.

Entre os momentos marcantes da temporada, o chute no ângulo contra o Nova Iguaçu remete a um passado glorioso. Embora o próprio Coutinho evite comparações com o gol marcado pela seleção brasileira na Copa do Mundo de 2018, contra a Suíça, a semelhança técnica é inegável. Ainda assim, o jogador mantém os pés no chão, consciente de que os adversários enfrentados até agora no Carioca e na Copa do Brasil não têm o mesmo peso de competições internacionais. Para ele, a regularidade ainda é o maior desafio a ser superado.

Aqui estão alguns dados que ilustram a evolução de Coutinho no Vasco:

  • 2024: 18 jogos, 3 gols, 1 assistência.
  • 2025 (até março): 9 jogos, 4 gols, participação direta em jogadas ofensivas.
  • Média de gols por jogo: Subiu de 0,16 em 2024 para 0,44 em 2025.

Esses números reforçam a ideia de que o camisa 11 está em uma curva ascendente, mas o verdadeiro teste será contra equipes de maior calibre, como o Flamengo, no próximo sábado.

Caminho do Vasco depende do talento de Coutinho

O Vasco chega ao clássico contra o Flamengo com a missão de reverter uma desvantagem de dois gols, um cenário que exige não apenas organização tática, mas também momentos de genialidade individual. Philippe Coutinho, com sua capacidade de decidir jogos, é a principal esperança do time para alcançar esse objetivo. A vitória por 3 a 0 sobre o Nova Iguaçu, com dois gols do meia, serve como combustível para a torcida acreditar em uma virada no Maracanã, estádio que já foi palco de grandes feitos do clube ao longo de sua história.

Olhando para o calendário de 2025, o Vasco tem pela frente uma temporada intensa, com disputas no Campeonato Carioca, na Copa do Brasil e, futuramente, no Brasileirão. Confira os próximos compromissos que podem definir o rumo do time:

  • Março: Clássico contra o Flamengo (decisão do Carioca).
  • Abril: Fase inicial da Copa do Brasil e preparação para o Brasileirão.
  • Maio: Início do Campeonato Brasileiro, com confrontos contra equipes de peso.

Para Carille, o momento é de ajustes finos na equipe, mas a confiança no camisa 11 é evidente. O treinador destaca que Coutinho precisa de liberdade para jogar, sem a pressão de atuar fora de sua posição natural. A chegada de Nuno Moreira, que estreou com assistências e movimentação, também pode ser um fator determinante para manter o meia em alta.

O que esperar do meia nos próximos jogos

Com o Vasco em busca de uma vaga na final do Carioca, o desempenho de Philippe Coutinho será colocado à prova em um contexto de alta pressão. O clássico contra o Flamengo, marcado para este sábado, não é apenas uma oportunidade de revanche, mas também um teste para a consistência do jogador. Até agora, ele enfrentou adversários de níveis variados, com destaque para a atuação contra o Nova Iguaçu, mas o confronto no Maracanã exige um passo além em termos de regularidade e impacto.

A torcida vascaína, conhecida por sua paixão, deposita grandes expectativas no meia que já brilhou em clubes como Liverpool e na seleção brasileira. O gol contra o Fluminense, no início do ano, e os dois contra o Nova Iguaçu mostram que Coutinho ainda tem lenha para queimar, mas os jogos contra equipes mais qualificadas são o termômetro real de sua volta por cima. Se ele conseguir manter o nível apresentado recentemente, o Vasco pode sonhar não apenas com a final estadual, mas também com uma campanha sólida nas competições nacionais.

Por enquanto, o camisa 11 segue como o maestro de um time em reconstrução. Sua experiência internacional, aliada ao talento natural, é um trunfo que o Vasco não pode desperdiçar. Resta saber se Coutinho conseguirá transformar esses lampejos de genialidade em uma sequência consistente, levando o clube de volta aos dias de glória que os torcedores tanto aguardam.

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