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Loja de material de construção pega fogo no Centro do Rio de Janeiro

Incêndio no Centro do Rio
Incêndio no Centro do Rio - Foto: Reprodução/TV Globo Incêndio no Centro do Rio - Foto: Reprodução/TV Globo

Um incêndio de grandes proporções tomou conta de uma loja de materiais de construção na Rua Costa Ferreira, no Centro do Rio de Janeiro, desde o início da noite desta sexta-feira, 7 de março. O fogo, que começou por volta das 18h, gerou uma imensa coluna de fumaça escura visível de diversos pontos da cidade, como a Central do Brasil e arredores, chamando a atenção de pedestres e motoristas em uma região já marcada pelo intenso movimento do fim de semana. Militares de sete quartéis do Corpo de Bombeiros foram mobilizados para conter as chamas, que se alimentaram de materiais inflamáveis armazenados no galpão, dificultando a operação devido à natureza do estoque e à estrutura do local. Até o momento, não há registro de feridos, mas a situação segue crítica enquanto as equipes trabalham para evitar que o incêndio se espalhe para prédios vizinhos.

A operação de combate ao fogo envolveu uma resposta rápida e coordenada, com os bombeiros chegando ao local logo após o acionamento, às 18h18. A presença de produtos como tintas, solventes e madeiras no interior da loja contribuiu para a intensidade das chamas, enquanto as ruas estreitas da Gamboa, bairro onde o imóvel está situado, dificultaram o acesso das viaturas. Imagens aéreas captadas pelo Globocop revelaram a dimensão do incidente, com o céu encoberto por uma densa nuvem de fumaça que se espalhou por áreas próximas, como a Avenida Presidente Vargas e o entorno do Morro da Providência.

O trânsito na região, já naturalmente congestionado no horário de pico, ficou ainda mais complicado com as interdições necessárias para a atuação dos bombeiros. A Rua Costa Ferreira foi completamente bloqueada a partir da Rua Visconde da Gávea, impactando o fluxo de veículos e pedestres que se deslocavam para a Central do Brasil ou seguiam em direção ao Sambódromo, onde ocorrem preparativos para os desfiles carnavalescos. Equipes da CET-Rio, Guarda Municipal e Defesa Civil foram acionadas para gerenciar a situação e minimizar os transtornos.

Detalhes do combate às chamas no coração do Rio

O esforço para controlar o incêndio na loja de materiais de construção mobilizou militares dos quartéis Central, Humaitá, São Cristóvão, Grajaú e outros três da região metropolitana. Equipados com viaturas e ferramentas específicas, os bombeiros enfrentaram um cenário desafiador, agravado pela quantidade de itens combustíveis no galpão. A estrutura do imóvel, com amplo espaço interno e ventilação limitada, contribuiu para a concentração de calor e fumaça, enquanto as equipes trabalhavam para evitar que o fogo alcançasse edificações próximas, como residências e outros estabelecimentos comerciais.

Por volta das 19h20, as chamas ainda consumiam o interior do galpão, mas os bombeiros já haviam conseguido isolar a área, reduzindo o risco de propagação. A operação contou com o apoio de drones equipados com câmeras térmicas, que ajudaram a identificar os pontos mais quentes do incêndio, permitindo uma ação mais precisa. Apesar da gravidade, a ausência de vítimas foi confirmada pelas autoridades presentes, que mantiveram o perímetro isolado para garantir a segurança de moradores e curiosos que se aglomeravam nas proximidades.

A fumaça escura, resultado da queima de produtos químicos e materiais plásticos, tornou o ar irrespirável em trechos próximos ao local, levando algumas pessoas a usarem máscaras ou deixarem a área. Equipes da Rio Águas e da Secretaria Municipal de Transportes também foram chamadas para monitorar possíveis impactos ambientais e ajustar a circulação de ônibus, que enfrentaram desvios devido ao bloqueio das vias.

Impactos imediatos na região central

A interdição da Rua Costa Ferreira e de trechos da Rua Visconde da Gávea transformou o trânsito em um caos para quem circulava pelo Centro do Rio no início da noite. O Centro de Operações Rio informou que o congestionamento se estendeu até a Rua Bento Ribeiro, próxima à Central do Brasil, agravando um cenário já complicado pelo fluxo de sexta-feira e pelas interdições relacionadas ao Sambódromo. Motoristas foram orientados a buscar rotas alternativas, como a Avenida Presidente Vargas, que, apesar do grande movimento, não sofreu impactos diretos do incêndio.

Além do transtorno viário, a visibilidade reduzida causada pela fumaça afetou pedestres e comerciantes locais, muitos dos quais fecharam suas portas mais cedo por precaução. A proximidade com o Morro da Providência e a Central do Brasil, dois pontos de grande circulação, ampliou a percepção do incidente, que rapidamente ganhou destaque nas redes sociais com fotos e vídeos compartilhados por testemunhas.

Histórico de incêndios no Centro do Rio

Incêndios em galpões e lojas no Centro do Rio não são novidade, e o caso da Rua Costa Ferreira reacende o debate sobre a segurança de imóveis comerciais em áreas densamente povoadas. Em novembro de 2022, um galpão de materiais recicláveis na Rua Frei Caneca, também no Centro, foi consumido por chamas, exigindo a ação de sete quartéis dos bombeiros. Na ocasião, o fogo foi controlado sem vítimas, mas deixou marcas na região, com fumaça densa afetando a qualidade do ar por horas. Outro episódio marcante ocorreu em julho de 2021, quando um galpão no Santo Cristo, na Zona Portuária, pegou fogo, destruindo cenários armazenados no local.

Esses incidentes expõem vulnerabilidades recorrentes, como a presença de materiais inflamáveis em grande quantidade, a precariedade de algumas construções e a dificuldade de acesso em ruas estreitas. No caso atual, a loja de materiais de construção na Gamboa, situada em uma área de tráfego intenso e próxima a comunidades, reforça a necessidade de fiscalização rigorosa e medidas preventivas para evitar tragédias maiores.

A cronologia do incêndio desta sexta-feira segue um padrão observado em outros eventos similares na cidade:

  • 18h: Início do fogo na loja da Rua Costa Ferreira, com primeiros chamados ao Corpo de Bombeiros.
  • 18h18: Chegada das primeiras equipes do Quartel Central, seguida pelo reforço de outros seis quartéis.
  • 19h20: Chamas ainda ativas, mas sob controle parcial, com isolamento do perímetro concluído.
  • Noite: Trabalho de rescaldo em andamento, sem previsão de liberação total da via.

Especificidades do local atingido

Situada na Gamboa, a Rua Costa Ferreira é conhecida por abrigar comércios variados, incluindo depósitos e lojas de construção, muitos instalados em galpões antigos adaptados para atividades comerciais. O imóvel atingido funcionava como um ponto de venda e armazenamento, com estoque que incluía desde madeiras e ferragens até produtos químicos como tintas e solventes. Essa combinação, comum em estabelecimentos do tipo, potencializou a força do incêndio, que encontrou combustível abundante para se alastrar rapidamente.

A localização estratégica, próxima à Central do Brasil e ao Morro da Providência, coloca o galpão em uma área de alta circulação de pessoas e veículos, o que ampliou os impactos do incidente. A estrutura do prédio, embora não apresentasse sinais de colapso até o momento, será avaliada pela Defesa Civil após o rescaldo, para determinar se há danos que possam comprometer a segurança da região.

Medidas emergenciais e apoio logístico

Além dos bombeiros, a resposta ao incêndio envolveu uma operação integrada com diversas entidades municipais. A CET-Rio ajustou o tráfego, sinalizando desvios e orientando motoristas em tempo real por meio de painéis eletrônicos. A Guarda Municipal reforçou o isolamento da área, enquanto a Rio Ônibus monitorou o impacto nos itinerários de linhas que passam pelo Centro, evitando atrasos maiores no transporte público.

A Defesa Civil, por sua vez, mantém equipes de prontidão para avaliar os riscos estruturais do galpão e de imóveis vizinhos após a extinção total do fogo. Apesar da gravidade, a operação dos aeroportos Santos Dumont e Tom Jobim não foi afetada, assim como o fluxo na Avenida Presidente Vargas, principal corredor de ligação entre o Centro e outras zonas da cidade.

O que se sabe até agora sobre o incêndio

Até as 19h desta sexta-feira, o incêndio na Rua Costa Ferreira permanecia como o principal foco de atenção no Centro do Rio. O Corpo de Bombeiros informou que o fogo estava parcialmente controlado, mas o trabalho de rescaldo poderia se estender por horas devido à quantidade de material queimado e à necessidade de evitar novos focos. A ausência de feridos foi um alívio em meio ao cenário caótico, mas as causas do incidente ainda são desconhecidas, com investigações previstas para os próximos dias.

Alguns dados preliminares sobre a ocorrência incluem:

  • Localização: Rua Costa Ferreira, Gamboa, próximo à Central do Brasil.
  • Início: Por volta das 18h, com rápida propagação.
  • Resposta: Sete quartéis mobilizados, com apoio de drones e viaturas especializadas.
  • Impacto: Trânsito interditado e fumaça visível em larga escala.

A Polícia Civil deve assumir a apuração para identificar a origem do fogo, que pode estar ligada a falhas elétricas, descarte inadequado de materiais ou outros fatores ainda sob análise.

Próximos passos após o controle das chamas

Com o incêndio sob controle parcial, o foco das autoridades passa a ser o rescaldo e a avaliação dos danos. Técnicos da Defesa Civil inspecionarão o galpão para verificar a integridade da estrutura, enquanto peritos da Polícia Civil buscarão vestígios que apontem a causa do fogo. A liberação da Rua Costa Ferreira dependerá desses trabalhos, que podem levar horas ou até dias, dependendo da complexidade do cenário encontrado.

A fumaça, que dominou o céu do Centro do Rio, deve se dissipar gradualmente com o fim das chamas, mas os moradores e comerciantes da região seguem atentos aos desdobramentos. O incidente, embora sem vítimas, deixa um alerta sobre os riscos de incêndios em áreas urbanas densas e a importância de medidas preventivas em estabelecimentos comerciais.

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