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Confira a lista dos bilionários mais ricos do mundo em 2025

Elon Musk
Elon Musk - Foto: Frederic Legrand - COMEO / Shutterstock.com Elon Musk - Foto: Frederic Legrand - COMEO / Shutterstock.com

Em um cenário de instabilidade econômica global, fevereiro se revelou um mês desafiador para os bilionários mais ricos do planeta. Juntos, os dez maiores detentores de fortunas perderam impressionantes US$ 140 bilhões (R$ 823,2 bilhões), impactados principalmente por quedas acentuadas nas bolsas de valores. Elon Musk, líder do ranking, viu sua riqueza encolher em US$ 62 bilhões (R$ 364,6 bilhões) devido ao tombo de 25% nas ações da Tesla, enquanto Mark Zuckerberg superou Jeff Bezos e alcançou o segundo lugar. Apesar das perdas generalizadas, Warren Buffett foi a exceção, com um ganho de quase US$ 15 bilhões (R$ 88,2 bilhões). Os números refletem um momento de volatilidade que afetou até mesmo os mais poderosos do mercado financeiro. No início de março, o grupo soma US$ 1,89 trilhão (R$ 11,11 trilhões), uma redução significativa em relação aos US$ 2,03 trilhões (R$ 11,94 trilhões) de um mês antes.

A turbulência nas bolsas foi agravada por fatores como as políticas do governo Trump, que busca cortar empregos federais nos Estados Unidos, gerando incertezas entre investidores. Para Musk, o impacto foi ainda mais pronunciado por questões específicas da Tesla, como a queda nas vendas na Europa e em estados americanos como a Califórnia. Protestos e atos de vandalismo contra concessionárias da empresa, motivados por decisões controversas de Musk no Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), também contribuíram para o cenário negativo.

Enquanto isso, Zuckerberg se beneficiou de uma queda menor em sua fortuna e da fragilidade das ações da Amazon, que derrubaram Bezos. Buffett, por sua vez, colheu os frutos de uma alta de 10% nas ações da Berkshire Hathaway. Esses movimentos mostram como o ranking dos mais ricos pode ser volátil, mesmo entre os gigantes do capitalismo global.

Elon Musk lidera perdas com Tesla em crise

Elon Musk, aos 53 anos, segue como a pessoa mais rica do mundo, mas fevereiro trouxe um revés significativo para o magnata sul-africano naturalizado americano. Sua fortuna, estimada em US$ 359,5 bilhões (R$ 2,11 trilhões) em 1º de março, reflete uma queda drástica após atingir o pico de US$ 400 bilhões (R$ 2,35 trilhões) em dezembro do ano passado. O principal motivo foi o desempenho ruim da Tesla, empresa que responde por grande parte de sua riqueza. As ações da fabricante de veículos elétricos despencaram 25% em um único mês, afetadas por uma combinação de vendas fracas e percepção negativa no mercado. Residentes de Austin, Texas, onde Musk mantém sua base, acompanham de perto essas oscilações, que também impactam a SpaceX e a xAI, suas outras grandes apostas.

A crise da Tesla não veio sozinha. Relatos apontam uma redução expressiva nas vendas de seus modelos na Europa, onde a concorrência com marcas locais e chinesas tem crescido. Nos Estados Unidos, especialmente na Califórnia, a situação foi agravada por protestos. Consumidores insatisfeitos com as demissões em massa promovidas por Musk no DOGE organizaram boicotes e até danificaram concessionárias. Esses eventos abalaram a confiança dos investidores, resultando em uma perda de valor de mercado que tirou Musk do patamar dos US$ 400 bilhões, marco que ele foi o primeiro a alcançar entre os bilionários.

Apesar disso, o empreendedor mantém uma liderança sólida no topo do ranking. A valorização da xAI, que atraiu novos investidores no fim de 2024, e os projetos da SpaceX, como o desenvolvimento de foguetes reutilizáveis, continuam sustentando sua posição. Mesmo com a queda, Musk está US$ 128,5 bilhões (R$ 755,6 bilhões) à frente de Zuckerberg, o que demonstra a robustez de seu império empresarial.

Zuckerberg ultrapassa Bezos em ranking volátil

Mark Zuckerberg, CEO da Meta Platforms, alcançou um feito inédito em março ao se tornar a segunda pessoa mais rica do mundo, com um patrimônio de US$ 231 bilhões (R$ 1,36 trilhões). Aos 40 anos, o americano superou Jeff Bezos, cuja fortuna caiu para US$ 227 bilhões (R$ 1,33 trilhões) após uma baixa de quase 11% nas ações da Amazon em fevereiro. A perda de Bezos, estimada em US$ 23 bilhões (R$ 135,2 bilhões), abriu espaço para Zuckerberg, que, apesar de também registrar uma redução em sua riqueza, sofreu um impacto menor. A ascensão reflete a resiliência da Meta, que inclui plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp, em um mercado digital ainda aquecido.

O declínio da Amazon, por outro lado, foi impulsionado por desafios logísticos e uma percepção de enfraquecimento no varejo online frente a concorrentes. Bezos, que deixou o cargo de CEO em 2021 mas segue como presidente do conselho, viu sua posição no ranking oscilar nos últimos meses. Até o fim de fevereiro, ele ocupava o segundo lugar, mas a queda recente o colocou atrás de Zuckerberg, evidenciando como pequenas variações percentuais podem gerar impactos bilionários entre os mais ricos.

Já Buffett, o único a crescer no período, chegou a US$ 161 bilhões (R$ 946,7 bilhões). A alta de 10% nas ações da Berkshire Hathaway, impulsionada por investimentos em setores como seguros e energia, reforça a estratégia conservadora do investidor de 94 anos. Enquanto isso, Bernard Arnault, com US$ 192 bilhões (R$ 1,13 trilhão), e Amancio Ortega, com US$ 118 bilhões (R$ 694,3 bilhões), completam o top 5, representando os únicos não americanos na lista.

Quem são os 10 mais ricos em março?

Os dez bilionários mais ricos do mundo em 1º de março formam um grupo predominantemente americano, com oito representantes dos Estados Unidos. Elon Musk lidera com US$ 359,5 bilhões, seguido por Zuckerberg e Bezos. Bernard Arnault, francês dono da LVMH, ocupa a quarta posição com US$ 192 bilhões, enquanto Warren Buffett fecha o top 5. Amancio Ortega, espanhol fundador da Zara, aparece em sexto com US$ 118 bilhões. A lista segue com nomes como Larry Ellison (US$ 156 bilhões), Steve Ballmer (US$ 143 bilhões), Larry Page (US$ 132 bilhões) e Sergey Brin (US$ 125 bilhões), todos com fortunas ligadas a tecnologia ou investimentos.

  • Elon Musk: US$ 359,5 bilhões (Tesla, SpaceX, xAI)
  • Mark Zuckerberg: US$ 231 bilhões (Meta Platforms)
  • Jeff Bezos: US$ 227 bilhões (Amazon)
  • Bernard Arnault: US$ 192 bilhões (LVMH)
  • Warren Buffett: US$ 161 bilhões (Berkshire Hathaway)
  • Amancio Ortega: US$ 118 bilhões (Inditex/Zara)
  • Larry Ellison: US$ 156 bilhões (Oracle)
  • Steve Ballmer: US$ 143 bilhões (ex-Microsoft, Clippers)
  • Larry Page: US$ 132 bilhões (Google/Alphabet)
  • Sergey Brin: US$ 125 bilhões (Google/Alphabet)

Esse grupo reúne uma fortuna total de US$ 1,89 trilhão, com cada um possuindo pelo menos US$ 118 bilhões. A ausência de mulheres na lista e a saída de Bill Gates do top 10, após uma redução significativa em seu patrimônio em 2024, são destaques adicionais.

Cronologia das fortunas em 2024 e 2025

A trajetória dos bilionários ao longo dos últimos meses revela a instabilidade do mercado. Confira os principais marcos:

  • Maio de 2024: Elon Musk assume o topo como pessoa mais rica do mundo, posição que mantém até março de 2025.
  • Outubro de 2024: Bill Gates deixa o top 10 após uma contração em sua fortuna.
  • Dezembro de 2024: Musk ultrapassa os US$ 400 bilhões, marco inédito entre bilionários.
  • Fevereiro de 2025: Ações da Tesla caem 25%, e Amazon perde 11% de valor, abalando o ranking.
  • Março de 2025: Zuckerberg sobe para o segundo lugar, enquanto Buffett registra ganhos.

Esses eventos mostram como fatores externos, como políticas governamentais e desempenho de empresas, moldam as fortunas dos mais ricos em curtos períodos.

Impactos econômicos e curiosidades dos bilionários

Fevereiro trouxe perdas expressivas, mas alguns detalhes sobre os dez mais ricos chamam a atenção. A queda de US$ 140 bilhões equivale ao PIB de países como o Marrocos. Enquanto Musk enfrentava protestos, Zuckerberg consolidava sua posição com a Meta, que segue lucrando com publicidade digital. Bezos, apesar do tombo, mantém a Amazon como uma gigante do comércio eletrônico, e Buffett prova que estratégias tradicionais ainda geram resultados em tempos de crise.

Entre os destaques:

  • Oito dos dez bilionários são americanos, refletindo a dominância dos EUA no cenário econômico.
  • Bernard Arnault e Amancio Ortega, únicos europeus, têm fortunas ligadas a moda e luxo.
  • A fortuna de Musk é maior que a soma dos patrimônios de Page e Brin, cofundadores do Google.

Esses números e fatos reforçam a influência desses indivíduos na economia global, mesmo diante de adversidades.

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