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Harry e Meghan transformam vida nos EUA: saiba como o casal lucra após deixar a realeza

Harry e Meghan
Harry e Meghan - Foto: MattKeeble.com / Shutterstock.com Harry e Meghan - Foto: MattKeeble.com / Shutterstock.com

Em 2020, o príncipe Harry e Meghan Markle tomaram uma decisão que mudou os rumos de suas vidas: abandonaram os deveres reais e se mudaram para os Estados Unidos, buscando privacidade e independência financeira. Hoje, cinco anos depois, o casal estabeleceu uma nova rotina em Montecito, na Califórnia, onde criam os filhos Archie, de 5 anos, e Lilibet, de 3 anos. Longe do Reino Unido e dos holofotes da realeza britânica, eles construíram um império comercial que inclui contratos milionários com Netflix, lançamentos de marcas como a American Riviera Orchard e projetos de mídia que refletem seus interesses pessoais. A estreia da série “With Love, Meghan” no dia 4 de março marcou mais um passo na transição do casal de figuras reais para empreendedores de sucesso, com Meghan explorando temas como culinária e amizade em um formato acessível e leve.

A saída da família real não foi apenas uma mudança geográfica, mas uma ruptura com um sistema que, segundo Harry, limitava sua liberdade. Frustrados com a exposição midiática e a falta de autonomia para desenvolver a marca “SussexRoyal”, eles decidiram trilhar um caminho próprio. Harry, ainda quinto na linha de sucessão ao trono britânico, manteve o título de príncipe, enquanto Meghan segue como duquesa de Sussex, mas ambos abriram mão do tratamento de “Sua Alteza Real” e dos privilégios financeiros associados à monarquia. O apoio inicial de Charles, então príncipe de Gales, ajudou na transição, mas hoje o casal depende de suas próprias iniciativas, que vão desde produções audiovisuais até livros e heranças familiares, para sustentar seu estilo de vida nos EUA.

A vida nos Estados Unidos trouxe novos desafios e conquistas. Instalados em uma mansão avaliada em mais de 14 milhões de dólares, Harry e Meghan equilibram a criação dos filhos com projetos que refletem seus valores, como a filantropia através da Archewell Foundation. A série documental “Harry e Meghan”, lançada em 2022, e o livro “Spare”, de 2023, expuseram detalhes de suas experiências na realeza, enquanto a recente “With Love, Meghan” mostra uma faceta mais leve e pessoal da duquesa. Esse mix de negócios e exposição estratégica tem mantido o casal relevante, mesmo estando a milhares de quilômetros de Londres.

Por que Harry e Meghan deixaram a realeza britânica

A decisão de abandonar os deveres reais em janeiro de 2020 veio após anos de tensão com a imprensa e o Palácio de Buckingham. Harry e Meghan, que se conheceram em 2016 e se casaram em 2018 na Capela de São Jorge, em Windsor, enfrentaram uma cobertura midiática intensa que ambos descreveram como invasiva. A gota d’água foi a proibição de desenvolverem a marca “SussexRoyal”, que pretendia ser uma plataforma para seus projetos pessoais e comerciais. Sentindo-se presos em um sistema que não lhes dava espaço para crescer, eles optaram por uma vida independente, anunciando que deixariam de ser “membros seniores” da família real e buscariam sustento fora da monarquia.

Após a saída, Harry perdeu seus títulos militares, algo que ele já afirmou ter sido doloroso, dado seu passado como capitão do exército britânico e fundador dos Invictus Games. Meghan, por sua vez, deixou de lado a carreira de atriz, que incluía mais de 100 episódios na série “Suits”, para se dedicar à vida real e, posteriormente, aos negócios nos EUA. A mudança para a Califórnia em junho de 2020, após uma breve passagem pelo Canadá, foi motivada pelo desejo de criar Archie em um ambiente mais tranquilo, longe das pressões de Londres. Lilibet, nascida em 2021, já é uma “californiana nativa”, como o casal brinca, consolidando a nova base familiar.

O impacto da decisão reverberou na realeza. Quando Charles assumiu o trono em 2022, Archie e Lilibet ganharam os títulos de príncipe e princesa de Sussex, mas a relação de Harry com o irmão William e o pai permanece distante. Visitas ao Reino Unido tornaram-se raras, frequentemente ligadas a eventos específicos ou disputas judiciais, como as ações contra tabloides britânicos. A saída do casal, embora controversa, abriu portas para uma vida que, segundo Harry, reflete o que sua mãe, Diana, princesa de Gales, teria desejado para ele: liberdade e segurança.

Vida nova em Montecito: onde Harry e Meghan se estabeleceram

Desde a mudança para Montecito, uma cidade costeira conhecida por sua privacidade e moradores famosos, Harry e Meghan encontraram um refúgio para construir sua família. A mansão adquirida em 2020, com nove quartos e um terreno amplo, oferece o espaço que eles buscavam para Archie e Lilibet. A localização, a cerca de duas horas de Los Angeles, permite proximidade com a indústria do entretenimento sem o caos da metrópole. Em abril de 2024, documentos oficiais confirmaram os EUA como residência habitual de Harry, encerrando especulações sobre um possível retorno ao Reino Unido.

A saída de Frogmore Cottage, presente da rainha Elizabeth II, foi um marco na transição. Em 2023, o casal foi convidado a desocupar a propriedade em Windsor, que havia sido reformada com fundos públicos antes de sua partida. A decisão gerou debates, mas reforçou a independência deles nos EUA. A vida em Montecito inclui rotinas discretas, como passeios locais com os filhos, e uma segurança reforçada, tema sensível para Harry após anos de ameaças no Reino Unido. Em dezembro de 2024, ele afirmou que sua mãe aprovaria essa escolha, destacando a paz que encontrou no novo lar.

Questões sobre o visto de Harry também surgiram. Um think tank conservador americano questionou sua entrada nos EUA devido a admissões de uso de drogas em “Spare”, mas um juiz federal decidiu em setembro de 2024 que os registros de imigração do príncipe permaneceriam confidenciais. Apesar disso, a vida do casal em Montecito segue firme, com foco em negócios e na criação dos filhos, longe das especulações sobre um retorno à Europa.

Fontes de renda: como Harry e Meghan lucram hoje

Longe da realeza, Harry e Meghan diversificaram suas fontes de renda com projetos ambiciosos. Antes, 95% de sua receita vinha de Charles, então príncipe de Gales, com o restante do Sovereign Grant, fundo público. Após a saída, Charles forneceu uma quantia significativa para a transição, mas o casal agora depende de iniciativas próprias. A Archewell Foundation, criada em 2020, é o braço filantrópico, enquanto acordos comerciais com gigantes como Netflix e Spotify geram milhões. A série “With Love, Meghan”, lançada em 4 de março, é o mais recente fruto do contrato com a Netflix, abordando culinária e lifestyle em oito episódios.

A American Riviera Orchard, marca de Meghan lançada em 2024, promete produtos como geleias e itens de decoração, anunciados em um vídeo retrô com a duquesa cozinhando. Outras produções da Netflix incluem “Polo”, exibida em dezembro de 2024, e documentários como “Harry e Meghan”, que revelou bastidores da realeza. O livro “Spare”, de Harry, vendeu 467 mil cópias na primeira semana em 2023, rendendo lucros e doações a ONGs como Sentebale e WellChild. Meghan também publicou “The Bench” em 2021, um livro infantil, enquanto heranças de Diana (13 milhões de libras) e da rainha-mãe complementam os ganhos.

O fim do contrato de 25 milhões de dólares com o Spotify em 2023, após a série “Archetypes”, levou Meghan a assinar com a Lemonada Media em 2024, com um podcast previsto para este ano. A atuação em “Suits”, que rendeu 50 mil dólares por episódio, ficou no passado, mas os lucros acumulados ajudaram na mudança para os EUA. Esses projetos mostram como o casal transformou sua saída da realeza em uma máquina de negócios lucrativa e autossustentável.

Projetos em destaque: da Netflix à American Riviera Orchard

Os empreendimentos de Harry e Meghan nos EUA refletem suas personalidades e ambições. A parceria com a Netflix, iniciada em 2020, já entregou conteúdos variados. “With Love, Meghan” mostra a duquesa em um ambiente descontraído, cozinhando e recebendo amigos, enquanto “Polo” explora o esporte favorito de Harry. A série “Harry e Meghan”, de 2022, e “The Heart of Invictus”, de 2023, abordaram temas pessoais, como o impacto do serviço militar na vida do príncipe. Esses projetos, parte de um contrato multimilionário, consolidam a Archewell Productions como uma força no mercado audiovisual.

A American Riviera Orchard, lançada por Meghan em março de 2024, é outro destaque. Embora detalhes sejam escassos, imagens de geleias com rótulos personalizados circularam nas redes, sugerindo uma linha de produtos gourmet. O nome remete à região de Santa Bárbara, apelidada de “Riviera Americana”, e o site Sussex.com, criado em 2024, reforça a marca do casal como empreendedores. A combinação de mídia e lifestyle mostra uma estratégia para diversificar receitas e manter relevância, aproveitando a fama global de ambos.

O livro “Spare” também foi um marco. Publicado em janeiro de 2023, ele detalha a relação de Harry com William e Charles, além de sua dor pela morte de Diana. O sucesso comercial, aliado a doações para caridade, ampliou o alcance financeiro e pessoal do príncipe. Esses projetos, somados ao podcast com a Lemonada Media, indicam um futuro promissor para os Sussex nos EUA, longe das restrições da realeza.

Visitas ao Reino Unido: os retornos de Harry em 2025

Embora baseados nos EUA, Harry mantém laços com o Reino Unido, retornando em ocasiões específicas. Em 2025, ele esteve em Londres em janeiro para resolver um caso contra a News Group Newspapers, que resultou em um pedido de desculpas e indenização por invasão de privacidade entre 1996 e 2011. Antes, em setembro de 2024, participou do WellChild Awards, celebrando crianças com doenças graves, um compromisso que reflete seu lado humanitário. Meghan, por sua vez, não o acompanhou nessas viagens, focando nos projetos nos EUA e na rotina com os filhos.

Outros retornos recentes incluem um culto em maio de 2024 na Catedral de São Paulo, pelo 10º aniversário dos Invictus Games, e uma visita em fevereiro de 2024 para ver Charles após o diagnóstico de câncer do rei. O encontro durou 45 minutos, mas Harry não se reuniu com William, evidenciando a distância entre os irmãos. A coroação de Charles, em maio de 2023, e eventos como o Jubileu de Platina e o funeral da rainha Elizabeth II, em 2022, também trouxeram o casal ao Reino Unido, mas a presença de Meghan tem sido rara desde a mudança. Essas visitas mostram um equilíbrio entre deveres passados e a nova vida americana.

Curiosidades sobre Harry e Meghan nos EUA

A trajetória do casal nos Estados Unidos é cheia de detalhes que chamam atenção. Alguns fatos curiosos ilustram essa nova fase:

  • Harry declarou em 2024 que sua vida na Califórnia é o que Diana teria desejado para ele.
  • Meghan enviou geleias da American Riviera Orchard a amigos famosos, como Kris Jenner, em 2024.
  • “Spare” foi o livro de não-ficção mais vendido no Reino Unido em 2023, com 467 mil cópias na estreia.
  • O casal mantém um perfil discreto em Montecito, mas já foi visto em cafés locais com os filhos.

Esses pontos destacam como Harry e Meghan adaptaram sua imagem pública a um estilo de vida mais reservado, mas ainda influente. A escolha de Montecito como lar reflete a busca por privacidade, enquanto os projetos comerciais mantêm sua visibilidade global.

Segurança e disputas judiciais: os desafios de Harry no Reino Unido

Proteger a família é uma prioridade para Harry, que já enfrentou o governo britânico na justiça por causa da segurança. Após deixar os deveres reais, ele perdeu o nível de proteção oferecido a membros ativos da monarquia. Em 2024, o Supremo Tribunal decidiu que as medidas “bespoke” oferecidas pelo Home Office eram legais, rejeitando o pedido de Harry para pagar por uma segurança mais robusta. Em junho, sua equipe obteve permissão para recorrer, sinalizando que a questão permanece em aberto.

As disputas contra jornais também marcaram 2025. Em janeiro, Harry venceu um caso contra a News Group Newspapers, recebendo indenização e um pedido de desculpas por invasões de privacidade que afetaram até Diana. Outro processo, contra a Mirror Group Newspapers, rendeu 140.600 libras em danos em 2024, enquanto uma ação contra a Associated Newspapers segue em andamento. Esses embates mostram o esforço do príncipe para proteger sua família e corrigir injustiças do passado, mesmo vivendo nos EUA.

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