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Pagamento do décimo terceiro em 2025: veja datas e regras para trabalhadores e aposentados do INSS

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Dinheiro Pagamento - Foto: rafastockbr/ Shutterstock.com Pagamento Dinheiro INSS - Foto: rafastockbr/ Shutterstock.com

O décimo terceiro salário é um dos momentos mais aguardados por milhões de trabalhadores e aposentados no país. Em 2025, o benefício promete novamente injetar bilhões na economia, aquecendo o comércio e ajudando famílias a organizarem suas finanças. Tanto os empregados do setor privado quanto os segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) têm calendários distintos a seguir, com prazos fixos para empresas e uma possível antecipação para beneficiários da Previdência. A movimentação financeira, que em 2024 alcançou R$ 321 bilhões, deve manter seu impacto significativo neste ano, beneficiando mais de 90 milhões de pessoas.

Para os trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), as empresas devem cumprir datas obrigatórias, sob risco de penalidades. Já os aposentados e pensionistas do INSS acompanham um cronograma que pode ser ajustado pelo governo, como ocorreu nos últimos anos com antecipações para o primeiro semestre. Essas diferenças influenciam diretamente o planejamento financeiro de cada grupo, seja para pagar contas, comprar presentes ou investir. Com a economia ainda em recuperação de desafios recentes, o abono anual segue como um alívio essencial.

A relevância do décimo terceiro vai além do bolso dos beneficiários. Ele impulsiona setores como varejo, serviços e turismo, especialmente em períodos sazonais como o Natal e o início do ano. Em 2024, o pagamento representou cerca de 3% do PIB nacional, e as projeções para 2025 apontam para números semelhantes, com impacto direto no consumo. Entenda agora como funcionam as regras, os prazos e o que esperar para este ano.

Como funciona o décimo terceiro no setor privado

A legislação trabalhista estabelece prazos claros para o pagamento do décimo terceiro por empresas privadas. O benefício deve ser pago em até duas parcelas: a primeira, equivalente a 50% do salário bruto, sem descontos, tem como limite o dia 30 de novembro. A segunda parcela, que inclui deduções como INSS e Imposto de Renda, deve ser depositada até 20 de dezembro. Se essas datas caírem em fins de semana ou feriados, o pagamento é antecipado para o último dia útil anterior, garantindo que os trabalhadores recebam dentro do prazo.

Muitas empresas optam por adiantar a primeira parcela ao longo do ano, geralmente junto às férias dos funcionários, desde que haja solicitação formal até janeiro. Essa flexibilidade ajuda a diluir os custos para os empregadores e permite que os trabalhadores usem o dinheiro extra em momentos estratégicos. Em 2024, o descumprimento desses prazos gerou denúncias trabalhistas em várias regiões, destacando a importância de as empresas se planejarem com antecedência para evitar problemas legais.

O cálculo do benefício é baseado no salário bruto, dividido por 12 e multiplicado pelo número de meses trabalhados. Meses com mais de 15 dias de serviço contam como integrais. Adicionais como horas extras, comissões, periculosidade ou insalubridade também entram na conta, assegurando um valor justo. Um trabalhador com salário de R$ 1.518, projetado como salário mínimo para 2025, que atuou o ano inteiro, receberá R$ 759 na primeira parcela e o restante, com descontos, na segunda.

Quem tem direito ao benefício nas empresas

Têm direito ao décimo terceiro os empregados contratados sob o regime CLT, incluindo temporários e avulsos, desde que tenham trabalhado pelo menos 15 dias em um mês. O benefício é proporcional ao tempo de serviço: quem começou em julho, por exemplo, receberá 6/12 do salário bruto. Afastamentos por acidente ou licença-maternidade não prejudicam o pagamento, com a empresa cobrindo o período trabalhado e o INSS ajustando o restante, se aplicável.

Exceções existem. Estagiários, autônomos e trabalhadores sem carteira assinada não recebem o abono. Em 2024, cerca de 57 milhões de empregados do setor privado foram beneficiados, número que deve crescer em 2025 com a retomada gradual de contratações formais. A obrigatoriedade do pagamento reforça a proteção trabalhista e estimula a formalização no mercado.

Impacto do décimo terceiro no comércio e serviços

O pagamento do décimo terceiro pelas empresas privadas é um dos principais motores do consumo no fim do ano. Em dezembro, o aumento das vendas é evidente em setores como varejo, alimentação e turismo. Lojas de eletrodomésticos, roupas e supermercados registraram alta significativa em 2024, tendência que deve se repetir em 2025. Pequenos comerciantes, em especial, dependem desse fluxo para fechar o ano no azul.

Além disso, o benefício estimula a criação de empregos temporários. Em 2024, mais de 100 mil vagas sazonais foram abertas no último trimestre, segundo estimativas do comércio. Para 2025, a expectativa é de um aquecimento semelhante, com o dinheiro extra circulando em compras de Natal, viagens e serviços. Esse ciclo econômico beneficia desde grandes redes até negócios locais, como feiras e restaurantes.

  • Setores mais impactados: varejo, alimentação, turismo e serviços.
  • Volume financeiro: R$ 321 bilhões em 2024, com previsão similar para 2025.
  • Empregos temporários: mais de 100 mil vagas esperadas no fim do ano.

INSS antecipa pagamentos: o que esperar em 2025

Nos últimos anos, o governo federal tem antecipado o décimo terceiro dos segurados do INSS, uma prática iniciada em 2020 para enfrentar a crise da pandemia. Em 2024, as parcelas foram liberadas entre abril e junho, injetando R$ 67,6 bilhões na economia. Para 2025, embora o calendário oficial ainda não tenha sido divulgado, a tendência é que os pagamentos sigam esse padrão, com a primeira parcela entre abril e maio e a segunda entre maio e junho.

A decisão depende do cenário econômico e das prioridades do governo. Em anos anteriores, os anúncios ocorreram entre março e abril, com depósitos escalonados pelo número final do benefício. A antecipação beneficia cerca de 33 milhões de aposentados e pensionistas, aliviando o orçamento em meses críticos e reduzindo a dependência de empréstimos consignados. Em 2024, o impacto foi sentido especialmente em cidades menores, onde os segurados têm peso significativo na economia local.

Calendário do INSS: datas prováveis para 2025

O INSS organiza os pagamentos com base no número final do benefício, excluindo o dígito após o traço. Quem recebe até um salário mínimo tem depósitos mais cedo no mês; acima disso, os pagamentos começam no início do mês seguinte. Em 2024, a primeira parcela foi paga de 24 de abril a 8 de maio, e a segunda, de 24 de maio a 7 de junho. Para 2025, o cronograma deve ser publicado no início do ano, mas o histórico sugere antecipação.

Possíveis períodos de pagamento incluem:

  • Primeira parcela: final de abril a início de maio.
  • Segunda parcela: final de maio a início de junho.
  • Anúncio oficial: esperado entre março e abril.

A ordem dos depósitos segue a mesma lógica anual, priorizando beneficiários de menor renda. Cerca de 33,6 milhões de segurados receberam o abono em 2024, e o número pode aumentar em 2025 com novos aposentados entrando no sistema.

Quem recebe o décimo terceiro pelo INSS

São elegíveis ao benefício os segurados que recebem aposentadoria, pensão por morte, auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente ou auxílio-reclusão. O valor é proporcional ao tempo de recebimento no ano. Um aposentado que começou a receber em março, por exemplo, terá o abono calculado sobre 10 meses, de março a dezembro, caso siga o calendário tradicional. A primeira parcela não tem descontos, enquanto a segunda inclui Imposto de Renda, se aplicável.

Benefícios assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), não dão direito ao décimo terceiro. Em 2024, o pagamento da segunda parcela, no valor de R$ 33,92 bilhões, foi concluído em junho, ajudando a movimentar o comércio local. Para 2025, o efeito econômico deve ser semelhante, com reflexos em setores como alimentação e vestuário.

Diferenças entre empresas e INSS

Enquanto as empresas têm prazos fixos e podem escolher quando pagar a primeira parcela até 30 de novembro, o INSS segue um calendário unificado, ajustado pelo governo. Outra distinção está nos descontos: nas empresas, INSS e Imposto de Renda incidem apenas na segunda parcela; no INSS, a primeira é integral, e a segunda tem deduções. Essas regras afetam o valor líquido recebido por cada grupo.

Trabalhadores afastados por acidente recebem o proporcional ao tempo trabalhado pela empresa, com o INSS cobrindo o período de afastamento. Já em licença-maternidade, o benefício é pago normalmente. Para os segurados do INSS, auxílios temporários têm o valor ajustado ao tempo de duração, garantindo equidade no cálculo.

Como calcular o décimo terceiro passo a passo

Calcular o décimo terceiro é simples, mas exige atenção. Para trabalhadores, divide-se o salário bruto por 12 e multiplica-se pelos meses trabalhados. Um empregado com R$ 1.518 mensais que atuou o ano todo receberá R$ 759 na primeira parcela e o restante na segunda, após descontos. No INSS, o valor é o benefício mensal, ajustado proporcionalmente se o segurado começou a receber durante o ano.

Adicionais como horas extras ou periculosidade entram no cálculo do setor privado. No INSS, o abono reflete o valor do benefício vigente. Em 2024, erros no cálculo levaram a reclamações, o que reforça a necessidade de conferir extratos e contracheques.

Prepare-se para receber o benefício

Trabalhadores podem confirmar com o empregador se há planos de antecipação da primeira parcela. Já os segurados do INSS têm acesso ao extrato pelo aplicativo Meu INSS ou pelo telefone 135, verificando o número do benefício e as datas previstas. Em 2024, mais de 33 milhões de beneficiários receberam o abono, e o número deve crescer em 2025 com a inclusão de novos aposentados.

Organizar as finanças é essencial. O dinheiro extra pode ser usado para quitar dívidas, fazer compras sazonais ou guardar para emergências. Comerciantes já se preparam para a demanda, especialmente no fim do ano para trabalhadores e no primeiro semestre para aposentados, caso a antecipação do INSS se confirme.

Setores beneficiados pelo abono anual

O décimo terceiro impacta diretamente o comércio e os serviços. Em 2024, o varejo registrou alta nas vendas de eletrodomésticos, roupas e alimentos, padrão que deve continuar em 2025. A injeção de bilhões na economia também estimula contratações temporárias, fortalecendo a cadeia produtiva. Pequenos negócios, como padarias e salões de beleza, sentem o reflexo imediato do aumento no consumo.

  • Principais beneficiados: varejo, alimentação, turismo.
  • Efeito sazonal: pico em dezembro para empresas, primeiro semestre para INSS.
  • Criação de vagas: mais de 100 mil empregos temporários esperados.

O que fazer em caso de atraso

Atrasos no pagamento pelas empresas geram multas e podem levar a ações trabalhistas, com correção do valor devido. Em 2024, denúncias no Ministério do Trabalho aumentaram em regiões afetadas por crises, como enchentes no Sul. Para o INSS, falhas bancárias ou problemas de identificação são resolvidos pelo telefone 135 ou em agências, com soluções emergenciais em casos extremos.

Em situações como as enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul, bancos ofereceram carretas de atendimento para garantir o acesso ao benefício. Trabalhadores e aposentados devem monitorar depósitos e buscar ajuda rapidamente em caso de irregularidades.

Curiosidades sobre o décimo terceiro

O benefício tem histórias e particularidades interessantes. Criado em 1962 pela Lei 4.090, é uma das poucas gratificações natalinas obrigatórias no mundo. Em 2024, o volume pago superou R$ 321 bilhões, refletindo sua escala. Estagiários e beneficiários do BPC, porém, ficam de fora, o que gera debates sobre inclusão.

Outro ponto curioso é o impacto regional. Em cidades pequenas, o pagamento do INSS sustenta economias locais, enquanto nas grandes, o setor privado domina o consumo. Para 2025, o abono deve continuar como peça-chave na dinâmica financeira do país.

Cronograma histórico do INSS

Nos últimos anos, o pagamento do décimo terceiro pelo INSS seguiu um padrão de antecipação:

  • 2020: abril e maio.
  • 2021: maio e julho.
  • 2022 e 2023: maio e junho.
  • 2024: abril a maio e maio a junho.

Esse histórico ajuda a prever 2025, com depósitos prováveis no primeiro semestre. A confirmação oficial sai no início do ano, mas o planejamento já pode começar com base nessas tendências.

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