A etapa de El Salvador do Circuito Mundial de Surfe (WSL) segue a todo vapor em Punta Roca, com os brasileiros mostrando força nas ondas do Oceano Pacífico. Nesta sexta-feira, 4 de abril, Luana Silva destacou-se na repescagem feminina ao conquistar uma nota 6.0 em sua primeira onda, assumindo a liderança de sua bateria contra adversárias de peso como Sally Fitzgibbons e Alyssa Spencer. A competição, que começou no dia 2 e vai até 12 de abril, reúne 11 surfistas do Brasil na briga pelo título da quarta parada da temporada 2025. Enquanto isso, nomes como Italo Ferreira, Filipe Toledo e Ian Gouveia já garantiram vagas no round 3 masculino, consolidando a presença brasileira na elite do surfe mundial.
Entre os destaques do dia, Luana Silva entrou na água determinada a reverter sua queda para a repescagem no round 1. Na quinta-feira, a brasileira enfrentou Brisa Hennessy e Tyler Wright, mas acabou superada nos segundos finais, recebendo uma nota 3.17 em sua estreia. Agora, na repescagem, ela mostrou evolução com manobras consistentes, alcançando um total de 9.50 com suas duas melhores ondas até o momento. A bateria, marcada por condições desafiadoras de ondas irregulares de até 1 metro, exige estratégia e paciência dos competidores.
No masculino, o Brasil também teve um desempenho sólido. Italo Ferreira, atual líder do ranking mundial, cravou uma nota 8.0 a três minutos do fim de sua bateria no round 1, assegurando a liderança e a classificação direta ao round 3. Filipe Toledo, único brasileiro campeão em Punta Roca, somou 7.77 em sua terceira onda, mantendo-se à frente dos rivais. Ian Gouveia, com 5.57, e Deivid Silva também avançaram, enquanto Miguel Pupo e Samuel Pupo foram para a repescagem, onde seguem na luta por uma vaga na próxima fase.
Desempenho brasileiro chama atenção em El Salvador
A bancada de Punta Roca, conhecida por suas direitas longas e perfeitas, tem sido o palco ideal para os brasileiros exibirem seu talento. Com um litoral voltado para o Oceano Pacífico, El Salvador oferece condições que favorecem o estilo agressivo e fluido da “Brazilian Storm”. Dos 11 surfistas do país na competição, seis já estão garantidos no round 3 masculino: Italo Ferreira, Filipe Toledo, Ian Gouveia, Deivid Silva, João Chianca e Yago Dora. A força coletiva reforça a posição do Brasil como uma das potências do surfe mundial em 2025.
Luana Silva, única representante feminina do Brasil na etapa, carrega a responsabilidade de manter o legado de Tatiana Weston-Webb, que anunciou uma pausa na carreira para cuidar da saúde mental. Aos 20 anos, a campeã mundial júnior de 2024 tem se destacado pela versatilidade. Na repescagem, sua nota 6.0 veio de uma combinação de rasgadas e batidas precisas, demonstrando controle em um mar que exige adaptação constante devido às séries demoradas.
Já no masculino, a disputa tem sido marcada por notas altas e rivalidades intensas. Leonardo Fioravanti, da Itália, lidera o ranking de melhor onda individual até agora, com 8.33, enquanto Kanoa Igarashi, do Japão, terminou sua bateria com 6.93. Seth Moniz, havaiano, fechou o round 1 com 4.87, ficando em segundo lugar. Os brasileiros, no entanto, não ficam atrás, com Italo e Filipe mostrando consistência em suas apresentações.
Caminho dos brasileiros na competição
O desempenho do Brasil na etapa de El Salvador reflete a preparação intensa para a temporada 2025, que conta com 12 paradas ao redor do mundo. Após três etapas já disputadas — Pipeline, Abu Dhabi e Peniche —, os surfistas brasileiros chegam à quarta etapa com objetivos claros. Italo Ferreira, que venceu em Abu Dhabi e foi vice em Peniche, lidera o ranking mundial. Yago Dora, atual vice-campeão em El Salvador, está em quarto lugar, enquanto Filipe Toledo, bicampeão mundial, retorna após um ano sabático com foco renovado.
Na categoria feminina, Luana Silva enfrenta um cenário competitivo. Após ser superada por Brisa Hennessy (5.50) e Tyler Wright (5.37) no round 1, ela agora encara Sally Fitzgibbons, ex-top do ranking, e Alyssa Spencer, promessa americana, na repescagem. A bateria, que começou com Sally na liderança com 8.33, viu Luana reagir com uma onda de 7.00, disparando na pontuação e mostrando que está na briga pelas oitavas de final.
- Italo Ferreira: Nota 8.0 no round 1, líder do ranking mundial.
- Filipe Toledo: 7.77 na terceira onda, único campeão brasileiro em Punta Roca.
- Luana Silva: 6.0 na repescagem, total de 9.50 até o momento.
- Yago Dora: Avançou ao round 3, quarto no ranking geral.
Cronograma da etapa de El Salvador
A competição em Punta Roca segue um calendário intenso, com chamadas diárias ajustadas às condições do mar. Iniciada em 2 de abril, a etapa tem previsão de término no dia 12, com a próxima chamada marcada para as 5h50 (horário local) deste sábado, 5 de abril. A organização monitora as ondas, que variam entre 1 e 1,5 metro, para definir as baterias do dia, incluindo a conclusão da repescagem feminina e o início do round 3 masculino.
O evento é dividido em fases eliminatórias e classificatórias:
- Round 1: Disputado entre 2 e 3 de abril, com seis brasileiros avançando direto.
- Repescagem: Iniciada em 4 de abril, definindo os últimos classificados para as oitavas.
- Round 3: Previsto para começar no fim de semana, com confrontos diretos.
- Fases finais: Quartas, semifinais e final agendadas até 12 de abril.
A janela de 11 dias permite ajustes conforme o swell, garantindo que as melhores condições sejam aproveitadas pelos atletas.
Destaques internacionais aquecem a disputa
Além dos brasileiros, surfistas de outros países têm brilhado em El Salvador. Leonardo Fioravanti impressionou com sua nota 8.33 logo na primeira onda do round 1, assumindo temporariamente a liderança entre as performances individuais. Kanoa Igarashi, com 6.93, mostrou regularidade, enquanto Kirra Pinkerton, na repescagem feminina, alcançou 6.67, pressionando Luana Silva na bateria em andamento. Esses números refletem o alto nível técnico da competição neste início de abril.
Filipe Toledo, por sua vez, não deixou por menos. Sua nota 7.77 veio de uma sequência de manobras fluidas e potentes, consolidando sua liderança na bateria contra Ian Gouveia e o mexicano Alan Cleland. Após a apresentação, o brasileiro chegou a questionar os critérios de julgamento, mas manteve o foco na classificação. Ian, com 5.57, ficou em segundo, enquanto Cleland foi para a repescagem.
No feminino, a repescagem tem sido um teste de resistência. Sally Fitzgibbons, com um aéreo incompleto, ainda conseguiu 8.33, mas Luana respondeu com uma onda de 7.00, retomando a liderança. Alyssa Spencer, por outro lado, segue na busca por uma pontuação que a coloque nas oitavas, enquanto o mar de Punta Roca alterna momentos de calmaria e séries mais consistentes.
Força da Brazilian Storm em números
Os 11 surfistas brasileiros na etapa de El Salvador representam uma das maiores delegações da temporada. Desde o início do ano, o país acumula resultados expressivos: Italo Ferreira venceu em Abu Dhabi, Yago Dora levou o título em Peniche, e Filipe Toledo retorna como bicampeão mundial (2022 e 2023). Na categoria feminina, Luana Silva, que herdou a vaga de Stephanie Gilmore no Championship Tour (CT), é a aposta para suceder Tatiana Weston-Webb, vice-campeã olímpica em Paris 2024.
A presença brasileira em Punta Roca não é novidade. Em 2024, Yago Dora chegou à final, ficando com o vice-campeonato, enquanto Filipe Toledo já levantou o troféu na bancada salvadorenha. Agora, com seis atletas no round 3 e Luana na luta pela repescagem, o Brasil tem chances reais de dominar as fases finais. A combinação de experiência e juventude, como no caso de Ian Gouveia e João Chianca, fortalece ainda mais a equipe.
Entre os homens, a liderança de Italo no ranking mundial é sustentada por uma campanha sólida: campeão em Abu Dhabi, semifinalista em Pipeline e vice em Peniche. Yago, quarto colocado, aposta na consistência para subir posições, enquanto Toledo, após um ano afastado, busca recuperar o topo. Deivid Silva e João Chianca, por sua vez, avançaram com notas sólidas, mantendo o Brasil em alta.
Pressão e estratégia na repescagem feminina
Luana Silva entrou na repescagem com a missão de apagar a derrota no round 1. Contra Brisa Hennessy e Tyler Wright, a brasileira chegou a liderar com 6.74 no somatório, mas uma onda de 3.60 de Hennessy nos segundos finais mudou o cenário. Agora, diante de Sally Fitzgibbons e Alyssa Spencer, Luana mostra evolução. Sua primeira onda, avaliada em 6.0, foi seguida por uma de 7.00, totalizando 13.00 até o momento — um salto significativo em relação à estreia.
Sally, conhecida por sua experiência no CT, abriu a bateria com 8.33, mas não conseguiu completar um aéreo que poderia aumentar sua vantagem. Alyssa, por outro lado, ainda busca uma onda expressiva para ultrapassar as rivais. As condições do mar, com séries espaçadas, exigem que as surfistas escolham bem suas ondas, tornando a disputa uma mistura de técnica e paciência.
A bateria segue em andamento, com Luana na liderança e nove minutos restantes. A brasileira, que já enfrentou desafios em etapas anteriores como Abu Dhabi e Peniche, sabe que uma vaga nas oitavas é essencial para ganhar ritmo na temporada. Sua performance em Punta Roca pode definir o tom de sua campanha em 2025.
Talentos em ascensão e veteranos na briga
Além de Luana, outros nomes prometem agitar a competição. Kirra Pinkerton, com 6.67 na repescagem, é uma das jovens surfistas em destaque, enquanto Leonardo Fioravanti, aos 27 anos, prova que os europeus têm espaço na elite. Kanoa Igarashi, com sua regularidade, e Seth Moniz, com estilo havaiano característico, também estão entre os favoritos para as fases finais.
Entre os veteranos, Filipe Toledo e Italo Ferreira carregam a experiência de títulos mundiais. Toledo, que enfrentou críticas por seu desempenho em ondas grandes no passado, parece adaptado às direitas de Punta Roca, onde já venceu. Italo, por sua vez, combina explosividade e estratégia, como mostrou com sua nota 8.0 no round 1. A disputa entre os dois pode ser um dos pontos altos da etapa.
No feminino, a ausência de Tatiana Weston-Webb abre espaço para Luana Silva consolidar seu nome. Com apenas duas temporadas completas no CT (2022 e 2024), ela já enfrentou tops como Caitlin Simmers e Caroline Marks, mostrando potencial para chegar ao top-10. Sua trajetória, que inclui o título mundial júnior, é um indicativo de que o Brasil pode ter uma nova estrela na categoria.
Calendário do Circuito Mundial em 2025
A temporada 2025 da WSL está quase na metade, com El Salvador marcando a quarta de 12 etapas. O calendário começou em Pipeline, no Havaí, em janeiro, seguido por Abu Dhabi, em fevereiro, e Peniche, em março. Após Punta Roca, os surfistas seguem para a Austrália, com paradas em Bells Beach e Margaret River, antes do corte do meio da temporada, que define os classificados para as fases finais.
- Janeiro: Pipeline (Havaí)
- Fevereiro: Abu Dhabi (Emirados Árabes)
- Março: Peniche (Portugal)
- Abril: El Salvador (Punta Roca)
- Maio: Bells Beach (Austrália)
A etapa salvadorenha, realizada entre 2 e 12 de abril, é crucial para os brasileiros manterem suas posições no ranking. Com o swell previsto para os próximos dias, a expectativa é de ondas maiores, o que pode favorecer o estilo agressivo da “Brazilian Storm”.
Números que impressionam em Punta Roca
A competição em El Salvador já registra marcas expressivas. Leonardo Fioravanti lidera com a maior nota individual (8.33), seguido de perto por Italo Ferreira (8.0) e Filipe Toledo (7.77). No feminino, Luana Silva alcançou 7.00 na repescagem, enquanto Sally Fitzgibbons soma 8.33. Esses números mostram o equilíbrio entre os competidores e a qualidade das ondas em Punta Roca.
Entre os brasileiros, seis dos 11 avançaram direto ao round 3, enquanto quatro (Miguel Pupo, Samuel Pupo, Alejo Muniz e Edgard Groggia) disputam a repescagem masculina. Luana, única mulher do país na etapa, tem a chance de se juntar às oitavas, consolidando a presença brasileira nas duas categorias. A etapa, que distribui pontos importantes no ranking, pode ser decisiva para as pretensões de título em 2025.
Com mais de uma semana pela frente, a disputa em El Salvador promete emoções até o último dia. A combinação de talentos emergentes, como Luana Silva, e veteranos como Italo Ferreira e Filipe Toledo, mantém o Brasil no centro das atenções no surfe mundial.