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Saiba como receber o 13º do INSS: calendário antecipado começa em 24 de abril

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A antecipação do 13º salário do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em 2025 está movimentando a rotina de milhões de aposentados e pensionistas no país. Pelo sexto ano consecutivo, o governo federal optou por adiantar o pagamento desse benefício, uma medida que começou em 2020 como resposta à pandemia e se consolidou como prática para estimular a economia no primeiro semestre. Com a primeira parcela prevista para o período entre 24 de abril e 8 de maio e a segunda entre 26 de maio e 6 de junho, cerca de 34,2 milhões de segurados serão contemplados. O impacto econômico é expressivo: a liberação desses valores deve injetar R$ 73,3 bilhões na economia, oferecendo alívio financeiro a beneficiários e aquecendo o comércio local em diversas regiões.

Confirmada por decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a iniciativa mantém o padrão dos últimos anos, priorizando quem recebe até um salário mínimo nas primeiras datas de depósito. O calendário é organizado com base no número final do cartão de benefício, desconsiderando o dígito verificador após o traço, garantindo uma distribuição ordenada dos pagamentos. A medida beneficia diretamente aposentados, pensionistas e titulares de auxílios de longa duração, mas exclui quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou a Renda Mensal Vitalícia, categorias que não têm direito ao 13º por lei.

A consulta aos valores e datas está disponível de forma prática pelo site ou aplicativo Meu INSS, acessíveis com login via CPF e senha no sistema gov.br. Outra opção é o telefone 135, que opera de segunda a sábado, das 7h às 22h, exigindo apenas a confirmação de dados cadastrais para garantir a segurança do atendimento. Com essa estrutura, o INSS busca facilitar o acesso às informações e evitar transtornos para os segurados.

Cartão INSS
Cartão INSS – Foto: rafapress/ Depositphotos.com

Entenda o calendário de pagamento do 13º

Organizar as finanças pessoais ficou mais fácil para os segurados do INSS com a divulgação antecipada das datas de pagamento do 13º salário. A primeira parcela começa a ser depositada em 24 de abril para quem tem número final do benefício (NB) 1 e recebe até um salário mínimo, enquanto os beneficiários com valores acima desse patamar terão os depósitos iniciados em 2 de maio, começando pelos finais 1 e 6. Já a segunda parcela segue um cronograma similar, iniciando em 26 de maio para os de até um salário mínimo e em 2 de junho para os de valores superiores.

A divisão em duas etapas segue a legislação previdenciária: a primeira parcela corresponde a 50% do benefício, sem descontos, enquanto a segunda inclui deduções como o Imposto de Renda, quando aplicável. Essa estrutura permite que os segurados planejem seus gastos ao longo de dois meses, especialmente em um período de alta demanda econômica como o primeiro semestre. Para os 28,2 milhões que recebem até um salário mínimo, os pagamentos se estendem até 8 de maio na primeira fase e até 6 de junho na segunda, enquanto os 12,3 milhões acima desse valor têm o cronograma ajustado às mesmas datas finais.

  • Primeira parcela para até um salário mínimo: 24 de abril a 8 de maio
  • Primeira parcela para acima de um salário mínimo: 2 de maio a 8 de maio
  • Segunda parcela para até um salário mínimo: 26 de maio a 6 de junho
  • Segunda parcela para acima de um salário mínimo: 2 de junho a 6 de junho

Impacto econômico da antecipação

A liberação de R$ 73,3 bilhões em 2025 por meio do 13º antecipado do INSS representa um impulso significativo para a economia nacional. Esse montante, distribuído entre abril e junho, chega em um momento estratégico, coincidindo com o período pós-Páscoa e pré-Dia dos Pais, quando o comércio geralmente busca recuperação. Pequenos negócios, como mercados e farmácias, devem ser os mais beneficiados, já que grande parte dos segurados utiliza o benefício para despesas essenciais, como alimentação e medicamentos.

Em anos anteriores, a antecipação mostrou resultados positivos. Em 2024, por exemplo, o pagamento injetou cerca de R$ 70 bilhões na economia, com impacto notável em cidades menores, onde a renda de aposentados e pensionistas é uma das principais fontes de circulação de dinheiro. A expectativa para este ano é que o valor maior, ajustado ao reajuste do salário mínimo de R$ 1.518, amplifique esse efeito, especialmente nas regiões Sudeste e Nordeste, que concentram a maior parte dos beneficiários.

Além do aspecto econômico, a medida reflete uma política de suporte aos segurados. Com a inflação acumulada afetando o poder de compra, o adiantamento do 13º oferece um respiro financeiro, permitindo que os beneficiários cubram custos imediatos sem depender de crédito ou adiamento de despesas. O governo destaca que a antecipação não gera despesa extra, pois os recursos já estavam previstos no orçamento anual do INSS.

Quem tem direito ao 13º do INSS

Nem todos os segurados do INSS recebem o 13º salário, o que exige atenção para evitar confusões. O benefício é garantido a aposentados, pensionistas e titulares de auxílios como o por incapacidade temporária, acidente ou reclusão, desde que o pagamento seja contínuo. Em 2025, cerca de 34,2 milhões de pessoas estão nessa lista, abrangendo tanto quem ganha até um salário mínimo quanto quem recebe valores superiores, com o teto do benefício fixado em R$ 8.157,41 após o reajuste deste ano.

Por outro lado, aproximadamente 4,8 milhões de beneficiários do BPC, voltado a idosos acima de 65 anos e pessoas com deficiência de baixa renda, não têm direito ao 13º. O mesmo vale para a Renda Mensal Vitalícia, destinada a trabalhadores com incapacidade antes da criação do INSS em 1991. Essas exclusões seguem a legislação vigente e são motivo de debates frequentes, mas não há previsão de mudanças para este ano.

A diferenciação entre os beneficiários é clara no calendário. Enquanto os 28,2 milhões que recebem até R$ 1.518 terão o dinheiro disponível primeiro, os 12,3 milhões com valores maiores seguem um cronograma ajustado, garantindo que todos os elegíveis sejam atendidos até o início de junho. A consulta ao status do benefício pode ser feita pelo Meu INSS ou pelo telefone 135.

Passo a passo para consultar o 13º

Acessar informações sobre o 13º salário do INSS é um processo simples e acessível a todos os segurados. Pelo site ou aplicativo Meu INSS, o usuário precisa apenas de um CPF e senha registrados no gov.br. Após o login, a opção “Extrato de Contribuição” exibe os detalhes do pagamento, incluindo valores e datas específicas. Para quem prefere, o arquivo pode ser baixado em PDF com um clique, facilitando o arquivamento ou uso em declarações.

O atendimento telefônico pelo número 135 é outra alternativa prática. Disponível de segunda a sábado, das 7h às 22h, o serviço exige que o segurado informe o CPF e confirme dados pessoais, como nome completo e data de nascimento, para acessar as informações. O sistema é projetado para evitar fraudes, garantindo que apenas o titular do benefício obtenha os detalhes.

Para quem enfrenta dificuldades com a tecnologia, familiares ou amigos podem auxiliar no acesso digital, desde que tenham as credenciais corretas. O INSS recomenda manter os dados cadastrais atualizados no sistema, como telefone e endereço, para evitar problemas na comunicação oficial.

Vantagens do pagamento antecipado

Receber o 13º salário entre abril e junho traz benefícios diretos aos segurados e à economia. Para os aposentados e pensionistas, o dinheiro extra no primeiro semestre ajuda a cobrir despesas sazonais, como impostos ou contas de início de ano, além de oferecer maior segurança financeira em um período de inflação persistente. Em 2024, o índice de preços ao consumidor acumulou alta significativa, o que reforça a importância do adiantamento.

No âmbito econômico, a injeção de R$ 73,3 bilhões estimula o consumo em setores essenciais. Pequenos comerciantes, especialmente em cidades do interior, relatam aumento nas vendas de alimentos, remédios e itens de primeira necessidade durante os meses de pagamento. O efeito cascata beneficia também trabalhadores informais e autônomos, que dependem dessa circulação de recursos.

A decisão de antecipar o 13º reflete ainda uma estratégia do governo para manter a aprovação entre os beneficiários. Desde 2020, quando a medida foi adotada pela primeira vez, o impacto positivo na vida dos segurados e na economia local consolidou a prática, que agora é aguardada anualmente por milhões de famílias.

Desafios na gestão dos pagamentos

Embora a antecipação seja bem recebida, o INSS enfrenta desafios para garantir que os pagamentos ocorram sem atrasos. Em abril de 2025, a fila de requerimentos pendentes ultrapassou 2 milhões, um reflexo da alta demanda e da complexidade na análise de benefícios. Esse backlog pode gerar dúvidas entre os segurados sobre a pontualidade dos depósitos do 13º, mas o instituto assegura que os valores antecipados serão liberados conforme o cronograma.

Problemas técnicos no Meu INSS também são relatados eventualmente. Falhas no sistema ou instabilidades no aplicativo podem dificultar o acesso às informações, especialmente em dias de pico. Nessas situações, o telefone 135 serve como alternativa, mas a espera por atendimento humano pode ser longa. O INSS orienta os usuários a manterem o aplicativo atualizado e tentarem novamente em horários de menor movimento.

Outro ponto de atenção é a exclusão do BPC e da Renda Mensal Vitalícia do 13º. A ausência desses beneficiários no calendário gera questionamentos, mas a legislação atual não prevê alterações. O governo foca em cumprir o cronograma para os 34,2 milhões contemplados, priorizando a eficiência na execução dos pagamentos.

Como o 13º afeta o orçamento familiar

Planejar o uso do 13º salário é essencial para os segurados do INSS, especialmente com a divisão em duas parcelas. A primeira, liberada sem descontos entre 24 de abril e 8 de maio, oferece uma oportunidade para quitar dívidas ou investir em necessidades imediatas, como consertos domésticos ou compra de medicamentos. Já a segunda parcela, entre 26 de maio e 6 de junho, chega com deduções, o que exige maior controle financeiro.

Para famílias que dependem exclusivamente do benefício, o dinheiro extra pode representar um alívio significativo. Em 2024, cerca de 60% dos aposentados e pensionistas utilizaram o 13º para despesas básicas, como alimentação e contas de luz, enquanto 25% destinaram parte do valor a melhorias no lar, segundo dados do perfil de consumo dos segurados. Este ano, com o salário mínimo em R$ 1.518, o impacto deve ser ainda mais sentido.

A antecipação também influencia o planejamento de médio prazo. Comerciantes e prestadores de serviços, como cabeleireiros e oficinas mecânicas, ajustam suas expectativas de faturamento para esses meses, sabendo que os beneficiários terão maior poder de compra. O efeito é especialmente notável em cidades pequenas, onde o INSS é uma das principais fontes de renda.

Dicas para aproveitar o 13º do INSS

Gerenciar o 13º salário com eficiência pode fazer a diferença na vida dos segurados. Priorizar despesas essenciais, como pagamento de contas atrasadas ou compra de itens de necessidade básica, é uma estratégia recomendada para evitar dívidas futuras. Guardar uma parte do valor para emergências, como problemas de saúde, também é uma opção prudente, especialmente para idosos.

A consulta prévia pelo Meu INSS ajuda a planejar os gastos. Sabendo exatamente quanto será depositado e em que data, o segurado pode organizar o orçamento mensal sem imprevistos. Para quem recebe acima de um salário mínimo, é importante lembrar que a segunda parcela terá descontos, como o Imposto de Renda, o que reduz o valor líquido disponível.

  • Pague dívidas com juros altos primeiro
  • Reserve uma quantia para despesas futuras
  • Evite gastos impulsivos com promoções
  • Consulte o extrato no Meu INSS antes de planejar

Calendário detalhado do 13º antecipado

Conhecer as datas exatas do pagamento é fundamental para os segurados do INSS. A primeira parcela começa em 24 de abril para quem tem NB final 1 e recebe até um salário mínimo, seguindo até 8 de maio para o final 0. Para quem ganha acima de R$ 1.518, os depósitos iniciam em 2 de maio (finais 1 e 6) e terminam no mesmo dia 8 (finais 5 e 0). A segunda parcela segue o mesmo padrão, começando em 26 de maio e encerrando em 6 de junho.

Esse cronograma escalonado evita sobrecarga nos sistemas bancários e facilita o acesso ao dinheiro. Os segurados podem conferir o número final do benefício no cartão ou no extrato disponível no Meu INSS, garantindo que saibam exatamente quando o valor estará na conta.

  • 24/04: NB final 1 (até um salário mínimo)
  • 02/05: Finais 1 e 6 (acima de um salário mínimo)
  • 26/05: NB final 1 (até um salário mínimo)
  • 06/06: Finais 5 e 0 (acima de um salário mínimo)

Alternativas em caso de atrasos

Embora o INSS tenha um histórico de cumprir o calendário, imprevistos podem ocorrer. Se o pagamento do 13º atrasar, o segurado deve primeiro verificar o status no Meu INSS, na seção “Extrato de Pagamento”. Caso o problema persista, o telefone 135 é o canal indicado para registrar a reclamação, com atendimento disponível em horário comercial estendido.

Presencialmente, as agências do INSS oferecem suporte, mas é necessário agendar atendimento pelo site ou aplicativo, levando documentos como RG e CPF. Bancos como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil também podem ajudar, especialmente para correntistas que recebem o benefício diretamente na conta, permitindo consultas nos caixas eletrônicos.

Essas opções garantem que os segurados não fiquem desamparados em caso de falhas. O INSS reforça que atrasos são raros nos pagamentos antecipados, mas mantém os canais abertos para resolver qualquer eventualidade.

O papel do Meu INSS no acesso ao 13º

Facilitar a vida dos segurados é uma das prioridades do INSS, e o Meu INSS desempenha um papel central nisso. A plataforma digital permite consultar o 13º salário, baixar extratos e verificar datas de pagamento sem sair de casa. Em 2024, foram registrados 830,8 milhões de acessos ao sistema, com 707,4 milhões pelo aplicativo e 123,4 milhões pelo site, números que mostram a adesão crescente ao formato online.

O login via gov.br, com opções como senha ou reconhecimento facial, torna o acesso seguro e rápido. Para os menos familiarizados com tecnologia, a Central 135 oferece suporte, enquanto familiares podem ajudar no uso do aplicativo. Atualizar o cadastro no sistema é essencial para evitar bloqueios ou falhas na comunicação.

A digitalização reduziu a necessidade de idas às agências, mas o INSS mantém o atendimento presencial como alternativa. Com o 13º antecipado, a expectativa é que o uso do Meu INSS cresça ainda mais, consolidando a plataforma como principal ferramenta de interação com os segurados.

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