O abono salarial de 2025, benefício aguardado por milhões de trabalhadores brasileiros, já está em pleno pagamento, com a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil responsáveis pela distribuição dos valores. Este ano, cerca de 25,8 milhões de pessoas devem ser contempladas, totalizando R$ 30,7 bilhões em repasses. O calendário, organizado pelo mês de nascimento, garante que os trabalhadores recebam o benefício de forma escalonada, facilitando o acesso e a organização financeira. Em maio, o foco está nos nascidos em maio e junho, que terão o quarto lote liberado a partir do dia 15. O valor do abono, que pode chegar a R$ 1.518, varia conforme o tempo trabalhado em 2023, ano-base do cálculo.
Os pagamentos começaram em 17 de fevereiro, contemplando inicialmente os nascidos em janeiro. Desde então, a cada mês, novos lotes são liberados, seguindo a ordem dos meses de nascimento. Para maio, a expectativa é que aproximadamente 3,8 milhões de trabalhadores recebam cerca de R$ 4,5 bilhões, segundo estimativas do Ministério do Trabalho e Emprego. O benefício é destinado a quem trabalhou formalmente por pelo menos 30 dias em 2023, com remuneração média de até dois salários mínimos, equivalente a R$ 2.640 naquele ano. Além disso, é necessário estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e ter os dados corretamente informados pelo empregador na RAIS ou no eSocial.
A relevância do abono salarial vai além do impacto financeiro imediato. Ele funciona como um complemento de renda para trabalhadores de baixa renda, contribuindo para o aquecimento da economia local. Em 2024, por exemplo, R$ 27 bilhões foram distribuídos, beneficiando 25,6 milhões de pessoas. Contudo, cerca de R$ 218,9 milhões permaneceram sem saque, o que reforça a importância de os trabalhadores consultarem sua elegibilidade e ficarem atentos às datas de pagamento para não perderem o benefício.
Quem tem direito ao abono salarial
O abono salarial é um direito garantido por lei, previsto no artigo 239 da Constituição Federal e regulamentado pela Lei 7.998/1990. Ele é pago anualmente a trabalhadores do setor privado (PIS) e servidores públicos (Pasep) que cumprem critérios específicos. A seguir, os principais requisitos para receber o benefício em 2025:
- Ter trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, em 2023.
- Receber remuneração mensal média de até dois salários mínimos (R$ 2.640 em 2023).
- Estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, contados a partir do primeiro vínculo formal.
- Ter os dados informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) até 15 de maio de 2024 ou no eSocial até 19 de agosto de 2024.
- Para o PIS, trabalhar em empresa privada contribuinte do Programa de Integração Social; para o Pasep, ser servidor público vinculado a empregador contribuinte do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público.
Como o valor é calculado
O valor do abono salarial é proporcional ao tempo de trabalho no ano-base, com base no salário mínimo vigente no momento do pagamento. Em 2025, o salário mínimo está fixado em R$ 1.518. O cálculo é simples: divide-se o salário mínimo por 12 (número de meses) e multiplica-se pelo número de meses trabalhados em 2023. Assim, quem trabalhou os 12 meses completos recebe o valor integral de R$ 1.518, enquanto quem trabalhou apenas um mês recebe R$ 127, aproximadamente.
Essa proporcionalidade garante justiça no pagamento, beneficiando mais aqueles que tiveram maior vínculo formal durante o ano-base. Por exemplo, um trabalhador que atuou por seis meses em 2023 receberá cerca de R$ 759, enquanto outro que trabalhou três meses terá direito a aproximadamente R$ 379,50. A Dataprev, responsável pelo processamento dos dados, atualizou o sistema de pagamento em 2025, garantindo maior agilidade e precisão na liberação dos valores.
A forma de pagamento também foi modernizada. Para os trabalhadores do setor privado, o PIS é creditado prioritariamente em conta corrente, poupança ou Conta Digital na Caixa Econômica Federal. Caso o trabalhador não possua conta, o valor é depositado em uma Poupança Social Digital, acessível pelo aplicativo Caixa Tem. Para o Pasep, o Banco do Brasil prioriza o crédito em conta, mas também oferece opções como PIX, transferência TED ou saque presencial nas agências.
Calendário completo de pagamentos
O calendário de pagamento do abono salarial 2025 foi aprovado pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) em 18 de dezembro de 2024, por meio da Resolução nº 1.011. Ele é organizado por mês de nascimento, com liberação dos valores entre fevereiro e agosto, e prazo final para saque em 29 de dezembro de 2025. Abaixo, as datas para cada grupo:
- Nascidos em janeiro: 17 de fevereiro
- Nascidos em fevereiro: 17 de março
- Nascidos em março e abril: 15 de abril
- Nascidos em maio e junho: 15 de maio
- Nascidos em julho e agosto: 17 de junho
- Nascidos em setembro e outubro: 15 de julho
- Nascidos em novembro e dezembro: 15 de agosto
Esse cronograma unificado, que considera apenas o mês de nascimento, foi adotado para simplificar o acesso ao benefício. Diferentemente de anos anteriores, quando o calendário podia variar entre PIS e Pasep, a unificação trouxe mais clareza e organização. Após 29 de dezembro, os valores não sacados retornam ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), e os trabalhadores precisam aguardar uma convocação especial do Ministério do Trabalho para reaver o benefício.
Como consultar o benefício
A consulta ao abono salarial é simples e pode ser feita por diversos canais oficiais. Desde 5 de fevereiro de 2025, os trabalhadores podem verificar se têm direito ao benefício, a data de pagamento e o valor a receber. Os principais canais incluem o aplicativo Carteira de Trabalho Digital, o portal Gov.br, o aplicativo Caixa Tem (para PIS) e a Central de Atendimento Alô Trabalho, pelo número 158, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h, com ligação gratuita.
No aplicativo Carteira de Trabalho Digital, o trabalhador deve atualizar o app, acessar a aba “Benefícios”, selecionar “Abono Salarial” e clicar em “Pagamentos”. A tela exibirá informações detalhadas, como o valor, a data de liberação e o banco responsável pelo pagamento. Para quem prefere atendimento presencial, as Superintendências Regionais do Trabalho também oferecem suporte. Além disso, a Caixa disponibiliza o número 0800-726-0207 para dúvidas sobre o PIS, enquanto o Banco do Brasil atende questões sobre o Pasep pelos números 4004-0001 ou 0800-729-0001.
A consulta é essencial para evitar surpresas, como a ausência de pagamento devido a erros nos dados fornecidos pelo empregador. Caso o trabalhador identifique problemas, como a não liberação do valor na data prevista, é recomendável entrar em contato com o Ministério do Trabalho ou a instituição financeira responsável para verificar se houve falhas no envio da RAIS ou do eSocial.
Formas de saque do abono
Os trabalhadores têm várias opções para acessar o valor do abono salarial, dependendo do banco responsável pelo pagamento. Para o PIS, a Caixa Econômica Federal oferece as seguintes modalidades:
- Crédito automático em conta corrente, poupança ou Conta Digital para correntistas.
- Depósito em Poupança Social Digital, acessível pelo aplicativo Caixa Tem, para quem não possui conta na Caixa.
- Saque em terminais de autoatendimento, lotéricas ou correspondentes Caixa Aqui, utilizando o Cartão do Cidadão e senha.
- Saque em agências da Caixa, mediante apresentação de documento oficial com foto.
Para o Pasep, o Banco do Brasil disponibiliza:
- Crédito em conta corrente ou poupança para correntistas.
- Transferência via PIX ou TED para contas em outros bancos.
- Saque presencial nas agências, com apresentação de documento oficial de identificação.
Essas opções garantem flexibilidade aos trabalhadores, que podem escolher a forma mais conveniente para acessar o benefício. O aplicativo Caixa Tem, em particular, tem se destacado pela praticidade, permitindo transferências, pagamentos e até saques sem cartão em lotéricas. Para servidores públicos, a possibilidade de transferência via PIX agiliza o acesso ao valor, especialmente para quem não é correntista do Banco do Brasil.
Impacto econômico do abono
O abono salarial desempenha um papel significativo na economia brasileira, especialmente para trabalhadores de baixa renda. Com R$ 30,7 bilhões destinados a 25,8 milhões de beneficiários em 2025, o programa injeta recursos diretamente no consumo, beneficiando setores como comércio e serviços. Em 2024, a cobertura do programa atingiu 99%, com apenas 1% dos beneficiários deixando de sacar o valor, o que demonstra a eficiência da política pública.
Além do impacto econômico, o abono reforça a proteção social, oferecendo um complemento de renda para trabalhadores que, muitas vezes, enfrentam dificuldades financeiras. O programa também está alinhado com outros benefícios geridos pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador, como o seguro-desemprego, que utiliza os recursos do PIS/Pasep para financiar suas operações. Essa integração fortalece o sistema de proteção ao trabalhador brasileiro, garantindo suporte em momentos de necessidade.
A modernização dos processos de pagamento, liderada pela Dataprev e pelas instituições financeiras, também contribui para a eficiência do programa. A adoção de ferramentas digitais, como o Caixa Tem e a Carteira de Trabalho Digital, reduz a burocracia e facilita o acesso ao benefício, especialmente para trabalhadores em regiões remotas. Essa transformação digital é um avanço importante, considerando que, até 2020, o calendário de pagamentos seguia um modelo mais complexo, com liberações entre julho do ano corrente e junho do ano seguinte.
Mudanças previstas para o futuro
Embora o abono salarial de 2025 siga as regras atuais, alterações já estão em discussão para os próximos anos. Em novembro de 2024, o governo federal anunciou uma proposta para limitar o pagamento do benefício a trabalhadores que recebem até um salário mínimo e meio, em vez dos dois salários mínimos atuais. A mudança, se aprovada pelo Congresso Nacional, será implementada gradualmente, com uma transição que visa minimizar impactos para os trabalhadores.
Essa proposta tem gerado debates, já que a redução do teto de elegibilidade pode excluir milhões de trabalhadores do programa. Por outro lado, o governo argumenta que a medida permitirá uma alocação mais focada dos recursos, priorizando os trabalhadores de menor renda. Até que a nova regra seja aprovada e entre em vigor, o calendário de 2025 permanece inalterado, beneficiando todos que atendem aos critérios atuais.
A discussão sobre o futuro do abono também inclui a possibilidade de ajustes no calendário e nos processos de consulta. A unificação do cronograma por mês de nascimento, adotada em 2025, já foi um passo importante para simplificar o acesso. Futuras mudanças podem envolver maior integração com plataformas digitais, como o Gov.br, e a ampliação do uso de tecnologias como o PIX para agilizar os pagamentos.

Dicas para não perder o benefício
Para garantir que o abono salarial seja recebido sem problemas, os trabalhadores devem adotar algumas medidas práticas. A seguir, algumas orientações úteis:
- Verifique sua elegibilidade a partir de 5 de fevereiro de 2025, utilizando o aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou o portal Gov.br.
- Confirme se seu empregador enviou os dados corretamente à RAIS ou ao eSocial, entrando em contato com o setor de recursos humanos, se necessário.
- Mantenha o aplicativo Caixa Tem atualizado e verifique se há saldo na Poupança Social Digital.
- Fique atento ao calendário de pagamentos e ao prazo final de saque, 29 de dezembro de 2025.
- Em caso de dúvidas, utilize os canais oficiais, como a Central Alô Trabalho (158) ou os números de atendimento da Caixa e do Banco do Brasil.
Essas precauções ajudam a evitar contratempos, como a não liberação do pagamento por falhas cadastrais. Trabalhadores que perderam o prazo de saque em anos anteriores, como o abono de 2022, ainda podem solicitar a reemissão do valor. O processo exige comparecimento a uma unidade do Ministério do Trabalho com documento de identificação ou envio de solicitação por e-mail, utilizando o endereço [email protected], substituindo “uf” pela sigla do estado de residência.
Histórico do programa PIS/Pasep
O Programa de Integração Social (PIS) e o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) foram criados pelas Leis Complementares 07/70 e 08/70, respectivamente. Inicialmente, o objetivo era promover a integração do trabalhador na vida e no desenvolvimento das empresas, além de formar um patrimônio para servidores públicos. Com o tempo, os programas evoluíram, passando a incluir o abono salarial como um dos principais benefícios.
Atualmente, o PIS é destinado a trabalhadores do setor privado e administrado pela Caixa Econômica Federal, enquanto o Pasep atende servidores públicos e é gerido pelo Banco do Brasil. Os recursos arrecadados pelo PIS/Pasep são depositados no Fundo de Amparo ao Trabalhador, que financia não apenas o abono, mas também o seguro-desemprego e programas de qualificação profissional. Desde sua criação, o programa já beneficiou milhões de brasileiros, consolidando-se como uma das principais políticas de transferência de renda do país.
Nos últimos anos, o governo tem investido na modernização do programa, com foco na digitalização e na simplificação dos processos. A introdução da Poupança Social Digital e a integração com plataformas como o Caixa Tem e a Carteira de Trabalho Digital são exemplos desse esforço. Essas mudanças refletem a necessidade de adaptar o programa às demandas de uma economia cada vez mais digital, garantindo que os trabalhadores tenham acesso rápido e seguro aos seus benefícios.
Importância da atualização cadastral
Um dos principais motivos para a não liberação do abono salarial é a falta de atualização dos dados cadastrais pelo empregador. A RAIS e o eSocial são sistemas essenciais para o cruzamento de informações, e erros ou atrasos no envio podem impedir o pagamento. Por isso, os trabalhadores devem manter seus dados atualizados e, se possível, acompanhar o envio das informações pelo empregador.
Para verificar o número do PIS/Pasep, o trabalhador pode consultar o aplicativo Carteira de Trabalho Digital, o site da Caixa Econômica Federal ou o portal Meu INSS. Outra opção é ligar para a Central de Atendimento do INSS (135) ou da Caixa (0800-726-0207). Esses canais permitem confirmar o cadastro e identificar possíveis divergências antes do período de pagamento.
A atualização cadastral também é importante para quem mudou de emprego ou de estado, já que os dados precisam estar consistentes com os registros do ano-base. Em caso de problemas, o trabalhador pode buscar orientação nas Superintendências Regionais do Trabalho ou entrar em contato com o Ministério do Trabalho pelo e-mail [email protected], informando a sigla do estado.
Canais de atendimento e suporte
Além dos aplicativos e portais digitais, os trabalhadores contam com uma rede de atendimento para esclarecer dúvidas e resolver problemas relacionados ao abono salarial. A Central Alô Trabalho (158) é uma das principais opções, oferecendo suporte gratuito de segunda a sábado, das 7h às 22h. O serviço cobre todo o território nacional e é especialmente útil para quem enfrenta dificuldades no acesso aos canais digitais.
As Superintendências Regionais do Trabalho, presentes em todos os estados, também oferecem atendimento presencial. Essas unidades são ideais para casos mais complexos, como a solicitação de reemissão de valores de anos anteriores ou a correção de dados cadastrais. Para quem prefere o atendimento telefônico, a Caixa e o Banco do Brasil mantêm centrais exclusivas para o PIS e o Pasep, com equipes preparadas para orientar os beneficiários.
Os aplicativos Caixa Trabalhador e Caixa Tem também oferecem funcionalidades adicionais, como a consulta de parcelas liberadas, o acompanhamento do calendário de pagamentos e informações sobre outros benefícios, como o seguro-desemprego. Essas ferramentas são gratuitas e estão disponíveis para Android e iOS, garantindo acessibilidade a trabalhadores de diferentes perfis.
Perspectivas para 2025
O abono salarial de 2025 é um marco importante na continuidade de uma política pública que combina proteção social e estímulo econômico. Com um orçamento de R$ 30,7 bilhões, o programa deve alcançar um número significativo de trabalhadores, consolidando sua relevância no cenário brasileiro. A liberação do quarto lote, em 15 de maio, para nascidos em maio e junho, é um dos momentos mais aguardados, já que beneficia milhões de pessoas em todo o país.
A expectativa é que a modernização dos processos, aliada à ampla divulgação do calendário, aumente ainda mais a adesão ao programa. Em 2024, a taxa de saque de 99% demonstrou o sucesso das estratégias de comunicação e acessibilidade. Para 2025, o Ministério do Trabalho e Emprego prevê um desempenho semelhante, com foco na redução do número de benefícios não sacados.
Os trabalhadores que ainda não consultaram sua elegibilidade devem aproveitar os canais oficiais para verificar se têm direito ao abono. A proximidade do pagamento de maio reforça a importância de se planejar, seja para utilizar o valor no orçamento familiar, seja para investimentos ou pagamento de dívidas. Com um calendário claro e opções de saque acessíveis, o abono salarial continua sendo um suporte essencial para milhões de brasileiros.