Copa do Brasil

Daronco anula pênalti polêmico com VAR em Operário-PR x Vasco na Copa do Brasil

Var Daronco
Var Daronco - Foto: Premiere Var Daronco - Foto: Premiere

Em Ponta Grossa, no Estádio Germano Krüger, a tarde de 1º de maio de 2025 está marcada por um confronto eletrizante entre Operário-PR e Vasco da Gama, válido pela ida da terceira fase da Copa do Brasil. Até os 34 minutos do primeiro tempo, o jogo segue com placar de 1 a 0 para o Vasco, com um golaço de Nuno Moreira, mas uma decisão arbitral mudou o rumo da partida. O árbitro Anderson Daronco, após mais de cinco minutos de revisão no VAR, cancelou um pênalti marcado a favor do Operário-PR, gerando protestos da torcida local. O duelo, disputado sob um gramado irregular, mantém a tensão alta, com lances ríspidos e chances de gol para ambos os lados.

O confronto reúne duas equipes com trajetórias distintas na competição. O Operário, atual campeão paranaense, busca superar uma sequência de quatro jogos sem vitórias na Série B, enquanto o Vasco, invicto na Copa do Brasil, estreia o técnico interino Felipe Loureiro após a saída de Fábio Carille. A partida, que celebra os 113 anos do Operário, tem arquibancadas lotadas, com 1.080 torcedores vascaínos ocupando o setor visitante. A seguir, os principais momentos do jogo até agora:

  • Gol de Nuno Moreira: Aos 19 minutos, o português acertou um chute de longa distância, aproveitando erro de Oleques.
  • Pênalti anulado: Após revisão do VAR, Daronco cancelou a marcação de falta de Léo Jardim sobre Allano aos 32 minutos.
  • Cartões amarelos: Lucas Piton e Allano foram advertidos por faltas e reclamações, elevando a temperatura do jogo.
  • Chances perdidas: Rayan e Daniel Amorim desperdiçaram oportunidades claras, mantendo o placar apertado.

Revisão do VAR domina o jogo

Aos 28 minutos, o jogo ganhou contornos de drama quando Daronco marcou pênalti para o Operário-PR, apontando falta de Lucas Piton sobre Allano. A torcida local vibrou, mas o assistente Rafael da Silva Alves indicou impedimento. O VAR, sob comando de Wagner Reway, entrou em ação, e a análise inicial descartou a posição irregular. Após mais de cinco minutos de revisão, com o árbitro consultando o monitor, Daronco concluiu que não houve falta de Léo Jardim sobre Allano, anulando a penalidade. A decisão, que paralisou o jogo por três minutos, provocou vaias ensurdecedoras no Germano Krüger.

A longa checagem não foi o único momento de intervenção do VAR. Aos 22 minutos, o Operário pediu outro pênalti por possível toque de mão na área vascaína, mas Daronco, após análise rápida, mandou o jogo seguir. A sequência de lances polêmicos reforça a importância da tecnologia no futebol, especialmente em jogos de mata-mata. O Operário, que pressionava após o gol sofrido, perdeu ritmo com a interrupção, enquanto o Vasco aproveitou para reorganizar a defesa.

O gramado irregular do estádio tem complicado o toque de bola, forçando as equipes a apostarem em jogadas aéreas e disputas físicas. A decisão do VAR, embora correta segundo os protocolos, reacendeu a rivalidade em campo, com jogadores de ambos os lados trocando provocações. A torcida vascaína, em minoria, celebrou a anulação, enquanto os torcedores do Operário mantêm o apoio ao time.

Golaço de Nuno Moreira dá vantagem ao Vasco

O Vasco abriu o placar aos 19 minutos em um lance de rara beleza. Philippe Coutinho tentou um passe em profundidade para Pablo Vegetti, mas a bola passou pelo atacante e enganou o lateral Oleques, do Operário. A sobra ficou com Nuno Moreira, que, da intermediária, arriscou um chute colocado. A bola viajou em direção ao canto esquerdo do goleiro Elias, que não conseguiu alcançar. O gol, descrito como um dos mais bonitos da rodada, silenciou a torcida local e deu confiança ao time carioca.

Nuno Moreira, português de 26 anos, vem se destacando no elenco vascaíno. Sua atuação, que incluiu uma caneta em Joseph aos 17 minutos, mostra a versatilidade do jogador, capaz de atuar tanto na criação quanto na finalização. O gol expôs a fragilidade da defesa do Operário em bolas longas, com Oleques sendo surpreendido pela trajetória da bola. A jogada também reflete a estratégia de Felipe Loureiro, que orientou o time a explorar chutes de média distância diante do gramado irregular.

A vantagem no placar mudou a dinâmica do jogo. O Operário, que até então jogava com cautela, passou a se expor mais, deixando espaços para contra-ataques do Vasco. A torcida vascaína, presente em menor número, vibrou com o golaço, enquanto o Operário busca se reorganizar para empatar antes do intervalo.

  • Lance decisivo: Coutinho inicia a jogada com passe longo, desmontando a defesa.
  • Erro de Oleques: O lateral não percebe a bola, que sobra para Nuno.
  • Chute preciso: Nuno acerta o canto esquerdo, sem chances para Elias.
  • Mudança tática: Vasco passa a explorar contra-ataques após o gol.

Histórico de confrontos equilibrados

Operário-PR e Vasco já se enfrentaram quatro vezes, todas pela Série B entre 2021 e 2022, com duas vitórias para cada lado. Em 2021, o Operário levou a melhor, vencendo por 2 a 0 em São Januário e no Germano Krüger, com gols de Leandrinho, Ricardo Bueno e Thomaz. Em 2022, o Vasco deu o troco, com triunfos por 3 a 0 no Rio de Janeiro e 3 a 2 em Ponta Grossa, este último marcado pela virada com dois gols de Alex Teixeira. O jogo de hoje é o primeiro entre as equipes na Copa do Brasil, aumentando a rivalidade.

Os confrontos anteriores mostram que os duelos tendem a ser decididos nos detalhes. A vitória do Vasco em 2022, por exemplo, foi crucial para o acesso à Série A, enquanto as derrotas em 2021 expuseram fragilidades do time carioca na época. A torcida vascaína, que lotou o setor visitante, relembra a virada histórica de três anos atrás, enquanto o Operário aposta no fator casa para surpreender.

A premiação de R$ 2,3 milhões pela participação na terceira fase motiva ambos os clubes, que sonham com os R$ 3,6 milhões destinados aos classificados às oitavas. O equilíbrio histórico sugere um jogo disputado até o apito final, com lances como o pênalti anulado e o gol de Nuno Moreira reforçando a imprevisibilidade do confronto.

Linha do tempo dos principais lances

O jogo, até os 34 minutos do primeiro tempo, acumula momentos que definem seu caráter intenso. Abaixo, os principais lances registrados:

valorize:

  • 8 minutos: Daniel Amorim desperdiça chance clara após passe de Feliciano, chutando para a linha de fundo.
  • 9 minutos: Rayan finaliza em cima do goleiro Elias, na melhor chance do Vasco até o gol.
  • 19 minutos: Nuno Moreira abre o placar com um chute de longa distância, aproveitando erro de Oleques.
  • 28 minutos: Daronco marca pênalti para o Operário, mas o VAR aponta impedimento, iniciando a revisão.
  • 32 minutos: Após mais de cinco minutos, Daronco anula o pênalti, concluindo que não houve falta de Léo Jardim.
Daronco - Foto; Premiere
Daronco – Foto; Premiere

Pressão do Operário após o gol

Após o gol de Nuno Moreira, o Operário adotou uma postura mais ofensiva, ocupando o campo de ataque. Aos 26 minutos, Oleques cruzou para Daniel Amorim, que cabeceou com perigo, mas acima do travessão. A jogada reflete a estratégia do técnico Bruno Pivetti, que orientou o time a pressionar a saída de bola do Vasco. Boschilia, peça central na criação, tem sofrido faltas que rendem bolas paradas, embora sem sucesso até o momento.

A pressão do Operário, no entanto, deixa espaços na defesa. O Vasco, com Coutinho e Rayan, tentou explorar contra-ataques, mas o gramado irregular dificultou a precisão dos passes. A torcida local, inflamada pelo aniversário de 113 anos do clube, mantém o apoio, apesar da frustração com o pênalti anulado. O Operário, que não vence há quatro jogos na Série B, vê na Copa do Brasil uma chance de recuperação.

A intensidade do jogo resultou em faltas duras, com cartões amarelos para Lucas Piton e Allano. O gramado, descrito como de má qualidade, tem forçado as equipes a apostarem em bolas aéreas, favorecendo a estratégia do Operário, mas também expondo sua defesa a erros como o do gol vascaíno.

Felipe Loureiro estreia como interino

O Vasco entrou em campo sob o comando interino de Felipe Loureiro, ídolo do clube, após a demissão de Fábio Carille. A troca de técnico veio após derrota por 1 a 0 para o Cruzeiro, pelo Brasileirão. Loureiro escalou Nuno Moreira no lugar de Adson e deu liberdade a Coutinho na armação, apostando em lançamentos longos e chutes de média distância. O gol de Nuno reflete a eficácia da estratégia, mas o time ainda busca entrosamento no ataque.

A torcida vascaína, que esgotou os 1.080 ingressos do setor visitante, apoia o Maestro, com cânticos exaltando sua história no clube. A campanha invicta do Vasco na Copa do Brasil, com goleadas por 3 a 0 sobre União Rondonópolis e Nova Iguaçu, dá confiança ao elenco. A partida de volta, marcada para 20 de maio em São Januário, será crucial para a classificação.

Loureiro, conhecido por sua passagem como jogador, enfrenta o desafio de reorganizar o time em meio a uma temporada instável. A presença de jogadores experientes como Coutinho e Vegetti é um trunfo, mas a falta de ritmo em alguns momentos evidencia a transição no comando técnico.

Papel de Coutinho na criação

Philippe Coutinho, escalado como meia central, é o motor do ataque vascaíno. Aos 11 minutos, sofreu falta de Jacy após tentativa de drible, gerando uma bola parada perigosa. No gol, seu passe em profundidade desmontou a defesa do Operário, resultando no chute de Nuno Moreira. O jogador de 32 anos, com passagens por Barcelona e Liverpool, busca recuperar o protagonismo no Brasil.

A marcação cerrada de Jacy e Índio, volantes do Operário, tem limitado os espaços de Coutinho. Mesmo assim, sua qualidade técnica se destaca em passes longos e bolas paradas. A torcida vascaína espera que o meia desencante com um gol ou assistência nos minutos finais do primeiro tempo, especialmente após a anulação do pênalti, que deu novo ânimo ao Vasco.

Coutinho também se beneficia da liberdade tática dada por Loureiro. Diferentemente do esquema mais rígido de Carille, o interino permite que o meia flutue entre as linhas, buscando espaços. A conexão com Vegetti, no entanto, ainda não rendeu chances claras, o que pode mudar com ajustes no segundo tempo.

  • 11 minutos: Coutinho sofre falta de Jacy, gerando bola parada.
  • 19 minutos: Passe longo de Coutinho inicia jogada do gol.
  • 24 minutos: Coutinho tenta lançamento para Vegetti, interceptado pela defesa.
  • 30 minutos: Coutinho organiza contra-ataque, mas passe é cortado.

Estratégia aérea do Operário

O Operário aposta nas jogadas aéreas para ameaçar o gol de Léo Jardim. Cruzamentos de Oleques e Feliciano buscam Daniel Amorim e Allano na área. Aos 14 minutos, Allan Godói cabeceou para fora após bola levantada, e aos 26 minutos, Amorim também desperdiçou chance de cabeça. A tática, trabalhada por Bruno Pivetti, explora o gramado irregular, que dificulta o toque de bola rasteiro.

A defesa vascaína, liderada por Lucas Piton e João Victor, tem vencido a maioria das disputas aéreas, mas enfrenta dificuldades em lances de velocidade, como o de Allano que gerou o pênalti anulado. O Operário, conhecido pela força física, mantém a pressão nas bolas paradas, com Boschilia cobrando faltas perigosas, como a de 25 minutos, afastada por Piton.

A insistência nas jogadas aéreas, porém, expõe o Operário a contra-ataques, como no gol de Nuno. A equipe precisa equilibrar sua abordagem para evitar novos erros defensivos, especialmente contra um Vasco que cresce em confiança após a decisão do VAR.

Arbitragem sob os holofotes

Anderson Daronco, árbitro experiente da CBF, é peça central no jogo. Sua decisão de anular o pênalti após mais de cinco minutos de revisão no VAR gerou protestos da torcida do Operário. A checagem, que envolveu análise de impedimento e falta, foi conduzida com apoio de Wagner Reway, no VAR, e mostrou a complexidade de lances revisados em tempo real.

Daronco também aplicou cartões amarelos a Lucas Piton e Allano, controlando o clima quente do jogo. Aos 22 minutos, resolveu rapidamente um pedido de pênalti por toque de mão, mandando o jogo seguir. Sua atuação, marcada por firmeza, reflete sua experiência em jogos de mata-mata, mas a longa paralisação no lance do pênalti irritou os torcedores locais.

A equipe de arbitragem, com Rafael da Silva Alves e Mauricio Coelho Silva Penna como assistentes, tem trabalhado em sintonia, apesar da pressão das torcidas. O jogo, com lances polêmicos, destaca o papel do VAR em decisões que podem mudar o rumo da partida.

Festa de 113 anos do Operário

O confronto coincide com o aniversário de 113 anos do Operário Ferroviário, fundado em 1º de maio de 1912. A torcida lotou o Germano Krüger, com bandeiras, mosaicos e cânticos celebrando a história do clube. Torcedores como João Silva criaram bandeiras pintadas à mão, transformando o amor pelo Fantasma em arte. O clima festivo, no entanto, foi abalado pelo gol vascaíno e pelo pênalti anulado.

O Operário, campeão paranaense em 2024, vê na Copa do Brasil uma chance de marcar o aniversário com uma vitória histórica. A torcida, conhecida pela paixão, mantém o apoio, mesmo com o placar adverso. A data especial motiva os jogadores, que buscam o empate antes do intervalo.

A festa também atraiu atenção para Ponta Grossa, com o jogo sendo transmitido por SporTV e Premiere. A presença de torcedores de ambos os lados cria um ambiente vibrante, com o Germano Krüger pulsando a cada lance.

  • Mosaicos na arquibancada: Torcida organiza homenagem aos 113 anos.
  • Bandeiras artesanais: Torcedores exibem criações em apoio ao Operário.
  • Cânticos ininterruptos: Fantasma mantém apoio apesar do placar.
  • Clima festivo: Aniversário do clube marca o jogo.

Torcida vascaína faz barulho

Os 1.080 ingressos do setor visitante foram esgotados, e a torcida vascaína marca presença com cânticos e bandeiras. Apesar de minoria, os torcedores cariocas vibraram com o gol de Nuno e a anulação do pênalti, criando um clima de apoio constante. A paixão da torcida, conhecida por acompanhar o time em todo o país, é um reforço para os jogadores.

A memória da virada de 2022, com gols de Alex Teixeira, está viva entre os vascaínos. Alguns torcedores, como relatado por Bruno Murito, assistiram àquele jogo na torcida do Operário, mantendo discrição para evitar conflitos. Hoje, no setor próprio, a torcida exalta Felipe Loureiro, com mensagens de apoio nas redes sociais.

A expectativa para o jogo de volta, em São Januário, anima os torcedores, que confiam na classificação. O setor visitante, embora pequeno, é um dos mais barulhentos do Germano Krüger, rivalizando com a torcida local em entusiasmo.

Importância da competição

A terceira fase da Copa do Brasil oferece R$ 2,3 milhões aos participantes, com R$ 3,6 milhões para os classificados às oitavas. Para o Operário, a vitória seria um impulso na temporada, após quatro jogos sem vencer na Série B. O Vasco, invicto no torneio, busca consolidar sua campanha e recuperar a confiança após a troca de treinador.

O confronto, com histórico equilibrado e lances polêmicos, reflete a imprevisibilidade do mata-mata. O Operário aposta no fator casa, enquanto o Vasco confia em sua experiência na elite. O jogo, ainda em andamento, promete mais emoções no Germano Krüger, com ambos os times lutando pela vantagem na partida de ida.

Gol do nuno vasco
Gol do nuno Vasco – Foto: Premiere

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