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Sada Cruzeiro brilha, vira jogo contra Campinas e leva troféu da Superliga

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sada cruzeiro. - Foto: Instagram sada cruzeiro. - Foto: Instagram

O ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, pulsava com a energia de milhares de torcedores no domingo, 4 de maio de 2025. A final da Superliga Masculina de Vôlei 2024/25 colocava frente a frente Sada Cruzeiro e Vôlei Renata/Campinas, duas potências do voleibol brasileiro, em um duelo que prometia emoções até o último ponto. A partida, disputada em jogo único, terminou com a vitória do Cruzeiro, que virou o placar após um início dominado por Campinas, garantindo o nono título da competição em sua história. A conquista reforçou a hegemonia mineira no cenário nacional, em uma temporada marcada por atuações consistentes e momentos de superação.

A torcida celeste, que lotou as arquibancadas, vibrou com a performance de jogadores como Wallace e Douglas Souza, peças-chave na reviravolta. Campinas, por sua vez, mostrou força com Bruno e Adriano, mas não conseguiu manter a vantagem inicial. O confronto, exibido ao vivo pela TV Globo e SporTV, foi um marco para o voleibol brasileiro, com recordes de audiência e engajamento nas redes sociais.

Principais destaques da final:

  • Placar apertado: Cruzeiro venceu por 3 sets a 2, com parciais de 25/23, 23/25, 25/22, 22/25 e 15/13.
  • Público recorde: Mais de 10 mil torcedores lotaram o Ibirapuera.
  • Premiação: O campeão embolsou R$ 230 mil, valor igual ao da Superliga Feminina.
  • Atuação coletiva: O Cruzeiro destacou-se pelo equilíbrio entre ataque e defesa.

Reações no ginásio e nas redes

O clima no Ibirapuera era de tensão e entusiasmo. Torcedores do Cruzeiro, com bandeiras e cânticos, transformaram o ginásio em um caldeirão, enquanto a torcida de Campinas, embora menor, não deixou de apoiar. Quando o placar marcou o ponto final, a explosão de alegria dos mineiros ecoou, com jogadores como Wallace sendo ovacionados. Nas redes sociais, a hashtag #Superliga2025 dominou os trending topics, com posts exaltando a garra do Cruzeiro e lamentando a derrota de Campinas. Um torcedor escreveu no X: “Campinas jogou demais, mas o Cruzeiro é imbatível em finais!”.

A partida também gerou debates online sobre a arbitragem, especialmente em lances polêmicos no tie-break. Apesar disso, a maioria dos comentários elogiou a qualidade técnica do confronto, considerado um dos mais disputados dos últimos anos. Jogadores de ambas as equipes usaram as redes para agradecer o apoio, com Douglas Souza destacando a importância da torcida celeste.

Caminho até a final

O Cruzeiro chegou à decisão como líder da fase regular, com 54 pontos em 22 jogos, somando 19 vitórias e apenas três derrotas. A campanha foi marcada por atuações dominantes, especialmente contra adversários diretos como Campinas e Praia Clube. Nas quartas de final, a equipe mineira eliminou Guarulhos sem dificuldades, enquanto nas semifinais superou o Praia Clube em dois jogos, perdendo apenas um set. A consistência do elenco, comandado pelo técnico Filipe Ferraz, foi um diferencial ao longo da temporada.

Campinas, por outro lado, terminou a fase regular na terceira posição, com 49 pontos, 18 vitórias e quatro derrotas. A equipe paulista enfrentou desafios maiores nos playoffs, precisando de três jogos para superar Joinville nas quartas e vencendo Suzano em dois confrontos nas semifinais. A dupla Bruno e Adriano, com 900 pontos combinados na temporada, foi o motor ofensivo do time, apoiada pelo levantador Lucas, que brilhou na distribuição de jogadas.

Histórico de confrontos

Cruzeiro e Campinas já se enfrentaram em finais memoráveis, como a de 2015/16, também no Ibirapuera, quando o Cruzeiro venceu por 3 sets a 1. Nos dois jogos da fase regular desta temporada, Campinas levou a melhor, vencendo por 3 a 2 no primeiro turno e 3 a 0 no returno. Esses resultados aumentaram a expectativa para a final, com analistas apontando um equilíbrio raro entre as equipes.

Momentos marcantes do histórico recente:

  • 2015/16: Cruzeiro conquista o título sobre Campinas no Ibirapuera.
  • Fase regular 2024/25: Campinas vence os dois confrontos diretos.
  • Playoffs: Cruzeiro mantém invencibilidade em finais contra Campinas.
  • Rivalidade: As equipes protagonizam duelos intensos desde 2010.

A rivalidade entre os clubes tem raízes na qualidade técnica de seus elencos. O Cruzeiro, com oito títulos anteriores, sempre foi visto como favorito, mas Campinas, vice-campeã em 2023/24, buscava seu primeiro troféu. A final de 2025 reforçou a tradição mineira, mas também destacou o crescimento do projeto Vôlei Renata.

Desempenho individual na final

Wallace, oposto do Cruzeiro, foi o grande nome da partida, marcando 22 pontos e sendo eleito o melhor em quadra. Sua eficiência no ataque e no bloqueio foi decisiva no tie-break, quando o time mineiro virou o placar em um momento crítico. Douglas Souza, com 18 pontos, também brilhou, especialmente nas recepções, que estabilizaram o jogo celeste. O levantador Cachopa teve papel fundamental, distribuindo bolas com precisão e mantendo a calma sob pressão.

Em Campinas, Bruno liderou com 20 pontos, mostrando potência nos ataques pela ponta. Adriano, com 17 pontos, foi outro destaque, mas a equipe sofreu com erros de saque no quarto e quinto sets. Judson, maior bloqueador da temporada com 78 pontos no fundamento, contribuiu com cinco bloqueios na final, mas não conseguiu frear o ataque adversário nos momentos decisivos. O técnico Horacio Dileo, de Campinas, reconheceu a força do Cruzeiro, mas elogiou a entrega de seus jogadores.

Organização e premiação

A final no Ibirapuera foi um sucesso logístico, com ingressos esgotados dias antes do evento. A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) investiu pesado na temporada, destinando R$ 4 milhões ao sistema de desafio e R$ 280 mil a súmulas eletrônicas e estatísticas em tempo real. Esses recursos elevaram o nível técnico da competição, equiparando-a às principais ligas internacionais. A premiação de R$ 230 mil ao campeão foi um marco, igualando os valores das Superligas masculina e feminina.

Aspectos da organização:

  • Transmissão: TV Globo, SporTV2 e Globoplay cobriram o evento ao vivo.
  • Público: 10.500 torcedores, maior audiência presencial da temporada.
  • Tecnologia: Sistema de desafio com 98% de acertos em lances revisados.
  • Segurança: Reforço policial garantiu tranquilidade no ginásio.

O evento também teve impacto econômico, com hotéis e restaurantes de São Paulo registrando alta demanda. A CBV anunciou que a final de 2026 poderá ocorrer em outra cidade, com Recife e Belo Horizonte entre as candidatas.

Foco na torcida

A torcida do Cruzeiro, conhecida como Nação Azul, foi um espetáculo à parte. Com bandeiras, faixas e cânticos ininterruptos, os torcedores mineiros criaram uma atmosfera intimidadora. Muitos viajaram de Belo Horizonte para São Paulo, organizando caravanas que partiram na véspera da final. A presença maciça dos cruzeirenses foi destacada por jogadores, que atribuíram parte da vitória à energia vinda das arquibancadas.

Campinas também contou com apoio significativo, especialmente de torcedores locais. Grupos de fãs do Vôlei Renata lotaram setores do ginásio, levando instrumentos musicais e bandeiras com as cores do time. Apesar da derrota, a torcida aplaudiu o esforço da equipe, reconhecendo a campanha histórica. A interação entre as torcidas, sem registros de conflitos, foi elogiada pela organização.

Bastidores da preparação

A preparação do Cruzeiro para a final envolveu ajustes táticos após as derrotas para Campinas na fase regular. O técnico Filipe Ferraz focou em reforçar o sistema defensivo, especialmente o bloqueio, que foi crucial na final. Treinos intensivos em Contagem, na sede do clube, incluíram análises de vídeos dos jogos de Campinas, identificando padrões de ataque de Bruno e Adriano. A equipe também trabalhou a parte psicológica, com sessões de mental coaching para lidar com a pressão do jogo único.

Campinas, por sua vez, apostou na velocidade de seus ataques. O técnico Horacio Dileo priorizou jogadas ensaiadas, explorando a versatilidade do levantador Lucas. A equipe treinou exaustivamente no ginásio Taquaral, em Campinas, simulando cenários de alta2015/16: Cruzeiro vence Campinas no Ibirapuera.

  • Fase regular 2024/25: Campinas domina os dois confrontos diretos.
  • Playoffs: Cruzeiro mantém invencibilidade em finais contra Campinas.
  • Rivalidade: Duelos intensos desde 2010 marcam a história dos clubes.

A rivalidade entre Cruzeiro e Campinas é alimentada pela qualidade técnica de seus elencos. O Cruzeiro, com oito títulos anteriores, sempre偶: https://www.lance.com.br/mais-esportes/cruzeiro-vira-sobre-campinas-e-fica-com-o-titulo-da-superliga.html

Legado do título

O nono título do Cruzeiro na Superliga consolida sua posição como maior vencedor da competição. A conquista de 2025, a primeira sob o comando de Filipe Ferraz, reforça a força do projeto Sada Cruzeiro, iniciado em 2005. O clube, que já acumula títulos nacionais e internacionais, como o Mundial de Clubes, planeja expandir sua estrutura, com investimentos na base e na modernização do ginásio Riacho, em Contagem.

Campinas, apesar da derrota, sai fortalecido. O projeto Vôlei Renata, iniciado em 2011, alcançou sua segunda final em três anos, mostrando evolução. A equipe planeja reforçar o elenco para a próxima temporada, com a permanência de jogadores como Bruno e Adriano confirmada. A CBV, satisfeita com o sucesso da temporada, estuda aumentar a premiação para 2026, visando atrair mais patrocinadores.

Recordes e números

A final de 2025 entrou para a história da Superliga por diversos feitos. O público de 10.500 torcedores foi o maior da temporada, superando a final feminina, que teve 9.800 espectadores. A audiência televisiva também impressionou, com picos de 12 milhões de telespectadores na TV Globo. O jogo registrou 128 pontos de ataque, 24 de bloqueio e 18 de saque, números que refletem a intensidade do confronto.

Dados da final:

  • Duração: 2 horas e 37 minutos, com tie-break de 18 minutos.
  • Erros: Cruzeiro cometeu 19 erros não forçados; Campinas, 22.
  • Pontos totais: Wallace (Cruzeiro) liderou com 22 pontos; Bruno (Campinas), 20.
  • Revisões: Sistema de desafio foi acionado 14 vezes, com 11 acertos.

A temporada 2024/25 também marcou avanços tecnológicos, com o sistema de desafio atingindo 98% de precisão. A CBV planeja implementar inteligência artificial para análises em tempo real na próxima edição, visando reduzir erros de arbitragem.

Após a final

Os jogadores do Cruzeiro receberam folga de três dias após a final, retornando aos treinos na quarta-feira, 7 de maio, para amistosos internacionais. A equipe disputará torneios na Europa em junho, enfrentando clubes da Itália e da Polônia. Campinas, por sua vez, liberou parte do elenco, mas manteve atividades com a base, visando a formação de novos talentos. A CBV confirmou que a Superliga 2025/26 começará em outubro, com mudanças no regulamento para aumentar o número de estrangeiros por equipe.

A vitória do Cruzeiro também teve reflexos fora das quadras. Patrocinadores como Sada e Fiat anunciaram aportes adicionais para o clube, enquanto a prefeitura de Contagem planeja homenagear o time com uma placa no ginásio Riacho. A torcida celeste, empolgada, já organiza eventos para celebrar o título, incluindo um desfile em Belo Horizonte no próximo fim de semana.

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