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Conclave para eleger novo papa começa em 7 de maio na Capela Sistina

Conclave
Conclave - Foto: Marco Iacobucci Epp / Shutterstock.com Conclave - Foto: Marco Iacobucci Epp / Shutterstock.com

A Capela Sistina, no coração do Vaticano, será o palco de um dos eventos mais aguardados pela Igreja Católica em 2025. Em 7 de maio, cardeais de todo o mundo se reunirão para o conclave que elegerá o 267º papa, sucedendo Francisco, que faleceu em 21 de abril aos 88 anos. O processo, regido por normas estritas da Igreja, combina tradição centenária com medidas modernas de segurança. A escolha do novo líder para 1,4 bilhão de católicos é um momento de grande expectativa global.

O conclave ocorre após um período de luto e preparação, conhecido como Novemdialesboroughs Novemdiales, que inclui missas e reuniões preparatórias. Em 2025, essas reuniões, chamadas de congregações gerais, começaram em 22 de abril, logo após a morte de Francisco. Durante esses encontros, os cardeais discutem questões da Igreja e definem a data do conclave.

A decisão de iniciar o conclave em 7 de maio foi tomada na quinta congregação geral, realizada em 28 de abril. Os cardeais optaram por começar dentro do prazo de 15 a 20 dias após a vacância da Sé Apostólica, conforme estipulado pela constituição apostólica Universi Dominici gregis, de João Paulo II, e pelo motu proprio Normas nonnullas, de Bento XVI.

Segue a lista dos principais eventos preparatórios para o conclave:

  • 21 de abril: Morte do papa Francisco.
  • 22 a 28 de abril: Congregações gerais no Vaticano.
  • 27 de abril: Funeral de Francisco na Basílica de Santa Maria Maior.
  • 7 de maio: Início do conclave na Capela Sistina.

Regras do conclave

O conclave é um processo secreto, realizado na Capela Sistina, que permanecerá fechada ao público a partir de 28 de abril para preparações. Cerca de 133 cardeais, todos com menos de 80 anos, participarão como eleitores, embora o número total de cardeais seja 252. A constituição Universi Dominici gregis determina que apenas cardeais abaixo dessa idade podem votar, e o número máximo de eleitores deveria ser 120. No entanto, Francisco nomeou mais cardeais do que o limite, e todos os 135 elegíveis teriam direito a participar, exceto dois que não comparecerão por motivos de saúde e um que renunciou aos direitos cardinalícios.

Para eleger o novo papa, é necessário alcançar uma maioria de dois terços dos votos. Os cardeais prestam juramento de sigilo, comprometendo-se a manter a confidencialidade do processo. As cédulas são queimadas após cada votação, produzindo fumaça branca se um papa for eleito ou preta se não houver decisão.

O conclave pode durar dias, mas os últimos dois, em 2005 e 2013, foram concluídos em apenas dois dias. A escolha recai tradicionalmente sobre um cardeal eleitor, prática mantida desde o conclave de 1389.

Funeral Papa
Funeral Papa – Foto: instagram

Preparações no Vaticano

As congregações gerais, realizadas no Salão do Sínodo, são encontros preparatórios nos quais os cardeais abordam temas cruciais para a Igreja. Em 2025, cerca de 180 cardeais, incluindo mais de 100 eleitores, participaram da reunião de 28 de abril. Durante o encontro, 20 cardeais discursaram sobre evangelização, relações inter-religiosas e o combate ao abuso sexual clerical.

O cardeal camerlengo, Kevin Farrell, leu o testamento de Francisco em uma das reuniões, e os cardeais confirmaram a data do funeral. A canonização de Carlo Acutis, prevista para 27 de abril, foi suspensa devido ao luto. As congregações não ocorreram em 1º de maio, feriado de São José Operário, nem em 4 de maio.

Outro aspecto das preparações envolve a logística. No dia 2 de maio, bombeiros do Vaticano instalaram a chaminé na Capela Sistina, usada para sinalizar o resultado das votações. A segurança é uma prioridade, com a Gendarmaria do Vaticano, liderada por Gianluca Gauzzi Broccoletti, implementando medidas contra ameaças como drones, microfones e desinformação nas redes sociais.

Segurança e tecnologia

Proteger a integridade do conclave é um desafio em 2025, com o avanço da tecnologia. A Gendarmaria utiliza 650 câmeras de segurança, mensagens criptografadas e sistemas de detecção de ameaças digitais. Preocupações com campanhas de desinformação e notícias falsas, que poderiam influenciar a percepção sobre candidatos, também são monitoradas.

Além disso, o Vaticano enfrenta riscos de espionagem, incluindo o uso de inteligência artificial, drones e até satélites. Para mitigar essas ameaças, os cardeais são orientados a evitar comunicações não seguras durante o conclave. A simplicidade também marca o evento: as refeições servidas aos cardeais incluem pratos típicos das regiões de Lazio e Abruzzo, reforçando a conexão com a tradição italiana.

Segue a lista de medidas de segurança implementadas:

  • 650 câmeras de vigilância no Vaticano;
  • Sistemas de mensagens criptografadas;
  • Monitoramento contra drones e microfones;
  • Proteção contra campanhas de desinformação;
  • Uso de tecnologia de detecção de ameaças digitais.

Composição dos cardeais

A composição do Colégio de Cardeais em 2025 reflete a internacionalização promovida por Francisco. Dos 252 cardeais, 140 são de países não europeus, e 108 dos 135 eleitores foram nomeados por ele. Essa diversidade aumenta a possibilidade de um papa não europeu, conforme especulado por veículos como BBC e Hannahs Hill.

Dois cardeais, Antonio Cañizares Llovera e John Njue, não participarão do conclave por motivos de saúde. Outro, Giovanni Angelo Becciu, renunciou aos direitos cardinalícios devido a um escândalo financeiro e não estará presente. O cardeal mais antigo com menos de 80 anos, Pietro Parolin, presidirá o conclave, já que o decano e o vice-decano, Giovanni Battista Re e Leonardo Sandri, são inelegíveis por terem mais de 80 anos.

A diversidade geográfica dos eleitores inclui cardeais da África, Ásia, América Latina e Oceania, além da Europa. Essa representação global é resultado das nomeações de Francisco, que buscou ampliar a presença de regiões menos representadas no Colégio de Cardeais.

Tradições do conclave

O conclave é marcado por rituais que remontam a séculos. Na manhã de 7 de maio, os cardeais celebrarão a Missa Pro Eligendo Romano Pontifice na Basílica de São Pedro. À tarde, eles seguem em procissão solene até a Capela Sistina, onde cada um presta o juramento previsto no parágrafo 53 da Universi Dominici gregis.

Durante as votações, os cardeais escrevem o nome de seu candidato em cédulas, que são perfuradas com agulha e linha após a contagem para evitar reutilização. A fumaça, produzida pela queima das cédulas, é o sinal mais aguardado pelos fiéis reunidos na Praça de São Pedro. A fumaça branca indica a eleição do novo papa, enquanto a preta sinaliza que não houve decisão.

Segue a lista de rituais tradicionais do conclave:

  • Missa Pro Eligendo Romano Pontifice na Basílica de São Pedro;
  • Procissão solene até a Capela Sistina;
  • Juramento de sigilo pelos cardeais;
  • Queima das cédulas para produzir fumaça;
  • Anúncio do novo papa na varanda da Basílica de São Pedro.

Expectativas para o novo papa

A escolha do próximo papa é um momento crucial para a Igreja Católica, que enfrenta questões como a evangelização, a inclusão de minorias e a resposta aos escândalos de abuso. Durante as congregações gerais, os cardeais destacaram a necessidade de um líder capaz de unir a Igreja e dialogar com outras religiões.

O funeral de Francisco, em 27 de abril, atraiu mais de 400 mil pessoas a Roma, segundo estimativas. A cerimônia, realizada na Basílica de Santa Maria Maior, refletiu o impacto de seu papado, marcado por reformas e abertura a temas como a ordenação de mulheres e a inclusão de católicos LGBTQ+. O cardeal alemão Walter Kasper afirmou que o luto por Francisco indica um desejo por um papa que continue seu estilo reformador.

Os cardeais também discutiram as qualidades esperadas do novo líder, incluindo habilidades de comunicação, visão pastoral e capacidade de enfrentar desafios globais. A diversidade do Colégio de Cardeais alimenta especulações sobre um papa de regiões como a África ou a Ásia, embora a escolha dependa exclusivamente dos eleitores.

Logística do evento

A preparação do conclave exige coordenação detalhada. O Museu do Vaticano fechou a Capela Sistina em 28 de abril para instalar equipamentos, como o fogão que queima as cédulas. A Gendarmaria reforçou a segurança na Cidade do Vaticano, e a imprensa internacional acompanha cada etapa do processo.

Os cardeais se hospedam na Casa Santa Marta, residência dentro do Vaticano, durante o conclave. A estrutura oferece condições para que os eleitores permaneçam isolados do mundo externo, conforme exigido pelas normas. A alimentação é simples, com cardápios baseados em pratos regionais, e as atividades são limitadas às votações e orações.

O conclave também atrai turistas e peregrinos a Roma. A Praça de São Pedro será o ponto de encontro para os fiéis que aguardam o anúncio do novo papa, marcado pelo tradicional “Habemus Papam” na varanda da basílica.

Histórico dos conclaves

Os conclaves têm uma longa história, com regras que evoluíram ao longo dos séculos. A prática de eleger apenas cardeais como papas começou em 1389, e o limite de 120 eleitores foi estabelecido em 1975 pelo documento Romano Pontifici eligendo. A constituição Universi Dominici gregis, de 1996, atualizou as normas, e o motu proprio de Bento XVI, em 2013, ajustou prazos e procedimentos.

O conclave de 2025 será o primeiro desde 1975 com mais de 120 eleitores, devido às nomeações de Francisco. Juristas canônicos afirmam que todos os cardeais com menos de 80 anos têm direito a votar, independentemente do limite nominal. Os conclaves de 2005, que elegeu Bento XVI, e de 2013, que elegeu Francisco, duraram dois dias, mas a duração pode variar.

Segue a lista de marcos históricos dos conclaves:

  • 1389: Início da prática de eleger apenas cardeais;
  • 1975: Limite de 120 eleitores estabelecido;
  • 1996: Promulgação da Universi Dominici gregis;
  • 2013: Ajustes no prazo do conclave por Bento XVI;
  • 2025: Primeiro conclave com mais de 120 eleitores desde 1975.

Repercussão global

O conclave de 2025 atrai atenção mundial, com emissoras de TV e portais de notícias cobrindo o evento em tempo real. A eleição do papa é relevante não apenas para os 1,4 bilhão de católicos, mas também para líderes políticos e religiosos de outras tradições. O novo papa terá a tarefa de guiar a Igreja em um cenário de mudanças sociais e tecnológicas.

A presença de cardeais de regiões como a África e a Ásia reforça a expectativa por um líder global. Nomes como os cardeais Matteo Zuppi, da Itália, e Peter Ebere Okpaleke, da Nigéria, aparecem em especulações da imprensa, embora os cardeais evitem comentários públicos. A diversidade do Colégio de Cardeais é vista como um reflexo da universalidade da Igreja.

A cobertura midiática também enfrenta desafios, com o Vaticano alertando sobre o risco de notícias falsas. A Gendarmaria monitora redes sociais para evitar que boatos comprometam a credibilidade do processo. A transparência é limitada ao anúncio final, mantendo a tradição de sigilo do conclave.

Papel da imprensa

A imprensa desempenha um papel central na divulgação do conclave, com jornalistas de todo o mundo reunidos em Roma. Em 28 de abril, cardeais como Ángel Sixto Rossi, da Argentina, e Vincent Nichols, do Reino Unido, foram abordados por repórteres ao chegarem para a congregação geral. A Praça de São Pedro é o principal ponto de cobertura, com transmissões ao vivo da chaminé da Capela Sistina.

As emissoras oferecem análises sobre os possíveis candidatos, mas o Vaticano mantém silêncio sobre as discussões internas. A imprensa também destaca a segurança reforçada e os rituais tradicionais, que atraem interesse mesmo de não católicos. A cobertura é intensificada em 7 de maio, com equipes posicionadas para captar a fumaça e o anúncio do novo papa.

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