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Sávio brilha com golaço de falta e Remo lidera Re-Pa eletrizante na final do Parazão

Savio Remo
Savio Remo - Foto: Instagram Savio Remo - Foto: Instagram

O Mangueirão pulsava com a energia de mais de 45 mil torcedores na noite desta quarta-feira, quando Remo e Paysandu entraram em campo para o jogo de ida da final do Campeonato Paraense 2025. O clássico Re-Pa, número 777 na história centenária da rivalidade, trouxe uma chuva de gols, lances polêmicos e emoção até os minutos finais do primeiro tempo. Com o placar empatado em 2 a 2 ao intervalo, o segundo tempo começou com o Remo mais ofensivo, culminando no golaço de falta de Sávio aos 15 minutos, que reacendeu a torcida azulina.

A partida, marcada por reviravoltas, teve momentos de domínio alternado entre as equipes. O Remo abriu vantagem cedo, mas o Paysandu, com garra, buscou o empate ainda na primeira etapa. O jogo, que segue em andamento, mantém a tensão no ar, com os dois times lutando pelo título estadual.

  • Destaques do clássico: Golaço de Sávio, empate heroico do Paysandu e intensidade no Mangueirão.
  • O que está em jogo: O título do Parazão 2025 e a supremacia na rivalidade Re-Pa.
  • Público: Cerca de 45 mil torcedores lotam o estádio, criando um espetáculo à parte.

Primeiro tempo eletrizante

O primeiro tempo do Re-Pa foi um verdadeiro show de futebol amazônico. O Remo, comandado pelo técnico Ricardo Catalá, começou pressionando e não demorou para abrir o placar. Aos 10 minutos, Sávio cruzou com precisão para Janderson, que finalizou sem chances para o goleiro Nogueira. A torcida azulina ainda comemorava quando, aos 22 minutos, Klaus subiu mais alto em cobrança de escanteio e cabeceou para ampliar.

Mas o Paysandu, treinado por Luizinho Lopes, não se abateu. A entrada de Jorge Benítez no lugar de Borasi mudou o panorama da partida. Aos 37 minutos, Benítez sofreu um pênalti após falta de Pavani dentro da área. Rossi, com calma, converteu a cobrança no canto esquerdo de Marcelo Rangel, diminuindo o placar. Apenas sete minutos depois, o próprio Benítez arriscou de fora da área e acertou um chute potente, empatando o jogo em 2 a 2.

Nos acréscimos, o Remo ainda teve chances de retomar a liderança. Janderson invadiu a área e cruzou rasteiro, mas Martínez, zagueiro do Paysandu, conseguiu desviar para a linha de fundo. O intervalo chegou com o placar refletindo a intensidade do confronto.

Golaço de Sávio no segundo tempo

O segundo tempo começou com o Remo buscando retomar o controle. Nos primeiros minutos, Nicolas caiu na área após contato com um zagueiro adversário, mas o árbitro Paulo Cesar Zanovelli, auxiliado pelo VAR, não marcou pênalti. A decisão gerou protestos da torcida azulina, mas o jogo seguiu.

Aos 15 minutos, veio o momento de brilho individual. Sávio, lateral-esquerdo do Remo, cobrou uma falta com perfeição, mandando a bola no ângulo superior do gol de Nogueira. O golaço incendiou o Mangueirão e colocou o Leão novamente à frente no placar. O jogador, conhecido por sua precisão em bolas paradas, foi ovacionado pelos torcedores.

Antes do gol, o Remo já mostrava maior posse de bola, enquanto o Paysandu apostava em contra-ataques. Pedro Rocha, pela esquerda, tentou cruzamentos, mas sem sucesso. Jaderson também arriscou chutes de fora da área, mas não acertou o alvo.

Linha do tempo: principais lances

O clássico Re-Pa tem sido marcado por momentos que ficarão na memória dos torcedores. Abaixo, os principais lances até os 15 minutos do segundo tempo:

  • 10’ – 1T: Janderson abre o placar para o Remo após cruzamento de Sávio.
  • 22’ – 1T: Klaus amplia com cabeçada em cobrança de escanteio.
  • 40’ – 1T: Rossi converte pênalti e diminui para o Paysandu.
  • 44’ – 1T: Benítez empata com chute de fora da área.
  • 15’ – 2T: Sávio marca um golaço de falta, colocando o Remo novamente na frente.

Pressão do Paysandu

Apesar de estar atrás no placar, o Paysandu não se rendeu. Após o gol de Sávio, o time bicolor tentou responder rapidamente. Aos 11 minutos do segundo tempo, Benítez recebeu na área, mas demorou para finalizar, permitindo que o zagueiro do Remo bloqueasse o chute. Rossi, um dos destaques do Papão, também buscava espaços, mas esbarrava na marcação azulina.

O técnico Luizinho Lopes ajustou o posicionamento, apostando na velocidade de Edilson pela direita. O jogador chegou à linha de fundo em algumas ocasiões, mas os cruzamentos não encontraram finalizadores. A torcida bicolor, conhecida por seu apoio incansável, continuava empurrando o time em busca de mais um empate.

Domínio azulino no meio-campo

O Remo, por sua vez, controlava o meio-campo com Marcelinho e Jaderson. Marcelinho, que recebeu cartão amarelo no primeiro tempo por falta em Rossi, seguia firme na marcação, enquanto Jaderson arriscava jogadas ofensivas. A estratégia de Catalá parecia clara: manter a posse de bola e explorar os flancos com Sávio e Pedro Rocha.

Aos 6 minutos do segundo tempo, Pedro Rocha teve uma chance clara pela esquerda, mas seu cruzamento saiu forte demais. Dois minutos depois, Jaderson chutou em cima de Edilson, desperdiçando outra oportunidade. O Leão, mesmo com a vantagem, não abria mão de atacar.

Rivalidade histórica

A rivalidade entre Remo e Paysandu, conhecida como Re-Pa, é uma das mais intensas do futebol brasileiro. Com mais de 100 anos de história, os clubes já se enfrentaram 776 vezes antes deste jogo, com equilíbrio notável: 39 vitórias do Remo, 34 do Paysandu e 52 empates em confrontos oficiais. O clássico de número 777, válido pela final do Parazão, reforça a importância do duelo para a torcida paraense.

O Paysandu, atual campeão estadual, busca o 51º título, enquanto o Remo, que não vence o campeonato desde 2022, almeja a 48ª conquista. A partida de ida, disputada no Mangueirão, é apenas o primeiro capítulo de uma decisão que terá seu desfecho no próximo domingo, dia 11 de maio, às 17h.

  • Títulos do Paysandu: 50 no Campeonato Paraense.
  • Títulos do Remo: 47 no Campeonato Paraense.
  • Clássicos em 2025: Este é o primeiro Re-Pa do ano, com mais confrontos previstos na Série B.
  • Público histórico: O Mangueirão já recebeu mais de 60 mil torcedores em finais do Re-Pa.

Arbitragem e tecnologia

A arbitragem, comandada por Paulo Cesar Zanovelli, tem sido alvo de atenção. O uso do VAR, implementado pela Federação Paraense de Futebol (FPF) em jogos decisivos, trouxe maior precisão, mas também polêmicas. A não marcação do pênalti sobre Nicolas no início do segundo tempo gerou reclamações do Remo, enquanto o Paysandu questionou lances de faltas no primeiro tempo.

Os assistentes Danilo Ricardo Simon Manis e Guilherme Dias Camilo acompanham Zanovelli, garantindo a condução do jogo. A FPF investiu em tecnologia para evitar erros em momentos cruciais, especialmente em uma final tão aguardada.

Mangueirão: o caldeirão do Re-Pa

O Estádio Olímpico do Pará, conhecido como Mangueirão, é o palco perfeito para o clássico. Reformado recentemente, o estádio comporta até 45 mil torcedores e oferece gramado de padrão internacional, nova iluminação e estrutura moderna. A torcida, dividida entre azulinos e bicolores, criou um espetáculo visual com bandeiras, mosaicos e cânticos que ecoam por Belém.

A atmosfera no estádio reflete a paixão do futebol paraense. Famílias, amigos e até rivais compartilham o espaço, unidos pelo amor ao esporte. A segurança reforçada pela FPF e pela polícia local garantiu um ambiente festivo, apesar da rivalidade acirrada.

Jogadores em destaque

Além de Sávio, outros atletas têm brilhado no clássico. Pelo Remo, Janderson e Klaus foram decisivos no primeiro tempo, enquanto Pedro Rocha segue perigoso pelo lado esquerdo. No Paysandu, Rossi e Benítez mudaram o jogo com gols e jogadas de impacto. A escalação inicial de ambos os times reflete a estratégia ofensiva:

  • Remo: Marcelo Rangel; Kadu, Rafael Castro, Klaus, Sávio; Marcelinho, Pedro, Jaderson; Dodô, Maxwell, Felipe Vizeu.
  • Paysandu: Nogueira; Bryan, Quintana, Martínez, PK; Leandro Vilela, Espinoza, Matheus Vargas; Rossi, Delvalle, Nicolas.

Ataques e defesas em xeque

O jogo expôs forças e fragilidades das duas equipes. O Remo, com a melhor defesa do campeonato, sofreu com os contra-ataques do Paysandu, especialmente após a entrada de Benítez. Por outro lado, o Papão, que tem o segundo melhor ataque do Parazão, encontrou dificuldades para furar o bloqueio azulino no segundo tempo.

Aos 13 minutos do segundo tempo, o Remo mantinha maior posse de bola, enquanto o Paysandu apostava em transições rápidas. A partida, ainda em andamento, promete mais emoções, com os dois times buscando a vitória para chegar com vantagem ao jogo de volta.

Torcida faz a diferença

A presença maciça da torcida transformou o Mangueirão em um caldeirão. Os cânticos das organizadas, como a Torcida Remista e a Fiel Bicolor, ecoam sem parar, incentivando os jogadores. Faixas com provocações amigáveis e mosaicos coloridos marcaram a entrada dos times em campo, reforçando a importância cultural do Re-Pa.

Muitos torcedores chegaram ao estádio horas antes do jogo, enfrentando filas para garantir o melhor lugar. A venda de ingressos, esgotada dias antes, reflete a paixão dos paraenses pelo clássico. A FPF informou que idosos, pessoas com deficiência e crianças até 12 anos tiveram acesso facilitado, sem necessidade de enfrentar longas filas.

  • Setor azulino: Cerca de 22 mil torcedores do Remo ocupam as arquibancadas.
  • Setor bicolor: Aproximadamente 20 mil torcedores do Paysandu marcam presença.
  • Neutralidade: Áreas mistas foram reservadas para famílias e torcedores sem clube definido.
  • Segurança: Mais de 500 policiais garantem a ordem dentro e fora do estádio.

História recente do clássico

Nos últimos anos, o Re-Pa tem sido marcado por equilíbrio. Em 2024, os times se enfrentaram quatro vezes, com duas vitórias do Paysandu, um empate e uma vitória do Remo. O jogo mais memorável foi a final do Parazão 2024, quando o Paysandu venceu por 2 a 0 no jogo de ida e empatou em 1 a 1 na volta, conquistando o título.

O Remo, porém, chega embalado pela boa campanha na Série B do Brasileiro, onde ocupa o G-4. O Paysandu, que vive um jejum de nove jogos sem vitórias, aposta no clássico para recuperar a confiança. A rivalidade, alimentada por décadas de confrontos épicos, ganha um novo capítulo nesta final.

Preparação das equipes

A preparação para o Re-Pa envolveu estratégias distintas. O Remo, com um elenco sólido, trabalhou jogadas de bola parada, como ficou evidente nos gols de Klaus e Sávio. Ricardo Catalá, técnico azulino, enfatizou a importância de manter a calma em momentos de pressão.

Já o Paysandu, que anunciou mudanças na diretoria técnica no início da semana, buscou ajustar o setor ofensivo. Luizinho Lopes promoveu a entrada de Benítez, que se mostrou decisivo. A equipe bicolor também reforçou a marcação no meio-campo, com Leandro Vilela e Espinoza.

Expectativa para o restante do jogo

Com o jogo ainda em andamento, a expectativa é de mais lances decisivos. O Remo, com a vantagem no placar, tenta ampliar para levar um resultado confortável ao jogo de volta. O Paysandu, por sua vez, busca pelo menos o empate para manter a decisão aberta.

A torcida, que não para de cantar, espera um desfecho à altura da história do clássico. O Mangueirão, iluminado e vibrante, segue como testemunha de mais um capítulo da rivalidade que move o futebol paraense.

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