A partir de maio de 2025, o programa Pé-de-Meia, iniciativa do governo federal, continua distribuindo R$1.000 aos estudantes do ensino médio público que avançaram de ano, reforçando o incentivo à permanency escolar. Sem necessidade de inscrição, o benefício é depositado automaticamente na poupança digital dos alunos elegíveis, desde que atendam a critérios como matrícula ativa, frequência mínima e cadastro no CadÚnico. O programa, que já alcançou mais de 4 milhões de jovens, também oferece valores adicionais para quem conclui o ensino médio ou participa do Enem.
O pagamento de maio, voltado para nascidos no primeiro semestre, ocorre entre os dias 25 e 30, enquanto os nascidos no segundo semestre recebem entre 1º e 5 de junho. A iniciativa, gerida pelo Ministério da Educação, utiliza a Caixa Econômica Federal para os depósitos.
Os valores acumulados, que podem chegar a R$9.200 ao longo do ensino médio, são acessados via aplicativo Caixa Tem, com saques liberados para concluintes ou em casos específicos, como compra de material escolar. Abaixo, os principais detalhes do programa:
- Elegibilidade: Estudantes de 14 a 24 anos no ensino médio público, inscritos no CadÚnico.
- Pagamentos: R$1.000 por aprovação anual, R$200 por Enem, até R$9.200 totais.
- Depósito: Poupança digital via Caixa Tem, sem inscrição manual.

Critérios de elegibilidade
Estudantes do ensino médio público, com idades entre 14 e 24 anos, têm direito ao Pé-de-Meia, desde que estejam matriculados em escolas da rede pública e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). A frequência escolar mínima de 80% é obrigatória, verificada pelas secretarias de educação estaduais e municipais. Alunos de programas como Educação de Jovens e Adultos (EJA) também são contemplados, desde que atendam aos mesmos requisitos.
O programa prioriza jovens em situação de vulnerabilidade social, com foco em famílias de baixa renda. A matrícula deve estar ativa no Sistema Presença, plataforma do Ministério da Educação que monitora a frequência. Dados do governo indicam que 90% dos beneficiários avançaram de ano em 2024, demonstrando a eficácia do incentivo financeiro.
Para estudantes que participam do Enem, um bônus de R$200 é depositado, desde que compareçam aos dois dias de prova. A comprovação é feita automaticamente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), sem necessidade de solicitação.
- Idade: 14 a 24 anos, incluindo EJA.
- Frequência: Mínimo de 80%, monitorada pelo Sistema Presença.
- CadÚnico: Inscrição obrigatória para famílias de baixa renda.
- Enem: Bônus de R$200 para participantes.
Estrutura de pagamentos
O Pé-de-Meia organiza os depósitos em parcelas ao longo do ensino médio. Cada ano letivo concluído rende R$1.000, divididos em nove parcelas mensais de R$100, mais uma parcela final de R$100 após a aprovação. Estudantes que concluem o terceiro ano recebem um adicional de R$1.000, totalizando até R$3.000 por ano, ou R$9.000 nos três anos.
Para quem faz o Enem no último ano, o programa paga R$200 extras, desde que o aluno esteja presente nos dois dias de prova. Os valores são acumulados em uma poupança digital, acessível pelo aplicativo Caixa Tem, mas só podem ser sacados após a conclusão do ensino médio, exceto em casos específicos, como aquisição de material escolar ou despesas educacionais.
Os pagamentos de maio de 2025 seguem um calendário escalonado: nascidos de janeiro a junho recebem entre 25 e 30 de maio, enquanto os de julho a dezembro têm depósitos entre 1º e 5 de junho. A Caixa Econômica Federal envia notificações via aplicativo, orientando os beneficiários a verificar o saldo.
Gestão pela Caixa Econômica
A Caixa Econômica Federal é responsável pela operacionalização do Pé-de-Meia, utilizando sua rede de agências e o aplicativo Caixa Tem para gerenciar as poupanças digitais. Os estudantes não precisam abrir contas manualmente, já que o sistema cruza dados do CadÚnico, do Ministério da Educação e do Inep para identificar os beneficiários.
O aplicativo permite acompanhar depósitos, consultar saldos e realizar transferências, mas os saques são restritos até a conclusão do ensino médio. Em caso de dúvidas, a Caixa disponibiliza a Central de Atendimento no número 0800 104 0104, além de orientações nas agências. Estudantes que não recebem o depósito devem verificar sua situação no CadÚnico ou na escola, já que inconsistências nos dados podem bloquear o benefício.
- Poupança digital: Aberta automaticamente via Caixa Tem.
- Saques: Liberados após conclusão do ensino médio.
- Atendimento: Central 0800 104 0104 e agências da Caixa.
- Verificação: Dados cruzados com CadÚnico e Sistema Presença.
Alcance do programa
Lançado em 2024, o Pé-de-Meia já beneficia mais de 4 milhões de estudantes em todo o país, com prioridade para regiões com altos índices de evasão escolar, como o Nordeste e o Norte. O programa destinou R$7,1 bilhões em 2024, com previsão de R$7,5 bilhões em 2025, cobrindo cerca de 2,4 milhões de alunos anualmente. A iniciativa abrange escolas estaduais, municipais e federais, além de unidades do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Serviço Social da Indústria (Sesi).
O Ministério da Educação destaca que o programa alcançou 85% dos municípios brasileiros, com maior adesão em estados como Bahia, Pernambuco e Ceará. Dados de 2024 mostram que 1,2 milhão de estudantes receberam o bônus do Enem, reforçando o incentivo à participação no exame.
Monitoramento e frequência
A frequência escolar é monitorada pelo Sistema Presença, que exige relatórios mensais das escolas. Gestores escolares atualizam os dados até o dia 10 de cada mês, garantindo que os estudantes com 80% de presença recebam o depósito. Alunos com frequência insuficiente podem perder o benefício, mas têm direito a recorrer, desde que justifiquem as faltas por motivos como saúde ou questões familiares.
O programa também incentiva a regularização do CadÚnico, já que famílias desatualizadas no cadastro podem ser excluídas. Postos do Cadastro Único, disponíveis em prefeituras e Centros de Referência de Assistência Social (Cras), orientam os estudantes sobre a atualização. Escolas também realizam campanhas para informar os alunos sobre os requisitos do Pé-de-Meia.
- Sistema Presença: Monitora frequência com relatórios mensais.
- Frequência mínima: 80% das aulas, com possibilidade de recurso.
- CadÚnico: Atualização obrigatória em prefeituras ou Cras.
- Escolas: Campanhas para esclarecer critérios do programa.
Benefícios adicionais
Além do incentivo anual, o Pé-de-Meia oferece um bônus de matrícula de R$200 no início do ano letivo, pago em parcela única para estudantes que confirmam a matrícula até 31 de março. O valor visa apoiar despesas com material escolar e uniformes. Em 2025, cerca de 2 milhões de alunos receberam esse bônus, depositado em fevereiro.
Para concluintes do ensino médio, o programa libera R$1.000 adicionais, pagos em até 30 dias após a validação da conclusão. Estudantes que participam do Enem recebem R$200 extras, com depósito condicionado à presença nos dois dias de prova. Esses incentivos têm aumentado a adesão ao exame, com 1,5 milhão de beneficiários inscritos em 2024.
Fiscalização e transparência
O programa é acompanhado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pela Controladoria-Geral da União (CGU), que verificam a regularidade dos pagamentos. Em 2025, auditorias identificaram inconsistências em algumas cidades, onde o número de beneficiários superava o de alunos matriculados. O Ministério da Educação suspendeu depósitos em 12 municípios para investigação, garantindo que os casos sejam corrigidos até junho.
Gestores escolares e secretarias de educação estaduais passam por treinamentos para evitar erros no Sistema Presença. Estudantes podem denunciar irregularidades pelo canal Fala.BR ou pela Central de Atendimento da Caixa. A transparência é reforçada por relatórios públicos do Ministério da Educação, disponíveis no Portal da Transparência.
- Auditorias: TCU e CGU monitoram pagamentos.
- Irregularidades: Suspensão em 12 municípios até junho.
- Denúncias: Canal Fala.BR e Central da Caixa.
- Transparência: Relatórios no Portal da Transparência.
Histórico do programa
Criado pela Lei 14.818/2024, o Pé-de-Meia começou em março de 2024, com foco na redução da evasão escolar, que atingia 6,8% dos alunos do ensino médio em 2022. A iniciativa foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em fevereiro de 2024, com primeiros pagamentos em 25 de fevereiro. O programa já distribuiu R$7,1 bilhões, beneficiando 4,2 milhões de estudantes até dezembro de 2024.
A meta para 2025 é alcançar 5 milhões de alunos, com expansão para comunidades indígenas e quilombolas. O Ministério da Educação planeja integrar o Pé-de-Meia a outros programas, como o Bolsa Família, para ampliar o apoio a famílias de baixa renda. A adesão automática, sem inscrição, facilita o acesso, mas exige coordenação entre escolas, secretarias e a Caixa.
Apoio às escolas
Escolas públicas recebem suporte técnico do Ministério da Educação para implementar o Pé-de-Meia. Oficinas online e presenciais capacitam diretores e professores sobre o uso do Sistema Presença e a comunicação com os alunos. Em 2025, o governo destinou R$50 milhões para modernizar os sistemas de gestão escolar, garantindo maior precisão nos dados de frequência.
Campanhas educativas, realizadas em parceria com secretarias estaduais, informam os estudantes sobre os benefícios e os passos para manter a elegibilidade. Folders, cartazes e vídeos curtos são distribuídos em escolas, enquanto redes sociais do governo promovem o programa, alcançando milhões de visualizações.
Engajamento dos estudantes
O Pé-de-Meia tem mobilizado estudantes, que veem no programa uma oportunidade de custear estudos ou despesas pessoais. Em cidades como Salvador e Recife, alunos organizaram grupos em redes sociais para compartilhar informações sobre os depósitos. Postagens no X destacam a satisfação de beneficiários, com relatos de jovens que usaram o dinheiro para comprar livros ou pagar cursos técnicos.
O incentivo também aumentou a frequência escolar em 12% em escolas de baixa renda, segundo dados do Ministério da Educação. Estudantes do terceiro ano, em especial, têm se engajado mais no Enem, com 1,5 milhão de inscritos entre os beneficiários em 2024. O programa reforça a importância da educação como ferramenta de mobilidade social.
- Mobilização: Grupos em redes sociais para troca de informações.
- Frequência: Aumento de 12% em escolas de baixa renda.
- Enem: 1,5 milhão de beneficiários inscritos em 2024.
- Uso do benefício: Livros, cursos técnicos e material escolar.