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BYD ultrapassa Honda e sobe no ranking de vendas automotivas no Brasil em abril

BYD Dolphin Plus
BYD Dolphin Plus - Foto: Divulgação BYD Dolphin Plus - Foto: Divulgação

A ascensão da BYD no mercado automotivo brasileiro marcou um momento histórico em abril de 2025. A montadora chinesa, conhecida por seus veículos elétricos e híbridos, alcançou a sétima posição no ranking de emplacamentos, superando a tradicional Honda. Com 8.345 veículos vendidos, a BYD consolidou sua presença no país, impulsionada por modelos como o Dolphin Mini e o Song Plus. Esse desempenho reflete a crescente aceitação de carros eletrificados pelos consumidores brasileiros.

A trajetória da BYD no Brasil começou a ganhar força nos últimos anos. Desde sua chegada em 2013, a empresa focou em tecnologias sustentáveis, conquistando espaço em um mercado dominado por marcas consolidadas. Em 2024, a montadora já havia registrado 76.402 emplacamentos, um crescimento expressivo em relação a anos anteriores. Agora, com a proximidade da abertura de sua fábrica em Camaçari, na Bahia, a expectativa é de ainda mais expansão.

O sucesso da BYD em abril não veio por acaso. A empresa tem investido em:

  • Modelos acessíveis: Carros como o Dolphin Mini lideram as vendas de elétricos.
  • Tecnologia avançada: Veículos híbridos plug-in oferecem autonomia e eficiência.
  • Expansão da rede: Mais concessionárias fortalecem a presença no varejo.

Esse cenário aponta para uma transformação no mercado automotivo brasileiro, com a BYD na vanguarda da mobilidade elétrica.

Ascensão meteórica no mercado

A BYD alcançou 8.345 emplacamentos em abril, apenas 47 veículos a mais que a Honda, que registrou 8.298 unidades. Apesar da diferença pequena, o feito é significativo, considerando a longa trajetória da marca japonesa no Brasil. A chinesa, que comercializa apenas veículos eletrificados, demonstra competitividade em um mercado ainda dominado por carros a combustão. A liderança no segmento de elétricos, com modelos como o Dolphin Mini, reforça sua posição.

No acumulado de 2025, a Honda ainda mantém uma vantagem, com 32.244 unidades contra 29.723 da BYD. A diferença de 2.521 veículos, porém, está diminuindo, e analistas apontam que a chinesa pode encurtar essa distância nos próximos meses. A abertura da fábrica em Camaçari, prevista para setembro, deve baratear os custos de produção, tornando os modelos ainda mais competitivos.

O crescimento da BYD também reflete uma mudança no comportamento do consumidor. A busca por veículos mais sustentáveis e econômicos tem impulsionado as vendas de elétricos e híbridos, especialmente em grandes centros urbanos.

Modelos que lideram as vendas

O desempenho da BYD é sustentado por uma linha diversificada de veículos. O Dolphin Mini, um hatch elétrico compacto, foi o carro eletrificado mais vendido no Brasil em 2024, com 21.968 unidades. Em 2025, o modelo continua atraindo consumidores por seu preço competitivo, a partir de R$ 115.800, e autonomia de 280 km. Seu design moderno e tecnologias de segurança, como seis airbags e controle de cruzeiro adaptativo, também são diferenciais.

Outro destaque é o Song Plus, um SUV híbrido plug-in que combina eficiência energética com desempenho robusto. Com autonomia elétrica de 80 km e consumo de até 16,8 km/l, o modelo conquistou 3.421 emplacamentos em 2024. A BYD também oferece opções premium, como o Shark, uma picape híbrida com potência combinada de 437 cv e preço estimado em R$ 379.800.

  • Dolphin Mini: Líder em vendas, ideal para uso urbano.
  • Song Plus: SUV híbrido com alta eficiência energética.
  • Shark: Picape robusta voltada para o segmento premium.
  • King: Sedã híbrido que rivaliza com o Toyota Corolla.

Essa variedade permite à BYD atender diferentes perfis de consumidores, desde quem busca economia até aqueles que priorizam desempenho e luxo.

Investimentos na produção local

A BYD está ampliando sua presença no Brasil com a construção de uma fábrica em Camaçari, na Bahia. A unidade, que ocupará o espaço antes utilizado pela Ford, terá capacidade inicial para produzir 150 mil veículos até o final de 2025, com meta de chegar a 300 mil por ano em 2026. A produção local incluirá o primeiro sistema híbrido flex do mundo, capaz de operar com eletricidade, gasolina e etanol.

A fábrica representa um marco para a indústria automotiva brasileira. Além de reduzir os custos de importação, a unidade criará milhares de empregos diretos e indiretos na região. A BYD já anunciou a contratação de trabalhadores locais e a parceria com fornecedores brasileiros para atingir 70% de insumos nacionais em cinco anos.

O início das operações, previsto para setembro, enfrentou atrasos em relação ao cronograma original, que apontava o segundo semestre de 2024. Mesmo assim, a montadora mantém o otimismo, destacando que a produção local fortalecerá sua competitividade frente a marcas tradicionais.

Competição acirrada no ranking

O mercado automotivo brasileiro segue liderado pela Volkswagen, que registrou 26.688 emplacamentos em abril, equivalente a 16,4% de participação. A Fiat ocupa a segunda posição, com 24.550 unidades, seguida pela Hyundai, com 16.254. A BYD, na sétima colocação, superou não apenas a Honda, mas também a Renault (6.772) e a Nissan (5.076), que fecharam o top 10.

No varejo, após uma revisão de dados pela Fenabrave, a BYD ficou em sexto lugar, atrás da Fiat, que reassumiu a segunda posição. A atualização corrigiu inconsistências nos números iniciais, mas não alterou a tendência de crescimento da chinesa. A marca continua expandindo sua rede de concessionárias, com foco no atendimento direto ao consumidor final.

  • Volkswagen: 26.688 unidades, líder absoluta.
  • Fiat: 24.550 emplacamentos, forte no varejo.
  • Hyundai: 16.254 veículos, consolidada no top 3.
  • BYD: 8.345 unidades, destaque entre as novatas.

A competição reflete a diversidade do mercado, com marcas tradicionais enfrentando o avanço de novas entrantes, especialmente no segmento de eletrificados.

Crescimento global da BYD

A BYD não brilha apenas no Brasil. Em 2024, a montadora chinesa vendeu 3,8 milhões de veículos globalmente, ficando atrás apenas de Toyota e Volkswagen. No primeiro trimestre de 2025, foram 990.711 unidades, um aumento de 58,7% em relação ao mesmo período de 2024. Desse total, 416.388 foram elétricos, consolidando a liderança no segmento.

A empresa planeja dobrar suas exportações em 2025, atingindo 800 mil unidades, com foco em mercados como América Latina, Europa e Sudeste Asiático. No Brasil, a BYD detém 77,7% do mercado de elétricos, impulsionada pela demanda por modelos acessíveis e pela infraestrutura crescente de recarga.

A força da BYD na China, onde responde por 17,1% do mercado automotivo, também contribui para seu sucesso global. A montadora ampliou sua capacidade de produção em 200 mil veículos entre agosto e outubro de 2024, contratando 200 mil trabalhadores.

Tecnologia como diferencial

Os veículos da BYD se destacam por inovações tecnológicas. A bateria Blade, usada em modelos como o Dolphin Mini, oferece maior segurança e eficiência energética. Sistemas como a tecnologia de célula para chassi (CTC), presente na picape Shark, aumentam a rigidez estrutural em até 38%. Além disso, os carros contam com assistentes avançados, como frenagem automática de emergência e aviso de saída de faixa.

O sistema híbrido plug-in, presente em modelos como o Song Plus e o King, permite alternar entre eletricidade e combustão, oferecendo autonomia de até 1.100 km. Essas tecnologias atraem consumidores preocupados com sustentabilidade e economia de combustível.

  • Bateria Blade: Mais segura e durável.
  • Sistema CTC: Reforça a estrutura dos veículos.
  • Híbridos plug-in: Versatilidade para longas distâncias.
  • Assistentes de direção: Segurança e conforto.
  • Tela rotativa: Interface moderna nos painéis.
BYD
BYD – Foto: LewisTsePuiLung/istockphoto.com

A combinação de inovação e preço competitivo tem sido crucial para o avanço da BYD no Brasil.

Desempenho de rivais

A Honda, apesar de superada em abril, mantém uma base sólida no Brasil. O HR-V, principal modelo da marca, vendeu 5.259 unidades no mesmo mês, ocupando a oitava posição entre os carros mais emplacados. A japonesa planeja o retorno do WR-V, um SUV de entrada, para recuperar terreno.

Outras marcas, como Renault e Nissan, também enfrentam desafios. A Renault registrou 6.772 emplacamentos em abril, enquanto a Nissan teve 5.076. Ambas continuam atrás da BYD no ranking mensal e no acumulado do ano, com 29.350 e 21.514 unidades, respectivamente.

A Volkswagen, líder do mercado, aposta em modelos como o Polo e o T-Cross, que figuram entre os mais vendidos. A Fiat, por sua vez, mantém a força no varejo com o Pulse e o Fastback, que ganharam versões híbridas leves em 2025.

Expansão da rede de recarga

A adoção de veículos elétricos no Brasil depende de uma infraestrutura robusta. Em 2025, o país conta com cerca de 4.500 pontos de recarga públicos, um aumento de 30% em relação a 2024. A BYD tem contribuído para essa expansão, instalando eletropostos em parceria com redes de concessionárias e shoppings.

Grandes cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro, concentram a maioria dos pontos, mas há esforços para ampliar a cobertura em rodovias e regiões interioranas. A recarga ultrarrápida, testada em modelos como o Dolphin, permite carregar 80% da bateria em menos de 30 minutos.

  • Pontos de recarga: 4.500 em todo o Brasil.
  • Cidades principais: São Paulo lidera com 1.200 eletropostos.
  • Recarga ultrarrápida: Disponível em 10% dos pontos.

Essa infraestrutura é essencial para sustentar o crescimento das vendas de elétricos, especialmente para marcas como a BYD.

Preferências do consumidor

A escolha por veículos eletrificados reflete novas prioridades dos brasileiros. A economia de combustível, aliada à menor emissão de poluentes, atrai motoristas em um contexto de alta nos preços da gasolina. Além disso, incentivos fiscais em alguns estados, como isenção de IPVA para elétricos, estimulam a compra.

Modelos como o Dolphin Mini são populares entre jovens e famílias urbanas, enquanto o Song Plus e o Shark atraem consumidores de maior poder aquisitivo. A BYD também investe em campanhas de marketing que destacam a sustentabilidade e a tecnologia de seus veículos.

O aumento de 36,24% nas vendas de eletrificados em janeiro de 2025, segundo a ABVE, mostra a força desse segmento. Foram 14.759 unidades emplacadas em abril, com os híbridos plug-in respondendo por 7.913.

Planos para o futuro

A BYD tem metas ambiciosas para o Brasil. Além da fábrica em Camaçari, a montadora planeja lançar novos modelos em 2025, incluindo versões atualizadas do Dolphin e do Song Plus. A empresa também estuda a produção de baterias no país, o que reduziria ainda mais os custos.

A expansão para outros mercados sul-americanos, como Argentina e Chile, está nos planos, com Camaçari servindo como base de exportação. A BYD espera atingir 800 mil unidades exportadas globalmente em 2025, com o Brasil desempenhando um papel central.

A marca também investe em parcerias com universidades brasileiras para desenvolver tecnologias de mobilidade elétrica, como baterias mais eficientes e sistemas de recarga inteligente.

Comparação com 2024

Em 2024, a BYD ocupava a décima posição no ranking brasileiro, com 76.402 emplacamentos. O salto para a sétima colocação em abril de 2025 reflete o crescimento acelerado da marca. No primeiro quadrimestre de 2025, foram 29.723 unidades, um aumento de 56% em relação ao mesmo período de 2024.

O mercado de eletrificados também cresceu. Em 2024, foram 177.321 unidades emplacadas, e os primeiros quatro meses de 2025 já registraram 54.683. A BYD liderou esse segmento, com modelos como o Dolphin Mini e o Song Plus dominando as vendas.

  • 2024: 76.402 emplacamentos, 10ª posição.
  • 2025 (janeiro-abril): 29.723 unidades, 7ª posição.
  • Crescimento: 56% em relação a 2024.
  • Elétricos: 54.683 unidades no quadrimestre.

Esse desempenho consolida a BYD como uma das principais forças do mercado automotivo brasileiro.

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