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Caixa inicia pagamento de R$ 4,5 bi do PIS/Pasep para nascidos em maio e junho

Agencia Caixa Economica Federal
Agencia Caixa Economica Federal - Foto: © José Cruz/Agência Brasil/Arquivo Agencia Caixa Economica Federal - Foto: © José Cruz/Agência Brasil/Arquivo

A partir desta quinta-feira, 15 de maio de 2025, milhões de trabalhadores brasileiros nascidos em maio e junho começam a receber o abono salarial do PIS/Pasep, referente ao ano-base 2023. A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil disponibilizam cerca de R$ 4,5 bilhões para aproximadamente 3,8 milhões de beneficiários, que podem sacar valores de até R$ 1.518, dependendo do tempo trabalhado no ano de referência. O pagamento, escalonado por mês de nascimento, faz parte de um calendário que se estende até 15 de agosto, com recursos totais de R$ 30,7 bilhões previstos para 25,8 milhões de trabalhadores em todo o país.

O abono salarial, pago anualmente a trabalhadores formais que atendem a critérios específicos, é uma das principais iniciativas do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Para muitos, o benefício representa um alívio financeiro em meio a despesas do dia a dia. A liberação ocorre de forma automática para correntistas da Caixa e do Banco do Brasil, enquanto outros trabalhadores podem acessar os valores pelo aplicativo Caixa Tem ou pelo Portal Gov.br.

Os principais pontos do abono salarial de 2025 incluem:

  • Elegibilidade: Trabalhadores com pelo menos cinco anos de inscrição no PIS/Pasep e 30 dias de trabalho formal em 2023.
  • Valor: Proporcional ao tempo trabalhado, com máximo de R$ 1.518 para 12 meses.
  • Prazo: Saques disponíveis até 29 de dezembro de 2025.
  • Canais de acesso: Aplicativo Carteira de Trabalho Digital, Caixa Tem, agências e terminais de autoatendimento.

Critérios para receber o benefício

Quem deseja acessar o abono salarial precisa cumprir requisitos claros. O trabalhador deve estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e ter trabalhado formalmente por, no mínimo, 30 dias em 2023, com salário médio de até dois salários mínimos. Além disso, o empregador deve ter informado corretamente os dados na Relação Anual de Informações Sociais (Rais). Essas condições garantem que o benefício chegue a quem realmente depende dele, como trabalhadores de baixa renda.

Cerca de 22 milhões de trabalhadores da iniciativa privada recebem o PIS, pago pela Caixa, enquanto 3,8 milhões de servidores públicos, empregados de estatais e militares têm direito ao Pasep, liberado pelo Banco do Brasil. O valor do benefício é calculado com base nos meses trabalhados: cada mês equivale a R$ 126,50, e períodos de 15 dias ou mais contam como mês cheio. Assim, quem trabalhou o ano inteiro recebe o valor máximo, equivalente ao salário mínimo de 2025.

A estrutura de pagamento foi ajustada nos últimos anos. Até 2020, o abono era pago entre julho do ano corrente e junho do ano seguinte. Após recomendação da Controladoria-Geral da União (CGU), o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) passou a liberar os valores dois anos após o ano-base, o que explica o pagamento de 2023 em 2025.

Calendário escalonado

O calendário de pagamentos do abono salarial é organizado por mês de nascimento, uma estratégia que evita sobrecarga nos sistemas bancários e agências. Os nascidos em maio e junho recebem a partir de 15 de maio, enquanto os lotes anteriores, para nascidos entre janeiro e abril, começaram em 17 de fevereiro. Os próximos lotes, para nascidos de julho a dezembro, serão liberados até 15 de agosto.

  • Janeiro e fevereiro: 17 de fevereiro
  • Março e abril: 17 de abril
  • Maio e junho: 15 de maio
  • Julho e agosto: 17 de junho
  • Setembro e outubro: 15 de julho
  • Novembro e dezembro: 15 de agosto

O prazo final para saques é 29 de dezembro de 2025. Após essa data, os trabalhadores que não retirarem o benefício precisarão aguardar uma convocação especial do Ministério do Trabalho. A organização por lotes facilita o planejamento financeiro dos beneficiários, que podem consultar a situação do pagamento pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital.

Formas de pagamento

Os trabalhadores da iniciativa privada com conta corrente ou poupança na Caixa recebem o crédito automaticamente, conforme o calendário. Para os demais, o valor é depositado em uma poupança social digital, acessível pelo aplicativo Caixa Tem. Caso a abertura da conta digital não seja possível, o saque pode ser feito com o Cartão do Cidadão em terminais de autoatendimento, lotéricas, correspondentes Caixa Aqui ou agências.

Para os beneficiários do Pasep, o pagamento ocorre de forma semelhante. Correntistas do Banco do Brasil recebem o crédito diretamente em suas contas. Quem não possui conta no BB pode realizar a transferência via TED nos terminais de autoatendimento ou nas agências, mediante apresentação de documento de identidade. Alternativamente, o Portal Gov.br permite o saque para quem tem conta prata ou ouro, oferecendo uma opção digital para evitar deslocamentos.

A variedade de canais de pagamento reflete o esforço para tornar o acesso ao abono mais prático. Nos últimos anos, a digitalização de serviços, como o uso do Caixa Tem e do Portal Gov.br, reduziu filas em agências e facilitou a movimentação dos valores, especialmente para trabalhadores em áreas urbanas.

Diferença entre abono e cotas do Fundo PIS/Pasep

O abono salarial não deve ser confundido com as cotas do antigo Fundo PIS/Pasep, que beneficiam trabalhadores formais anteriores à Constituição de 1988. Essas cotas, destinadas a cerca de 10,5 milhões de pessoas, são acessadas por meio de uma plataforma lançada em março de 2025. O abono, por sua vez, é voltado para trabalhadores com carteira assinada após 1988 e financiado pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

As cotas do Fundo PIS/Pasep representam valores acumulados por trabalhadores que contribuíram para o fundo entre 1971 e 1988. Diferentemente do abono, que é pago anualmente, as cotas podem ser sacadas em situações específicas, como aposentadoria, doença grave ou falecimento do titular. A distinção entre os dois benefícios é essencial para evitar confusões entre os trabalhadores.

Volume de recursos liberados

Neste ano, o abono salarial mobiliza R$ 30,7 bilhões, um montante significativo que reflete a importância do programa para a economia. Dos 25,8 milhões de beneficiários, a maioria está na iniciativa privada, com 22 milhões de trabalhadores recebendo o PIS. Os 3,8 milhões de beneficiários do Pasep, que incluem servidores e militares, representam uma parcela menor, mas igualmente relevante.

A liberação de R$ 4,5 bilhões em maio beneficia diretamente os nascidos em maio e junho, injetando recursos em diversas regiões do país. Esses valores circulam em comércios locais, ajudam a quitar dívidas e contribuem para o aquecimento da economia. O impacto financeiro do programa é ainda mais evidente quando considerado o total de R$ 30,7 bilhões previstos para 2025.

Canais de consulta

Os trabalhadores podem verificar a elegibilidade e a data de pagamento por meio de diferentes plataformas. O aplicativo Carteira de Trabalho Digital é uma das ferramentas mais práticas, permitindo consultar o status do benefício com poucos cliques. Além disso, o Portal Gov.br oferece o serviço “Receber o abono salarial”, que exige conta prata ou ouro para acesso.

  • Carteira de Trabalho Digital: Consulta de elegibilidade e datas.
  • Caixa Tem: Movimentação da poupança social digital.
  • Portal Gov.br: Saque e informações detalhadas.
  • Canais presenciais: Agências, lotéricas e terminais de autoatendimento.

A integração de plataformas digitais tem ampliado o alcance do programa, especialmente para trabalhadores que vivem em áreas remotas ou preferem evitar deslocamentos. A consulta prévia evita tentativas desnecessárias de saque e ajuda os beneficiários a se organizarem.

Histórico do programa

O abono salarial foi criado para apoiar trabalhadores de baixa renda, garantindo um complemento financeiro anual. Desde sua implementação, o programa passou por ajustes para atender às demandas econômicas e administrativas do país. A mudança no calendário, por exemplo, foi motivada pela necessidade de maior controle e planejamento, conforme recomendação da CGU em 2021.

Antes da digitalização, o acesso ao abono dependia quase exclusivamente de agências bancárias, o que gerava longas filas e dificuldades logísticas. A introdução de ferramentas como o Caixa Tem e o Portal Gov.br transformou a experiência dos beneficiários, tornando o processo mais ágil e acessível. Apesar dessas melhorias, desafios como a falta de informação ainda afetam alguns trabalhadores, que podem perder o prazo de saque.

Importância econômica

A liberação do abono salarial movimenta bilhões de reais anualmente, beneficiando diretamente milhões de famílias. Os recursos injetados pelo programa circulam em diversos setores, como comércio, serviços e pagamento de dívidas. Em 2025, os R$ 30,7 bilhões distribuídos representam um estímulo econômico significativo, especialmente em um contexto de recuperação pós-inflação.

Os trabalhadores utilizam o abono para diferentes finalidades, desde a compra de bens essenciais até investimentos em educação ou pequenos negócios. A flexibilidade do benefício, que pode ser sacado em dinheiro ou movimentado digitalmente, permite que os beneficiários adaptem o uso às suas necessidades específicas.

Perfil dos beneficiários

A maioria dos beneficiários do abono salarial é formada por trabalhadores de baixa renda, que recebem até dois salários mínimos. Esse grupo inclui empregados da iniciativa privada, como trabalhadores do comércio, construção civil e indústria, além de servidores públicos e militares. A diversidade de profissões reflete a amplitude do programa, que abrange desde trabalhadores urbanos até aqueles em áreas rurais.

  • Setores principais: Comércio, indústria, construção e serviços.
  • Faixa salarial: Até dois salários mínimos.
  • Distribuição geográfica: Beneficiários em todas as regiões do país.
  • Perfil etário: Jovens e adultos em idade produtiva.

O programa tem um alcance social expressivo, atendendo trabalhadores que muitas vezes dependem do benefício para complementar a renda familiar. A garantia de um pagamento anual reforça a segurança financeira dessas famílias, especialmente em períodos de alta no custo de vida.

Prazos e orientações

Os trabalhadores devem estar atentos ao prazo de saque, que termina em 29 de dezembro de 2025. Após essa data, o acesso ao benefício dependerá de uma convocação especial do Ministério do Trabalho, o que pode atrasar o recebimento. A consulta prévia no aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou no Portal Gov.br é recomendada para evitar imprevistos.

Para quem enfrenta dificuldades no acesso, as agências da Caixa e do Banco do Brasil oferecem suporte presencial. É importante levar documentos de identificação e, se necessário, o Cartão do Cidadão. A combinação de canais digitais e presenciais garante que todos os beneficiários tenham opções viáveis para receber o abono.

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