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Carros elétricos crescem 6,6% em 2025: conheça os modelos mais vendidos e econômicos

carro elétrico
carro elétrico - Foto: Andrea Cirillo Lopes/Shutterstock.com carro elétrico - Foto: logoboom/Shutterstock.com

O mercado brasileiro de carros elétricos vive um momento de consolidação em 2025, com números que apontam para uma adoção crescente de veículos sustentáveis. Em abril, as vendas de eletrificados, incluindo elétricos puros e híbridos, alcançaram 14.759 unidades, conforme dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Apesar de uma leve queda de 2,9% em relação a abril de 2024, o acumulado do primeiro quadrimestre registrou 54.683 emplacamentos, um aumento de 6,6% frente ao mesmo período do ano anterior. A expansão da infraestrutura de recarga e a chegada de modelos mais acessíveis impulsionam esse cenário.

O destaque do mercado recai sobre o BYD Dolphin Mini, que emplacou 2.177 unidades em abril, consolidando-se como o carro elétrico mais vendido do Brasil. Seu preço competitivo e eficiência energética atraem consumidores urbanos, enquanto outros modelos, como o BYD Dolphin e o Volvo EX30, também ganham espaço. No segmento híbrido, o BYD Song Pro lidera com 2.256 unidades, mostrando a força das marcas chinesas no país.

Os números refletem uma mudança no comportamento do consumidor, que busca alternativas econômicas e ecológicas. Entre os fatores que sustentam esse crescimento, estão:

  • Aumento de pontos de recarga em centros urbanos e rodovias.
  • Incentivos fiscais para veículos eletrificados em alguns estados.
  • Maior oferta de modelos com preços acessíveis.
  • Conscientização ambiental entre os motoristas brasileiros.

Essa combinação de fatores posiciona o Brasil como um mercado promissor para a mobilidade elétrica, com projeções otimistas para os próximos meses. A seguir, exploramos os detalhes dos modelos mais vendidos, suas características e os motivos por trás de sua popularidade.

Liderança do BYD Dolphin Mini no mercado

O BYD Dolphin Mini mantém sua posição de liderança entre os carros elétricos no Brasil em 2025, com 2.177 unidades emplacadas em abril. Lançado como uma opção acessível, o subcompacto combina design moderno, autonomia adequada para uso urbano e preço competitivo, o que o torna ideal para cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. Seu sucesso reflete a estratégia da BYD de oferecer veículos que aliam tecnologia avançada a valores acessíveis.

O modelo conta com uma bateria de 38 kWh, proporcionando autonomia de cerca de 300 km em condições ideais. Seu interior compacto, mas bem projetado, inclui uma tela central sensível ao toque e sistemas de assistência ao motorista, como frenagem automática de emergência. Consumidores destacam a relação custo-benefício, especialmente para quem busca um veículo elétrico para trajetos diários.

Em comparação com outros modelos, o Dolphin Mini se destaca pela simplicidade e eficiência. Diferentemente de SUVs elétricos mais robustos, como o Volvo EX30, ele foca em motoristas que priorizam economia sem abrir mão de tecnologia. A BYD também investiu em campanhas de marketing que reforçam a acessibilidade do modelo, com financiamentos facilitados e parcerias com concessionárias.

Crescimento do BYD Dolphin na vice-liderança

Na segunda posição do ranking de elétricos, o BYD Dolphin registrou 973 emplacamentos em abril de 2025. Irmão maior do Dolphin Mini, o modelo oferece mais espaço interno e uma autonomia ligeiramente superior, próxima de 400 km. Seu design hatchback atrai famílias pequenas e motoristas que buscam um veículo versátil para uso urbano e pequenas viagens.

O Dolphin se diferencia por sua suspensão ajustada para o mercado brasileiro, que absorve bem as irregularidades das ruas. Equipado com um motor elétrico de 204 cv, ele entrega desempenho ágil, com aceleração de 0 a 100 km/h em cerca de 7 segundos. A BYD também oferece pacotes de personalização, como cores exclusivas e acabamentos premium, o que aumenta seu apelo entre consumidores jovens.

Entre os pontos fortes do modelo, estão:

  • Autonomia robusta para o segmento.
  • Carregamento rápido, com 80% da bateria em cerca de 30 minutos.
  • Sistemas de conectividade compatíveis com Android Auto e Apple CarPlay.
  • Preço competitivo frente a rivais europeus.

A popularidade do Dolphin reforça a dominância da BYD, que colocou cinco modelos entre os dez elétricos mais vendidos em março de 2025. A marca chinesa tem se beneficiado de uma rede de concessionárias em expansão e de investimentos em produção local, o que reduz custos e facilita a entrega de veículos.

Byd Dolphin - Foto: Divulgação
Byd Dolphin – Foto: Divulgação

Volvo EX30 conquista o pódio

O Volvo EX30 assegurou a terceira posição entre os elétricos mais vendidos em abril, com 365 unidades emplacadas. Posicionado como um SUV compacto, o modelo combina o design sofisticado da marca sueca com tecnologia de ponta, atraindo consumidores de classe média alta. Seu preço, embora superior ao dos modelos da BYD, é justificado por recursos como um sistema de som premium e acabamento interno de alta qualidade.

Com uma bateria de 69 kWh, o EX30 oferece autonomia de aproximadamente 450 km, ideal para viagens curtas ou uso diário. O modelo também se destaca por sua segurança, com sensores de ponto cego, alerta de colisão e assistente de manutenção de faixa. A Volvo tem promovido o EX30 como uma opção premium acessível, com planos de expansão de sua rede de recarga rápida no Brasil.

O SUV enfrentou desafios iniciais devido à importação, que elevava seu preço, mas ajustes na estratégia comercial da Volvo, incluindo descontos e pacotes de manutenção, aumentaram sua competitividade. Em comparação com o GWM Ora 03, que ocupa a quarta posição, o EX30 oferece maior autonomia, mas perde em preço inicial.

GWM Ora 03 e sua aposta no design

O GWM Ora 03, com 191 unidades vendidas em abril, é o quarto elétrico mais emplacado do Brasil. O modelo da Great Wall Motors (GWM) se destaca por seu visual retrô-moderno, que lembra clássicos europeus, aliado a uma proposta tecnológica robusta. Disponível em três versões — Skin, GT e GT Approve —, o Ora 03 conquistou consumidores que buscam um hatch elétrico com personalidade.

Equipado com uma bateria de 47,8 kWh, o Ora 03 entrega autonomia de cerca de 310 km, suficiente para deslocamentos urbanos. Seu motor de 171 cv garante desempenho equilibrado, enquanto recursos como teto solar panorâmico e câmera 360° adicionam valor ao pacote. A GWM também oferece garantia estendida de oito anos para a bateria, um diferencial no segmento.

Os principais atrativos do Ora 03 incluem:

  • Design diferenciado, com linhas curvas e faróis arredondados.
  • Interior com materiais reciclados, reforçando a sustentabilidade.
  • Preço competitivo, próximo ao do BYD Dolphin Mini.
  • Assistente de estacionamento automático.

A GWM tem ampliado sua presença no Brasil, com novas concessionárias e parcerias para instalação de eletropostos. O Ora 03 enfrenta concorrência direta do BYD Dolphin, mas sua proposta estética única o posiciona como uma alternativa atraente para consumidores que valorizam estilo.

BYD Seal fecha o top 5 dos elétricos

Com 188 unidades emplacadas em abril, o BYD Seal completa o ranking dos cinco elétricos mais vendidos. O sedã esportivo da BYD combina desempenho de alto nível com tecnologia avançada, atraindo motoristas que buscam um veículo elétrico premium. Seu design aerodinâmico e interior futurista, com uma tela giratória de 15,6 polegadas, destacam-se no segmento.

O Seal oferece duas opções de bateria: 61,4 kWh (autonomia de 400 km) e 82,5 kWh (550 km). Com potência de até 530 cv na versão mais potente, o modelo acelera de 0 a 100 km/h em apenas 3,8 segundos, rivalizando com carros esportivos a combustão. Apesar de seu preço elevado, o Seal tem conquistado consumidores dispostos a investir em um elétrico de alto desempenho.

A BYD promoveu o Seal com test-drives em grandes cidades, o que aumentou sua visibilidade. O modelo também se beneficia da infraestrutura de recarga da marca, que inclui pontos próprios em concessionárias. Comparado ao Volvo EX30, o Seal oferece mais potência, mas seu custo inicial é um obstáculo para alguns compradores.

Dominância dos híbridos com o BYD Song Pro

No segmento de híbridos, o BYD Song Pro liderou as vendas em abril de 2025, com 2.256 unidades emplacadas. O SUV híbrido plug-in combina um motor a combustão com um elétrico, oferecendo autonomia elétrica de até 80 km e eficiência de combustível superior a 20 km/l. Seu preço competitivo e versatilidade o tornam uma escolha popular entre famílias e motoristas de aplicativos.

O Song Pro conta com tecnologias como controle de cruzeiro adaptativo e assistente de voz integrado. Seu design robusto, com grade frontal imponente, agrada consumidores que buscam um SUV com presença visual. A BYD também oferece pacotes de manutenção acessíveis, o que reduz os custos a longo prazo.

Outros destaques do modelo incluem:

  • Carregamento rápido da bateria elétrica em menos de 2 horas.
  • Modo híbrido que otimiza o consumo em longas viagens.
  • Espaço interno amplo, com capacidade para cinco ocupantes.
  • Sistema de tração integral em versões topo de linha.

O sucesso do Song Pro reflete a preferência dos brasileiros por híbridos plug-in, que representaram 53,4% das vendas de eletrificados em janeiro de 2025. A flexibilidade de usar eletricidade ou combustível atrai consumidores em regiões com infraestrutura de recarga limitada.

GWM Haval H6 mantém força nos híbridos

O GWM Haval H6, com 1.813 unidades vendidas em abril, é o segundo híbrido mais emplacado do Brasil. Disponível nas versões HEV (híbrido pleno) e PHEV (plug-in), o SUV da Great Wall Motors combina desempenho robusto com eficiência energética. Seu motor híbrido entrega até 326 cv, enquanto a autonomia elétrica chega a 80 km na versão plug-in.

O Haval H6 se destaca por seu interior sofisticado, com acabamentos em couro e uma tela central de 12,3 polegadas. Recursos como assistente de tráfego e monitoramento de fadiga do motorista reforçam sua proposta premium. A GWM tem investido em campanhas regionais, com foco em estados como São Paulo, Minas Gerais e Paraná, onde a demanda por híbridos é crescente.

A força do Haval H6 no mercado se deve a fatores como:

  • Preço competitivo frente a rivais como o Toyota Corolla Cross.
  • Garantia de cinco anos para o veículo e oito para a bateria.
  • Rede de concessionárias em expansão, com 50 novas unidades em 2025.

Apesar de sua popularidade, o Haval H6 enfrenta concorrência direta do BYD Song Pro, que oferece maior autonomia elétrica. A GWM planeja lançar novas versões do modelo ainda em 2025, com foco em redução de preços e maior eficiência.

BYD King completa o pódio híbrido

O BYD King, com 1.599 emplacamentos em abril, garantiu a terceira posição entre os híbridos. O sedã híbrido plug-in combina elegância e eficiência, com autonomia elétrica de 60 km e consumo médio de 25 km/l. Seu design moderno, com faróis em LED e grade frontal estilizada, atrai consumidores que buscam um veículo versátil para uso urbano e rodoviário.

Equipado com um motor 1.5 turbo e um elétrico, o King entrega 300 cv combinados, com aceleração de 0 a 100 km/h em 7,3 segundos. Seu interior inclui bancos em couro, ar-condicionado dual zone e um sistema de infotainment com tela de 12,8 polegadas. A BYD também oferece incentivos, como isenção de IPVA em alguns estados, para atrair compradores.

O modelo tem se beneficiado da infraestrutura de recarga da BYD, que inclui eletropostos em shoppings e rodovias. Comparado ao GWM Haval H6, o King é mais acessível, mas oferece menos espaço interno, o que o torna mais adequado para solteiros ou casais.

Expansão da infraestrutura de recarga

A adoção de carros elétricos e híbridos no Brasil em 2025 está diretamente ligada ao aumento de pontos de recarga. Até abril, o país contava com mais de 3.500 eletropostos públicos, um crescimento de 25% em relação a 2024. Grandes cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, concentram a maioria dos pontos, mas rodovias importantes, como a BR-116 e a BR-101, também receberam novos carregadores.

Empresas como BYD, Volvo e GWM têm investido em parcerias com shoppings, supermercados e concessionárias para instalar carregadores rápidos. Esses equipamentos permitem recargas de 80% em cerca de 30 minutos, tornando os elétricos mais viáveis para viagens longas. Além disso, aplicativos móveis ajudam motoristas a localizar pontos de recarga em tempo real.

Os avanços na infraestrutura incluem:

  • Instalação de 500 novos carregadores rápidos em rodovias até junho de 2025.
  • Parcerias com redes de postos de combustíveis para oferecer recarga elétrica.
  • Subsídios estaduais para empresas que instalam eletropostos.
  • Planos de expansão para cidades do interior, como Campinas e Ribeirão Preto.

Apesar dos avanços, a distribuição desigual de eletropostos permanece um desafio, especialmente em regiões Norte e Nordeste, onde a infraestrutura ainda é limitada.

Incentivos fiscais impulsionam vendas

Diversos estados brasileiros oferecem incentivos fiscais para veículos eletrificados, o que tem impulsionado as vendas em 2025. São Paulo, por exemplo, isenta elétricos e híbridos plug-in do IPVA, enquanto o Rio de Janeiro concede descontos de até 50% no imposto. Outros estados, como Paraná e Santa Catarina, implementaram reduções no ICMS para concessionárias que comercializam esses veículos.

Esses benefícios tornam modelos como o BYD Dolphin Mini e o GWM Haval H6 mais acessíveis. Além disso, algumas cidades, como Curitiba e Florianópolis, oferecem isenção de rodízio municipal para elétricos, incentivando sua adoção em áreas urbanas congestionadas. O governo federal também estuda a ampliação de linhas de crédito para financiar a compra de eletrificados.

Os incentivos variam por região, mas incluem:

  • Isenção total ou parcial do IPVA em 12 estados.
  • Descontos no ICMS para importação de componentes elétricos.
  • Financiamentos com juros reduzidos em bancos públicos.

Essas medidas têm atraído consumidores de diferentes perfis, desde jovens em busca de economia até famílias que priorizam sustentabilidade. A expectativa é que novos incentivos sejam anunciados ainda em 2025, especialmente para a produção local de baterias.

Popularidade dos modelos chineses

A dominância de marcas chinesas, como BYD e GWM, no mercado brasileiro de eletrificados é evidente em 2025. A BYD, por exemplo, responde por 52,5% das vendas de elétricos e híbridos em janeiro, enquanto a GWM detém 20% do mercado. Esses números refletem a estratégia agressiva das marcas, que combinam preços competitivos, tecnologia avançada e redes de distribuição em expansão.

A BYD anunciou a construção de uma fábrica em Camaçari, na Bahia, com previsão de início de operações em 2026. A unidade produzirá modelos como o Dolphin Mini e o Song Pro, reduzindo custos de importação. A GWM, por sua vez, opera uma planta em Iracemápolis, São Paulo, com capacidade para 50 mil unidades por ano, incluindo o Haval H6.

As marcas chinesas também investem em marketing local, com campanhas que destacam a economia de combustível e a sustentabilidade. Eventos como o Festival Interlagos, onde a GWM apresentou a edição especial do Ora 03, aumentaram a visibilidade dessas empresas. A combinação de preços acessíveis e tecnologia avançada tem conquistado consumidores que antes consideravam marcas tradicionais.

Comparativo de custo-benefício

A escolha de um carro elétrico ou híbrido em 2025 envolve avaliar o custo-benefício, que inclui preço inicial, manutenção e economia de combustível. O BYD Dolphin Mini, por exemplo, tem preço inicial de cerca de R$ 115 mil, enquanto o Volvo EX30 parte de R$ 220 mil. Apesar da diferença, o EX30 oferece maior autonomia e recursos premium, o que pode justificar o investimento para alguns consumidores.

No segmento híbrido, o BYD Song Pro, com preço médio de R$ 200 mil, compete com o GWM Haval H6, que custa cerca de R$ 210 mil. Ambos oferecem autonomia elétrica semelhante, mas o Song Pro se destaca pelo menor custo de manutenção. Comparado a modelos a combustão, os eletrificados têm custos operacionais até 40% menores, especialmente em cidades com energia elétrica barata.

Fatores que influenciam o custo-benefício incluem:

  • Preço da eletricidade nas regiões de uso.
  • Disponibilidade de carregadores gratuitos em shoppings e condomínios.
  • Custos de manutenção reduzidos em comparação com motores a combustão.
  • Valor de revenda, que tende a ser mais alto para elétricos.

Consumidores que percorrem longas distâncias diárias, como motoristas de aplicativos, encontram nos híbridos uma opção mais vantajosa, enquanto os elétricos puros são ideais para trajetos urbanos.

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