Em maio de 2025, milhões de trabalhadores brasileiros aguardam o depósito do abono salarial PIS/PASEP, um benefício que reforça a renda de quem atua no setor privado ou público. Os pagamentos, iniciados em fevereiro, seguem um calendário baseado no mês de nascimento, com a próxima fase liberando valores para nascidos em maio e junho a partir do dia 15. Este ciclo, gerido pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil, movimenta parte dos R$ 30,7 bilhões destinados a 25,8 milhões de beneficiários. A política, criada na década de 1970, mantém sua relevância ao promover a distribuição de renda.
O programa, instituído por leis complementares em 1970, unificou os fundos PIS e PASEP em 1975, formando um sistema que beneficia trabalhadores formais. Para 2025, o ano-base considerado é 2023, e os valores variam conforme o tempo trabalhado, podendo chegar a R$ 1.518. A seguir, os principais pontos do abono salarial deste ano:
- Elegibilidade exige pelo menos 30 dias de trabalho formal em 2023.
- Remuneração média mensal deve ser de até dois salários mínimos.
- Cadastro no programa por no mínimo cinco anos é obrigatório.
- Dados corretos na RAIS ou eSocial garantem o recebimento.
O calendário de pagamentos, aprovado pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), organiza as liberações de forma escalonada. A data final para saques é 29 de dezembro de 2025, quando valores não retirados retornam ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
História do programa PIS/PASEP
A criação do PIS/PASEP marcou um avanço nas políticas sociais brasileiras. Em 1970, as Leis Complementares nº 7 e nº 8 estabeleceram os programas para integrar trabalhadores do setor privado e formar patrimônio para servidores públicos. Cinco anos depois, a Lei Complementar nº 26 unificou os fundos, ampliando o alcance do benefício. Desde então, o abono salarial tornou-se um pilar de suporte financeiro para milhões de trabalhadores de baixa renda.
O programa passou por ajustes ao longo das décadas, como a definição de critérios mais rigorosos e a adoção do salário mínimo como base para cálculos. Em 2025, o valor máximo do benefício reflete o salário mínimo de R$ 1.518, ajustado em janeiro. A unificação do calendário por mês de nascimento, implementada em 2024, simplificou o acesso aos pagamentos.

Critérios de elegibilidade detalhados
Para receber o PIS/PASEP em 2025, o trabalhador precisa cumprir requisitos específicos. O cadastro no programa por pelo menos cinco anos é um dos pontos principais, garantindo que apenas trabalhadores com vínculo formal de longo prazo sejam contemplados. Além disso, é necessário ter trabalhado por no mínimo 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base de 2023.
A remuneração média mensal de até dois salários mínimos (R$ 2.640 em 2023) é outro critério essencial. Trabalhadores que ultrapassam esse limite, mesmo que por pouco, ficam inelegíveis. Por fim, o empregador deve ter informado os dados corretamente na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) ou no eSocial até as datas limites de 15 de maio e 19 de agosto de 2024, respectivamente.
- Cadastro no PIS/PASEP há pelo menos cinco anos.
- Mínimo de 30 dias trabalhados em 2023.
- Remuneração média de até R$ 2.640 mensais.
- Dados enviados corretamente pelo empregador.
Valores do abono salarial
O valor do PIS/PASEP em 2025 é proporcional ao tempo trabalhado no ano-base. Quem trabalhou os 12 meses de 2023 recebe o valor máximo de R$ 1.518, equivalente ao salário mínimo vigente. Para períodos menores, o cálculo divide o salário mínimo por 12 e multiplica pelo número de meses trabalhados.
Por exemplo, um trabalhador com seis meses de vínculo formal recebe R$ 759, enquanto outro com apenas um mês trabalhado tem direito a R$ 127. Esses valores, ajustados ao novo salário mínimo, representam um incremento de 7,5% em relação a 2024, quando o mínimo era R$ 1.412. A tabela de pagamentos é publicada anualmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego, garantindo transparência.
Calendário de pagamentos 2025
O calendário do PIS/PASEP 2025 organiza os depósitos por mês de nascimento, começando em 17 de fevereiro para nascidos em janeiro e terminando em 17 de agosto para nascidos em novembro e dezembro. A unificação do critério, antes dividido entre mês de nascimento (PIS) e número de inscrição (PASEP), facilitou o acompanhamento pelos trabalhadores.
Os nascidos em maio e junho, foco do ciclo atual, recebem a partir de 15 de maio. Os depósitos são automáticos para quem possui conta na Caixa Econômica Federal ou no Banco do Brasil, enquanto outros podem sacar em lotéricas, caixas eletrônicos ou agências. A seguir, as datas principais:
- Janeiro: 17 de fevereiro.
- Março e abril: 15 de abril.
- Julho e agosto: 15 de junho.
- Novembro e dezembro: 15 de agosto.
Formas de consulta do benefício
Os trabalhadores têm diversas opções para verificar se têm direito ao abono salarial. Para o PIS, o aplicativo Caixa Trabalhador permite consultar datas, valores e status do pagamento. O site da Caixa Econômica Federal e a central de atendimento (0800 726 0207) também oferecem suporte.
No caso do PASEP, o Banco do Brasil disponibiliza consultas pelo site oficial ou pela central telefônica (0800 729 0001). O aplicativo Carteira de Trabalho Digital, acessado via portal gov.br, é outra ferramenta unificada para ambos os programas, exigindo apenas CPF e senha. Essas plataformas digitais agilizam o acesso às informações, reduzindo a necessidade de atendimento presencial.
Métodos de saque
Os pagamentos do PIS são creditados automaticamente em contas correntes ou poupanças da Caixa Econômica Federal. Para quem não possui conta, o saque pode ser feito com o Cartão Cidadão em lotéricas, caixas eletrônicos ou agências. O aplicativo Caixa Tem também permite transferências via PIX, oferecendo praticidade.
Para o PASEP, o Banco do Brasil deposita diretamente em contas dos correntistas. Trabalhadores sem conta no banco podem realizar transferências via TED ou sacar presencialmente nas agências, apresentando documento de identificação. O prazo final para saques, 29 de dezembro de 2025, exige atenção para evitar a perda do benefício.
- PIS: Crédito em conta, saque em lotéricas ou transferência via Caixa Tem.
- PASEP: Depósito em conta ou saque presencial no Banco do Brasil.
- Prazo final: 29 de dezembro de 2025.
Mudanças propostas para 2026
Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) enviada pelo governo federal ao Congresso Nacional prevê alterações no PIS/PASEP a partir de 2026. A principal mudança é a redução do limite de elegibilidade, restringindo o benefício a trabalhadores com renda de até 1,5 salário mínimo. Essa medida, segundo o governo, visa equilibrar as contas públicas e direcionar o abono a trabalhadores de menor renda.
A proposta ainda está em tramitação e, se aprovada, afetará milhões de brasileiros que atualmente recebem o benefício. Até o momento, não há previsão de antecipação das novas regras para 2025, mantendo o calendário e os critérios atuais inalterados.
Distribuição dos recursos
O abono salarial de 2025 prevê a liberação de R$ 30,7 bilhões, beneficiando 25,8 milhões de trabalhadores. Desse total, cerca de 22 milhões são do setor privado, recebendo o PIS, enquanto 3,8 milhões são servidores públicos contemplados pelo PASEP. O volume de recursos reflete o impacto econômico do programa, que injeta bilhões na economia anualmente.
Os valores são geridos pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que também financia outros benefícios, como o seguro-desemprego. Em 2024, R$ 27 bilhões foram distribuídos, mas R$ 218,9 milhões não foram sacados por 239 mil trabalhadores, reforçando a importância de acompanhar o calendário.
Importância histórica do benefício
Desde sua criação, o PIS/PASEP desempenha um papel central na redução das desigualdades de renda. O programa surgiu em um contexto de crescimento econômico, quando o governo buscava integrar trabalhadores formais ao desenvolvimento do país. A unificação dos fundos em 1975 ampliou o alcance, beneficiando tanto o setor privado quanto o público.
Ao longo dos anos, o abono salarial enfrentou desafios, como atrasos nos pagamentos durante a pandemia de Covid-19, que alteraram o calendário. A retomada do cronograma regular em 2024 e a unificação por mês de nascimento trouxeram maior previsibilidade para os trabalhadores.
Canais de atendimento
Além dos aplicativos e sites oficiais, os trabalhadores podem buscar informações por telefone. A central Alô Trabalho (158) atende de segunda a sábado, das 7h às 22h, exceto em feriados nacionais. As Superintendências Regionais do Trabalho também oferecem suporte presencial para casos específicos, como erros nos dados enviados pelo empregador.
A digitalização dos serviços, com destaque para o aplicativo Carteira de Trabalho Digital, reduziu a burocracia. Mesmo assim, trabalhadores sem acesso à internet podem recorrer às agências da Caixa ou do Banco do Brasil para esclarecimentos.
Cuidados ao sacar o benefício
Para evitar fraudes, os trabalhadores devem usar apenas canais oficiais para consultas e saques. O Ministério do Trabalho alerta para golpes envolvendo mensagens falsas que solicitam dados pessoais. As consultas devem ser feitas exclusivamente nos aplicativos Caixa Trabalhador, Carteira de Trabalho Digital ou sites da Caixa e do Banco do Brasil.
Outra recomendação é verificar se o empregador enviou os dados corretamente na RAIS ou eSocial. Erros ou omissões podem impedir o recebimento, exigindo correções junto ao Ministério do Trabalho ou à empresa.
- Use apenas canais oficiais para consultas.
- Verifique os dados enviados pelo empregador.
- Evite compartilhar informações pessoais em mensagens suspeitas.
Impacto econômico do abono
Os R$ 30,7 bilhões liberados em 2025 têm um efeito multiplicador na economia. O abono salarial estimula o consumo, especialmente em setores como comércio e serviços, beneficiando pequenas e médias empresas. Em regiões de menor renda, o benefício representa uma fonte significativa de recursos para as famílias.
Em 2024, os pagamentos injetaram R$ 27 bilhões na economia, com impacto direto em cidades de todos os tamanhos. A manutenção do programa em 2025 reforça seu papel como ferramenta de estímulo econômico, mesmo diante de debates sobre a redução de elegibilidade no futuro.