Brasil

Mulher morta em SP esteve em quadro de casais com assassino meses antes

promoter morta no último domingo e ex-companheiro
promoter morta no último domingo e ex-companheiro - Reprodução/SBT promoter morta no último domingo e ex-companheiro - Reprodução/SBT

Amanda Caroline de Almeida, de 31 anos, foi encontrada morta após desaparecer no último domingo, 18 de maio de 2025, em São Paulo. O ex-marido, Carlos Eduardo de Souza Ribeiro, confessou o feminicídio e revelou ter jogado o corpo da vítima no Rio Tietê. A tragédia chocou familiares e amigos, especialmente por o casal ter participado, em novembro de 2024, de um quadro sobre relacionamentos no programa “Domingo Legal”, exibido pelo SBT. A promoter, mãe de três filhos, havia deixado as crianças com o ex-companheiro na noite do crime, antes de sair com uma amiga.

O caso ganhou destaque pelas circunstâncias que envolvem a relação do casal, que esteve junto por 16 anos e se separou dois meses antes do crime. Imagens de câmeras de segurança foram cruciais para a prisão de Carlos Eduardo, que inicialmente negou envolvimento. Uma amiga da vítima, Carol Mackert, usou as redes sociais para lamentar a perda e clamar por justiça. A seguir, os principais aspectos do caso:

  • Histórico do casal: Relacionamento de 16 anos, com três filhos de 14, 7 e 5 anos.
  • Programa de TV: Participação no quadro “Minha Mulher que Manda” do SBT.
  • Crime: Feminicídio seguido de ocultação de cadáver no Rio Tietê.
  • Prisão: Carlos Eduardo está preso preventivamente; outro suspeito é procurado.

A investigação segue em andamento, com a polícia buscando o corpo de Amanda e mais detalhes sobre a motivação do crime. A violência contra a mulher, mais uma vez, está no centro das discussões.

Participação em programa de TV

Meses antes do crime, Amanda e Carlos Eduardo apareceram juntos no programa “Domingo Legal”, no quadro “Minha Mulher que Manda”. A participação, exibida em novembro de 2024, mostrava o casal em momentos de descontração, o que contrastou com a violência do desfecho da relação. O programa, conhecido por abordar dinâmicas de casais, não indicava conflitos graves entre eles à época. A produção do SBT não se pronunciou sobre o caso até o momento.

A gravação ocorreu quando o casal ainda estava junto, antes da separação em fevereiro de 2025. Amigos próximos relataram que, apesar da aparente harmonia na TV, a relação já enfrentava tensões. A exposição pública do casal no programa trouxe um elemento inesperado à investigação, com muitos se questionando sobre os sinais que poderiam ter sido ignorados.

Detalhes do crime

Na noite de 18 de maio, Amanda deixou os filhos na casa de Carlos Eduardo para sair com uma amiga. Ao retornar, percebeu o carro do ex-marido estacionado próximo à sua residência e pediu para ser deixada a algumas quadras de distância. Após isso, ela desapareceu. Inicialmente, Carlos Eduardo alegou que o veículo estava parado por problemas mecânicos e negou saber do paradeiro da ex-companheira.

Imagens de câmeras de segurança, no entanto, contradisseram a versão do suspeito. As gravações mostram Carlos Eduardo e outro indivíduo carregando o corpo de Amanda. Confrontado com as evidências, ele confessou o feminicídio e indicou que jogou o corpo no Rio Tietê. Até o momento, o corpo da vítima não foi localizado, e a polícia intensificou as buscas na região.

O crime foi registrado como feminicídio e ocultação de cadáver. A Polícia Civil ainda procura o segundo suspeito, que aparece nas imagens ajudando a carregar o corpo. A brutalidade do caso chocou a comunidade local, que se mobilizou em busca de justiça.

Histórico do relacionamento

Amanda e Carlos Eduardo estiveram juntos por 16 anos, período em que tiveram três filhos, hoje com 14, 7 e 5 anos. A separação, formalizada em fevereiro de 2025, ocorreu após anos de convivência marcada por altos e baixos. Segundo relatos de amigos, o casal mantinha encontros esporádicos mesmo após o término, o que pode ter contribuído para a tragédia.

A promoter era conhecida por sua dedicação aos filhos e pelo trabalho em eventos. Ela atuava como bartender em festivais de grande porte, como Lollapalooza e Carnatal, e mantinha um perfil ativo nas redes sociais, com mais de 3.000 seguidores. Fotos publicadas por Amanda mostram momentos felizes com os filhos, incluindo uma viagem ao interior de São Paulo em 2022. Carlos Eduardo, por outro lado, aparecia raramente em suas postagens mais recentes.

  • Duração: Relacionamento de 16 anos, iniciado em 2009.
  • Filhos: Três crianças, que estão sob os cuidados de familiares.
  • Separação: Oficializada dois meses antes do crime.
  • Encontros esporádicos: Relatos indicam contato contínuo após o término.

Reações nas redes sociais

A morte de Amanda gerou comoção nas redes sociais, onde amigos e familiares expressaram luto e indignação. Carol Mackert, publicitária e amiga próxima da vítima, fez uma publicação emocionante no dia 22 de maio, pedindo o fim da violência contra mulheres. A frase “parem de nos matar” viralizou, sendo compartilhada por diversos perfis.

Outra postagem de Carol destacou a alegria de Amanda e o impacto de sua perda. Ela relembrou momentos compartilhados e agradeceu pela amizade, reforçando a saudade deixada pela promoter. As publicações receberam centenas de comentários, com mensagens de apoio e pedidos por justiça.

A mobilização online também trouxe à tona discussões sobre a violência de gênero. Ativistas e internautas compartilharam dados alarmantes sobre feminicídios no Brasil, reforçando a necessidade de medidas preventivas. A hashtag #JustiçaParaAmanda ganhou força em plataformas como o X, com usuários exigindo punição rigorosa para os responsáveis.

Investigação em andamento

A Polícia Civil de São Paulo segue investigando o caso, com foco na localização do corpo de Amanda e na identificação do segundo suspeito. As buscas no Rio Tietê começaram logo após a confissão de Carlos Eduardo, mas as condições do rio, com forte correnteza e poluição, dificultam o trabalho das equipes. Mergulhadores e drones estão sendo utilizados para auxiliar na operação.

Carlos Eduardo e o outro suspeito participaram de uma audiência de custódia, e a Justiça decretou a prisão preventiva de ambos. A defesa de Carlos Eduardo afirmou que ele tem colaborado com as autoridades, mas não apresentou detalhes sobre a motivação do crime. A polícia analisa o celular do suspeito em busca de mensagens ou chamadas que possam esclarecer o caso.

  • Buscas: Equipes utilizam drones e mergulhadores no Rio Tietê.
  • Prisão: Carlos Eduardo está detido preventivamente.
  • Segundo suspeito: Indivíduo aparece nas imagens, mas ainda não foi identificado.
  • Provas: Imagens de câmeras e celular do suspeito são analisados.

Perfil profissional de Amanda

Amanda Caroline era uma profissional reconhecida no setor de eventos. Como bartender, trabalhou em grandes festivais, incluindo Lollapalooza, Carnatal e eventos locais em São Paulo. Sua habilidade em criar drinks e sua energia contagiante a tornaram querida entre colegas e clientes.

Nas redes sociais, ela compartilhava registros de seu trabalho, além de momentos com os filhos e viagens pelo Brasil. Postagens mostram visitas a cidades como Maceió, Natal e Rio de Janeiro, onde Amanda aproveitava para descansar e criar memórias com a família. Sua última publicação, no dia 5 de maio, trazia uma foto em um evento, com a legenda “Vivendo o momento”.

A promoter também era conhecida por sua dedicação aos filhos. Em 2022, ela postou fotos de uma viagem com as crianças, descrevendo-os como “herança do Senhor”. A perda de Amanda deixou os filhos sob os cuidados de familiares, que agora enfrentam o desafio de lidar com a ausência da mãe.

Contexto da violência de gênero

O caso de Amanda se soma a uma série de feminicídios registrados em São Paulo em 2025. Dados do governo estadual apontam que, apenas no primeiro trimestre, mais de 50 mulheres foram assassinadas por motivos relacionados à violência de gênero. A maioria dos casos envolve parceiros ou ex-parceiros, o que reforça a necessidade de políticas públicas voltadas para a proteção das vítimas.

Organizações de defesa dos direitos das mulheres têm cobrado ações mais efetivas, como o fortalecimento de medidas protetivas e campanhas de conscientização. Em São Paulo, a rede de Delegacias de Defesa da Mulher (DDM) registrou um aumento no número de denúncias em 2025, mas muitas vítimas ainda enfrentam barreiras para buscar ajuda.

  • Estatísticas: Mais de 50 feminicídios no estado até março de 2025.
  • Medidas protetivas: Crescimento na emissão, mas com falhas na fiscalização.
  • Denúncias: Aumento de registros nas DDMs de São Paulo.
  • Campanhas: ONGs pedem maior investimento em prevenção.

Mobilização da comunidade

A morte de Amanda mobilizou a comunidade onde ela vivia, no bairro de Itaquera, zona leste de São Paulo. Vizinhos e amigos organizaram vigílias em homenagem à vítima, com velas e cartazes pedindo justiça. A família, abalada, tem recebido apoio de grupos locais, que arrecadam doações para custear despesas dos filhos.

Escolas frequentadas pelas crianças de Amanda também se envolveram, oferecendo suporte psicológico aos alunos e promovendo rodas de conversa sobre violência doméstica. A iniciativa busca sensibilizar os jovens e prevenir novos casos. A comunidade planeja uma marcha no próximo mês para cobrar ações contra o feminicídio.

Papel das câmeras de segurança

As imagens captadas por câmeras de segurança foram fundamentais para a elucidação do crime. Instaladas em ruas próximas à casa de Amanda, as câmeras registraram o momento em que Carlos Eduardo e o segundo suspeito carregavam o corpo. A qualidade das imagens permitiu a identificação do veículo usado no crime, o que acelerou a prisão do ex-marido.

São Paulo tem investido na expansão de sistemas de videomonitoramento, com mais de 20 mil câmeras instaladas na capital. Esses equipamentos têm auxiliado a polícia em casos de violência, mas também levantam debates sobre privacidade. No caso de Amanda, as imagens foram determinantes para confrontar a versão inicial do suspeito.

Luto dos filhos e familiares

Os três filhos de Amanda, de 14, 7 e 5 anos, estão sob os cuidados de parentes próximos. A família organizou uma rede de apoio para garantir que as crianças tenham acompanhamento psicológico e suporte financeiro. A avó materna assumiu a guarda temporária, enquanto amigos lançaram uma campanha online para arrecadar fundos.

O luto das crianças tem sido agravado pela exposição do caso na mídia. A escola onde estudam reforçou a segurança e orientou os professores a monitorar o comportamento dos alunos. A família pediu privacidade, mas agradeceu o apoio recebido da comunidade e de desconhecidos que se solidarizaram com a causa.

  • Guarda: Avó materna cuida das crianças temporariamente.
  • Apoio psicológico: Escolas oferecem atendimento às crianças.
  • Campanha: Arrecadação online para despesas dos filhos.
  • Privacidade: Família pede respeito durante o luto.

Esforços policiais na busca pelo corpo

As operações de busca no Rio Tietê continuam, com equipes da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros trabalhando em conjunto. A poluição e a correnteza do rio têm dificultado o trabalho, mas as autoridades permanecem otimistas. Drones com câmeras térmicas foram empregados para cobrir grandes áreas, enquanto mergulhadores exploram trechos específicos.

A localização do corpo é considerada essencial para a conclusão do inquérito. Peritos acreditam que a recuperação pode trazer novas evidências, como marcas de violência ou objetos que ajudem a esclarecer a dinâmica do crime. A polícia também pediu a colaboração da população, solicitando informações sobre qualquer movimentação suspeita nas margens do rio.

Debate sobre prevenção

A morte de Amanda reacendeu o debate sobre a prevenção da violência contra a mulher. Especialistas apontam que a maioria dos feminicídios é precedida por sinais de violência doméstica, como ameaças ou agressões leves. Programas de apoio às vítimas, como o Ligue 180, registraram aumento na procura em 2025, mas a falta de recursos limita a eficácia das iniciativas.

Em São Paulo, a Secretaria de Segurança Pública anunciou a ampliação de treinamentos para policiais, com foco na identificação de casos de violência de gênero. ONGs, por sua vez, defendem a criação de mais casas-abrigo e a melhoria na fiscalização de medidas protetivas. A sociedade civil também tem se organizado, com coletivos femininos promovendo eventos educativos.

Legado de Amanda

Amanda Caroline deixou um legado de alegria e dedicação, tanto no trabalho quanto na vida pessoal. Colegas de eventos lembram sua energia positiva e seu profissionalismo, enquanto amigos destacam seu amor pelos filhos. A promoter era vista como uma mulher batalhadora, que conciliava a carreira com a criação das crianças.

A tragédia que tirou sua vida trouxe à tona a urgência de combater a violência de gênero. A mobilização gerada pelo caso, com vigílias, campanhas e debates, mostra que a luta por justiça continua. A memória de Amanda permanece viva nas redes sociais, onde suas fotos e mensagens inspiram pedidos por um futuro sem violência.

To Top