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Onda de frio histórica atinge Sul do Brasil com neve e geada em maio

Chuva Frio Tempestade
Chuva Frio Tempestade - Foto: LeManna/Istock.com Chuva Frio Tempestade - Foto: LeManna/Istock.com

O ar gelado avança pelo Sul do Brasil, trazendo temperaturas abaixo de zero e a possibilidade de fenômenos raros para maio. Meteorologistas alertam para duas ondas de frio que prometem alterar a rotina de cidades no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A primeira onda, prevista para iniciar em 27 de maio, já provoca quedas significativas nas temperaturas, com mínimas que podem chegar a -3°C em áreas serranas. A segunda, ainda mais intensa, é esperada para a virada de maio para junho, acompanhada de um ciclone extratropical.

A formação do ciclone no oceano intensifica a preocupação com ventos fortes e agitação marítima. Em algumas regiões, a combinação de umidade e frio pode resultar em neve, especialmente em altitudes elevadas. As autoridades recomendam que a população se prepare para condições adversas, com atenção especial aos agricultores, que enfrentam riscos de perdas por geada.

Chuva Tempestade
Chuva Tempestade – Foto: Jure Divich/ shutterstock.com
  • Riscos principais: Geada ampla, possibilidade de neve e ventos de até 100 km/h.
  • Áreas afetadas: Sul, partes do Sudeste e Centro-Oeste, com reflexos no Norte.
  • Período crítico: 27 a 31 de maio para a primeira onda; início de junho para a segunda.
  • Precauções: Proteger plantações, evitar navegação e monitorar alertas meteorológicos.

A massa de ar polar, de origem continental, diferencia-se por sua capacidade de manter baixas temperaturas mesmo em áreas distantes do litoral. Esse fenômeno, segundo especialistas, é incomum para o outono, que costuma registrar transições mais suaves para o inverno.

Alerta para geada ameaça agricultura

A geada prevista para os próximos dias preocupa produtores rurais, especialmente no Sul do Brasil. Em áreas como a Serra Gaúcha e o Planalto Sul Catarinense, a formação de gelo sobre plantações pode causar danos severos a culturas como maçã, uva e trigo. Na safra passada, geadas tardias resultaram em perdas de até 20% em algumas lavouras gaúchas, e agricultores já buscam medidas preventivas.

As temperaturas mínimas, que podem cair abaixo de -2°C em cidades como São Joaquim e Bom Jesus, exigem ações rápidas. Técnicas como irrigação controlada e cobertura de plantas estão sendo adotadas, mas a extensão da geada pode limitar a eficácia dessas estratégias.

  • Culturas em risco: Maçã, uva, trigo e hortaliças.
  • Regiões críticas: Serra Gaúcha, Planalto Sul Catarinense e Campos de Cima da Serra.
  • Medidas preventivas: Irrigação, cobertura de plantas e uso de aquecedores.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas para áreas agrícolas, recomendando monitoramento constante. Pequenos produtores, com menos acesso a tecnologias de proteção, são os mais vulneráveis.

Ciclone extratropical eleva riscos no litoral

Um ciclone extratropical, previsto para se formar próximo à costa da Argentina e do Uruguai, intensifica as condições adversas no Sul do Brasil. O sistema, que deve atingir o Rio Grande do Sul a partir de 28 de maio, pode gerar rajadas de vento superiores a 90 km/h em cidades como Porto Alegre e Pelotas. A Marinha do Brasil alertou para a possibilidade de ressaca, com ondas de até 4 metros no litoral gaúcho e catarinense.

A agitação marítima preocupa pescadores e operadores portuários, que já enfrentaram transtornos em eventos semelhantes no passado. Em 2023, um ciclone extratropical causou interrupções no porto de Rio Grande, com prejuízos estimados em milhões de reais.

A interação do ciclone com a massa de ar polar também aumenta a chance de precipitações invernais. Em áreas de maior altitude, como a Serra do Rio do Rastro, a umidade trazida pelo sistema pode favorecer a formação de neve, um evento raro para o período.

Possibilidade de neve atrai atenção

A possibilidade de neve no Sul do Brasil, embora incerta, desperta interesse em cidades turísticas como Gramado e Canela. Meteorologistas indicam que a combinação de temperaturas abaixo de zero e umidade elevada cria condições favoráveis em áreas acima de 1.500 metros de altitude. São Joaquim, que registrou -3,2°C em maio de 2025, é um dos pontos com maior probabilidade de neve.

Eventos de neve em maio são raros, mas não inéditos. Em 2023, flocos foram registrados no Planalto Sul Catarinense, atraindo visitantes e movimentando o turismo local. Hotéis na região já relatam aumento nas reservas, com turistas ansiosos por presenciar o fenômeno.

  • Locais com maior chance: São Joaquim, Urubici e Bom Jardim da Serra.
  • Condições necessárias: Temperaturas abaixo de 0°C e umidade elevada.
  • Impacto turístico: Aumento de reservas em hotéis e pousadas.
  • Riscos associados: Estradas escorregadias e visibilidade reduzida.

As autoridades recomendam cautela aos visitantes, especialmente em estradas serranas, onde a neve pode dificultar o tráfego.

Primeira onda de frio já altera rotina

A primeira onda de frio, que começou a atingir o Sul do Brasil em 27 de maio, já provoca mudanças na rotina das cidades. Em Porto Alegre, as temperaturas caíram para 5°C na madrugada, levando a um aumento no uso de aquecedores e cobertores. Abrigos municipais intensificaram o atendimento a pessoas em situação de rua, com a distribuição de agasalhos e refeições quentes.

No interior do Rio Grande do Sul, escolas suspenderam aulas presenciais em algumas localidades devido ao frio intenso. Em Santa Catarina, o governo estadual reforçou a campanha de arrecadação de roupas para comunidades vulneráveis.

A massa de ar polar, que avança pelo interior do continente, mantém as temperaturas baixas por pelo menos quatro dias. Cidades como Curitiba e Florianópolis também registram mínimas abaixo da média para o período, com previsão de 6°C e 8°C, respectivamente.

Segunda onda promete frio ainda mais intenso

A segunda onda de frio, esperada para o início de junho, pode superar a primeira em intensidade. Modelos meteorológicos projetam temperaturas mínimas de até -5°C em áreas serranas, com possibilidade de recordes de baixa temperatura em 2025. A massa de ar polar continental, que se desloca pelo interior da América do Sul, é responsável por esse resfriamento extremo.

Diferentemente das massas de ar que passam pelo oceano, esta mantém sua capacidade de resfriamento, afetando até regiões mais ao norte, como Rondônia e Acre. Em São Paulo, as temperaturas podem chegar a 7°C, enquanto Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, deve registrar mínimas de 9°C.

  • Período esperado: 1 a 5 de junho.
  • Temperaturas previstas: Até -5°C no Sul e abaixo de 10°C no Sudeste e Centro-Oeste.
  • Áreas afetadas: Sul, Sudeste, Centro-Oeste e partes do Norte.

A duração prolongada do frio preocupa autoridades, que reforçam alertas para a proteção de idosos e crianças.

Ventos fortes desafiam infraestrutura

Os ventos associados ao ciclone extratropical representam um desafio para a infraestrutura urbana. Em 2024, rajadas de 100 km/h causaram quedas de árvores e interrupções no fornecimento de energia em cidades como Caxias do Sul e Florianópolis. Desta vez, a Defesa Civil gaúcha já mobiliza equipes para monitorar áreas de risco, como encostas e regiões arborizadas.

Postes de energia e redes de telecomunicações também estão vulneráveis. Em Pelotas, a companhia elétrica local anunciou reforço nas equipes de manutenção, enquanto prefeituras orientam a população a evitar áreas abertas durante os picos de ventania.

A Marinha do Brasil emitiu alertas para navegantes, recomendando a suspensão de atividades marítimas até a estabilização do sistema. Portos no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina operam com restrições.

Preparativos intensificam cuidados com saúde

O frio intenso aumenta a demanda por cuidados com a saúde, especialmente em regiões onde as temperaturas raramente caem tanto. Hospitais no Sul do Brasil relatam aumento nos atendimentos por doenças respiratórias, como gripes e pneumonias. Em Curitiba, a secretaria de saúde ampliou a distribuição de vacinas contra influenza para grupos prioritários.

A população é orientada a manter ambientes ventilados, mas aquecidos, e a evitar aglomerações. O uso de máscaras em locais fechados voltou a ser recomendado em algumas cidades, como medida preventiva contra infecções sazonais.

  • Doenças em alta: Gripes, resfriados e pneumonias.
  • Recomendações: Vacinação, hidratação e uso de roupas adequadas.
  • Grupos vulneráveis: Idosos, crianças e pessoas com comorbidades.

Campanhas de conscientização destacam a importância de proteger animais de estimação, que também sofrem com as baixas temperaturas.

Turismo se prepara para aumento de visitantes

A possibilidade de neve e o cenário de frio intenso impulsionam o turismo no Sul do Brasil. Cidades como Gramado, Canela e São Joaquim registram alta procura por pacotes de viagem, com agências oferecendo roteiros especiais para o período. Em 2023, um episódio de neve em Santa Catarina gerou um aumento de 30% no fluxo de turistas, e a expectativa para 2025 é semelhante.

Restaurantes e pousadas reforçam estoques de alimentos e lenha, enquanto guias turísticos preparam roteiros para áreas com maior probabilidade de neve. A infraestrutura hoteleira, no entanto, enfrenta desafios para atender a demanda em cidades menores, como Urubici.

A segurança nas estradas serranas é outra prioridade, com a Polícia Rodoviária Federal intensificando a fiscalização em trechos propensos a gelo. Motoristas são orientados a usar correntes nos pneus em áreas de maior risco.

Frio alcança regiões incomuns

A massa de ar polar continental surpreende por sua capacidade de atingir áreas onde o frio intenso é menos comum. Em Rondônia, por exemplo, a chamada “friagem” pode derrubar as temperaturas para 15°C, um contraste significativo com as médias de 25°C do período. No Acre, moradores já se preparam para mínimas de 13°C, que exigem adaptações na rotina.

No Sudeste, cidades como São Paulo e Belo Horizonte devem registrar temperaturas abaixo de 10°C, com sensação térmica ainda menor devido aos ventos. Em Campo Grande, a previsão de 9°C mobiliza abrigos para atender populações vulneráveis.

A extensão geográfica do frio reflete a força da massa de ar polar, que avança sem perder intensidade. Meteorologistas acompanham a evolução do sistema para atualizar previsões.

Mar agitado preocupa comunidades costeiras

A agitação marítima causada pelo ciclone extratropical ameaça comunidades costeiras no Sul do Brasil. Em Santa Catarina, o litoral sul está em alerta para ondas de até 4 metros, que podem atingir ciclovias e calçadões. Em 2024, ressacas semelhantes causaram danos em Florianópolis, com prejuízos a estruturas públicas.

Pescadores artesanais enfrentam dificuldades, com muitas embarcações permanecendo em terra. A Marinha reforçou a comunicação com associações de pesca, orientando sobre os riscos de navegação. Portos como o de Itajaí operam com restrições, priorizando a segurança.

A Defesa Civil catarinense monitora áreas propensas a alagamentos costeiros, enquanto prefeituras intensificam a limpeza de canais para minimizar impactos.

Medidas preventivas para agricultores

Os agricultores do Sul do Brasil intensificam esforços para proteger suas lavouras da geada. Em regiões como a Campanha Gaúcha, produtores de trigo e canola adotam técnicas como a queima de resíduos agrícolas para criar camadas de fumaça que reduzem a formação de gelo. Em Santa Catarina, pomares de maçã recebem coberturas de lona para minimizar perdas.

O governo do Rio Grande do Sul anunciou linhas de crédito emergenciais para apoiar pequenos produtores afetados. Extensões rurais oferecem assistência técnica, enquanto cooperativas organizam mutirões para implementar medidas preventivas.

  • Técnicas usadas: Queima de resíduos, coberturas e irrigação controlada.
  • Culturas protegidas: Trigo, canola, maçã e hortaliças.
  • Apoio governamental: Linhas de crédito e assistência técnica.
  • Riscos econômicos: Perdas de até 25% em culturas sensíveis.

A previsão de geada moderada a forte exige ações coordenadas para evitar prejuízos significativos.

Monitoramento meteorológico em tempo real

O Inmet e a Climatempo mantêm monitoramento contínuo do avanço da massa de ar polar e do ciclone extratropical. Satélites registram a movimentação do sistema, enquanto estações meteorológicas em cidades como Porto Alegre e Florianópolis atualizam dados de temperatura e vento.

Modelos numéricos, como o canadense e o europeu, são usados para prever a intensidade do frio e a probabilidade de neve. A colaboração entre institutos nacionais e internacionais garante previsões mais precisas, essenciais para a tomada de decisões por autoridades e produtores.

A população tem acesso a alertas por aplicativos e sites oficiais, que recomendam acompanhamento diário das condições climáticas. A transparência nas informações ajuda a minimizar transtornos.

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