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Banco Central lança resgate automático de R$ 9,1 bilhões esquecidos em bancos

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Dinheiro - Foto: Ilton Rogerio de Souza/Shutterstock.com Dinheiro - Foto: Ilton Rogerio de Souza/Shutterstock.com

O Banco Central do Brasil anunciou, em 26 de maio de 2025, uma inovação que promete simplificar o acesso a recursos financeiros esquecidos em contas bancárias, consórcios e outras instituições. A nova funcionalidade do Sistema Valores a Receber (SVR) permite a solicitação automática de resgate, eliminando a necessidade de procedimentos manuais repetitivos. Com R$ 9,1 bilhões ainda não reclamados, a medida visa agilizar o processo para milhões de brasileiros. A adesão ao serviço, que entra em vigor a partir de 27 de maio, é opcional e exige configurações específicas para garantir segurança.

A iniciativa reflete o esforço contínuo do Banco Central em modernizar o sistema financeiro e facilitar a vida dos cidadãos. Antes, cada pedido de resgate exigia consultas periódicas e registros manuais no sistema. Agora, a automatização promete maior comodidade, especialmente para quem possui valores residuais em múltiplas instituições. A seguir, alguns detalhes iniciais sobre o serviço:

  • Acesso restrito: Requer conta gov.br nível prata ou ouro com verificação em duas etapas.
  • Exclusividade: Disponível apenas para pessoas físicas com chave Pix vinculada ao CPF.
  • Gratuito: O processo não envolve custos, mas exige atenção a golpes.

O SVR, lançado em 2022, já devolveu bilhões de reais, mas a maior parte dos valores disponíveis ainda aguarda resgate. A nova funcionalidade surge como resposta à alta demanda e à necessidade de desburocratização.

Detalhes do novo serviço

O serviço de resgate automático foi projetado para reduzir o esforço do cidadão na recuperação de valores esquecidos. Anteriormente, o processo exigia que o usuário acessasse o site do SVR, verificasse saldos disponíveis e registrasse cada solicitação individualmente. A partir de 27 de maio de 2025, quem optar pela automatização terá os pedidos processados sem intervenção manual, desde que atenda aos requisitos de segurança.

A adesão ao serviço é facultativa, e o Banco Central reforça que todas as demais funcionalidades do SVR permanecem inalteradas. A medida é voltada exclusivamente para pessoas físicas, com foco em transações via Pix, que se consolidou como o principal meio de transferência no Brasil. Para habilitar a funcionalidade, o usuário deve acessar o site oficial do SVR e configurar a solicitação automática.

O processo exige:

  • Conta gov.br com nível prata ou ouro.
  • Verificação em duas etapas ativada.
  • Chave Pix registrada com o CPF do titular.
  • Aceitação dos termos de uso do serviço.

O Banco Central estima que a automatização beneficiará milhões de brasileiros, especialmente aqueles com pequenos valores residuais em contas encerradas ou consórcios finalizados.

Volume de recursos disponíveis

Atualmente, o SVR contabiliza R$ 9,1 bilhões em valores não resgatados, pertencentes a cerca de 42 milhões de pessoas físicas e 3,6 milhões de pessoas jurídicas. Esses recursos incluem saldos de contas correntes ou poupança encerradas, tarifas cobradas indevidamente, cotas de cooperativas de crédito e recursos de consórcios extintos. A maior parte dos valores é composta por quantias pequenas, com 63% dos beneficiários tendo até R$ 10 para receber.

Apesar do volume expressivo, apenas 28,86% dos correntistas elegíveis resgataram seus valores até novembro de 2024. O Banco Central espera que a nova funcionalidade impulsione esse percentual, reduzindo o montante de recursos parados no sistema financeiro. A iniciativa também busca evitar que esses valores sejam transferidos ao Tesouro Nacional, como ocorreu com parte dos recursos não reclamados até outubro de 2024.

A distribuição dos valores reflete a diversidade de fontes:

  • Contas bancárias encerradas com saldo residual.
  • Tarifas ou parcelas cobradas indevidamente.
  • Cotas de capital de cooperativas de crédito.
  • Recursos de consórcios finalizados.
  • Valores de seguros não resgatados.

Requisitos de acesso ao SVR

Para utilizar o SVR, o usuário precisa de uma conta gov.br com nível de segurança prata ou ouro. Esse requisito garante maior proteção contra fraudes, já que o sistema lida com informações financeiras sensíveis. A verificação em duas etapas, obrigatória para a ativação do resgate automático, adiciona uma camada extra de segurança.

Quem não possui uma chave Pix vinculada ao CPF deve cadastrá-la em uma instituição financeira antes de habilitar o serviço. O Banco Central orienta que o processo seja realizado com antecedência, evitando contratempos no momento da solicitação. Para pessoas jurídicas ou herdeiros de pessoas falecidas, o resgate permanece manual, exigindo contato direto com as instituições financeiras.

O acesso ao SVR é feito exclusivamente pelo site oficial, e o Banco Central alerta para a importância de evitar plataformas não autorizadas. A gratuidade do serviço é outro ponto enfatizado, com recomendações para que os usuários desconfiem de qualquer cobrança ou promessa de agilidade no resgate.

Prevenção contra fraudes

Golpes relacionados ao SVR têm crescido desde o lançamento do sistema, com criminosos criando sites falsos e enviando mensagens fraudulentas. O Banco Central reforça que o único canal oficial para consultas e resgates é o site valoresareceber.bcb.gov.br. Qualquer tentativa de cobrança, solicitação de dados pessoais ou envio de links por e-mail, SMS, WhatsApp ou Telegram deve ser considerada suspeita.

Os golpistas frequentemente prometem facilitar o acesso aos valores mediante pagamento antecipado ou preenchimento de formulários em plataformas não oficiais. Para evitar cair nessas armadilhas, o Banco Central recomenda:

  • Acesse apenas o site oficial do SVR.
  • Não clique em links recebidos por mensagens ou e-mails.
  • Nunca forneça senhas ou dados pessoais a terceiros.
  • Desconfie de promessas de resgates rápidos ou valores altos.
  • Verifique a autenticidade da instituição financeira mencionada no sistema.

A instituição também esclarece que não entra em contato diretamente com os cidadãos para tratar de valores a receber, e as instituições financeiras listadas no SVR nunca solicitam senhas ou informações confidenciais.

Histórico do SVR

O Sistema Valores a Receber foi lançado em fevereiro de 2022, com o objetivo de devolver recursos esquecidos em contas bancárias e outras instituições financeiras. Na primeira fase, cerca de R$ 3,9 bilhões foram disponibilizados, provenientes de contas encerradas, tarifas indevidas e consórcios finalizados. A segunda fase, iniciada em maio de 2022, ampliou o escopo para incluir outros tipos de valores, como seguros e cotas de cooperativas.

Desde então, o sistema já devolveu R$ 5,55 bilhões a 17,3 milhões de correntistas, mas o volume restante demonstra a dificuldade de alcançar todos os beneficiários. A alta demanda inicial causou instabilidade no site do Banco Central, que ficou fora do ar em janeiro de 2022 devido ao excesso de acessos. Melhorias na infraestrutura digital permitiram maior estabilidade nos anos seguintes.

O SVR se consolidou como uma ferramenta de transparência, permitindo que cidadãos consultem saldos residuais de forma gratuita e segura. A introdução do resgate automático marca um avanço significativo na desburocratização do processo.

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Dinheiro-Saque-Notas-Caixa – Foto: Joyce Diva/istockphoto.com

Funcionamento do resgate automático

A funcionalidade de resgate automático opera de forma integrada ao Pix, sistema de pagamentos instantâneos que revolucionou as transações financeiras no Brasil. Ao habilitar a solicitação automática, o usuário autoriza o SVR a processar todos os pedidos de resgate vinculados ao seu CPF, desde que os valores sejam elegíveis para transferência via Pix.

O prazo para a devolução é de até 12 dias úteis, e o usuário recebe um comprovante com o número de protocolo para acompanhamento. Caso a instituição financeira não tenha aderido ao termo de devolução via Pix, o beneficiário deve negociar diretamente a forma de recebimento. O Banco Central orienta que os usuários guardem o protocolo para eventuais contatos com as instituições.

A automatização é limitada a pessoas físicas com chave Pix do tipo CPF, mas o Banco Central estuda expandir o serviço para outros formatos no futuro. Até lá, a funcionalidade manual segue disponível para todos os usuários.

Perfil dos valores esquecidos

A maioria dos valores disponíveis no SVR é composta por quantias pequenas, o que explica a baixa taxa de resgate até o momento. Dados do Banco Central mostram que 63,38% dos beneficiários têm até R$ 10 a receber, enquanto apenas 1,7% possuem valores acima de R$ 1 mil. Um caso excepcional, registrado em 2024, envolveu uma única pessoa com R$ 11,2 milhões esquecidos.

Os valores têm origens variadas, incluindo:

  • Saldos residuais de contas encerradas.
  • Devoluções de tarifas cobradas indevidamente.
  • Cotas de cooperativas de crédito.
  • Recursos de consórcios ou seguros não reclamados.

Empresas também possuem valores significativos, com R$ 1,97 bilhão pertencentes a 3,6 milhões de pessoas jurídicas. A dificuldade de resgate por empresas muitas vezes está relacionada à falta de atualização cadastral ou encerramento das atividades.

Prazos e destino dos recursos

Até outubro de 2024, os valores disponíveis no SVR podiam ser resgatados a qualquer momento. No entanto, uma mudança aprovada pelo Congresso Nacional determinou que os recursos não reclamados até 16 de outubro de 2024 seriam transferidos ao Tesouro Nacional. Após essa data, os cidadãos ainda tinham 30 dias para solicitar a devolução por meio de um edital publicado pelo Banco Central.

Quem não resgatou os valores dentro desse prazo pode recorrer judicialmente nos seis meses seguintes à divulgação do edital. O Banco Central garante que os recursos permanecem disponíveis indefinidamente, mas o processo judicial pode ser mais complexo. A nova funcionalidade de resgate automático busca evitar que mais valores sejam transferidos ao Tesouro, incentivando a recuperação direta pelos beneficiários.

Integração com o Pix

O Pix desempenha um papel central no resgate automático, garantindo agilidade e segurança nas transferências. Desde sua criação em 2020, o sistema se tornou o principal meio de pagamento no Brasil, com bilhões de transações realizadas anualmente. A obrigatoriedade de uma chave Pix vinculada ao CPF para o resgate automático reflete a confiança do Banco Central na infraestrutura do sistema.

Usuários sem chave Pix devem cadastrá-la em uma instituição financeira antes de habilitar o serviço. O Banco Central recomenda que o cadastro seja feito com antecedência, especialmente para evitar filas virtuais no site do SVR durante picos de acesso. A integração com o Pix também reduz custos operacionais para as instituições financeiras, que podem processar as devoluções de forma instantânea.

Medidas antifraude complementares

Além do resgate automático, o Banco Central anunciou, em 26 de maio de 2025, um novo serviço para mitigar fraudes na abertura e gestão de contas bancárias. A partir de dezembro de 2025, os cidadãos poderão informar ao Sistema Financeiro Nacional que não desejam abrir novas contas correntes, de poupança ou de pagamento. Essa medida visa coibir a criação de contas fraudulentas com identidades falsas ou a inclusão não autorizada de titulares em contas conjuntas.

O serviço antifraude é facultativo e pode ser revertido a qualquer momento, oferecendo flexibilidade aos usuários. A iniciativa complementa o resgate automático, reforçando a segurança no acesso a serviços financeiros. O Banco Central planeja lançar, em 2026, relatórios adicionais sobre consórcios, Open Finance e marcações de chaves Pix com indícios de fraudes.

Expansão do SVR

O Banco Central estuda novas funcionalidades para o SVR, incluindo a possibilidade de incluir pessoas jurídicas no resgate automático e expandir os tipos de chaves Pix aceitas. Outra prioridade é melhorar a comunicação com os beneficiários, com notificações proativas para lembrar os cidadãos sobre valores disponíveis.

A instituição também trabalha na ampliação do escopo do SVR, que pode passar a incluir outros tipos de recursos financeiros, como investimentos esquecidos ou saldos de carteiras digitais. Essas mudanças dependem de ajustes regulatórios e da adesão das instituições financeiras ao sistema.

O SVR já é considerado um marco na transparência financeira, e a nova funcionalidade de resgate automático reforça seu papel como ferramenta de inclusão e cidadania. A expectativa é que mais brasileiros recuperem seus valores nos próximos meses, reduzindo o volume de recursos esquecidos no sistema financeiro.

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