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PIS/PASEP 2025: Pagamentos de maio liberam até R$ 1.518 para nascidos em maio e junho

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A distribuição do abono salarial PIS/PASEP 2025, que injeta R$ 30,7 bilhões na economia, começou a beneficiar trabalhadores nascidos em maio e junho com pagamentos liberados a partir de 15 de maio. Gerido pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil, o programa destina valores de R$ 127 a R$ 1.518, dependendo do tempo trabalhado em 2023, para cerca de 25,8 milhões de beneficiários. Os depósitos, realizados em contas bancárias ou disponíveis via aplicativo Caixa Tem e agências, têm prazo de saque até 29 de dezembro. O programa, essencial para complementar a renda de trabalhadores formais, exige cinco anos de cadastro e atuação mínima de 30 dias no ano-base. Além disso, valores esquecidos do fundo PIS/PASEP, de 1971 a 1988, também estão sendo liberados, totalizando R$ 26 bilhões.

O programa, criado na década de 1970, mantém sua relevância ao financiar iniciativas como o seguro-desemprego. Em 2025, mudanças propostas para 2026, como a redução do teto de elegibilidade, já movimentam discussões. A gestão eficiente depende da atualização de dados por empregadores na RAIS ou eSocial.

  • Principais pontos do PIS/PASEP 2025:
    • Valores variam de R$ 127 a R$ 1.518, com base no salário mínimo.
    • Pagamentos escalonados por mês de nascimento.
    • Consulta disponível via aplicativos e portais oficiais.

A próxima fase de pagamentos, em junho, contemplará nascidos em julho e agosto, mantendo o ritmo de distribuição.

PIS PASEP Abono Caixa
PIS PASEP – Foto: rafastockbr/Shutterstock.com

Origem e evolução do programa

O PIS/PASEP foi instituído em 1970 pelas Leis Complementares nº 7 e nº 8, com o objetivo de integrar trabalhadores do setor privado e servidores públicos à renda gerada por suas atividades. A unificação dos fundos, em 1975, ampliou o alcance do programa, que passou a beneficiar milhões anualmente. A partir de 1988, a distribuição como abono salarial substituiu o modelo de cotas, com valores proporcionais ao tempo de trabalho.

Nos anos seguintes, ajustes reforçaram a estrutura do programa. A exigência de cinco anos de cadastro, por exemplo, foi implementada para garantir benefícios a trabalhadores com vínculos formais consolidados. A vinculação ao salário mínimo trouxe previsibilidade, mas também desafios em períodos de reajustes expressivos. Hoje, o PIS é administrado pela Caixa, enquanto o PASEP fica a cargo do Banco do Brasil, refletindo a divisão entre iniciativa privada e setor público.

  • ** Marcos históricos**:
    • 1970: Criação do PIS e PASEP.
    • 1975: Unificação dos fundos.
    • 1988: Início do abono salarial.
    • 2025: Modernização com integração digital.

Valores e cálculo do abono

O abono salarial de 2025 tem como base o salário mínimo de R$ 1.518. O valor pago a cada trabalhador é proporcional aos meses trabalhados em 2023, variando de R$ 127 (um mês) a R$ 1.518 (12 meses). O cálculo divide o salário mínimo por 12, resultando em R$ 126,50 por mês trabalhado. Assim, quem atuou por seis meses recebe R$ 759, enquanto três meses garantem R$ 379.

Os depósitos ocorrem diretamente em contas bancárias, quando disponíveis, ou podem ser sacados via aplicativo Caixa Tem, lotéricas ou agências do Banco do Brasil. A organização escalonada, por mês de nascimento, evita sobrecarga nos sistemas bancários. Em maio, os nascidos em maio e junho recebem, enquanto julho e agosto terão depósitos a partir de 17 de junho.

Regras de elegibilidade

Para receber o PIS/PASEP, o trabalhador precisa atender a critérios rigorosos. É necessário estar cadastrado no programa há pelo menos cinco anos, ter trabalhado formalmente por no mínimo 30 dias em 2023 e recebido, em média, até dois salários mínimos mensais (R$ 2.640 em 2023). Além disso, os dados devem ser corretamente informados pelo empregador na RAIS ou eSocial.

Alguns grupos, como empregados domésticos e trabalhadores rurais contratados por pessoas físicas, ficam fora do programa. A exigência de cinco anos de cadastro limita o acesso de trabalhadores mais jovens ou recém-ingressados no mercado formal. A atualização de dados pelos empregadores é essencial para evitar exclusões indevidas.

  • Critérios principais:
    • Cadastro de cinco anos no PIS/PASEP.
    • Mínimo de 30 dias de trabalho formal em 2023.
    • Renda média de até R$ 2.640 no ano-base.
    • Dados atualizados na RAIS ou eSocial.

Calendário de distribuição

O calendário de 2025, unificado pelo mês de nascimento, foi definido pela Resolução CODEFAT nº 1.011, de 18 de dezembro de 2024. Os pagamentos começaram em 17 de fevereiro para nascidos em janeiro e seguem até 17 de agosto para os nascidos em novembro e dezembro. Todos os valores podem ser sacados até 29 de dezembro de 2025.

Em maio, os depósitos para nascidos em maio e junho começaram no dia 15. A Caixa gerencia os pagamentos do PIS, enquanto o Banco do Brasil cuida do PASEP. Essa divisão facilita a logística, especialmente em um programa que atinge milhões de beneficiários.

Canais digitais de consulta

Os trabalhadores têm acesso a diversas plataformas para verificar elegibilidade e acompanhar pagamentos. Para o PIS, o aplicativo Caixa Trabalhador, o site da Caixa e o telefone 0800 726 0207 são as principais opções. Para o PASEP, o site do Banco do Brasil e o número 0800 729 0001 estão disponíveis. A Carteira de Trabalho Digital e o portal gov.br também oferecem informações unificadas.

A digitalização reduziu a necessidade de idas a agências. Desde 5 de fevereiro de 2025, a consulta pode ser feita diretamente na Carteira de Trabalho Digital, com CPF e senha do gov.br. Para quem não tem cadastro, o registro é feito no próprio portal.

  • Ferramentas de consulta:
    • Aplicativo Caixa Trabalhador (PIS).
    • Site do Banco do Brasil (PASEP).
    • Carteira de Trabalho Digital.
    • Portal gov.br.

Proposta de mudanças para 2026

Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) enviada ao Congresso prevê alterações no PIS/PASEP a partir de 2026. O teto de elegibilidade será reduzido gradualmente de dois salários mínimos para 1,5 salário mínimo até 2035. Em 2025, o limite de renda segue em R$ 2.640, baseado no salário mínimo de 2023 (R$ 1.320).

A medida visa economizar R$ 18,1 bilhões até 2030, redirecionando recursos para outras áreas. A redução do teto, corrigida apenas pela inflação, diminuirá o número de beneficiários, gerando debates sobre o alcance do programa.

Processo de saque simplificado

O saque do abono é acessível por diversos canais. Para o PIS, trabalhadores usam o aplicativo Caixa Tem, lotéricas, Correspondentes Caixa Aqui ou agências, com documento oficial e número do PIS. Clientes da Caixa recebem depósitos automáticos em contas correntes ou poupança. Para o PASEP, servidores com conta no Banco do Brasil têm crédito direto, enquanto outros sacam em agências com identificação e número do PASEP.

Transferências via PIX ou TED também são opções. O prazo final para saque é 29 de dezembro de 2025. Valores não retirados retornam ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), mas podem ser solicitados em até cinco anos.

Recursos esquecidos do fundo

Cerca de 10,5 milhões de trabalhadores ou herdeiros têm direito a valores do Fundo PIS/PASEP, referentes a 1971-1988, totalizando R$ 26 bilhões. A liberação começou em 28 de março de 2025, via plataforma REPIS Cidadão, acessível pelo gov.br. O valor médio por pessoa é de R$ 2,8 mil, corrigido pelo IPCA-15.

Os beneficiários são trabalhadores que atuaram formalmente no período coberto e não resgataram cotas. Herdeiros podem solicitar o resgate com documentos específicos.

  • Detalhes do fundo esquecido:
    • Período: 1971 a 1988.
    • Valor total: R$ 26 bilhões.
    • Beneficiários: 10,5 milhões.
    • Plataforma: REPIS Cidadão.

Gestão e administração

A administração do PIS/PASEP envolve o Ministério do Trabalho e Emprego, a Caixa, o Banco do Brasil e a Dataprev. Em 2025, a Dataprev modernizou o sistema de pagamentos, integrando-o à Carteira de Trabalho Digital. Os recursos, provenientes de contribuições de empregadores, alimentam o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que também financia seguro-desemprego e qualificação profissional.

Em 2025, o Codefat destinou R$ 30,6 bilhões ao abono, sendo R$ 27,4 bilhões para o PIS e R$ 3,2 bilhões para o PASEP. A entrega correta de dados na RAIS e eSocial pelos empregadores é crucial para evitar erros.

Reajuste e vínculo com salário mínimo

O salário mínimo de 2025, fixado em R$ 1.518, reflete um reajuste de 4,84% com base na inflação. Esse valor define o abono e o teto de elegibilidade (R$ 2.640 em 2023). A partir de 2026, o teto será corrigido apenas pela inflação, reduzindo gradualmente o número de beneficiários.

A vinculação ao salário mínimo garante que o abono acompanhe o custo de vida, mas pressiona as contas públicas em períodos de alta inflação. O governo busca equilibrar a sustentabilidade do programa com sua função social.

Importância econômica do programa

O PIS/PASEP injeta bilhões na economia anualmente, estimulando o consumo e apoiando trabalhadores de baixa renda. Em 2025, os R$ 30,7 bilhões distribuídos beneficiam 25,8 milhões de pessoas, sendo 22 milhões da iniciativa privada e 3,8 milhões de servidores públicos. Os recursos ajudam a financiar programas sociais, como o seguro-desemprego, e promovem a distribuição de renda.

A liberação de valores esquecidos, somando R$ 26 bilhões, também movimenta a economia. A modernização dos sistemas de pagamento e consulta reforça a eficiência do programa, garantindo acesso amplo aos beneficiários.

  • Contribuições econômicas:
    • R$ 30,7 bilhões em abonos em 2025.
    • R$ 26 bilhões em valores esquecidos.
    • Financiamento de seguro-desemprego e qualificação.
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