Cerca de 10,5 milhões de trabalhadores brasileiros que atuaram entre 1971 e 1988 têm direito a resgatar aproximadamente R$ 26,3 bilhões do fundo PIS/Pasep, extinto em 2020. A consulta aos saldos disponíveis começou em março de 2025, e os pedidos de saque podem ser realizados até 2028. Gerenciado pela Caixa Econômica Federal, o processo é totalmente digital, utilizando a plataforma Repis Cidadão ou o aplicativo FGTS. Para acessar, é necessário ter uma conta gov.br nos níveis prata ou ouro. Os valores, corrigidos pelo IPCA-15, são depositados em contas bancárias ou poupança social digital até janeiro de 2026. Documentos como CPF, NIS e identificação oficial são exigidos, enquanto herdeiros precisam apresentar certidões específicas.
O fundo PIS/Pasep foi criado para trabalhadores do setor privado e servidores públicos, com contribuições feitas durante o período mencionado. Após a extinção, os saldos foram transferidos para o FGTS e, posteriormente, para o Tesouro Nacional.
Muitos beneficiários já faleceram, o que torna os herdeiros os principais solicitantes.
- Plataformas disponíveis: Repis Cidadão e aplicativo FGTS.
- Documentos exigidos: CPF, NIS, identificação oficial; herdeiros precisam de certidões adicionais.
- Prazo final: Solicitações até 2028, com saques até janeiro de 2026.
Valores disponíveis para resgate
Os montantes disponíveis para saque variam conforme o tempo de contribuição e o salário recebido entre 1971 e 1988. A média de R$ 2,8 mil é representativa para a maioria dos casos, mas alguns trabalhadores podem ter valores maiores ou menores, dependendo dos registros do fundo. A Caixa Econômica Federal utiliza o IPCA-15 para corrigir os saldos, garantindo que os valores acompanhem a inflação acumulada.
O total de R$ 26,3 bilhões não resgatados está distribuído entre cerca de 10,5 milhões de beneficiários, incluindo titulares e herdeiros. A maior parte desses recursos pertence a trabalhadores do setor privado (PIS), mas também abrange servidores públicos (Pasep).

Como consultar saldos
A consulta aos saldos do PIS/Pasep é realizada de forma digital, eliminando a necessidade de comparecimento presencial. A plataforma Repis Cidadão permite verificar valores disponíveis utilizando CPF e NIS, que pode ser encontrado na carteira de trabalho ou no extrato do FGTS. O aplicativo FGTS oferece a mesma funcionalidade com uma interface simplificada para facilitar o acesso.
Para utilizar essas ferramentas, o trabalhador precisa de uma conta gov.br autenticada nos níveis prata ou ouro. O processo é gratuito e pode ser concluído rapidamente. Após a consulta, o sistema exibe os valores disponíveis e orienta sobre os passos para solicitação do saque.
- Passos para consulta:
- Acesse Repis Cidadão ou aplicativo FGTS.
- Faça login com conta gov.br (nível prata ou ouro).
- Informe CPF e NIS.
- Verifique o saldo e siga as instruções.
Documentação necessária
Os titulares que solicitam o resgate devem apresentar um documento oficial de identificação, como RG ou CNH. Em casos de inconsistências nos registros, a Caixa pode exigir documentos adicionais, como comprovantes de vínculo empregatício da época. Orientações detalhadas estão disponíveis no aplicativo FGTS para facilitar o processo.
Herdeiros enfrentam exigências mais rigorosas. Além do número de inscrição PIS/Pasep do titular falecido, é necessário apresentar certidão de dependentes habilitados à pensão por morte, certidão de óbito ou autorização judicial. Esses documentos garantem que apenas pessoas autorizadas realizem o saque.
Processo de liberação dos pagamentos
Após a solicitação, a Caixa analisa os pedidos e os encaminha ao Ministério da Fazenda para aprovação. Os valores são liberados diretamente para a conta bancária informada pelo solicitante ou, na ausência de conta, para uma poupança social digital criada automaticamente. Os pagamentos começaram em março de 2025 e continuarão até janeiro de 2026.
A correção pelo IPCA-15 assegura que os beneficiários recebam valores ajustados à inflação. Solicitações feitas próximas ao prazo final podem enfrentar maior volume de análises, mas os pagamentos ocorrerão dentro do período estipulado.
- Formas de recebimento:
- Depósito em conta bancária na Caixa.
- Poupança social digital para quem não possui conta.
- Transferência para outras instituições, se solicitado.
Herdeiros como principais solicitantes
Com muitos titulares falecidos, os herdeiros representam a maioria dos solicitantes atuais. O processo para eles segue etapas semelhantes às dos titulares, mas exige maior rigor na documentação. A certidão de dependentes ou autorização judicial é indispensável para comprovar o direito ao saque.
A Caixa recomenda que herdeiros consultem o saldo utilizando o número de inscrição do titular antes de iniciar o processo. Em casos de múltiplos herdeiros, todos os dependentes devem estar representados na solicitação para evitar contestações futuras.
Plataformas digitais ampliam acesso
A digitalização do processo eliminou a necessidade de comparecimento às agências da Caixa, tornando o acesso mais prático. A plataforma Repis Cidadão foi desenvolvida para centralizar consultas de benefícios trabalhistas, enquanto o aplicativo FGTS é amplamente utilizado por milhões de brasileiros.
Ambas as ferramentas permitem o envio de documentos digitalmente, agilizando a análise. A exigência de conta gov.br nos níveis prata ou ouro garante segurança, mas trabalhadores sem essa autenticação podem regularizar sua situação no site gov.br.
- Vantagens das plataformas:
- Acesso 24 horas por dia.
- Envio de documentos sem deslocamento.
- Acompanhamento do status da solicitação.
Prazos para solicitação
O cronograma atual prevê que os pedidos de saque sejam realizados até 2028, com pagamentos liberados até janeiro de 2026. A extensão do prazo visa atender trabalhadores e herdeiros que ainda não tomaram conhecimento dos valores disponíveis. A Caixa realiza campanhas para alertar a população, especialmente em regiões com menor acesso à internet.
Solicitações feitas em 2025 têm maior probabilidade de pagamento rápido. Pedidos próximos ao prazo final podem enfrentar maior volume de análises, e a regularização de documentos com antecedência é recomendada para evitar atrasos.
Perfil dos beneficiários
O fundo PIS/Pasep contemplava trabalhadores formais do setor privado e servidores públicos que atuaram entre 1971 e 1988. O PIS era destinado a empregados de empresas privadas, enquanto o Pasep atendia funcionários públicos. As contribuições eram proporcionais ao salário e ao tempo de serviço, o que explica a variação nos valores disponíveis.
Após a extinção do fundo em 2020, os saldos não resgatados foram transferidos para o FGTS e, posteriormente, para o Tesouro Nacional. A identificação de beneficiários tem sido um desafio, especialmente para herdeiros de trabalhadores que não deixaram registros claros.
- Quem tem direito:
- Trabalhadores do setor privado (PIS) de 1971 a 1988.
- Servidores públicos (Pasep) do mesmo período.
- Herdeiros de titulares falecidos.
Esforços de divulgação
A Caixa Econômica Federal e o Ministério da Fazenda intensificaram campanhas para informar a população sobre os valores disponíveis. Anúncios em redes sociais, sites governamentais e parcerias com sindicatos têm sido utilizados para alcançar trabalhadores e herdeiros.
Regiões com menor acesso à internet recebem atenção especial, com materiais impressos e orientações em agências da Caixa. A meta é reduzir o número de beneficiários que deixam de resgatar os valores por falta de informação.
Gestão dos recursos
O montante de R$ 26,3 bilhões não resgatados reflete a soma de cotas de 10,5 milhões de beneficiários. O valor médio de R$ 2,8 mil é uma estimativa, mas casos específicos podem apresentar saldos maiores, especialmente para trabalhadores com longos períodos de contribuição.
A transferência dos recursos para o Tesouro Nacional após 2020 garantiu a preservação dos saldos, que continuam disponíveis para saque. A correção pelo IPCA-15 mantém o poder de compra dos valores, beneficiando os solicitantes.