A final da UEFA Champions League 2024/25, marcada para 31 de maio na Allianz Arena, em Munique, coloca Paris Saint-Germain (PSG) e Inter de Milão frente a frente em uma disputa que vai além do gramado. Por trás dos clubes, estão dois gigantes financeiros: o Qatar Sports Investments (QSI), fundo ligado ao governo do Qatar, e a Oaktree Capital Management, gestora de ativos norte-americana. O confronto, que começa às 16h (horário de Brasília), reúne não apenas talentos como Ousmane Dembélé e Lautaro Martínez, mas também estratégias de negócios que transformaram o futebol em uma vitrine global. A competição destaca a influência de investidores bilionários, que utilizam o esporte para projetar poder e consolidar marcas. Este embate simboliza a interseção entre finanças, política e paixão pelo futebol.
O PSG, sob comando do QSI desde 2011, é um exemplo de como um estado soberano pode moldar o cenário esportivo. A Inter, agora gerida pela Oaktree, reflete a abordagem pragmática de Wall Street na reestruturação de clubes. Ambos os times chegam à final com campanhas sólidas, enfrentando adversários como Arsenal e Barcelona nas fases eliminatórias. A partida será transmitida no Brasil pelo SBT, TNT Sports e HBO Max.
- Destaques da final:
- Local: Allianz Arena, Munique.
- Data: 31 de maio de 2025, às 16h (horário de Brasília).
- Transmissão: SBT, TNT Sports e HBO Max.
- Árbitro: István Kovács (Romênia).
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— UEFA Champions League (@ChampionsLeague) May 29, 2025
Origem do poder financeiro no PSG
O Qatar Sports Investments assumiu o Paris Saint-Germain em 2011, quando o clube enfrentava dificuldades financeiras. Liderado por Nasser Al-Khelaifi, o fundo transformou o PSG em uma potência global, com investimentos que ultrapassaram US$ 1 bilhão em contratações de jogadores como Neymar, Lionel Messi e Kylian Mbappé. O QSI gerencia ativos estimados em mais de US$ 450 bilhões, abrangendo setores como mídia, imóveis e esportes.
A estratégia do fundo vai além das quatro linhas. A aquisição do PSG foi parte de um projeto para posicionar o Qatar como um centro global de esportes, culminando na Copa do Mundo de 2022. O clube também expandiu sua marca com lojas em Nova York, Miami e Las Vegas, além de parcerias com marcas como Nike e Jordan.
No campo, o PSG conquistou a Ligue 1, a Supercopa da França e a Copa da França em 2024/25, consolidando um triplete doméstico. A final da Champions representa a chance de alcançar o primeiro título europeu da história do clube.
Oaktree e a reestruturação da Inter
A Inter de Milão passou por uma transição significativa em 2024, quando a Oaktree Capital Management assumiu o controle do clube. A gestora, que administra cerca de US$ 189 bilhões em ativos, adquiriu a equipe após o Grupo Suning, antigo proprietário, não quitar um empréstimo de € 275 milhões. A Oaktree é especializada em reestruturar empresas em dificuldades, e sua entrada na Inter visa estabilizar as finanças do clube, que acumulava dívidas expressivas.
Sob a nova gestão, a Inter mantém sua competitividade. O time, treinado por Simone Inzaghi, chegou à final da Champions após uma vitória épica contra o Barcelona nas semifinais, com placar agregado de 7 a 6. A Oaktree aposta em uma abordagem financeira disciplinada, mantendo jogadores-chave como Lautaro Martínez e Yann Sommer.
- Mudanças promovidas pela Oaktree:
- Redução de dívidas herdadas do Grupo Suning.
- Foco em contratações estratégicas, sem gastos excessivos.
- Manutenção de talentos como Francesco Acerbi e Benjamin Pavard.
Modelos de gestão em confronto
O PSG e a Inter representam abordagens distintas na gestão de clubes de futebol. O QSI adota uma estratégia de alto investimento, com foco em contratações de impacto e expansão global da marca. A Oaktree, por sua vez, prioriza a sustentabilidade financeira, com decisões baseadas em análises de risco e retorno.
Enquanto o PSG investiu pesado em infraestrutura, como o centro de treinamento de Poissy, a Inter concentra esforços em otimizar recursos existentes, como o estádio San Siro, compartilhado com o Milan. Essas diferenças refletem os objetivos de cada investidor: o Qatar busca projeção geopolítica, enquanto a Oaktree visa lucros a longo prazo.
A final da Champions será um teste para ambos os modelos. O PSG, favorito nas apostas com odds de -165, enfrenta uma Inter resiliente, cotada a +125, segundo a BetMGM.
Jogadores em destaque na final
A partida colocará frente a frente alguns dos principais talentos do futebol europeu. Pelo PSG, Ousmane Dembélé lidera o ataque, com 25 gols em 28 jogos em 2025. Gianluigi Donnarumma, no gol, tem sido crucial com suas defesas.
Na Inter, Lautaro Martínez, com 9 gols na competição, é a principal arma ofensiva. Yann Sommer, com atuações sólidas, lidera uma defesa que sofreu poucos gols na campanha.
- Números dos destaques:
- Dembélé (PSG): 33 gols em todas as competições na temporada.
- Martínez (Inter): 9 gols na Champions 2024/25.
- Donnarumma (PSG): 8 jogos sem sofrer gols na competição.
- Sommer (Inter): Líder em defesas em jogos eliminatórios.
Cenário histórico da competição
A final de 2025 é a primeira desde 2004 sem clubes da Inglaterra, Espanha ou Alemanha, marcando uma mudança no cenário europeu. O PSG busca seu primeiro título, enquanto a Inter almeja a quarta taça, após vitórias em 1964, 1965 e 2010.
A Allianz Arena, palco do jogo, já sediou finais memoráveis, como a de 2012, quando o Chelsea venceu o Bayern de Munique. O estádio, com capacidade para 75 mil espectadores, espera um público recorde para a partida.
Investimentos além do futebol
O QSI diversifica seus negócios com a beIN Sports, que transmite eventos esportivos globalmente, e participações em empresas de tecnologia. A Oaktree, por outro lado, investe em setores como energia, saúde e infraestrutura, utilizando sua expertise em private equity para maximizar retornos.
No PSG, a influência do QSI se estende à cultura pop, com colaborações com artistas e marcas de luxo. A Inter, sob a Oaktree, mantém uma abordagem mais conservadora, focada em fortalecer a base de torcedores na Itália e na Ásia.
- Atuações dos fundos fora do esporte:
- QSI: Proprietário da beIN Sports e investidor em tecnologia.
- Oaktree: Atua em reestruturações de empresas em diversos setores.
- PSG: Lojas internacionais em Nova York, Miami e Las Vegas.
- Inter: Parcerias com marcas italianas para engajamento local.
Preparativos para o grande dia
Os clubes intensificaram os treinos na semana que antecede a final. O PSG, comandado por Luis Enrique, realizou sessões táticas no Parc des Princes, enquanto a Inter treinou no centro de Appiano Gentile, com foco em jogadas de contra-ataque.
A escolha do uniforme também chamou atenção. A Inter optou por sua terceira camisa, amarela com detalhes pretos, por superstição, já que não perdeu nenhum jogo na competição com esse kit. O PSG usará seu uniforme tradicional, azul-marinho.
Expectativas dos torcedores
A final mobiliza milhões de fãs ao redor do mundo. Em Paris, torcedores lotam bares e praças para assistir ao jogo, enquanto em Milão, a Piazza del Duomo será palco de telões para a transmissão. A presença de Linkin Park, que se apresentará na abertura, adiciona um elemento de entretenimento ao evento.
Os ingressos para a Allianz Arena esgotaram em poucas horas, com preços variando de € 200 a € 2.000 no mercado oficial. No mercado secundário, os valores chegam a € 5.000 para assentos premium.
- Detalhes do evento:
- Show de abertura: Linkin Park, às 15h (horário de Brasília).
- Capacidade do estádio: 75 mil espectadores.
- Ingressos: Esgotados, com preços de € 200 a € 5.000.
Benefícios para o vencedor
O campeão da Champions League garante não apenas o troféu, mas também vagas na Supercopa da UEFA, na Copa Intercontinental da FIFA e no Mundial de Clubes de 2029. A premiação em dinheiro é outro atrativo, com o vencedor recebendo cerca de € 20 milhões, além de receitas adicionais de patrocínios e bilheteria.
A vitória também impulsiona a valorização da marca. Para o PSG, o título consolidaria sua posição como um dos maiores clubes do mundo. Para a Inter, seria a afirmação de um projeto de recuperação financeira.
Curiosidades da final
A final de 2025 reúne elementos únicos que a tornam histórica. A ausência de clubes das três maiores ligas europeias quebra uma hegemonia de duas décadas. Além disso, a escolha de István Kovács como árbitro marca a primeira vez que um romeno apita uma final de Champions.
- Fatos marcantes:
- Primeira final sem ingleses, espanhóis ou alemães desde 2004.
- István Kovács: Primeiro árbitro romeno em uma final de Champions.
- Linkin Park: Primeira banda de rock alternativo na abertura.