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Sul-Americana 2025 define classificados e playoffs com duelos intensos

Sul-Americana 2025 - Foto: x.com/Sudamericana
Sul-Americana 2025 - Foto: x.com/Sudamericana

A Copa Sul-Americana 2025 encerrou sua fase de grupos na noite de 29 de maio, definindo os oito clubes classificados diretamente para as oitavas de final e os confrontos dos playoffs, que prometem embates acirrados. Equipes como Fluminense, Grêmio e Atlético-MG seguem na disputa, enquanto Corinthians, Cruzeiro e Vitória foram eliminados precocemente. Os playoffs, marcados para julho, colocam vices da Sul-Americana contra terceiros colocados da Libertadores, com jogos de ida e volta. O sorteio das oitavas ocorre em 2 de junho, na sede da Conmebol, em Luque, Paraguai. A competição, que culminará na final em 22 de novembro, em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia, mantém o formato de mata-mata até a decisão, com transmissão pelo SBT, ESPN, Disney+ e Paramount+. A fase eliminatória inicia após a pausa para o Mundial de Clubes, intensificando a agenda dos clubes sul-americanos.

Oito equipes conquistaram a liderança de seus grupos, garantindo vaga direta nas oitavas. Outras, como Vasco, Grêmio e Atlético-MG, disputarão os playoffs contra adversários da Libertadores. A competição mobiliza 44 clubes de 10 associações da Conmebol, com premiações que chegam a US$ 600 mil nas oitavas. A fase de grupos, iniciada em abril, revelou surpresas, como a eliminação do Corinthians diante do Huracán.

Os playoffs seguem um critério claro:

  • O melhor vice da Sul-Americana enfrenta o pior terceiro da Libertadores.
  • O segundo melhor vice pega o segundo pior terceiro, e assim por diante.
  • Jogos ocorrem em duas semanas de julho, com mando de campo definido pela campanha.

O calendário apertado, com overlap do Brasileirão, desafia a preparação dos clubes.

Líderes garantem vaga direta

Os primeiros colocados de cada grupo avançaram automaticamente para as oitavas de final, programadas para agosto. Independiente, da Argentina, liderou o Grupo A com 12 pontos, enquanto Universidad de Quito, do Equador, dominou o Grupo B com 14 pontos. Huracán, também argentino, fechou o Grupo C com 14 pontos, seguido por Godoy Cruz, que somou 12 pontos no Grupo D. No Grupo E, Mushuc Runa, do Equador, surpreendeu com 16 pontos. Fluminense, único brasileiro nas oitavas diretas, terminou o Grupo F com 13 pontos. Lanús, da Argentina, liderou o Grupo G com 12 pontos, e Cienciano, do Peru, fechou o Grupo H com 10 pontos.

Cada líder aguarda o sorteio de 2 de junho, que definirá os adversários vindos dos playoffs. A Conmebol organiza os potes com base nas campanhas: Pote 1 terá os líderes, e Pote 2, os vencedores dos playoffs. Não há restrições de confrontos, permitindo duelos entre clubes do mesmo país ou grupo anterior.

Playoffs prometem confrontos equilibrados

Os playoffs, marcados para as semanas de 16 e 23 de julho, reúnem os segundos colocados da Sul-Americana e os terceiros da Libertadores. Entre os brasileiros, Vasco enfrenta o Independiente del Valle, do Equador, em um duelo que envolve a altitude de 2.800 metros. Grêmio encara Alianza Lima, do Peru, enquanto Atlético-MG mede forças com Atlético Bucaramanga, da Colômbia. Bahia, vindo da Libertadores, enfrenta América de Cali, da Colômbia.

Outros confrontos incluem:

  • Cerro Largo, do Uruguai, contra Central Córdoba, da Argentina.
  • Guaraní, do Paraguai, versus Universidad de Chile.
  • Once Caldas, da Colômbia, contra San Antonio Bulo Bulo, da Bolívia.
  • Palestino, do Chile, diante de Bolívar, da Bolívia.

Os jogos de ida ocorrem nos dias 15, 16 ou 17 de julho, com os vices da Sul-Americana decidindo em casa na volta, nos dias 22, 23 ou 24. A definição considera o ranking de campanhas, com o melhor vice enfrentando o pior terceiro da Libertadores.

Eliminações brasileiras marcam fase de grupos

A fase de grupos trouxe decepções para o futebol brasileiro. Corinthians, com oito pontos, caiu no Grupo C após derrota para o Huracán. O clube, que precisava vencer e torcer por combinação de resultados, não resistiu à pressão. Cruzeiro, no Grupo D, já estava eliminado duas rodadas antes, sem chances matemáticas. Vitória, no Grupo B, perdeu para Universidad de Quito e também ficou pelo caminho.

As eliminações contrastam com o desempenho de Fluminense, que assegurou a liderança do Grupo F com vitória por 2 a 0 sobre Once Caldas. Grêmio e Atlético-MG, apesar de não liderarem, garantiram vagas nos playoffs, mantendo as esperanças de avançar.

Sorteio define caminho até a final

O sorteio de 2 de junho, às 12h (de Brasília), na sede da Conmebol, em Luque, estabelece o chaveamento completo até a final. Transmitido por ESPN, Disney+, e redes sociais da Conmebol, o evento coloca os líderes no Pote 1 e os vencedores dos playoffs no Pote 2. A ausência de restrições pode gerar confrontos entre clubes do mesmo país, como Fluminense contra um brasileiro vindo dos playoffs.

O chaveamento define mandos de campo com base na pontuação da fase de grupos. Líderes com melhores campanhas decidem em casa até as semifinais, exceto na final, que ocorre em jogo único no Estádio Ramón Tahuichi Aguilera, em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia, em 22 de novembro.

Calendário apertado desafia clubes

A Copa Sul-Americana 2025 ocorre entre 5 de março e 22 de novembro, com pausas estratégicas, como a interrupção para o Mundial de Clubes. Os playoffs, em julho, coincidem com rodadas do Brasileirão, exigindo planejamento dos clubes brasileiros. As oitavas, em agosto, marcam o início do mata-mata principal, com jogos de ida nos dias 12, 13 ou 14 e volta nos dias 19, 20 ou 21.

Datas adicionais incluem:

  • Quartas de final: 16 a 18 de setembro (ida) e 23 a 25 de setembro (volta).
  • Semifinais: 21 a 23 de outubro (ida) e 28 a 30 de outubro (volta).
  • Final: 22 de novembro, em jogo único.

A proximidade com o calendário nacional eleva a carga física e logística dos elencos.

Premiações impulsionam disputa

A Conmebol oferece premiações atrativas para os clubes. A fase de grupos garantiu US$ 900 mil fixos por equipe, mais US$ 115 mil por vitória. Nos playoffs, cada clube recebe US$ 500 mil, enquanto as oitavas pagam US$ 600 mil. As quantias crescem nas fases seguintes, com a final oferecendo valores significativos e vaga na Copa Libertadores 2026.

Os valores acumulados incentivam os clubes a avançarem, especialmente para equipes de menor orçamento, como Mushuc Runa e Cienciano, que surpreenderam na fase de grupos.

Histórico favorece argentinos

A Argentina lidera o histórico da Copa Sul-Americana, com 10 títulos, seguida pelo Brasil, com cinco. O Racing, atual campeão, não defende o título, pois avançou às oitavas da Libertadores 2025. A ausência do clube argentino abre espaço para novos postulantes, como Independiente e Huracán, que lideraram seus grupos.

Entre os brasileiros, Fluminense busca o primeiro título, enquanto Grêmio e Atlético-MG, com históricos na competição, tentam recuperar o protagonismo. A edição de 2025 promete equilíbrio, com clubes de Equador, Peru e Colômbia ganhando destaque.

Transmissão amplia alcance

A competição mantém ampla cobertura no Brasil. O SBT exibe jogos em TV aberta, enquanto a ESPN cobre na TV fechada. No streaming, Disney+ e Paramount+ transmitem partidas ao vivo, ampliando o acesso dos torcedores. A final, em novembro, terá transmissão multiplataforma, com destaque para o estádio boliviano, conhecido por sua atmosfera vibrante.

A audiência cresce com a participação de clubes tradicionais, como Fluminense e Grêmio, e confrontos internacionais que atraem atenção continental.

Desafios logísticos em alta altitude

Alguns confrontos, como Vasco contra Independiente del Valle, envolvem jogos em altitudes elevadas, como os 2.800 metros de Quito. Clubes brasileiros preparam estratégias específicas, incluindo aclimatação e ajustes táticos. Bolívar, da Bolívia, também enfrenta Palestino em La Paz, a 3.600 metros, criando dificuldades adicionais para os chilenos.

A logística inclui viagens longas e mudanças climáticas, especialmente para equipes sul-americanas menos habituadas a condições extremas.

Equilíbrio marca edição 2025

A Copa Sul-Americana 2025 destaca a competitividade entre clubes de diferentes países. Equipes como Mushuc Runa, do Equador, e Cienciano, do Peru, surpreenderam ao liderar seus grupos, enquanto gigantes como Corinthians caíram cedo. A combinação de líderes diretos e playoffs intensos mantém a imprevisibilidade até a final.

Os próximos meses revelarão quais clubes avançarão no mata-mata, com o sorteio de junho e os jogos de julho dando o tom da disputa. A final, em novembro, coroará o campeão em um estádio boliviano que promete forte apoio local.

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