Milhares de torcedores do Paris Saint-Germain e da Inter de Milão transformam Munique em um mar de cores e cânticos horas antes da final da UEFA Champions League 2024/25, marcada para este sábado, 31 de maio, às 16h (horário de Brasília), na Allianz Arena. A decisão, que coloca frente a frente o clube francês em busca de seu primeiro título europeu e os italianos mirando o tetracampeonato, mobiliza fãs de todo o mundo. As ruas da cidade alemã, especialmente a praça Marienplatz, tornaram-se ponto de encontro para celebrações, enquanto cambistas inflacionam ingressos esgotados. A partida, transmitida globalmente, promete um espetáculo tático entre os técnicos Luis Enrique e Simone Inzaghi. A expectativa cresce com a história de Munique, conhecida por coroar campeões inéditos.
A Allianz Arena, casa do Bayern de Munique, espera receber 75 mil espectadores para o duelo. A segurança foi reforçada com mais de 3 mil policiais mobilizados. Fan zones organizadas pela UEFA atraem milhares, oferecendo telões e atividades.
A atmosfera festiva, no entanto, registrou tensões. Confrontos entre torcedores no metrô de Munique, registrados por câmeras, levantaram debates sobre a logística policial.
- Transmissão global: SBT, TNT e Max no Brasil, com cobertura em mais de 200 países.
- Ingressos esgotados: Preços variam de €70 a €950, mas cambistas cobram até €5 mil.
- Histórico de Munique: Quatro finais na cidade resultaram em campeões inéditos.
Preparativos na Allianz Arena
A Allianz Arena, inaugurada em 2005, está pronta para sua segunda final de Champions League. O estádio, que sediou a decisão de 2011/12, quando o Chelsea venceu o Bayern nos pênaltis, passou por ajustes para receber o evento. Telões adicionais e áreas de imprensa com capacidade para 300 jornalistas foram instalados. A UEFA implementou tecnologia de ponta, como o sistema de impedimento semiautomático, para minimizar erros de arbitragem.
A organização do evento mobilizou equipes para garantir a fluidez no acesso ao estádio. Bares e praças próximas exibem bandeiras dos dois clubes, enquanto o comércio local registra alta procura por souvenirs.
- Capacidade: 75 mil lugares, com 64.500 ingressos vendidos para a final.
- Tecnologia: Câmeras de alta precisão auxiliam o VAR, liderado por István Kovács.
- Impacto econômico: Munique espera milhões de euros em turismo e comércio.
Torcedores transformam Marienplatz
A praça Marienplatz, coração turístico de Munique, tornou-se o epicentro das celebrações. Torcedores do PSG, com bandeiras e cânticos, misturam-se aos fãs da Inter, que exibem faixas em homenagem a conquistas passadas. A Fan Fest da UEFA, montada na região, oferece shows e atividades interativas, atraindo até mesmo moradores locais.
Horas antes do jogo, grupos de torcedores entoam hinos dos clubes em bares e restaurantes. A rivalidade amigável predomina, mas a busca por ingressos gera frustrações. Cambistas oferecem entradas a preços exorbitantes, dificultando o acesso de alguns fãs.
A prefeitura estima que 100 mil visitantes, entre torcedores e turistas, estejam na cidade. A segurança reforçada monitora pontos estratégicos para evitar novos incidentes, como a briga registrada no metrô.
Histórico das equipes na competição
A Inter de Milão chega à sua sétima final de Champions League, com três títulos conquistados (1963/64, 1964/65 e 2009/10). A campanha atual destacou a solidez tática de Simone Inzaghi, que superou o Barcelona em uma semifinal épica, vencida por 7 a 6 no agregado.
O PSG, por sua vez, disputa sua segunda final. Após o vice-campeonato em 2019/20, quando perdeu por 1 a 0 para o Bayern, o clube francês reformulou sua abordagem. Sob o comando de Luis Enrique, a equipe eliminou o Arsenal com um placar total de 3 a 1 nas semifinais.
- Inter de Milão: 17 participações na Champions, com vitórias marcantes contra gigantes.
- PSG: Segunda final, com campanha sólida e apenas três derrotas na temporada.
- Destaques: Lautaro Martínez (Inter) e Ousmane Dembélé (PSG) lideram os ataques.
Escalação e estratégias táticas
O PSG entra em campo com um elenco avaliado em quase quatro vezes o valor do time da Inter. A escalação confirmada inclui Donnarumma no gol, com Marquinhos liderando a defesa e Kvaratskhelia no ataque. Luis Enrique aposta em transições rápidas e posse de bola, com média de 2,58 gols por jogo na temporada.
A Inter, com Sommer no gol e Lautaro Martínez como referência ofensiva, prioriza a defesa em bloco e contra-ataques. A equipe marcou em todos os jogos eliminatórios, com média de 1,97 gols por partida.
Ambas as equipes têm desfalques mínimos. O PSG não conta com o zagueiro Kimpembe, enquanto a Inter está sem o meio-campista Carboni.
Clima festivo em Paris e Milão
Em Paris, o Parc des Princes recebe 38 mil torcedores para assistir à final em telões. Bares na Champs-Élysées exibem a partida, com eventos organizados por patrocinadores. Em Milão, a Piazza del Duomo concentra milhares de fãs da Inter, que preparam mosaicos e cânticos.
As redes sociais registram alta interação, com hashtags como #PSGInter e #UCLFinal dominando as plataformas. Vídeos de torcedores em Munique viralizam, ampliando o alcance do evento.
- Paris: Torre Eiffel iluminada com cores do PSG na véspera do jogo.
- Milão: Telões na Piazza del Duomo transmitem a partida ao vivo.
- Engajamento online: Bilhões de interações esperadas nas redes sociais.
Munique e sua tradição em finais
Munique já sediou quatro finais de Champions League, todas marcadas por campeões inéditos. Em 1979, o Nottingham Forest venceu o Malmo por 1 a 0. Em 1993, o Olympique de Marseille derrotou o Milan. O Borussia Dortmund triunfou em 1997 contra a Juventus, e o Chelsea conquistou o título em 2012.
Essa história alimenta a esperança do PSG, que busca seu primeiro troféu. A Inter, tricampeã, tenta quebrar o padrão e levantar a taça pela quarta vez. A final de 2025 será a segunda entre um clube francês e um italiano, após o título do Marseille em 1993.
Investimentos por trás dos clubes
O PSG, gerido pelo Qatar Sports Investments desde 2011, investiu mais de US$ 1 bilhão em contratações. A Inter, sob a gestão da Oaktree Capital Management, adota uma abordagem mais austera, mas mantém competitividade. Ambos os clubes garantiram vagas no Mundial de Clubes de 2025, ampliando sua projeção global.
A final mobiliza patrocinadores e marcas. A banda Linkin Park se apresenta na abertura, às 15h, enquanto a FedEx patrocina a entrega do troféu. Lojas em Munique relatam alta demanda por camisas e réplicas da taça.
- PSG: Elenco avaliado em cerca de €1 bilhão, com estrelas como Neymar e Mbappé.
- Inter: Valor de mercado menor, mas eficiência tática destacada.
- Patrocínios: Marcas globais investem milhões no evento.
Expectativa para o jogo
A final promete um duelo tático entre Luis Enrique e Inzaghi. O PSG cria, em média, 33,5 chances por jogo, contra 25,5 da Inter. Defensivamente, os franceses permitem menos chutes (9,3 por jogo) que os italianos (12,3). A arbitragem, liderada pelo romeno István Kovács, será auxiliada pelo VAR holandês Dennis Higler.
Torcedores em Munique enfrentam temperaturas entre 18°C e 22°C, ideais para o evento. A UEFA espera um público global de milhões, com a partida disponível em dezenas de idiomas.
Mobilização econômica e cultural
A final gera um impacto significativo em Munique. Hotéis registram ocupação total, e restaurantes adaptam cardápios para atender torcedores. A venda de produtos oficiais, como cachecóis e camisas, disparou. A UEFA estima que o evento movimente milhões de euros em turismo.
Culturalmente, a partida une tradições do futebol francês e italiano. Torcedores de ambos os lados exibem bandeiras e entoam hinos, criando um ambiente de celebração. A presença de figuras como Zlatan Ibrahimović, ex-jogador de ambos os clubes, reforça o simbolismo do confronto.