Copa do Mundo

Marta e Lorena brilham em empate sem gols no 1º tempo de Brasil x Japão

Amistoso entre Brasil x Japão, em Bragança Paulista (Foto: Staff Images/CBF)
Amistoso entre Brasil x Japão, em Bragança Paulista (Foto: Staff Images/CBF) Amistoso entre Brasil x Japão, em Bragança Paulista (Foto: Staff Images/CBF)

O amistoso entre as seleções femininas de Brasil e Japão, disputado na noite desta segunda-feira, 2 de junho de 2025, no estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista, São Paulo, terminou o primeiro tempo empatado em 0 a 0. Com ambas as equipes buscando se preparar para a Copa América Feminina, que acontece em julho no Equador, o jogo mostrou equilíbrio, com chances claras de gol para os dois lados. A goleira brasileira Lorena foi destaque com defesas importantes, enquanto Marta e Dudinha criaram jogadas ofensivas. O Japão, por sua vez, assustou com finalizações perigosas, incluindo uma bola na trave. A partida, que ainda está em andamento, atraiu torcedores ao interior paulista para acompanhar o segundo confronto entre as equipes em poucos dias.

A Seleção Brasileira entrou em campo com a confiança de ter vencido o Japão por 3 a 1 no primeiro amistoso, disputado na última sexta-feira, 30 de maio, na Neo Química Arena, em São Paulo. Naquela partida, Dudinha marcou dois gols, e Kerolin completou o placar, enquanto Seike descontou para as japonesas. O jogo de hoje faz parte da preparação de ambas as equipes para competições futuras.

  • Principais momentos do Brasil: Marta finalizou com perigo aos 13 minutos, e Dudinha tentou jogadas pela lateral-direita.
  • Destaques do Japão: Seike e Matsukubo criaram as melhores chances, com uma bola na trave e uma finalização defendida por Lorena.
  • Clima do jogo: Equilíbrio tático, com as duas equipes alternando momentos de pressão e posse de bola.

Principais lances do primeiro tempo

O primeiro tempo foi marcado por momentos de intensidade e oportunidades perdidas. Abaixo, os principais lances que definiram os 47 minutos iniciais:

  • 1’: O Japão começou pressionando, com Seike sofrendo uma falta no campo de ataque logo no primeiro minuto.
  • 7’: Fujino, pela esquerda, chutou forte, mas Lorena defendeu com segurança, garantindo a igualdade no placar.
  • 13’: Marta, em jogada ensaiada de escanteio, finalizou de fora da área, obrigando a goleira Yamashita a fazer boa defesa.
  • 27’: Matsukubo acertou a trave após bela tabela, mas desperdiçou o rebote com a goleira Lorena já caída.
  • 30’: Seike saiu na cara do gol, driblou Lorena, mas finalizou mal, mandando a bola para fora.

Pressão inicial do Japão

O Japão começou o jogo com uma postura ofensiva, explorando a velocidade de suas jogadoras de meio-campo. Aos 5 minutos, Seike dividiu com Lorena após um lançamento, criando a primeira grande chance. A goleira brasileira, mesmo sentindo o impacto da jogada, continuou em campo após atendimento. Dois minutos depois, Fujino testou Lorena com um chute forte, que foi defendido com firmeza. A equipe japonesa aproveitou erros na saída de bola do Brasil, como aos 3 minutos, quando recuperou a posse no campo de defesa adversário. Essas jogadas evidenciaram a organização tática do Japão, que buscava transições rápidas para surpreender.

Resposta brasileira com Marta e Dudinha

A Seleção Brasileira, sob o comando do técnico Arthur Elias, demorou a encontrar seu ritmo, mas cresceu no jogo a partir dos 10 minutos. Dudinha, destaque do último amistoso, aplicou uma caneta em Takahashi aos 10 minutos, levantando a torcida. Aos 13 minutos, Marta mostrou sua qualidade em uma finalização de fora da área, defendida por Yamashita. A equipe brasileira também conquistou escanteios consecutivos, com Duda Sampaio cabeceando com perigo aos 16 minutos, mas sem acertar o alvo. A pressão brasileira aumentou nos minutos finais, com Kerolin e Dudinha criando jogadas pelas pontas.

Defesas decisivas de Lorena

Lorena foi um dos grandes nomes do primeiro tempo. Aos 28 minutos, a goleira fez uma defesa crucial em chute rasteiro de Seike, que havia recebido um passe preciso no ataque. No lance seguinte, Matsukubo acertou a trave, e Lorena, mesmo caída, viu a adversária desperdiçar o rebote. Essas intervenções mantiveram o placar zerado e deram confiança à defesa brasileira, que enfrentou dificuldades em alguns momentos. A zagueira Mariza também contribuiu, sofrendo uma falta importante aos 33 minutos, que aliviou a pressão japonesa.

Oportunidades perdidas pelo Japão

O Japão teve as chances mais claras de abrir o placar, mas pecou na finalização. Além da bola na trave de Matsukubo aos 27 minutos, Seike desperdiçou uma oportunidade incrível aos 30 minutos, finalizando para fora após driblar Lorena. Essas falhas mantiveram o Brasil no jogo, mesmo com a equipe japonesa dominando parte do primeiro tempo. A goleira Yamashita, do Japão, também enfrentou momentos de pressão, mas se recuperou de um atendimento médico aos 22 minutos e continuou segura.

  • Chances claras do Japão: Três grandes oportunidades, com destaque para a bola na trave e a finalização de Seike.
  • Finalizações: Japão teve 5 finalizações, contra 8 do Brasil, segundo dados da partida.
  • Posse de bola: Japão teve leve vantagem, com 52% contra 48% do Brasil.

Papel de Kerolin no ataque

Kerolin, autora de um gol no primeiro amistoso, foi peça importante no ataque brasileiro. Aos 17 minutos, ela ganhou um escanteio após jogada pela ponta-direita. Dois minutos depois, invadiu a área e finalizou, mas foi travada pela defesa japonesa. A atacante mostrou mobilidade e tentou desestabilizar a marcação adversária com dribles e velocidade. Sua atuação, combinada com a de Marta, deu ao Brasil momentos de controle no campo ofensivo, especialmente entre os 15 e 20 minutos.

Equilíbrio tático no meio-campo

O meio-campo foi um setor de intensa disputa, com Angelina e Duda Sampaio se destacando pelo Brasil. Angelina sofreu uma falta aos 38 minutos, ajudando a equipe a manter a posse no campo adversário. No entanto, o Japão também foi eficiente, com Matsukubo e Fujino articulando jogadas perigosas. A volante brasileira Angelina tentou um chute de longa distância aos 35 minutos, mas sem direção. O equilíbrio tático entre as equipes resultou em poucas chances de gol nos minutos finais do primeiro tempo.

  • Disputas no meio: 12 faltas cometidas no total, com 7 do Japão e 5 do Brasil.
  • Passes certos: Brasil teve 85% de acerto, contra 88% do Japão.
  • Domínio alternado: Cada equipe controlou a posse em momentos distintos.

Torcida anima o estádio

A torcida presente no estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista, criou um ambiente vibrante. Os torcedores brasileiros apoiaram a equipe desde o hino nacional, com destaque para a empolgação nas jogadas de Dudinha e Marta. Faixas e cânticos ecoaram nas arquibancadas, especialmente após as defesas de Lorena, que levantaram o público. A presença dos fãs foi um fator motivador para a Seleção Brasileira, que busca manter o bom desempenho em casa.

Preparação para a Copa América

Os amistosos contra o Japão fazem parte da preparação do Brasil para a Copa América Feminina, que será disputada em julho no Equador. A competição é um passo importante para a Seleção, que também terá um amistoso contra a França no dia 27 de junho, em Grenoble. O técnico Arthur Elias aproveita esses jogos para testar formações e dar ritmo às jogadoras, como Marta, que segue sendo referência no ataque. O Japão, por sua vez, também utiliza os duelos para ajustar sua equipe antes de compromissos internacionais.

  • Objetivo do Brasil: Ganhar experiência e entrosamento antes da Copa América.
  • Próximo jogo: Brasil enfrenta a França em 27 de junho.
  • Histórico recente: Brasil venceu o Japão por 3 a 1 no primeiro amistoso.

Retrospecto entre as seleções

Brasil e Japão já se enfrentaram 17 vezes no futebol feminino, com um histórico equilibrado. O Brasil venceu 7 jogos, enquanto o Japão triunfou em 7 ocasiões, com 3 empates. O confronto mais recente, na última sexta-feira, terminou com vitória brasileira por 3 a 1, com destaque para Dudinha. Esses números mostram a rivalidade entre as equipes, que sempre protagonizam jogos disputados e com muitos lances de qualidade.

Minutos finais do primeiro tempo

Nos acréscimos, o Brasil tentou pressionar, mas não conseguiu converter suas jogadas em gol. Aos 40 minutos, a equipe brasileira aumentou a intensidade, com Dudinha cruzando para a área, mas Yamashita defendeu. O Japão, por sua vez, conquistou uma falta no campo de defesa aos 44 minutos, segurando o empate. O primeiro tempo terminou com as duas equipes mostrando qualidade, mas sem balançar as redes.

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