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Fumaça de incêndios no Canadá provoca alertas de saúde em Minnesota e costa leste dos EUA

Canada e EUA
Canada e EUA - Foto: Itij Design/Shutterstock.com Canada e EUA - Foto: Itij Design/Shutterstock.com

Fumaça densa dos incêndios florestais que devastam Manitoba e Saskatchewan, no Canadá, cruzou a fronteira e comprometeu a qualidade do ar em Minnesota e outros estados do leste dos Estados Unidos, desencadeando alertas de saúde pública em maio de 2025. Autoridades de saúde emitiram avisos para que milhões de residentes, especialmente grupos sensíveis, evitem atividades ao ar livre devido aos altos níveis de partículas finas (PM2,5) no ar. A situação, agravada por ventos de alta altitude, afeta cidades como Minneapolis, Chicago e Detroit, com índices de qualidade do ar classificados como “muito insalubres” em algumas áreas. A crise, que já forçou a evacuação de mais de 17 mil pessoas no Canadá, reflete a intensidade de uma temporada de incêndios sem precedentes, alimentada por condições climáticas extremas. Moradores relatam dificuldades respiratórias, enquanto governos locais recomendam o uso de máscaras N95 e a permanência em ambientes fechados com ar condicionado.

A temporada de incêndios no Canadá, iniciada precocemente, surpreendeu pela escala e velocidade de propagação. Em Manitoba, o fogo consumiu mais de 640 mil hectares, enquanto Saskatchewan enfrenta condições semelhantes. A fumaça, transportada por correntes atmosféricas, alcançou o meio-oeste e a costa leste dos EUA, gerando preocupações com a saúde pública.

  • Cidades afetadas: Minneapolis, Chicago, Detroit, Milwaukee, entre outras.
  • Partículas no ar: PM2,5, associadas a problemas respiratórios e cardiovasculares.
  • Recomendações: Uso de máscaras N95 e redução de atividades ao ar livre.

A gravidade da situação levou estados americanos a intensificarem o monitoramento da qualidade do ar, com alertas emitidos para proteger populações vulneráveis, como idosos, crianças e pessoas com doenças respiratórias.

Origem da crise no Canadá
Os incêndios florestais em Manitoba e Saskatchewan começaram em maio de 2025, impulsionados por temperaturas acima da média, ventos fortes e vegetação seca. Manitoba registrou 22 incêndios ativos, enquanto Saskatchewan enfrenta focos fora de controle, como os incêndios Bird River e Border. A província de Manitoba declarou estado de emergência, com evacuações em massa de comunidades indígenas e áreas remotas. Até o momento, mais de 17 mil pessoas foram deslocadas, em uma operação descrita como a maior evacuação da história da região.

As condições climáticas adversas, marcadas por uma primavera excepcionalmente seca, criaram um cenário propício para a propagação do fogo. Autoridades canadenses destacaram que a temporada de 2025 já supera os registros históricos, com 640 mil hectares queimados apenas em Manitoba, três vezes a média anual da província.

Impactos nos Estados Unidos
A fumaça dos incêndios atravessou a fronteira, afetando ao menos cinco estados americanos: Minnesota, Wisconsin, Michigan, Illinois e Indiana. Em Minnesota, a qualidade do ar em Minneapolis atingiu níveis “insalubres” na manhã de 27 de maio de 2025, segundo o AirNow.gov. Chicago e Detroit também registraram índices preocupantes, com o ar classificado como “muito insalubre” em alguns períodos.

  • Minnesota: Alertas para toda a região sul, com ênfase em Minneapolis-St. Paul.
  • Wisconsin: Condições ruins em cidades como Madison e Milwaukee.
  • Michigan: Altos níveis de PM2,5, especialmente em Detroit.
  • Illinois e Indiana: Fumaça afeta áreas urbanas, incluindo Chicago e Indianápolis.

Autoridades de saúde americanas recomendaram que residentes evitem exercícios ao ar livre e usem sistemas de filtragem de ar em ambientes internos. Em Michigan, o Departamento de Saúde alertou que as partículas finas podem penetrar nos pulmões e na corrente sanguínea, aumentando riscos de asma e doenças cardíacas.

Resposta das autoridades
Nos Estados Unidos, o Serviço Nacional de Meteorologia emitiu alertas de qualidade do ar para amplas regiões, desde o meio-oeste até a costa leste. Em Minnesota, o governo estadual orientou escolas a suspenderem atividades ao ar livre, enquanto cidades como Chicago reforçaram a distribuição de máscaras KN95 em pontos de transporte público. Em Wisconsin, programas de monitoramento da qualidade do ar foram intensificados, com atualizações diárias para a população.

No Canadá, o governo federal mobilizou militares para apoiar as evacuações em Manitoba e Saskatchewan. Aviões cargueiros transportaram milhares de residentes de áreas remotas, enquanto bombeiros de outros países, incluindo Austrália e Nova Zelândia, chegaram para reforçar o combate às chamas. O primeiro-ministro de Manitoba, Wab Kinew, descreveu a situação como um reflexo das mudanças climáticas, com incêndios afetando todas as regiões da província.

Riscos à saúde pública
As partículas finas (PM2,5) liberadas pelos incêndios representam o principal risco à saúde. Essas partículas, menores que 2,5 micrômetros, podem causar inflamações nos pulmões e agravar condições como bronquite e doenças cardiovasculares. Grupos sensíveis, incluindo idosos, crianças, gestantes e pessoas com asma, enfrentam riscos elevados.

  • Efeitos respiratórios: Tosse, irritação na garganta e dificuldades para respirar.
  • Efeitos cardiovasculares: Aumento da pressão arterial e risco de infarto.
  • Recomendações preventivas: Ficar em ambientes com ar condicionado e usar máscaras de alta proteção.

Em Detroit, hospitais relataram um aumento nas consultas por problemas respiratórios, enquanto em Chicago, clínicas comunitárias ofereceram atendimentos gratuitos para populações vulneráveis expostas à fumaça.

Escala atmosférica do problema
A fumaça dos incêndios atingiu altitudes elevadas, entrando na circulação atmosférica de grande escala. Satélites da NASA e do Copernicus Sentinel-5P detectaram plumas de poluentes cruzando o Atlântico, com previsão de chegada à Europa entre 31 de maio e 2 de junho de 2025. Em cidades como Washington, D.C., alertas vermelhos de qualidade do ar foram emitidos, embora as concentrações sejam mais diluídas em áreas distantes.

Os ventos de alta altitude, combinados com nuvens de pirocumulus geradas pelos incêndios mais intensos, facilitaram a dispersão da fumaça. Em Minnesota, a visibilidade em algumas áreas urbanas foi reduzida, afetando o tráfego aéreo e rodoviário.

Medidas preventivas nos EUA
Autoridades americanas implementaram ações para minimizar os impactos da fumaça. Em Illinois, o governo estadual disponibilizou centros de atendimento para moradores com sintomas respiratórios. Em Michigan, o Departamento de Saúde recomendou a instalação de filtros HEPA em residências e escritórios.

  • Monitoramento contínuo: Atualizações diárias do Índice de Qualidade do Ar (AQI).
  • Distribuição de máscaras: Pontos de entrega em estações de metrô e terminais de ônibus.
  • Suspensão de eventos: Cancelamento de atividades ao ar livre, como competições esportivas.
  • Apoio médico: Clínicas móveis em áreas urbanas afetadas.

Em Minneapolis, a prefeitura recomendou que gestantes e idosos evitem sair de casa durante os picos de poluição, enquanto escolas adotaram aulas remotas em dias de maior concentração de fumaça.

Histórico de crises semelhantes
A temporada de incêndios de 2023 no Canadá também gerou impactos significativos nos EUA, com mais de 120 milhões de pessoas sob alertas de qualidade do ar. Naquele ano, cidades como Nova York e Chicago enfrentaram céus alaranjados e índices de poluição recordes. A repetição do fenômeno em 2025 reforça a tendência de temporadas de incêndios mais intensas, impulsionadas por secas prolongadas e temperaturas elevadas.

Em 2023, 19 condados em 11 estados americanos registraram dias com qualidade do ar “muito insalubre” ou “perigosa”. A fumaça de 2025, embora menos extensa até o momento, já afeta áreas urbanas densamente povoadas, com potencial para novos recordes.

Mobilização internacional
O Canadá recebeu apoio de países como Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia, com equipes de bombeiros especializadas em incêndios florestais. Portugal anunciou o envio de cerca de 100 elementos da Proteção Civil para auxiliar no combate às chamas. A cooperação internacional reflete a escala global dos impactos, com a fumaça afetando regiões tão distantes quanto a Península Ibérica.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou que países afetados pela fumaça reforcem sistemas de alerta e ofereçam suporte médico às populações vulneráveis. A agência destacou a importância de medidas preventivas para reduzir a exposição prolongada às partículas PM2,5.

Ações comunitárias locais
Em Minnesota, associações comunitárias distribuíram purificadores de ar para famílias de baixa renda. Em Chicago, voluntários organizaram campanhas de conscientização sobre os riscos da fumaça, distribuindo folhetos em estações de transporte público. Em Detroit, igrejas abriram abrigos temporários com sistemas de filtragem de ar para moradores sem acesso a ar condicionado.

  • Iniciativas locais: Distribuição de máscaras e purificadores de ar.
  • Campanhas educativas: Informações sobre prevenção em redes sociais e rádios comunitárias.
  • Apoio a vulneráveis: Abrigos com ar filtrado em igrejas e centros comunitários.

As ações comunitárias complementam as medidas governamentais, garantindo que populações de risco tenham acesso a recursos essenciais durante a crise.

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