Copa do Mundo

Cristiano Ronaldo marca, se lesiona, e Portugal supera Espanha em final épica na Alemanha

CR7
CR7 - Foto: X

Em uma final eletrizante decidida nos pênaltis, Portugal venceu a Espanha por 5 a 3, após empate em 2 a 2 no tempo normal e prorrogação, neste domingo, 8 de junho de 2025, na Allianz Arena, em Munique, Alemanha. A partida, válida pela decisão da Liga das Nações da Uefa, consagrou os portugueses como os primeiros bicampeões do torneio, criado em 2019. Cristiano Ronaldo, com um gol no segundo tempo, chegou a 938 na carreira, mas deixou o campo com uma lesão na coxa. Nuno Mendes também marcou, enquanto Zubimendi e Oyarzabal balançaram as redes pelos espanhóis. A vitória veio com destaque para as cobranças precisas de Gonçalo Ramos, Vitinha, Bruno Fernandes, Nuno Mendes e Rúben Neves, enquanto Morata desperdiçou a chance da Espanha.

A partida colocou frente a frente duas gerações de estrelas: o veterano Ronaldo, de 40 anos, e o jovem Lamine Yamal, de 17. Apesar das expectativas, Yamal teve atuação discreta e foi substituído na prorrogação, visivelmente frustrado. Já Ronaldo, mesmo com a lesão, foi decisivo ao empatar o jogo na segunda etapa.

  • Momentos-chave da final:
    • Primeiro tempo com três gols, incluindo um de Zubimendi para a Espanha.
    • Nuno Mendes empatou para Portugal com um chute preciso.
    • Cristiano Ronaldo marcou o gol de empate no segundo tempo.
    • Decisão nos pênaltis com erro crucial de Morata.

O confronto, marcado por intensidade e qualidade técnica, reforça a hegemonia portuguesa na competição e a capacidade de superação da equipe, mesmo sem seu maior astro nos momentos finais.

Primeiro tempo de alta voltagem
O jogo começou com Portugal impondo pressão alta, forçando erros na saída de bola espanhola logo nos primeiros minutos. Aos três minutos, Cristiano Ronaldo desarmou Lamine Yamal no meio-campo e iniciou uma jogada que terminou em escanteio. A Espanha, por sua vez, respondeu com jogadas pelas laterais, especialmente com Nico Williams, que explorava a esquerda com velocidade. Aos 20 minutos, Zubimendi abriu o placar para os espanhóis após uma jogada trabalhada com Yamal, aproveitando um gol vazio.

Seis minutos depois, Portugal igualou o marcador. Nuno Mendes recebeu livre pela esquerda, finalizou com precisão e, após revisão do VAR, teve o gol validado. A etapa inicial ainda reservava emoções: aos 44 minutos, Oyarzabal colocou a Espanha novamente à frente, aproveitando passe de Pedri e tirando do goleiro Diogo Costa. Com três gols, o primeiro tempo foi um espetáculo de intensidade e qualidade, com ambas as equipes criando chances claras.

Mudança de ritmo na segunda etapa
No segundo tempo, a Espanha adotou uma postura mais cautelosa, controlando a posse de bola, mas sem tanta agressividade. Portugal, por outro lado, parecia sentir o peso da desvantagem, com menos ímpeto ofensivo. A virada no cenário veio aos 15 minutos, quando Nuno Mendes cruzou, a defesa espanhola falhou, e Cristiano Ronaldo, bem posicionado, empatou o jogo. O gol reacendeu os portugueses, que passaram a pressionar mais.

Pouco depois, Ronaldo sentiu a coxa e precisou ser substituído, gerando preocupação na torcida. Mesmo sem seu principal jogador, Portugal manteve a organização, enquanto a Espanha tentava explorar contra-ataques com Yamal e Nico Williams. O empate persistiu até o fim do tempo regulamentar, levando a decisão para a prorrogação.

Prorrogação e decisão nos pênaltis
A prorrogação foi marcada por cautela. Com as equipes visivelmente cansadas, poucas chances claras foram criadas. Lamine Yamal, apagado, foi substituído no intervalo da prorrogação, deixando o campo insatisfeito. Portugal, mesmo sem Ronaldo, manteve a solidez defensiva, com Rúben Dias e Gonçalo Inácio neutralizando as investidas espanholas.

Nos pênaltis, Portugal mostrou eficiência. Gonçalo Ramos, Vitinha, Bruno Fernandes, Nuno Mendes e Rúben Neves converteram suas cobranças. Pela Espanha, Merino, Baena e Isco marcaram, mas Morata parou em Diogo Costa, selando a vitória portuguesa por 5 a 3.

  • Ordem das cobranças:
    • Gonçalo Ramos: gol.
    • Merino: gol.
    • Vitinha: gol.
    • Baena: gol.
    • Bruno Fernandes: gol.
    • Isco: gol.
    • Nuno Mendes: gol.
    • Morata: defendido.
    • Rúben Neves: gol.

Destaques individuais no confronto
Nuno Mendes foi um dos grandes nomes da final. Além do gol no primeiro tempo, o lateral-esquerdo participou diretamente do lance que resultou no empate de Ronaldo. Sua atuação defensiva também foi crucial para conter as investidas de Yamal e Nico Williams. Rúben Dias, com cortes precisos, garantiu segurança na zaga portuguesa.

Pela Espanha, Zubimendi se destacou não só pelo gol, mas pela consistência no meio-campo, organizando as jogadas ao lado de Pedri. Nico Williams, com dribles e cruzamentos perigosos, foi uma ameaça constante, embora sem converter suas chances em gol.

Histórico da Liga das Nações
Portugal conquistou o título inaugural da Liga das Nações em 2019, derrotando a Holanda na final. Com a vitória de 2025, a seleção se torna a primeira a erguer o troféu duas vezes. A Espanha, campeã em 2023, buscava o bicampeonato, mas esbarrou na eficiência portuguesa nos pênaltis. A França, que venceu a Alemanha por 2 a 0, ficou com o terceiro lugar, com gols de Mbappé e Olise.

Números e curiosidades da final
A final de 2025 foi marcada por dados expressivos. Cristiano Ronaldo, com seu 938º gol, ampliou seu recorde como maior artilheiro da história do futebol. O jogo registrou 28 finalizações, sendo 15 de Portugal e 13 da Espanha, com posse de bola equilibrada (52% para os espanhóis).

  • Fatos marcantes:
    • Portugal é o único bicampeão da Liga das Nações.
    • Ronaldo marcou em todas as edições do torneio que disputou.
    • A final teve sete cartões amarelos, refletindo a intensidade do jogo.
    • Morata perdeu o primeiro pênalti da Espanha em finais desde 2012.

Cenário tático do confronto
Portugal, sob comando de Roberto Martínez, apostou em um 4-3-3 com transições rápidas e pressão alta nos primeiros minutos. A entrada de Rafael Leão e Diogo Jota no segundo tempo trouxe mais verticalidade. A Espanha, de Luis de la Fuente, usou um 4-2-3-1, com ênfase em trocas de passes e jogadas pelas laterais. A substituição de Yamal por Yeremi Pino na prorrogação buscou renovar o fôlego, mas não alterou o panorama.

Atuação dos goleiros
Diogo Costa, de Portugal, foi decisivo ao defender o pênalti de Morata e transmitir segurança durante os 120 minutos. Unai Simón, da Espanha, fez boas intervenções, mas não conseguiu evitar os gols de Nuno Mendes e Ronaldo. Nos pênaltis, Simón não defendeu nenhuma cobrança portuguesa, o que pesou no resultado final.

Repercussão entre os torcedores
A final mobilizou torcedores em Munique e nas redes sociais. A lesão de Ronaldo gerou apreensão entre os portugueses, mas a vitória nos pênaltis foi celebrada com entusiasmo. Na Espanha, a derrota foi lamentada, com críticas à atuação de Yamal e ao erro de Morata. A rivalidade entre as duas seleções ibéricas ganhou um novo capítulo, com Portugal levando a melhor em um duelo memorável.

Próximos compromissos das seleções
Após o título, Portugal se prepara para as eliminatórias da Eurocopa 2028, com foco em manter a base campeã. A Espanha, vice-campeã, também voltará suas atenções para as competições futuras, buscando integrar jovens como Yamal e Pedri a veteranos como Morata. Ambas as equipes seguem como favoritas em torneios continentais.

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