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Larissa Riquelme reflete sobre legado da Copa de 2010 e orgulho em museu paraguaio

Larissa Riquelme
Larissa Riquelme - Foto: Instagram Larissa Riquelme - Foto: Instagram

Quinze anos após se tornar um fenômeno global na Copa do Mundo de 2010, Larissa Riquelme, então com 25 anos, revisita sua trajetória marcada por uma foto icônica que a transformou na “Musa da Copa”. Capturada na Plaza de la Democracia, em Assunção, durante a vitória do Paraguai sobre a Eslováquia, a imagem da modelo com um celular entre os seios rodou o mundo, alçando-a à fama internacional. Hoje, aos 40 anos, ela celebra a exposição dessa fotografia no Museu del Barro, no Paraguai, e reflete sobre os desafios, conquistas e a luta contra estereótipos. De origem humilde, Larissa vendia empanadas na infância e construiu uma carreira como influencer, jornalista e modelo, rejeitando rótulos que tentam defini-la apenas por sua imagem. Sua história, agora eternizada em um museu, simboliza um marco cultural para o Paraguai.

A ascensão de Larissa não foi planejada. Ela já era conhecida no Paraguai como modelo e participante de concursos de beleza, mas a Copa de 2010 mudou tudo. A fotografia, parte de uma campanha publicitária para uma empresa de telefonia, capturou a atenção de agências internacionais. Rapidamente, ela se tornou a pessoa mais buscada no Google durante o torneio, superando até mesmo jogadores e celebridades da época.

  • Fatores da fama instantânea:
    • Imagem viralizada em tempo recorde pelas agências de notícias.
    • Apoio fervoroso à seleção paraguaia, conectando-se com torcedores.
    • Contratos com marcas globais, como Axe e Nokia.
    • Capa da Playboy brasileira em formato 3D, um marco na mídia.

O impacto da foto foi além do futebol. Larissa tornou-se um símbolo de empoderamento para muitos, mas também enfrentou críticas e julgamentos por sua imagem sexualizada.

Origens humildes e luta precoce
Nascida em Assunção, em 22 de fevereiro de 1985, Larissa Mabel Riquelme Frutos cresceu em uma família modesta. Aos 10 anos, já trabalhava vendendo comida nas ruas para ajudar a pagar os estudos. A rotina começava às 4h, ao lado da irmã, carregando bandejas de empanadas e milanesas por escolas e salões de beleza. “Era como a Maria do Bairro”, compara, evocando a personagem da novela mexicana que representa a superação diante de adversidades.

Aos 16 anos, Larissa começou a modelar, participando de desfiles em discotecas e eventos locais. Sua beleza e carisma abriram portas para concursos como Miss Assunção e para o reality show “Bailando por un Sueño”, semelhante ao brasileiro “Dança dos Famosos”. Apesar do reconhecimento local, foi a Copa de 2010 que a projetou globalmente, transformando-a na modelo mais bem paga do Paraguai.

A foto que mudou a história
A imagem que consagrou Larissa foi tirada em 20 de junho de 2010, durante o jogo Paraguai 2 x 0 Eslováquia, na fase de grupos da Copa. Na Plaza de la Democracia, em Assunção, ela celebrava com torcedores, vestindo as cores do Paraguai e exibindo um celular Nokia como parte de uma campanha publicitária. A foto, distribuída por agências como Reuters, tornou-se um fenômeno. “Não era sobre querer fama, mas estar no lugar certo, na hora certa”, ela recorda.

O registro não apenas marcou a Copa, mas também o Paraguai. Desde abril de 2025, a fotografia está exposta no Museu del Barro, ao lado de quatro mil peças que contam a história cultural do país. Para Larissa, a inclusão no acervo é motivo de orgulho. “É algo histórico, não só por mim, mas pelo que representou para o futebol e para o Paraguai”, afirma.

Desafios da fama instantânea
A fama trouxe oportunidades, mas também obstáculos. Larissa enfrentou comentários agressivos e posturas constrangedoras em entrevistas, especialmente de apresentadores que reforçavam estereótipos. “Dizem que, por posar de biquíni, mereço ser agredida. Isso não define quem sou”, desabafa.

  • Momentos marcantes da trajetória pós-Copa:
    • Capa da Playboy brasileira em 2010, a primeira em formato 3D.
    • Participação em programas como o “Programa do Jô” em 2011.
    • Desfiles em escolas de samba, como Beija-Flor e Unidos de Vila Maria.
    • Contrato com a marca Axe no Paraguai.

Apesar das críticas, Larissa transformou a visibilidade em carreira. Tornou-se apresentadora de rádio na Tropicalia FM, jurada no reality “Yo Voy” e atriz na série paraguaia “Hotel Ja Ja”. Sua conta no OnlyFans, onde publica conteúdo sensual, é outra fonte de renda, mas ela enfatiza que isso não a resume.

Rejeição a rótulos e empoderamento
Aos 40 anos, Larissa reflete sobre a pressão de ser reduzida à imagem de 2010. Recentemente, recusou uma oferta milionária para gravar um vídeo erótico, priorizando sua dignidade. “O que você escolhe mostrar não te define como mulher, como pessoa”, declara.

Sua postura reflete uma luta contra o machismo e os julgamentos. Ela critica a ideia de que mulheres devem aceitar agressões por sua aparência ou escolhas profissionais. “Temos o direito de responder, de nos defender”, afirma. Essa visão a levou a se posicionar nas redes sociais, onde tem quase 2 milhões de seguidores no Instagram e mais de 1 milhão no TikTok.

Carreira diversificada e novos rumos
Hoje, Larissa é uma figura multifacetada. Além de influencer, ela se formou em marketing digital em 2024 e atua como comentarista nas rádios Tropicalia e Fernando 100.5 FM, no Paraguai. Sua presença na mídia inclui programas de TV, como o “Vive La Tarde”, e participações em realities na Argentina e no Paraguai.

  • Atuações recentes de Larissa:
    • Apresentadora do programa “Vive La Tarde” em 2020.
    • Atriz na série de comédia “Hotel Ja Ja” no mesmo ano.
    • Jurada no programa de moda “Yo Voy” em 2022.
    • Formação em marketing digital concluída em 2024.

Ela também mantém laços com o Brasil, onde viveu por quatro anos e desfilou em carnavais. Em 2025, Larissa estará presente no jogo Brasil x Paraguai, pelas eliminatórias da Copa, reforçando sua conexão com o futebol e os torcedores brasileiros.

Legado no Museu del Barro
A exposição da foto de 2010 no Museu del Barro é um marco na carreira de Larissa. O espaço, conhecido por preservar a identidade paraguaia, reconheceu a imagem como parte da cultura do país. “É um orgulho estar lá, entre peças que contam nossa história”, diz.

A fotografia não é apenas um registro pessoal, mas um símbolo de como o futebol pode transcender o esporte, unindo paixões e criando ícones. Para Larissa, a imagem representa sua jornada de superação, desde a infância vendendo empanadas até o reconhecimento internacional.

Conexão com o futebol e o Brasil
Larissa mantém uma relação próxima com o futebol. Torcedora do Cerro Porteño, ela já fez promessas ousadas, como posar em ensaios sensuais caso o clube vencesse competições. Embora o Paraguai não tenha se classificado para a Copa de 2022, ela declarou apoio ao Brasil e à Argentina, destacando sua admiração pelos brasileiros. “Sempre me receberam com carinho”, diz.

Sua presença no jogo Brasil x Paraguai em 2025 reforça esse vínculo. Larissa planeja torcer com a mesma paixão de 2010, mas agora com a maturidade de quem entende o peso de sua história. “Não serei a musa, talvez a avó da Copa”, brinca, aos 40 anos.

Resiliência diante de adversidades
A vida de Larissa não foi isenta de desafios. Em 2010, ela foi vítima de um assalto no Rio de Janeiro, onde perdeu o celular que a tornou famosa. O episódio, registrado no 23º batalhão da Polícia Militar, no Leblon, envolveu o roubo de documentos e câmeras. “Deixei o celular na areia e, quando voltei, não estava mais”, lembra.

Além disso, ela enfrentou dramas pessoais, como a prisão de seu ex-namorado, o jogador Jonathan Fabbro, condenado em 2019 por abuso sexual. Larissa optou por não comentar o caso, focando em sua carreira e bem-estar.

Um símbolo de autenticidade
Larissa Riquelme é mais do que a “Musa da Copa”. Sua trajetória reflete a resiliência de uma mulher que transformou uma foto em um legado cultural. Ao rejeitar rótulos e abraçar sua história, ela inspira outras mulheres a se orgulharem de suas escolhas. “Os números não importam, mas como você se vê”, afirmou em uma recente postagem nas redes.

Sua presença no Museu del Barro e a participação no jogo Brasil x Paraguai são capítulos de uma história que continua a ser escrita, com autenticidade e paixão.

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