Hubert Hurkacz: A trajetória do top 10 polonês que estreou na Roland Garros 2025

Hubert Hurkacz, tenista polonês de 28 anos, enfrentou o brasileiro João Fonseca na primeira rodada de Roland Garros 2025, em 27 de maio, na quadra 7 de Paris. Conhecido por seu saque poderoso e mobilidade impressionante, Hurkacz é o maior nome do tênis masculino da Polônia e já foi número 6 do mundo. Apesar da derrota para Fonseca por 3 sets a 0, o polonês chegou ao torneio embalado pela final do ATP 250 de Genebra, onde perdeu para Novak Djokovic. Este confronto marcou o primeiro encontro entre Hurkacz e o jovem brasileiro, que surpreendeu o experiente adversário. A partida, transmitida pela ESPN 2 e Disney+ Premium, destacou a solidez de Hurkacz, mas também a ascensão de Fonseca no circuito. Este artigo explora a carreira, conquistas e curiosidades do tenista polonês que já derrotou lendas como Roger Federer.
Nascido em Wrocław, Polônia, em 11 de fevereiro de 1997, Hurkacz começou no tênis aos cinco anos, incentivado por sua mãe, Zofia Maliszewska-Hurkacz, ex-campeã júnior de tênis no país. A influência de Roger Federer, seu ídolo, moldou sua paixão pelo esporte. Com 1,96 metro, ele combina potência e agilidade, características que o levaram a conquistar oito títulos ATP em simples, incluindo dois Masters 1000. Sua trajetória profissional, iniciada em 2015, ganhou destaque em 2018, quando entrou no top 100 do ranking mundial.
- Principais conquistas de Hurkacz até 2025:
- Masters 1000 de Miami (2021), vencendo Jannik Sinner na final.
- Masters 1000 de Xangai (2023), derrotando Andrey Rublev.
- Título ATP 250 de Estoril (2024), único troféu no saibro.
- Semifinal de Wimbledon (2021), após vencer Roger Federer.
A consistência de Hurkacz em grandes torneios o coloca como um adversário temido, especialmente em superfícies rápidas, onde seu saque pode alcançar até 243 km/h.
Origens e formação no tênis
A família de Hurkacz tem forte ligação com esportes. Além de sua mãe, seus tios foram tenistas, e seu avô competiu no vôlei em nível internacional. Esse ambiente atlético o incentivou desde cedo. Ele começou a treinar com seus pais, que foram seus primeiros técnicos, e aos poucos se destacou em torneios juvenis. Em 2015, chegou à final de duplas do Aberto da Austrália júnior, ao lado de Alex Molčan, mostrando potencial para o circuito profissional.
Aos 18 anos, Hurkacz decidiu se dedicar integralmente ao tênis, abandonando outras paixões, como carros e basquete. Sua admiração por Michael Jordan e o estilo de jogo de Roger Federer influenciaram sua abordagem em quadra, buscando equilíbrio entre agressividade e elegância. Em 2017, ele trabalhou com técnicos poloneses, mas foi a parceria com o neozelandês Rene Moller, em 2018, que o levou ao top 100 após vencer o Challenger de Canberra.
Ascensão no circuito profissional
A carreira de Hurkacz decolou em 2019, quando conquistou seu primeiro título ATP em Winston-Salem, derrotando Benoît Paire. No mesmo ano, ele enfrentou Novak Djokovic em Wimbledon, mostrando competitividade mesmo na derrota. Sua evolução continuou em 2020, com vitórias sobre jogadores como Dominic Thiem e Diego Schwartzman na Copa ATP, o que o colocou no top 30 do ranking.
Em 2021, Hurkacz viveu seu melhor momento. Além do título em Miami, ele alcançou a semifinal de Wimbledon, derrotando Daniil Medvedev e Roger Federer em sets diretos. Esse jogo contra Federer, nas quartas de final, foi o último do suíço em Wimbledon, marcando Hurkacz como o “carrasco” de uma lenda. Ele terminou o ano no top 10, consolidando-se como o maior tenista polonês da história em simples.
Estilo de jogo e características
Hurkacz é um jogador completo, adaptável a diferentes superfícies, embora prefira quadras rápidas. Seu saque, que já registrou 151 milhas por hora, é uma arma letal, frequentemente acompanhado de jogadas de rede no estilo “saque e voleio”. Ele também se destaca pela solidez no fundo de quadra, com golpes defensivos e capacidade de contra-ataque.
- Pontos fortes de Hurkacz:
- Saque poderoso, com alto percentual de aces.
- Mobilidade surpreendente para sua altura.
- Versatilidade para jogar em todas as superfícies.
- Mentalidade competitiva em grandes torneios.
Apesar de sua força no saibro ser menor, com apenas um título em Estoril, ele mostrou evolução em 2025, chegando às quartas de final em Roma antes de Roland Garros. Sua derrota para João Fonseca, no entanto, revelou dificuldades contra jovens agressivos no saibro parisiense.
Mudanças recentes na equipe
Após uma lesão no menisco direito em Wimbledon 2024, que o afastou dos Jogos Olímpicos de Paris, Hurkacz fez mudanças significativas em sua equipe. Em novembro de 2024, ele encerrou a parceria de cinco anos com o técnico Craig Boynton e anunciou Nicolás Massú, ex-técnico de Dominic Thiem, como seu novo treinador. Ivan Lendl, lenda do tênis, também se juntou ao time como consultor, trazendo experiência para elevar o nível de Hurkacz em 2025.
A chegada de Massú, conhecido por sua abordagem tática, visa melhorar o desempenho do polonês em superfícies mais lentas, como o saibro. A final em Genebra, dias antes de Roland Garros, mostrou que Hurkacz está recuperado e competitivo, mesmo após a derrota para Djokovic em um jogo de três sets disputados.
Curiosidades sobre Hurkacz
Fora das quadras, Hurkacz tem interesses variados que refletem sua personalidade. Ele é vegano declarado e, durante a pandemia, fazia lives ensinando receitas veganas, revelando que, na infância, não gostava de vegetais. Sua paixão por carros o levou a uma parceria com a McLaren, marca que ele representa em eventos promocionais.
- Fatos interessantes:
- Hurkacz é fã de basquete e admirador de Michael Jordan.
- Ele já pensou em seguir carreira no automobilismo ou basquete.
- Sua parceria com a Yonex terminou em 2025, e ele busca novo patrocinador.
Esses aspectos mostram um atleta multifacetado, que combina dedicação ao tênis com hobbies que o conectam aos fãs.
Desempenho em Roland Garros
A estreia de Hurkacz em Roland Garros 2025 foi marcada pela derrota para João Fonseca, um jovem de 18 anos que impressionou o público parisiense. O placar de 6-2, 6-4, 6-2 reflete a superioridade do brasileiro, mas Hurkacz elogiou o adversário, destacando seu “potencial tremendo” em entrevista pós-jogo. Essa foi a primeira vez que Hurkacz caiu na estreia de um Grand Slam desde 2020, evidenciando um desafio no saibro, onde seu histórico é menos expressivo.
Nos anos anteriores, Hurkacz teve resultados modestos em Paris. Em 2020, perdeu na primeira rodada para Tennys Sandgren em cinco sets. Em 2023, chegou à terceira rodada, sua melhor campanha no torneio. A derrota para Fonseca, embora surpreendente, não apaga sua temporada sólida, com 14 vitórias e 10 derrotas até maio de 2025.
Carreira em duplas
Além de sua carreira em simples, Hurkacz também se destaca em duplas. Ele conquistou dois títulos de Masters 1000 nessa modalidade: Paris 2020, com Felix Auger-Aliassime, e Miami 2022, ao lado de John Isner. Sua melhor posição no ranking de duplas foi a 30ª, alcançada em junho de 2022. Esses resultados mostram sua versatilidade e capacidade de competir em alto nível em ambas as categorias.
Próximos desafios
Após Roland Garros, Hurkacz segue para a temporada de grama, onde defende pontos importantes. Ele é o atual finalista do ATP 500 de Halle, e sua performance em ’s-Hertogenbosch, onde venceu Roberto Bautista Agut na primeira rodada em 11 de junho de 2025, indica boa forma. Com 16 aces na partida, Hurkacz mostrou que seu saque continua sendo uma arma crucial.
A temporada de 2025 será decisiva para Hurkacz recuperar o top 10. Com Massú e Lendl em sua equipe, ele busca consistência em Grand Slams e novos títulos. Sua próxima partida em ’s-Hertogenbosch, contra um adversário ainda não definido, será mais um teste para suas ambições na grama.
Premiações e ranking
Até 2025, Hurkacz acumulou cerca de US$ 16,17 milhões em premiações, ocupando a 47ª posição entre os tenistas que mais ganharam na história. Seu ranking atual, 32º com 1.640 pontos, reflete a lesão de 2024, mas sua trajetória sugere potencial para voltar ao top 20. Em agosto de 2024, ele atingiu o auge da carreira, como número 6 do mundo, superando Wojciech Fibak como o polonês mais bem ranqueado da história.
