Em um ataque devastador na sexta-feira, 13 de junho de 2025, as Forças de Defesa de Israel lançaram uma ofensiva contra Teerã, capital do Irã, resultando na morte do chefe de inteligência da Guarda Revolucionária, Mohammad Kazemi, e de outros líderes militares. O conflito, que já dura três dias, deixou 224 mortos no Irã, segundo o Ministério da Saúde local, e 13 em Israel, conforme autoridades israelenses. Os bombardeios, iniciados na noite de quinta-feira (horário de Brasília), atingiram alvos militares e residenciais, intensificando a tensão no Oriente Médio. A troca de mísseis balísticos entre os dois países continua, com explosões registradas em Tel Aviv, Jerusalém, Haifa e Teerã. O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, prometeu retaliação, enquanto o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que os ataques visam desmantelar programas nucleares e de mísseis iranianos.
O conflito ganhou proporções alarmantes desde os primeiros ataques. Sirenes ecoaram em diversas cidades israelenses, e o Irã ativou sistemas de defesa antiaérea no oeste do país. Equipes de emergência em Teerã trabalham incansavelmente nos escombros de prédios residenciais, onde 90% das vítimas são civis, segundo autoridades iranianas.
- Alvos atingidos: Instalações militares, complexos nucleares e áreas residenciais em Teerã.
- Resposta iraniana: Lançamento de mísseis balísticos contra Israel, causando incêndios em Haifa.
- Declarações: Netanyahu sugere que os ataques podem enfraquecer o regime iraniano.
A comunidade internacional acompanha com preocupação. A União Europeia convocou uma reunião de emergência para terça-feira, 17 de junho, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, expressou esperança em um cessar-fogo, sem confirmar envolvimento direto no conflito.
Alvos estratégicos em Teerã
Os ataques israelenses focaram alvos considerados cruciais pelo governo de Netanyahu. Um dos principais foi o complexo nuclear de Natanz, cuja principal instalação foi destruída, segundo o premiê israelense. A ofensiva também eliminou líderes militares de alto escalão, incluindo Mohammad Kazemi e o general Mohsen Baqeri. A Guarda Revolucionária, responsável pela segurança do governo iraniano, sofreu perdas significativas, com a morte de seu chefe, Hossein Salami, nos primeiros bombardeios.
Prédios residenciais em Teerã também foram atingidos, o que gerou críticas internacionais. Um ataque no sábado destruiu um edifício de 14 andares, matando 60 pessoas, conforme relatado pela agência Reuters. Equipes de resgate utilizam cães farejadores e escavadeiras para buscar sobreviventes nos destroços. O Ministério da Saúde iraniano informou que 1.277 pessoas ficaram feridas desde o início do conflito.
Resposta iraniana e retaliação
O Irã não demorou a responder. Na noite de domingo, 15 de junho, mísseis balísticos cruzaram os céus da Cisjordânia, atingindo cidades israelenses como Tel Aviv e Jerusalém. Em Haifa, no norte de Israel, um bombardeio iraniano causou incêndios e deixou pelo menos nove feridos, segundo o serviço nacional de emergência. As Forças Armadas iranianas alertaram a população de Israel para evitar áreas próximas a alvos estratégicos, classificadas como “áreas vitais”.
A liderança iraniana, sob comando do aiatolá Ali Khamenei, classificou os ataques de Israel como uma provocação deliberada. Khamenei afirmou que o país não negociará um cessar-fogo enquanto estiver sob ataque, conforme comunicado aos mediadores Catar e Omã. A agência estatal iraniana IRNA relatou que os bombardeios israelenses em Teerã atingiram bairros residenciais, com mulheres e crianças entre as vítimas.
Envolvimento internacional
A escalada do conflito mobilizou líderes globais. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, conversou com Netanyahu e reforçou a necessidade de uma solução negociada para a questão nuclear iraniana. A União Europeia, por meio de sua chefe de política externa, Kaja Kallas, organiza uma videoconferência com ministros do bloco para discutir estratégias diplomáticas.
- Objetivo da UE: Reduzir tensões e buscar uma solução para o programa nuclear do Irã.
- Países mediadores: Catar e Omã tentam facilitar negociações, mas enfrentam resistência iraniana.
- Posição dos EUA: Trump defende a defesa de Israel, mas evita confirmar ações diretas.
Donald Trump, em declarações na Casa Branca antes de embarcar para a cúpula do G7 no Canadá, disse esperar um acordo de cessar-fogo, mas reconheceu que conflitos podem ser necessários para alcançar negociações. Ele negou rumores de que teria vetado um plano israelense para atacar Ali Khamenei.
Impacto em civis
A população de ambos os países enfrenta consequências diretas dos ataques. Em Israel, sirenes dispararam em várias cidades, e as autoridades orientaram os cidadãos a permanecerem próximos a abrigos. No domingo, as Forças de Defesa de Israel indicaram que a ameaça imediata de mísseis havia diminuído, permitindo que a população deixasse os abrigos em algumas áreas.
No Irã, a situação é mais grave. O Ministério da Saúde local informou que 90% das 224 vítimas fatais são civis, incluindo mulheres e crianças. Em Teerã, bairros residenciais foram devastados, e imagens mostram equipes de emergência trabalhando sob condições extremas. A agência Tasnim reportou que os ataques de domingo mataram o vice de Kazemi, Hassan Mohaqeq, intensificando a crise humanitária.
Ofensivas militares
As Forças de Defesa de Israel mantêm uma estratégia agressiva. No domingo, a Força Aérea israelense lançou novos ataques contra alvos de mísseis terra-terra no oeste do Irã. Vídeos divulgados pelos militares mostram bombardeios precisos em Teerã, com alvos identificados como lançadores de mísseis. Netanyahu afirmou que a ofensiva visa neutralizar a capacidade militar iraniana, com foco em programas nucleares e de mísseis balísticos.
O Irã, por sua vez, intensificou seus ataques. Além dos mísseis lançados contra Israel, o país ativou sistemas de defesa antiaérea para conter a ofensiva israelense. A agência France-Presse relatou que os sistemas foram acionados no oeste do Irã, onde estão localizadas instalações militares estratégicas.
Reações regionais
Países vizinhos acompanham o conflito com cautela. Omã e Catar, que historicamente mediam negociações entre Irã e Israel, enfrentam dificuldades para avançar nas tratativas. O Irã informou aos dois países que só negociará após concluir sua resposta militar. A rodada mais recente de negociações nucleares, mediada por Omã, foi cancelada devido à ofensiva israelense.
O grupo Hamas, atuante na região, também se envolveu no conflito. No domingo, um projétil disparado pelo grupo fez soar sirenes no sul de Israel, conforme informado pelas Forças de Defesa de Israel. A ação foi descrita como um lembrete de que o país enfrenta uma guerra em várias frentes.
Danos materiais
Os ataques deixaram um rastro de destruição. Em Teerã, prédios residenciais e infraestruturas militares foram reduzidos a escombros. Um único bombardeio no sábado destruiu um edifício de 14 andares, matando dezenas de pessoas. Em Israel, os danos se concentram em Haifa, onde incêndios foram registrados após os ataques iranianos.
- Áreas afetadas em Israel: Tel Aviv, Jerusalém e Haifa.
- Áreas afetadas no Irã: Bairros residenciais e complexos militares em Teerã.
- Esforços de resgate: Equipes utilizam equipamentos pesados para buscar sobreviventes.
A agência estatal iraniana IRNA divulgou imagens de mulheres e crianças feridas, enquanto Israel reportou danos moderados em suas cidades.
Declarações de líderes
Netanyahu, em entrevista à Fox News, sugeriu que os ataques podem enfraquecer o regime iraniano, embora as Forças de Defesa de Israel afirmem que o objetivo não é uma mudança de regime. Ali Khamenei, por outro lado, prometeu uma resposta contundente, acusando Israel de iniciar uma guerra. A retórica de ambos os líderes indica que o conflito pode se prolongar.
Hossein Kermanpour, porta-voz do Ministério da Saúde iraniano, destacou a gravidade da situação, afirmando que a maioria das vítimas são civis. Em Israel, autoridades mantêm a população em alerta, com orientações para evitar aglomerações e permanecer em áreas protegidas.
Esforços diplomáticos
A comunidade internacional intensifica esforços para conter a escalada. A reunião de emergência da União Europeia, marcada para terça-feira, busca coordenar ações diplomáticas com Tel Aviv e Teerã. Ursula von der Leyen reforçou o compromisso da UE com a paz e a estabilidade, enquanto Kaja Kallas destacou a importância de uma solução negociada para o programa nuclear iraniano.
Catar e Omã, apesar das dificuldades, continuam a atuar como mediadores. A relutância do Irã em negociar durante os ataques complica as tratativas, mas ambos os países mantêm canais de comunicação abertos com as partes envolvidas.