Com a exibição de Garfield 2 na Sessão da Tarde desta segunda-feira, 16 de junho, às 15h25, na TV Globo, o público tem a chance de revisitar uma comédia que mistura o humor preguiçoso do gato mais famoso dos quadrinhos com uma trama inspirada em um clássico da literatura. A sequência do filme de 2006 leva Garfield e seu dono, Jon, a Londres, onde o felino é confundido com um gato aristocrático chamado Prince. A troca de identidades, cheia de confusões, remete diretamente ao romance O Príncipe e o Mendigo, de Mark Twain, adaptado aqui com leveza para o público infantil. Gravado com um orçamento de 60 milhões de dólares, o longa arrecadou 143,3 milhões mundialmente, conquistando espaço cativo na TV aberta. A trama, que vai ao ar logo após a novela Cheias de Charme, promete divertir famílias com seu tom despretensioso e referências literárias sutis.
O filme, dirigido por Tim Hill, mantém o charme das tirinhas criadas por Jim Davis, mas adiciona um toque de sofisticação ao ambientar a história na Inglaterra. A confusão entre Garfield e Prince, um gato da realeza, cria momentos cômicos que exploram as diferenças entre a vida simples e o luxo. Enquanto isso, Jon tenta pedir sua namorada, Liz, em casamento, em meio às trapalhadas do protagonista felino. A exibição na Sessão da Tarde reforça a popularidade de histórias que, mesmo com críticas mistas, conectam gerações por meio de humor acessível.
Uma paródia com raízes literárias
A premissa de Garfield 2 é uma releitura direta de O Príncipe e o Mendigo, publicado por Mark Twain em 1881. No romance, um jovem pobre troca de lugar com o príncipe Eduardo VI, expondo as desigualdades sociais da Inglaterra do século XVI. Em Garfield 2, a troca ocorre entre dois gatos visualmente idênticos, mas com personalidades opostas: o sarcástico Garfield e o refinado Prince. Essa adaptação troca a crítica social por humor familiar, mas preserva a essência da narrativa sobre identidades trocadas.
O filme utiliza a dualidade para criar contrastes engraçados. Enquanto Garfield desfruta de banquetes e mordomias em um castelo britânico, Prince enfrenta as dificuldades da vida nas ruas. A história, embora simples, introduz às crianças o conceito de troca de papéis de forma divertida. A inspiração em Twain não é mencionada diretamente no longa, mas está presente na estrutura da trama, mostrando como narrativas clássicas podem ser reimaginadas para novos públicos.
- Principais elementos da paródia:
- Troca de identidades entre Garfield e Prince.
- Contraste entre a vida de luxo e a simplicidade.
- Uso de humor físico e diálogos sarcásticos.
- Ambientação em Londres, com referências à realeza britânica.
O sucesso de Garfield nas telas
Criado por Jim Davis em 1978, Garfield é um dos personagens mais reconhecíveis dos quadrinhos. Suas tirinhas, publicadas em milhares de jornais ao redor do mundo, destacam o gato preguiçoso que ama lasanha e odeia segundas-feiras. A transição para o cinema, iniciada com Garfield: O Filme em 2004, trouxe desafios, como a criação de um personagem digital que mantivesse a essência das tiras. Garfield 2, lançado dois anos depois, ampliou o universo do felino ao colocá-lo em um cenário internacional.
A produção combinou animação digital para Garfield e Prince com atores reais, como Breckin Meyer (Jon) e Jennifer Love Hewitt (Liz). A dublagem, feita por Bill Murray na versão original, adicionou um tom irônico que conquistou o público. No Brasil, a voz de Garfield foi dublada por Antônio Calloni, trazendo um charme local à comédia. Apesar de não ter o mesmo impacto do primeiro filme, a sequência mantém apelo por sua trama acessível e visual vibrante.

A ambientação britânica como destaque
A escolha de Londres como cenário principal dá a Garfield 2 um charme único. O filme explora estereótipos britânicos, como castelos, chás da tarde e guardas reais, de forma caricata, mas eficaz para o público infantil. Cenas no Palácio de Buckingham e em ruas londrinas criam um contraste com a vida suburbana de Garfield nos Estados Unidos, reforçando a ideia de choque cultural.
A trilha sonora, com músicas pop e toques clássicos, complementa o tom leve da narrativa. A direção de arte, focada em detalhes como móveis antigos e jardins reais, adiciona autenticidade ao cenário. Esses elementos, embora exagerados para efeito cômico, ajudam a tornar a história visualmente atraente, especialmente para crianças que descobrem o mundo da realeza por meio do filme.
Desempenho e recepção do filme
Com um orçamento de 60 milhões de dólares, Garfield 2 arrecadou 143,3 milhões de dólares em bilheteria global, segundo dados da Box Office Mojo. Embora o número seja positivo, o longa não repetiu o sucesso de outras animações da época, como Carros ou A Era do Gelo 2. Críticas apontaram que a trama era previsível e menos inspirada que o primeiro filme, mas elogiaram a dublagem de Bill Murray e o humor voltado para crianças.
No Brasil, o filme encontrou um público fiel, especialmente por sua exibição recorrente na TV aberta. A Sessão da Tarde, conhecida por reprisar comédias familiares, mantém Garfield 2 como uma escolha popular. A duração de 78 minutos e o ritmo ágil tornam o longa ideal para a faixa horária vespertina, atraindo tanto crianças quanto adultos nostálgicos.
- Fatos sobre a bilheteria:
- Arrecadação mundial: 143,3 milhões de dólares.
- Orçamento: 60 milhões de dólares.
- Lançamento nos EUA: 16 de junho de 2006.
- Público principal: famílias e crianças.
A fórmula da troca de identidades no cinema
A troca de papéis, como vista em Garfield 2, é um recurso narrativo antigo, usado em obras que vão de Shakespeare a comédias modernas. Além de O Príncipe e o Mendigo, filmes como Um Tira da Pesada e Sexta-Feira Muito Louca exploraram o mesmo conceito, adaptando-o a diferentes gêneros. Em Garfield 2, a inovação está em aplicar a fórmula a um personagem animado, criando um contraste entre o digital e o real.
A escolha de um gato como protagonista reforça o apelo universal da história. Animais antropomórficos, como Garfield, permitem que o público se conecte emocionalmente sem as barreiras de contextos históricos complexos. O filme simplifica a mensagem de Twain, focando na comédia em vez de críticas sociais, mas mantém a ideia de que a identidade vai além da aparência.
Por trás da produção
A direção de Tim Hill, conhecido por filmes como Alvin e os Esquilos, trouxe um tom despojado à sequência. A equipe de efeitos visuais trabalhou para tornar Garfield e Prince convincentes, com animações que capturavam as expressões sarcásticas do gato. O uso de cenários reais em Londres, combinado com estúdios em Los Angeles, criou um equilíbrio entre autenticidade e praticidade.
A dublagem foi um dos pontos altos. Bill Murray, que inicialmente hesitou em participar do primeiro filme, retornou para a sequência, trazendo seu estilo cínico ao personagem. No Brasil, a escolha de Antônio Calloni para a dublagem garantiu que o humor de Garfield ressoasse com o público local, com frases que adaptavam o sarcasmo do gato ao contexto brasileiro.
O apelo duradouro de Garfield
Quase duas décadas após seu lançamento, Garfield 2 continua relevante por sua capacidade de entreter sem pretensões. A combinação de humor físico, diálogos rápidos e referências culturais mantém o filme acessível. A exibição na Sessão da Tarde reforça seu papel como uma ponte entre gerações, apresentando o gato laranja a novos públicos enquanto evoca nostalgia em quem cresceu lendo as tirinhas.
A popularidade de Garfield vai além do cinema. As tirinhas de Jim Davis ainda são publicadas em jornais e sites, e o personagem aparece em produtos que vão de camisetas a aplicativos. A simplicidade do gato preguiçoso, que prefere comer lasanha a qualquer aventura, cria uma conexão emocional que transcende modismos.
- Curiosidades sobre Garfield:
- Criado em 1978 por Jim Davis.
- Publicado em mais de 2.500 jornais no auge.
- Primeiro filme lançado em 2004.
- Lasanha é a comida favorita do personagem.
A Sessão da Tarde como vitrine
A exibição de Garfield 2 na Sessão da Tarde, às 15h25, reflete a força do programa em manter viva a memória de filmes familiares. Desde os anos 1970, a faixa horária da TV Globo é conhecida por apresentar comédias e aventuras que atraem públicos diversos. Filmes como Garfield 2 se beneficiam desse espaço, que combina nostalgia com acessibilidade.
A escolha do filme para o dia 16 de junho, uma segunda-feira, alinha-se com a proposta de oferecer entretenimento leve após o fim de semana. A audiência, composta majoritariamente por crianças em férias e famílias, encontra em Garfield 2 uma opção que não exige grande investimento emocional, mas entrega diversão garantida.
Um clássico reinventado para crianças
A adaptação de O Príncipe e o Mendigo em Garfield 2 mostra como histórias antigas podem ganhar nova vida em formatos modernos. A troca de identidades, um tema universal, é simplificada para o público infantil, mas mantém traços da crítica social de Mark Twain, ainda que diluídos. O filme usa o carisma de Garfield para transformar uma narrativa complexa em algo leve e divertido.
A presença de elementos como o humor felino, a ambientação britânica e a dublagem marcante garante que Garfield 2 continue atraindo espectadores. Sua exibição na Sessão da Tarde é uma oportunidade para que novas gerações descubram tanto o gato laranja quanto a ideia de que até os clássicos da literatura podem ser reinventados com um toque de modernidade.