A partir de 1º de setembro, os portadores do cartão Mastercard Black enfrentarão uma nova restrição para acessar salas VIP em aeroportos, como as localizadas no Terminal 3 de Guarulhos. A bandeira anunciou que será exigido um gasto mínimo trimestral para garantir entrada gratuita em lounges, uma mudança que afeta diretamente os benefícios de um dos cartões mais premium do mercado. Caso o valor estipulado não seja atingido, os usuários poderão acessar as salas mediante o pagamento de uma taxa de US$ 35 por pessoa. A medida, válida para cartões emitidos no Brasil, foi comunicada como parte de uma reestruturação dos benefícios oferecidos. A Mastercard orienta que os clientes consultem seus bancos emissores para verificar possíveis flexibilizações ou metas específicas de gasto. Essa alteração não impacta programas como o LoungeKey, que seguem com regras próprias. A notícia gerou debates entre os usuários, que agora precisam reavaliar o custo-benefício do cartão.
A mudança ocorre em um momento em que os cartões de crédito premium enfrentam maior concorrência no mercado brasileiro, com benefícios como acesso a salas VIP sendo um diferencial importante para atrair clientes. Para esclarecer os impactos, os próximos parágrafos detalham as novas regras e alternativas disponíveis.
- O que muda com a nova política? Gastos trimestrais serão monitorados para liberar o acesso gratuito.
- Quem é afetado? Apenas portadores do Mastercard Black emitido no Brasil.
- Quais salas estão incluídas? Lounge Mastercard Black e Sala VIP Lounge em Guarulhos.
Detalhes da nova política de gastos
A exigência de gasto mínimo trimestral é a principal novidade para os portadores do Mastercard Black. A bandeira não divulgou o valor exato da meta, que pode variar conforme o banco emissor, mas informou que o cálculo será baseado nas faturas dos três meses anteriores à data da viagem. Se o cliente não atingir o montante estipulado, o acesso às salas VIP será cobrado à parte, com uma taxa fixa de US$ 35 por pessoa. Essa cobrança será aplicada diretamente no momento do uso do lounge, o que pode surpreender viajantes despreparados.
A Mastercard destacou que a medida visa equilibrar a oferta de benefícios com a sustentabilidade do programa. A empresa também reforçou que os bancos emissores têm autonomia para ajustar as metas de gasto ou oferecer condições diferenciadas. Por exemplo, alguns emissores podem reduzir o valor mínimo para clientes com maior volume de transações ou oferecer isenções temporárias.
Salas VIP afetadas pela mudança
As novas regras se aplicam exclusivamente às salas operadas pela Mastercard, com destaque para o Lounge Mastercard Black e a Sala VIP Lounge, ambos no Terminal 3 do Aeroporto Internacional de São Paulo – Guarulhos, um dos principais hubs para voos internacionais no Brasil. Esses espaços são conhecidos por oferecerem conforto, com áreas de descanso, buffet variado e Wi-Fi de alta velocidade, sendo um diferencial para viajantes frequentes.
Outros lounges parceiros da Mastercard, como aqueles acessíveis por programas como o LoungeKey, não foram mencionados na nova política. Isso significa que os portadores do cartão ainda podem ter acesso a uma rede global de salas VIP sem a exigência de gasto mínimo, dependendo das condições oferecidas pelo banco emissor.
- Lounge Mastercard Black: Exclusivo para portadores do cartão, com áreas premium.
- Sala VIP Lounge: Aberta a outros programas, mas incluída na nova regra.
- LoungeKey: Rede global com regras independentes, sem alterações confirmadas.
- Outros lounges: Podem ter políticas próprias, a verificar com o banco.

Alternativas para acesso a salas VIP
Apesar da restrição, os portadores do Mastercard Black têm opções para continuar usufruindo de lounges sem depender exclusivamente das salas da bandeira. O programa LoungeKey, por exemplo, segue como uma alternativa viável. Ele oferece acesso a mais de 1.200 salas VIP em aeroportos ao redor do mundo, com políticas que variam conforme o banco. Alguns emissores garantem entradas ilimitadas, enquanto outros limitam o número de visitas gratuitas por ano.
Além disso, outros cartões premium, como os da bandeira Visa Infinite, também oferecem acesso a lounges por meio de programas como o Priority Pass. Esses programas podem ser uma solução para quem deseja maior flexibilidade, especialmente em viagens internacionais.
Como os bancos emissores estão reagindo
Os bancos que emitem o Mastercard Black no Brasil, como Itaú, Bradesco e Santander, ainda não divulgaram comunicados oficiais detalhando como implementarão a nova política. No entanto, é comum que instituições financeiras criem estratégias para minimizar o impacto sobre os clientes, como metas de gasto acessíveis ou promoções temporárias.
Alguns emissores já oferecem benefícios adicionais, como isenção de anuidade para clientes com altos gastos mensais, o que pode ser um indicativo de como as metas de gasto mínimo serão tratadas. Os clientes são incentivados a entrar em contato com seus gerentes para esclarecer dúvidas e negociar condições personalizadas.
Impacto para viajantes frequentes
Para quem viaja regularmente, a exigência de gasto mínimo pode representar um obstáculo adicional, especialmente para aqueles que não utilizam o cartão como principal meio de pagamento. O acesso a salas VIP é um dos benefícios mais valorizados por esse público, que busca conforto e praticidade durante longas conexões ou voos internacionais.
A taxa de US$ 35 por pessoa, embora não seja exorbitante, pode se acumular rapidamente em viagens com acompanhantes ou em escalas frequentes. Por exemplo, uma família de quatro pessoas pagaria US$ 140 para acessar o lounge em uma única visita, o que pode tornar o benefício menos atrativo.
Comparação com outros cartões premium
O mercado de cartões premium no Brasil é altamente competitivo, com bandeiras como Visa e American Express oferecendo benefícios semelhantes. O Visa Infinite, por exemplo, mantém acesso gratuito a salas VIP por meio do programa Priority Pass, sem exigência de gasto mínimo em muitos casos. Já o American Express Platinum oferece entradas ilimitadas em lounges selecionados, mas com anuidades geralmente mais altas.
Essa concorrência pode pressionar a Mastercard a rever a política ou oferecer contrapartidas, como benefícios adicionais para os portadores do Black. Enquanto isso, os consumidores podem avaliar se o cartão ainda atende às suas necessidades ou se outras opções no mercado são mais vantajosas.
O que os clientes devem fazer agora
Para evitar surpresas, os portadores do Mastercard Black devem tomar algumas medidas práticas antes de viajar:
- Consultar o banco emissor: Verificar a meta de gasto mínimo e possíveis isenções.
- Checar parcerias com LoungeKey: Confirmar se o cartão oferece acesso a outros lounges.
- Planejar os gastos: Ajustar o uso do cartão para atingir o valor exigido no trimestre.
- Explorar alternativas: Considerar outros cartões ou programas de acesso a salas VIP.
Próximos passos da Mastercard
A Mastercard não informou se a nova política será expandida para outros cartões ou regiões, mas a mudança no Brasil pode ser um teste para ajustes semelhantes em outros mercados. A empresa tem investido em melhorias nos lounges, como a expansão de serviços no Lounge Mastercard Black, o que pode justificar a tentativa de equilibrar os custos do programa.
Os próximos meses serão cruciais para avaliar a aceitação da medida entre os clientes e a resposta dos bancos emissores. Enquanto isso, os portadores do cartão precisam se adaptar às novas regras para continuar aproveitando os benefícios das salas VIP.