A publicitária Juliana Marins, de 26 anos, vive momentos de tensão após sofrer uma queda durante uma trilha no Monte Rinjani, na ilha de Lombok, Indonésia, na noite de sexta-feira, 20 de junho de 2025. A jovem, natural de Niterói, no Rio de Janeiro, escorregou cerca de 300 metros em uma encosta íngreme e ficou isolada por mais de 16 horas em um local de difícil acesso. Equipes de resgate, enfrentando neblina, chuva e pedras escorregadias, conseguiram alcançá-la na manhã de sábado, fornecendo água, comida e agasalhos. A operação, que mobiliza montanhistas especializados e autoridades locais, foi adiada para o amanhecer de domingo devido às condições climáticas adversas. A família, em contato com a Embaixada do Brasil, acompanha a situação à distância, enquanto a jovem permanece consciente, mas em risco.
A notícia do acidente chegou aos familiares por um grupo de turistas espanhóis que participavam da mesma trilha. Eles localizaram o perfil de Juliana nas redes sociais e alertaram amigos no Brasil, que acionaram parentes e autoridades. Imagens captadas por drones mostram a publicitária debilitada, mas consciente, em uma área próxima a um precipício, o que aumenta a urgência do resgate.
- Detalhes do acidente: Juliana participava de uma trilha guiada com uma agência de turismo local.
- Condições do local: A região do Monte Rinjani é conhecida por sua beleza, mas também por trilhas desafiadoras.
- Apoio consular: A Embaixada do Brasil em Jacarta monitora o caso e pressiona por agilidade.
A mobilização para salvar Juliana reflete o desafio de operações de resgate em áreas remotas, onde a natureza impõe barreiras significativas. A história da jovem, que viajava sozinha pelo Sudeste Asiático desde fevereiro, ganhou destaque nas redes sociais e na mídia brasileira.

Urgência na montanha
A queda de Juliana ocorreu por volta das 19h de sexta-feira, horário de Brasília, equivalente à madrugada de sábado na Indonésia. A publicitária, que explorava o Monte Rinjani, o segundo maior vulcão do país, escorregou em um trecho íngreme durante uma trilha de três dias. A região, parte do chamado “Anel de Fogo do Pacífico”, é conhecida por sua atividade vulcânica e atrai milhares de turistas anualmente. No momento do acidente, a visibilidade era baixa devido à forte neblina, e a chuva que caiu no final da tarde deixou o terreno ainda mais perigoso.
Mariana Marins, irmã de Juliana, relatou que a jovem está consciente, mas enfraquecida. “Ela está viva, mas o local é muito inóspito. As pedras estão lisas, e a neblina dificulta tudo”, disse à imprensa. A família, que acompanha a situação de Niterói, teme que a demora no resgate coloque Juliana em risco de uma nova queda, já que ela está posicionada perto de um precipício.
A primeira tentativa de resgate, na madrugada de sábado, foi frustrada pela dificuldade de acesso. Socorristas não conseguiram ultrapassar uma área crítica, mas uma nova equipe, composta por montanhistas especializados, foi mobilizada. Por volta das 11h de sábado, horário de Brasília, eles alcançaram Juliana, oferecendo suprimentos essenciais.
Desafios do terreno
O Monte Rinjani, com 3.726 metros de altitude, é um destino popular para aventureiros, mas suas trilhas exigem preparo físico e experiência. A área onde Juliana caiu é particularmente remota, localizada a cerca de quatro horas do centro urbano mais próximo. As condições climáticas, com chuvas frequentes e neblina densa, tornam as operações de resgate ainda mais complexas.
- Fatores que dificultam o resgate:
- Terreno íngreme e escorregadio devido à umidade.
- Baixa visibilidade causada por neblina e escuridão.
- Distância de áreas urbanas, limitando o acesso a equipamentos.
- Risco de deslizamentos em encostas instáveis.
A equipe de resgate, equipada com cordas e lanternas, desceu por rapel para alcançar a jovem. Vídeos divulgados pela família mostram os socorristas se movendo com cautela em meio à escuridão, destacando a gravidade da situação. A expectativa é que Juliana seja colocada em uma maca e retirada de helicóptero na manhã de domingo, quando as condições climáticas devem melhorar.
Mobilização internacional
A Embaixada do Brasil em Jacarta mantém contato constante com as autoridades indonésias e a família de Juliana. O órgão informou que as operações foram adiadas devido ao mau tempo, mas reforçou o pedido para que o resgate continue com urgência. “Estamos acompanhando o caso há mais de 13 horas e em diálogo com as autoridades locais”, declarou um representante da embaixada.
O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, também se pronunciou, cobrando agilidade. Ele afirmou estar em contato direto com a embaixada para garantir que todas as medidas necessárias sejam tomadas. “Seguimos em oração e com esperança de que tudo termine bem”, escreveu em uma rede social.
A agência de turismo responsável pela trilha foi criticada pela família, que alega ter recebido informações imprecisas sobre o andamento do resgate. “Eles disseram que o socorro já tinha chegado, mas não era verdade”, desabafou Mariana Marins. A empresa ainda não se manifestou oficialmente.
Quem é Juliana Marins
Juliana, de 26 anos, é uma publicitária apaixonada por viagens e esportes. Desde fevereiro de 2025, ela realiza um mochilão pelo Sudeste Asiático, visitando países como Filipinas, Tailândia e Vietnã. Nas redes sociais, a jovem compartilha fotos de praias paradisíacas, montanhas e momentos de aventura, além de imagens praticando pole dance, um de seus hobbies.
A trilha no Monte Rinjani fazia parte de uma expedição organizada, contratada por meio de uma agência local. Juliana viajava sozinha, mas estava acompanhada por outros turistas e guias no momento do acidente. Sem sinal de celular na região, ela não conseguiu contatar a família diretamente, o que intensificou a angústia dos parentes.
Solidariedade em meio à crise
A rápida ação dos turistas espanhóis que alertaram a família foi crucial para mobilizar o resgate. Usando drones, eles captaram imagens de Juliana, confirmando que ela estava viva, mas em uma posição delicada. Em um dos vídeos, é possível ouvir um turista dizendo, em inglês, que a jovem parecia “muito assustada”.
A comunidade de montanhistas na Indonésia também demonstrou solidariedade. Além dos socorristas oficiais, outros aventureiros experientes se voluntariaram para auxiliar na operação, fornecendo equipamentos e conhecimento do terreno. Essa rede de apoio tem sido fundamental para manter a esperança de um desfecho positivo.
Riscos de trilhas em vulcões
O Monte Rinjani é um dos destinos mais procurados da Indonésia, mas acidentes em suas trilhas não são raros. A combinação de altitude, clima instável e terreno acidentado representa um desafio até para montanhistas experientes. Em 2018, um terremoto na região deixou centenas de turistas presos na montanha, destacando os riscos da área.
Autoridades locais recomendam que os visitantes contratem guias qualificados e verifiquem as condições climáticas antes de iniciar as trilhas. No caso de Juliana, a agência contratada era registrada, mas a família questiona a preparação do grupo para lidar com emergências.
A espera angustiante da família
Enquanto o resgate não é concluído, a família de Juliana vive momentos de ansiedade. Mariana Marins relatou que a comunicação com a equipe de socorro é feita por meio de mensagens e vídeos enviados por turistas e autoridades. “Cada hora parece uma eternidade. Só queremos que ela chegue ao hospital em segurança”, disse.
A jovem, que permanece consciente, foi orientada por outros turistas a se manter acordada enquanto aguardava ajuda. A entrega de comida e água trouxe alívio temporário, mas a gravidade de seus ferimentos ainda é desconhecida. Médicos que acompanham a operação à distância estão prontos para atendê-la assim que ela for retirada da montanha.
Apoio consular e pressão por agilidade
A Embaixada do Brasil em Jacarta informou que mantém dois representantes monitorando a situação no local. O Itamaraty, por meio de seu Plantão Consular, também foi acionado, embora a família tenha relatado dificuldades iniciais para obter respostas. A pressão de autoridades brasileiras, como o prefeito de Niterói, tem ajudado a manter o caso em evidência.
A Indonésia, com suas paisagens exuberantes e preços acessíveis, é um destino popular entre jovens brasileiros. No entanto, incidentes como o de Juliana destacam a importância de planejamento e suporte em áreas remotas.
Preparativos para a retirada
A operação de resgate, agora em sua fase final, depende de condições climáticas favoráveis. Helicópteros estão de prontidão para transportar Juliana assim que ela for estabilizada em uma maca. A equipe de socorro, composta por montanhistas e paramédicos, trabalha para garantir que a jovem seja removida sem riscos adicionais.
A família espera que, nas próximas horas, Juliana esteja a caminho de um hospital em Lombok ou Jacarta, onde poderá receber atendimento médico adequado. Enquanto isso, a história da publicitária mobiliza apoio e orações de amigos, familiares e desconhecidos nas redes sociais.