A Bee Type 2, scooter elétrica lançada em 2025 pela startup brasileira Bee, transformou a mobilidade urbana ao oferecer uma alternativa sustentável e acessível, com preço inicial de R$ 12.990. Dispensando a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em algumas condições, o modelo conquistou jovens, entregadores e microempreendedores em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo. Com design inspirado nas clássicas scooters italianas, a moto combina estilo retrô, tecnologia moderna e autonomia de até 100 km, ideal para deslocamentos diários. A popularidade do veículo reflete a crescente demanda por soluções econômicas e ecológicas no Brasil, onde a micromobilidade deve movimentar US$ 500 bilhões até 2030, segundo a National Association of City Transportation.
A classificação da Bee Type 2 como ciclomotor elétrico, conforme a Resolução CONTRAN nº 996/2023, permite sua condução sem CNH em municípios com menos de 50 mil habitantes, desde que o condutor tenha mais de 18 anos e use capacete. Em áreas urbanas maiores, a Autorização para Conduzir Ciclomotores (ACC) é necessária, mas o processo é mais simples e acessível que o da habilitação tradicional. O modelo, equipado com bateria removível e painel digital, destaca-se pela praticidade e baixo custo operacional, com recargas custando cerca de R$ 2,50 para 100 km.
- Principais diferenciais da Bee Type 2:
- Autonomia de até 100 km por carga.
- Design retrô com carenagem de materiais reciclados.
- Bateria removível, recarregável em tomadas comuns.
- Preço competitivo de R$ 12.990.
O crescimento da Bee reflete uma mudança no perfil dos veículos urbanos, com foco em sustentabilidade e acessibilidade.
Design retrô aliado à tecnologia moderna
A Bee Type 2 chama atenção pelo visual que remete às icônicas “vespinhas” italianas, com linhas curvas e acabamento em materiais reciclados e anti-risco. Disponível em cores como verde militar e bege coyote, o modelo incorpora elementos modernos, como farol LED Angel Eye e painel digital estilizado, apelidado de “Tetris” por seu design pixelado. O amortecedor monoshock inclinado na traseira garante conforto em vias esburacadas, enquanto o peso de apenas 70 kg facilita manobras em trânsito intenso. A parceria com a chinesa Keeway, do grupo Geely, assegura qualidade no motor de 1.000 W e no chassi, com velocidade limitada a 32 km/h para atender às normas de ciclomotores.
A tecnologia embarcada eleva a experiência do condutor. Um aplicativo dedicado permite monitorar a autonomia, travar o veículo remotamente e rastrear sua localização em tempo real. Esses recursos, incomuns em modelos de entrada, atraem usuários que valorizam segurança e conectividade. A bateria de lítio de 24Ah, removível, pode ser carregada em qualquer tomada de 220V, com tempo de recarga entre 6 e 8 horas, ideal para uso noturno ou durante o expediente.
Regras para condução sem CNH
A possibilidade de pilotar a Bee Type 2 sem CNH é um dos maiores atrativos, mas exige o cumprimento de regras específicas. A Resolução CONTRAN nº 996/2023 classifica o modelo como autopropelido, dispensando habilitação em cidades menores, desde que o condutor seja maior de idade e porte capacete. Em municípios maiores, a ACC é obrigatória, mas seu custo e processo são mais acessíveis que os da CNH categoria A. O veículo deve ser registrado e emplacado, conforme exigências locais, e respeitar normas de circulação, como trafegar em vias permitidas e manter a velocidade dentro do limite.
- Requisitos para pilotar sem CNH:
- Idade mínima de 18 anos.
- Uso obrigatório de capacete.
- Registro e emplacamento do veículo.
- Respeito às normas de trânsito locais.
A ausência de exigência de CNH ampliou o acesso ao transporte individual, especialmente para jovens e trabalhadores que buscam mobilidade sem os custos e a burocracia de uma habilitação tradicional.
Benefícios para a mobilidade urbana
A Bee Type 2 oferece vantagens significativas em comparação com motos a combustão. O custo por recarga, estimado em R$ 2,50 para 100 km, é muito inferior ao gasto com gasolina, tornando o modelo ideal para entregadores e microempreendedores. A emissão zero de poluentes e o funcionamento silencioso contribuem para a redução da poluição ambiental e sonora em áreas urbanas densas. Além disso, a manutenção é simplificada, sem necessidade de trocas de óleo ou reparos complexos em motores a combustão.
A leveza do veículo, com capacidade para até 180 kg, facilita o estacionamento e a navegação em ruas congestionadas. O sistema de freios CBS (Combined Braking System) distribui a força de frenagem entre as rodas, aumentando a estabilidade e a segurança, especialmente em pisos irregulares. Esses atributos posicionam a Bee Type 2 como uma solução prática para o dia a dia nas cidades.

Limitações e infraestrutura de recarga
Apesar dos benefícios, a adoção de scooters elétricas como a Bee Type 2 enfrenta obstáculos. A infraestrutura de recarga pública é limitada em muitas cidades brasileiras, o que pode restringir o uso em trajetos longos. Embora a bateria removível permita recargas em casa ou no trabalho, a dependência de tomadas domésticas exige planejamento. O tempo de recarga, de 6 a 8 horas, também pode ser um inconveniente para quem precisa do veículo em uso contínuo.
Outro desafio é a fiscalização. A popularidade dos ciclomotores elétricos exige maior controle para garantir o cumprimento das normas de trânsito, como o uso de capacete e o respeito aos limites de velocidade. Algumas cidades já oferecem cursos rápidos de conscientização para condutores, mas a educação no trânsito ainda é um ponto a ser reforçado.
Parceria com Keeway e expansão da Bee
A colaboração com a Keeway, montadora chinesa do grupo Geely, foi essencial para o desenvolvimento da Bee Type 2. A empresa fornece o motor, o conjunto mecânico e o chassi, garantindo padrões internacionais de qualidade. A Bee, fundada em 2019, opera cinco lojas próprias no Brasil, com planos de expansão para Santa Catarina e Minas Gerais. A marca também está presente em Portugal e Espanha, sinalizando ambições globais. Novas linhas de scooters e bicicletas elétricas, com maior autonomia e conectividade, estão em desenvolvimento.
A estratégia da Bee inclui a digitalização das vendas, com entregas em todo o Brasil, e campanhas de marketing para promover a mobilidade elétrica. A empresa aposta na conscientização sobre os benefícios dos veículos elétricos, como a economia de combustível e a redução de emissões, para atrair novos consumidores.
Sustentabilidade como diferencial
A Bee Type 2 se destaca pelo compromisso com a sustentabilidade. A carenagem, feita de materiais reciclados, reforça a proposta ecológica do modelo. A ausência de emissões de gases poluentes alinha o veículo às demandas globais por soluções de transporte mais limpas. Em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, onde a poluição é um desafio crescente, scooters elétricas como a Bee Type 2 contribuem para a melhoria da qualidade do ar.
- Vantagens ambientais:
- Zero emissão de poluentes.
- Uso de materiais reciclados na construção.
- Redução de ruído nas vias urbanas.
O baixo consumo energético, aliado ao preço acessível, torna o modelo uma opção viável para quem busca aliar economia e responsabilidade ambiental.
Perfil dos usuários da Bee Type 2
A versatilidade da Bee Type 2 atrai diferentes públicos. Jovens utilizam o modelo para deslocamentos rápidos, como idas à faculdade ou passeios urbanos. Entregadores valorizam a economia de combustível e a facilidade de manobras em áreas congestionadas. Microempreendedores, como vendedores autônomos, encontram na scooter uma ferramenta prática para o trabalho. Até mesmo idosos, em busca de independência, adotaram o veículo em cidades menores, onde a dispensa de CNH é permitida.
A capacidade de carregar até 180 kg permite o transporte de duas pessoas ou cargas leves, ampliando as possibilidades de uso. A estética moderna e as cores vibrantes também conquistam consumidores que buscam combinar funcionalidade com estilo.
Tendências para o mercado de micromobilidade
A ascensão da Bee Type 2 reflete o crescimento do mercado de micromobilidade no Brasil. A projeção de US$ 500 bilhões até 2030, segundo a McKinsey, indica o potencial do setor. Incentivos fiscais e subsídios do governo brasileiro para veículos elétricos podem impulsionar ainda mais a adoção de modelos como a Bee Type 2. A conscientização ambiental, aliada à necessidade de soluções econômicas, favorece a transição para alternativas elétricas.
A Bee planeja lançar versões com recarga rápida e maior autonomia, além de expandir sua rede de assistência técnica. A concorrência com marcas como Yamaha, que também aposta em scooters elétricas, deve estimular inovações no setor. A integração de tecnologias, como telemetria e conectividade via aplicativo, é outra tendência que deve moldar o futuro da micromobilidade.
Educação no trânsito e segurança
A popularidade dos ciclomotores elétricos exige esforços para promover a segurança. A obrigatoriedade do capacete e o respeito às normas de trânsito são fundamentais para evitar acidentes. Cursos de orientação, oferecidos em algumas cidades, ajudam a preparar condutores inexperientes. A fiscalização, por sua vez, precisa ser intensificada para coibir infrações, como o excesso de velocidade ou a circulação em vias proibidas.
- Medidas para segurança:
- Uso de equipamentos de proteção.
- Cursos de conscientização para condutores.
- Fiscalização rigorosa nas vias urbanas.
- Campanhas educativas sobre mobilidade elétrica.
A combinação de tecnologia, acessibilidade e sustentabilidade posiciona a Bee Type 2 como um marco na evolução do transporte urbano no Brasil.