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Wimbledon 2025: João Fonseca e Bia Haddad avançam e miram prêmios milionários

João Fonseca
João Fonseca - Foto: A.RICARDO / Shutterstock.com João Fonseca - Foto: A.RICARDO / Shutterstock.com

Os tenistas brasileiros João Fonseca e Bia Haddad iniciaram a campanha no Wimbledon 2025 com vitórias expressivas na primeira rodada, garantindo juntos quase R$ 1 milhão em premiações. Disputado em Londres, no All England Club, o torneio de grama distribui um recorde de £53,5 milhões (cerca de R$ 401 milhões) em 2025, um aumento de 7% em relação a 2024. Na segunda-feira, 30 de junho, Fonseca derrotou o britânico Jacob Fearnley por 3 sets a 0, enquanto Haddad superou a eslovaca Rebecca Sramkova por 2 a 0. Cada um embolsou £66 mil (R$ 495,6 mil) pela estreia. Caso avancem à segunda rodada, os atletas podem garantir £99 mil (R$ 741 mil) cada, totalizando quase R$ 1,5 milhão. A competição, que vai até 13 de julho, destaca o potencial brasileiro em um dos maiores palcos do tênis mundial.

A trajetória dos brasileiros em Wimbledon reflete o crescimento do tênis nacional em competições de elite. João Fonseca, de apenas 18 anos, é uma das promessas do esporte, enquanto Bia Haddad, já consolidada, busca consolidar sua posição entre as melhores do mundo. As vitórias na estreia reforçam a confiança para a próxima fase, marcada para quarta-feira, 2 de julho.

Além do sucesso em quadra, o torneio chama atenção pelos valores expressivos das premiações. A seguir, alguns destaques da primeira rodada:

  • João Fonseca venceu Jacob Fearnley em sets diretos (6-3, 6-4, 6-2).
  • Bia Haddad superou Rebecca Sramkova com parciais de 6-4 e 6-3.
  • Cada vitória na estreia rendeu £66 mil, cerca de R$ 495,6 mil na cotação atual.
  • A segunda rodada pode elevar os ganhos para £99 mil por tenista.

O desempenho dos brasileiros é um marco em um torneio que combina tradição e inovação, como a adoção de tecnologia de chamada eletrônica em 2025, eliminando juízes de linha.

Premiação recorde em Wimbledon
O Wimbledon 2025 estabeleceu um novo patamar financeiro, com um total de £53,5 milhões em premiações, equivalente a R$ 401 milhões. Esse montante, 7% superior ao de 2024, é distribuído entre as categorias de simples, duplas, mistas e cadeiras de rodas. Os campeões de simples, tanto no masculino quanto no feminino, receberão £3 milhões (R$ 22,45 milhões), um aumento de 11,1% em relação aos £2,7 milhões pagos a Carlos Alcaraz e Barbora Krejčíková em 2024.

A estrutura de premiação beneficia atletas em todas as fases, com destaque para os primeiros estágios. Jogadores eliminados na primeira rodada da chave principal recebem £66 mil (R$ 495,6 mil), enquanto os que alcançam a segunda rodada garantem £99 mil (R$ 741 mil). A progressão dos prêmios é significativa, com as quartas de final pagando £400 mil (R$ 2,99 milhões) e as semifinais £775 mil (R$ 5,8 milhões).

O aumento reflete a resposta do All England Club às demandas dos tenistas por maior divisão dos lucros dos Grand Slams. Segundo a organização, o diálogo com os atletas foi essencial para ajustar os valores, garantindo suporte financeiro até para os competidores das fases iniciais.

Desafios da segunda rodada
Na próxima fase, João Fonseca enfrenta o norte-americano Jenson Brooksby, número 101 do ranking da ATP. Apesar da diferença de posições — Fonseca é o 54º —, Brooksby é conhecido por sua resiliência em quadras rápidas, o que pode tornar o confronto equilibrado. A partida está marcada para quarta-feira, em horário a ser definido, e será um teste para a jovem promessa brasileira, que busca sua primeira campanha longa em um Grand Slam.

Bia Haddad, por sua vez, encara a húngara Dalma Gálfi, 110ª colocada no ranking da WTA. Com a 20ª posição mundial e um título recente de duplas em Nottingham, Haddad entra como favorita, mas precisa manter a consistência em uma superfície que exige adaptação. Sua experiência em torneios de alto nível, incluindo quartas de final em Roland Garros, pode ser um diferencial.

Os dois brasileiros têm odds favoráveis nas casas de apostas, mas o tênis é imprevisível, e o desempenho na grama exige precisão e estratégia.

Estrutura de premiação por fase
A premiação de Wimbledon é progressiva, incentivando a competitividade em todas as rodadas. Abaixo, os valores para a chave principal de simples:

  • Primeira rodada: £66 mil (R$ 495,6 mil)
  • Segunda rodada: £99 mil (R$ 741 mil)
  • Terceira rodada: £152 mil (R$ 1,14 milhão)
  • Oitavas de final: £240 mil (R$ 1,8 milhão)
  • Quartas de final: £400 mil (R$ 2,99 milhões)
  • Semifinais: £775 mil (R$ 5,8 milhões)
  • Vice-campeão: £1,25 milhão (R$ 9,35 milhões)
  • Campeão: £3 milhões (R$ 22,45 milhões)

Nas qualificatórias, os prêmios também são atrativos, com £15,6 mil (R$ 116,7 mil) para a primeira rodada e £41,5 mil (R$ 310,6 mil) para a terceira. Esses valores ajudam a sustentar tenistas em início de carreira ou com rankings mais baixos.

Histórico brasileiro em Wimbledon
O Brasil tem uma história modesta, mas crescente, em Wimbledon. Guga Kuerten, tricampeão de Roland Garros, nunca passou da terceira rodada na grama londrina. Maria Esther Bueno, no entanto, brilhou na década de 1960, conquistando três títulos de simples (1959, 1960 e 1964). Mais recentemente, Bruno Soares e Marcelo Melo se destacaram em duplas, com Melo chegando às semifinais em 2017.

Bia Haddad é a principal representante feminina do país em anos recentes, com consistência em Grand Slams. João Fonseca, por outro lado, representa a nova geração, seguindo os passos de Thiago Seyboth Wild, que já alcançou resultados expressivos em torneios menores. O desempenho de ambos em 2025 pode marcar um novo capítulo para o tênis brasileiro.

Inovações no torneio de 2025
Wimbledon 2025 introduziu mudanças significativas. Pela primeira vez, a competição eliminou os juízes de linha, adotando a tecnologia de chamada eletrônica (Hawk-Eye Live) em todas as quadras. Mais de 400 câmeras foram instaladas para garantir precisão nas decisões, encerrando uma tradição de 147 anos.

Outra novidade é o horário das finais, agora às 16h (horário local) em vez das 14h, visando atrair maior audiência nas Américas. A curfew de 23h permanece, protegendo os moradores locais de transtornos noturnos, mesmo com a cobertura retrátil do Centre Court.

Foco na grama e adaptação
A quadra de grama exige um estilo de jogo único, com saques potentes e movimentação rápida. Bia Haddad, com seu jogo agressivo, adapta-se bem à superfície, enquanto Fonseca, com voleios precisos, mostrou potencial na estreia. A transição do saibro de Roland Garros para a grama é desafiadora, mas ambos demonstraram preparo nas últimas semanas.

A campanha brasileira também ganha destaque em torneios preparatórios. Haddad venceu em Nottingham, enquanto Fonseca competiu em Eastbourne, ganhando ritmo para Wimbledon. Esses resultados reforçam a competitividade dos atletas em um circuito dominado por nomes como Carlos Alcaraz, Jannik Sinner, Aryna Sabalenka e Coco Gauff.

Números que impressionam
O impacto financeiro de Wimbledon vai além dos prêmios. O torneio gera receita de £289 milhões anuais, segundo estimativas, com patrocínios, ingressos e direitos de transmissão. A ausência de propagandas nas quadras, mantendo a “clean court philosophy”, diferencia o evento, que destina 90% de seu lucro à Lawn Tennis Association para investir no tênis britânico.

Os brasileiros, com quase R$ 1 milhão garantido, já superaram a premiação de torneios menores, como os ATP 250. Uma vitória na segunda rodada pode equipará-los aos ganhos de quartas de final em eventos de nível intermediário.

Próximos passos dos brasileiros
As partidas da segunda rodada, na quarta-feira, serão cruciais. Fonseca enfrenta um adversário que retorna de lesão, enquanto Haddad tem a chance de explorar a falta de experiência de Gálfi em grandes palcos. Uma vitória de ambos pode levar o Brasil à terceira rodada, com prêmios de £152 mil (R$ 1,14 milhão) por tenista.

O público brasileiro acompanha com expectativa, especialmente após o sucesso de Haddad em duplas e a ascensão meteórica de Fonseca. Wimbledon, com sua tradição e prestígio, é uma vitrine para o talento nacional.

Curiosidades sobre o torneio
Wimbledon é conhecido por detalhes únicos que o tornam especial:

  • Fundado em 1877, é o torneio de tênis mais antigo do mundo.
  • O Centre Court, com capacidade para 14.979 espectadores, completou 100 anos em 2022.
  • As cores verde e roxo são marcas registradas do evento.
  • Jogadores devem usar roupas predominantemente brancas, uma regra desde o século XIX.

Esses elementos reforçam a mística de Wimbledon, que combina história e modernidade em 2025.

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