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Enem dos concursos: Inscrições para CNU 2025 começam com novas regras

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A segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU), conhecido como “Enem dos concursos”, abriu inscrições nesta quarta-feira, 2 de julho de 2025, oferecendo 3.652 vagas em 36 órgãos federais. Com salários iniciais que variam de R$ 4 mil a R$ 17 mil, o certame atrai candidatos de níveis médio, técnico e superior em todo o Brasil. As inscrições, que seguem até 20 de julho, devem ser feitas exclusivamente pelo site da Fundação Getulio Vargas (FGV), com taxa única de R$ 70. Organizado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), o concurso será realizado em 228 cidades, com provas objetivas marcadas para 5 de outubro e discursivas para 7 de dezembro. O objetivo é centralizar seleções públicas, democratizando o acesso a cargos federais e promovendo diversidade com cotas ampliadas.

O processo seletivo, que teve sua primeira edição em 2024, ganhou destaque por unificar concursos de diferentes órgãos em um único edital. Este ano, inovações como a aplicação de provas em dois dias e a introdução de códigos de barras para identificação dos candidatos reforçam a segurança e a acessibilidade. Além disso, uma regra especial garante que pelo menos 50% dos classificados para a segunda fase sejam mulheres, corrigindo desequilíbrios observados anteriormente.

As vagas estão distribuídas em nove blocos temáticos, abrangendo áreas como saúde, educação, tecnologia e administração. Candidatos devem escolher um bloco e indicar a ordem de preferência dos cargos, decisão que impacta diretamente a convocação.

  • Principais datas do CNU 2025:
    • Inscrições: 2 a 20 de julho
    • Prova objetiva: 5 de outubro
    • Prova discursiva: 7 de dezembro
    • Primeira lista de classificação: 30 de janeiro de 2026

O que é o CNU e por que ele é chamado de Enem dos concursos?

O Concurso Nacional Unificado foi criado para simplificar o acesso a vagas no serviço público federal, reunindo seleções de diversos órgãos em uma única prova. Inspirado no modelo do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o CNU permite que candidatos concorram a múltiplos cargos com uma só inscrição, desde que dentro do mesmo bloco temático. Em 2024, a primeira edição registrou 2,1 milhões de inscritos, com 970 mil participantes, e ofertou 6.640 vagas. A iniciativa busca reduzir custos, aumentar a transparência e promover equidade, especialmente com políticas afirmativas.

A comparação com o Enem vem da estrutura centralizada e da ampla abrangência geográfica. As provas são aplicadas simultaneamente em centenas de municípios, facilitando a participação de candidatos de regiões distantes. Além disso, o modelo permite que o candidato escolha carreiras alinhadas à sua formação e interesses, com flexibilidade para definir prioridades entre os cargos disponíveis.

Passo a passo para se inscrever no CNU 2025

Para participar do CNU, o candidato precisa ter uma conta ativa no Gov.br, plataforma que centraliza serviços digitais do governo. Qualquer nível de autenticação (bronze, prata ou ouro) é aceito, e quem ainda não possui cadastro pode criá-lo gratuitamente. O processo de inscrição é feito no site da FGV, na página oficial do concurso.

O formulário exige informações pessoais, como nome e CPF, que são preenchidos automaticamente com base nos dados do Gov.br. Após acessar a área do candidato, é necessário selecionar o Concurso Público Nacional Unificado – CPNU 2 e escolher um dos nove blocos temáticos. Cada bloco agrupa cargos por área de atuação, e o candidato deve indicar a ordem de preferência entre as carreiras disponíveis.

  • Etapas da inscrição:
    • Acesse o site https://conhecimento.fgv.br/cpnu2
    • Faça login com a conta Gov.br
    • Preencha o formulário com dados pessoais
    • Escolha um bloco temático e ordene as preferências de cargos
    • Pague a taxa de R$ 70 até 21 de julho

A escolha do bloco é definitiva e não pode ser alterada. Por isso, especialistas recomendam analisar os pré-requisitos, salários e localidades das vagas antes de confirmar a inscrição.

Distribuição das vagas e blocos temáticos

As 3.652 vagas do CNU 2025 estão divididas em nove blocos, sendo sete de nível superior e dois de nível intermediário. Cada bloco reúne carreiras com afinidades profissionais, permitindo que o candidato concorra a diferentes cargos com uma única prova. A maior parte das oportunidades está concentrada em Brasília, mas há vagas em todas as regiões do país.

O bloco 5, focado em administração, é o que oferece mais vagas, com 1.171 oportunidades, incluindo o cargo de analista técnico-administrativo, acessível a qualquer formação superior. Já o bloco 1, de seguridade social, tem 789 vagas, abrangendo saúde, assistência social e previdência. Os blocos 8 e 9, de nível intermediário, concentram cargos como técnico em enfermagem e regulação, com 168 e 340 vagas, respectivamente.

  • Distribuição por blocos:
    • Bloco 1: Seguridade social – 789 vagas
    • Bloco 2: Cultura e educação – 130 vagas
    • Bloco 3: Ciências, dados e tecnologia – 212 vagas
    • Bloco 4: Engenharias e arquitetura – 306 vagas
    • Bloco 5: Administração – 1.171 vagas
    • Bloco 6: Desenvolvimento socioeconômico – 286 vagas
    • Bloco 7: Justiça e defesa – 250 vagas
    • Bloco 8: Intermediário (saúde) – 168 vagas
    • Bloco 9: Intermediário (regulação) – 340 vagas

Políticas de cotas e diversidade

O CNU 2025 ampliou as ações afirmativas, reservando 35% das vagas para cotas, contra 25% na edição anterior. A distribuição inclui 25% para pessoas negras, 3% para indígenas, 2% para quilombolas e 5% para pessoas com deficiência (PcD). Pela primeira vez, cotas para indígenas e quilombolas serão aplicadas a todos os cargos, e não apenas a órgãos específicos, como a Funai.

Uma novidade é a regra que garante pelo menos 50% de mulheres entre os classificados para a prova discursiva. Na edição de 2024, apesar de 56% dos inscritos serem mulheres, apenas 37% avançaram para a segunda fase. A medida visa equilibrar a representação de gênero, sem criar cotas fixas.

Candidatos que optarem por cotas passarão por procedimentos de verificação, como entrevistas gravadas para comprovar autodeclaração. As bancas serão formadas por especialistas em direitos humanos e políticas públicas, assegurando transparência.

Como funcionam as provas do CNU?

O certame será dividido em duas etapas. A primeira, em 5 de outubro, inclui provas objetivas com questões de conhecimentos gerais (língua portuguesa, raciocínio lógico, atualidades) e específicos, variando por bloco. Para cargos de nível superior, serão 20 questões gerais e 48 específicas; para nível intermediário, uma redação argumentativa substitui parte das questões.

A prova discursiva, marcada para 7 de dezembro, é exclusiva para os aprovados na primeira fase. Candidatos de nível superior responderão a duas questões discursivas, enquanto os de nível intermediário farão uma redação. A avaliação de títulos, aplicável a alguns cargos, terá pontuação máxima de 5 pontos para nível superior e 2 para nível intermediário.

Taxa de inscrição e isenção

A taxa de R$ 70 é única para todos os cargos e deve ser paga até 21 de julho. Candidatos podem solicitar isenção até 8 de julho, desde que atendam a critérios específicos.

  • Quem tem direito à isenção:
    • Inscritos no Cadastro Único (CadÚnico)
    • Doadores de medula óssea
    • Bolsistas ou ex-bolsistas do Prouni
    • Financiados pelo Fies

Para comprovar a doação de medula, é necessário enviar documento com data da coleta e assinatura do órgão emissor. As solicitações são feitas diretamente no sistema de inscrição da FGV.

Dicas para escolher o bloco temático

A escolha do bloco é a decisão mais crítica do processo, já que define os cargos e conteúdos das provas. Especialistas recomendam alinhar a opção à formação acadêmica e experiência profissional. Por exemplo, graduados em saúde podem optar pelo bloco 1 ou 8, enquanto profissionais de áreas generalistas têm mais chances nos blocos 5, 6 ou 7.

Outro fator é a localidade das vagas. Embora muitas sejam em Brasília, há oportunidades regionais, como na Região Norte (135 vagas) e Nordeste (165 vagas). Verificar os conteúdos programáticos também é essencial, já que cada bloco exige conhecimentos específicos.

Segurança e inovações no processo

Após falhas na edição de 2024, como a entrega de cadernos errados em Recife, o CNU 2025 adotou medidas para aumentar a segurança. Todas as páginas das provas terão códigos de barras para identificação individual, e os candidatos escreverão uma frase para exame grafológico. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e o Ministério da Justiça integram a comissão de governança, reforçando a logística.

Outra inovação é a possibilidade de reaplicação das provas em caso de catástrofes climáticas que afetem pelo menos 0,5% dos inscritos, medida inexistente na edição anterior.

Preparação para as provas

A preparação exige foco nas disciplinas comuns, como língua portuguesa e raciocínio lógico, e nos conteúdos específicos de cada bloco. Especialistas sugerem começar pelos temas transversais, que aparecem em todas as provas, e depois aprofundar os conhecimentos exigidos pelo bloco escolhido.

O prazo até outubro permite um planejamento estruturado. Candidatos devem priorizar simulados e revisar editais para entender o peso das questões. A prova discursiva, que eliminou muitos em 2024, exige prática em redação e clareza na argumentação.

Próximos passos após a inscrição

Após a inscrição, os candidatos devem acompanhar o andamento no site da FGV. A relação preliminar de inscrições deferidas será divulgada em 31 de julho, e a lista definitiva, em 18 de agosto. O local de prova será informado com antecedência, e os participantes devem verificar as condições especiais, como acessibilidade, no ato da inscrição.

O resultado da prova objetiva e a convocação para a discursiva serão publicados em 12 de novembro. O envio de títulos ocorre de 13 a 19 de novembro, e a verificação de cotas, de 8 a 17 de dezembro. A primeira lista de classificação está prevista para 30 de janeiro de 2026.

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