Em 27 de junho de 2025, a Honda revelou a NX 500 2026, uma motocicleta crossover que substitui a CB 500X, durante o Festival Interlagos Motos, em São Paulo. Com preço inicial de R$ 45.800, a moto fabricada em Manaus combina design inspirado em rallies, tecnologia avançada, como painel TFT de 5 polegadas e controle de tração, e versatilidade para uso urbano e off-road leve. Disponível em três cores, a NX 500 já contabiliza 1.500 reservas em duas semanas, reforçando a liderança da Honda no mercado brasileiro. A proposta é atrair pilotos iniciantes e experientes com garantia de três anos e assistência em seis países.
A moto resgata a histórica sigla NX, usada em modelos icônicos dos anos 1980. A produção local e os 60% de componentes nacionais mantêm o preço competitivo.
- Diferenciais da NX 500:
- Painel TFT com conectividade para smartphones.
- Controle de tração HSTC, ajustável para trilhas.
- Suspensão Showa otimizada para conforto.
- Autonomia de cerca de 500 km por tanque.
A NX 500 entra em um segmento trail aquecido, que cresceu 25% em 2024, segundo a Fenabrave, competindo com modelos como a BMW G 310 GS e a Royal Enfield Himalayan 450.
Design inspirado em rallies
A NX 500 apresenta linhas angulosas que remetem às motos de rali, com carenagens redesenhadas para melhorar a aerodinâmica. O farol LED verticalizado amplia a visibilidade em curvas e condições adversas, enquanto o para-brisa ajustável reduz a resistência do vento em longas viagens. A lanterna traseira em LED garante segurança e complementa o visual moderno.
Com assento a 834 mm do solo, a moto é acessível a pilotos de diferentes estaturas, facilitando manobras urbanas. O guidão aberto, com espessura variável, proporciona uma posição ereta, ideal para trânsito e estradas sinuosas. A estrutura de aço tubular distribui o peso de forma equilibrada, com 48,7% na dianteira e 51,3% na traseira, garantindo estabilidade em alta velocidade.
Testes em túneis de vento otimizaram a ergonomia, reduzindo a fadiga em viagens de até 500 km, segundo a fabricante. A combinação de design e funcionalidade torna a NX 500 uma opção versátil para diferentes cenários.

Motor otimizado para versatilidade
O motor bicilíndrico de 471 cm³, refrigerado a líquido, entrega 49,6 cv a 8.500 rpm e 4,5 kgf.m de torque a 7.000 rpm. A central eletrônica foi recalibrada para respostas mais rápidas em baixas rotações, facilitando ultrapassagens e retomadas. A transmissão de seis marchas, com embreagem assistida e deslizante, reduz o esforço do piloto e evita travamentos em reduções bruscas.
A injeção eletrônica PGM-FI, ajustada para 2025, melhora a eficiência, com consumo médio de 27,8 km/l. O tanque de 17,7 litros oferece autonomia de aproximadamente 500 km, ideal para viagens longas ou deslocamentos diários. Comparada à CB 500X, a NX 500 tem respostas 10% mais ágeis, conforme testes internos da Honda.
Tecnologia embarcada
A NX 500 se destaca no segmento de média cilindrada por sua tecnologia avançada. O painel TFT colorido de 5 polegadas, com tecnologia de união óptica, minimiza reflexos e ajusta a iluminação automaticamente. O sistema Honda RoadSync permite conectar smartphones para navegação GPS, chamadas e músicas, um diferencial em relação a concorrentes como a Kawasaki Versys-X 300.
- Recursos tecnológicos:
- Controle de tração HSTC, desligável para trilhas.
- Sistema Emergency Stop Signal (ESS) para frenagens bruscas.
- Freios ABS de dois canais com discos de 296 mm e 240 mm.
- Conectividade via Honda RoadSync.
O controle de tração monitora as rodas, evitando derrapagens em superfícies escorregadias, enquanto o ESS aciona luzes de emergência em frenagens intensas, aumentando a segurança. Os freios ABS complementam o pacote, garantindo estabilidade em diferentes condições.

Suspensão e ciclística aprimoradas
A suspensão dianteira Showa SFF-BP USD, com 41 mm e 150 mm de curso, foi revisada para maior rigidez, oferecendo melhor controle em curvas. Na traseira, o amortecedor Pro-Link, com 135 mm de curso, permite cinco ajustes de pré-carga, adaptando-se a diferentes cargas e terrenos. A distância ao solo de 250 mm facilita o uso em trilhas leves sem comprometer o conforto no asfalto.
Com peso reduzido em 3 kg, totalizando 196 kg, a NX 500 utiliza rodas de liga leve em Y de cinco raios, com 19 polegadas na dianteira e 17 na traseira. O entre-eixos de 1.445 mm garante agilidade em manobras urbanas e estabilidade em alta velocidade, segundo a Honda.
Produção em Manaus
Fabricada em Manaus, a NX 500 utiliza 60% de componentes nacionais, o que reduz custos e mantém o preço competitivo frente a rivais como a Royal Enfield Himalayan 450, vendida por R$ 47.990. A planta de Manaus, maior unidade de motos da Honda fora da Ásia, produz 1,4 milhão de unidades anuais e gerou 200 empregos com o lançamento do modelo.
A moto é exportada para Argentina e Chile, com planos de atingir o Peru em 2026, totalizando 5.000 unidades mensais enviadas à América do Sul. A produção local também abastece modelos como a CG 160 e a XRE 300, reforçando a relevância da fábrica para a Honda.
Comparação com o mercado
No segmento trail de média cilindrada, a NX 500 enfrenta concorrentes diretos:
- BMW G 310 GS: R$ 38.900, 34 cv, sem painel TFT ou controle de tração.
- Kawasaki Versys-X 300: R$ 42.990, 40 cv, menor autonomia.
- Royal Enfield Himalayan 450: R$ 47.990, 40 cv, design retrô.
- Yamaha Ténéré 250: R$ 32.990, 23 cv, desempenho inferior.
A NX 500 se destaca pela autonomia de 500 km, painel conectado e controle de tração, oferecendo mais tecnologia por um preço intermediário. O segmento trail cresceu 25% em 2024, com 50.000 unidades vendidas no Brasil, segundo a Fenabrave.
Demanda e vendas iniciais
As 1.500 reservas em duas semanas refletem a forte procura pela NX 500, especialmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. A Honda projeta 5.000 unidades vendidas até dezembro de 2025, aproveitando o crescimento de 21% nas vendas de motos no Brasil em 2024. A garantia de três anos, sem limite de quilometragem, e o Honda Assistance, com cobertura em seis países, são atrativos para os compradores.
A manutenção, realizada a cada 6.000 km ou seis meses, custa cerca de R$ 300, com a primeira revisão gratuita aos 1.000 km. A rede de 1.000 concessionárias da Honda garante acesso a peças e serviços, superando marcas como a BMW, com menos pontos de atendimento.
Legado da sigla NX
A sigla NX, introduzida em 1988 com a NX 150, simboliza versatilidade e robustez. Modelos como a NX 650 Dominator e a NX 350 Sahara marcaram os anos 1980 e 1990, combinando capacidade off-road com praticidade urbana. A NX 500 resgata esse legado, incorporando tecnologia moderna para pilotos que buscam mobilidade diária e aventuras moderadas.
A escolha da sigla reflete a demanda por motos crossover, que representam 15% das vendas da Honda no Brasil. A NX 500 é a primeira moto com essa nomenclatura desde a NX 400 Falcon, descontinuada em 2014, e reforça a estratégia da marca de capitalizar sua história.
Manutenção e personalização
O plano de manutenção da NX 500 é acessível, com revisões a cada 6.000 km ou seis meses. A primeira, aos 1.000 km, é gratuita, e as demais custam em média R$ 300. O Honda Assistance cobre emergências em Brasil, Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai e Bolívia, garantindo suporte em viagens longas.
Acessórios como baús laterais, proteções de punho e para-brisas fumados, com preços entre R$ 1.500 e R$ 3.000, permitem personalização. A rede de concessionárias assegura 95% de disponibilidade de peças em até 48 horas, segundo a Honda, facilitando a manutenção.
Crescimento do mercado trail
O segmento trail no Brasil registrou 50.000 unidades vendidas em 2024, um aumento de 25%, segundo a Fenabrave. A NX 500, com preço competitivo e tecnologia avançada, deve capturar 10% do mercado até 2026, projetando 12.000 unidades anuais. A Honda, que vendeu 1,2 milhão de motos em 2024, consolida sua liderança com o modelo, competindo com marcas premium como BMW e Kawasaki.
A NX 500 atrai pilotos que buscam versatilidade, combinando mobilidade urbana com capacidade para viagens e trilhas leves. A projeção de vendas reflete a confiança da Honda no potencial do modelo em um mercado em expansão.