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Carros chineses crescem no Brasil: Tiggo 7 e Haval H6 dominam ranking

Tiggo Sport
Tiggo Sport - Foto: Divulgação Tiggo Sport - Foto: Divulgação

As marcas chinesas consolidaram sua presença no mercado automotivo brasileiro em junho de 2025, alcançando cerca de 8% de participação, lideradas pelo Caoa Chery Tiggo 7, que emplacou 2.589 unidades e se tornou o veículo chinês mais vendido do mês. A ascensão, impulsionada por SUVs como o Tiggo 7 e o GWM Haval H6, reflete a crescente aceitação de modelos chineses, que combinam preços competitivos, tecnologia avançada e opções eletrificadas. Apesar de uma leve queda em relação a maio, o acumulado do ano aponta para um crescimento contínuo, com destaque para Caoa Chery, BYD e GWM. Este cenário, registrado em dados da Jato Dynamics, evidencia a força dos fabricantes asiáticos em um mercado historicamente dominado por marcas tradicionais. A notícia detalha os números, os modelos de destaque e os fatores que explicam esse avanço, captando a atenção de consumidores urbanos e gestores interessados no setor automotivo.

O Tiggo 7, especialmente na versão Pro PHEV, destacou-se pela autonomia elétrica de até 63 km e preço competitivo, próximo ao de rivais como o Toyota Corolla Cross híbrido. Já o Haval H6, com 2.497 unidades vendidas, reforça a preferência dos brasileiros por SUVs robustos e acessíveis. A BYD, líder no segmento de eletrificados, emplacou três modelos entre os cinco mais vendidos: Dolphin Mini, Song Plus e Dolphin.

  • Principais destaques do ranking de junho:
    • Caoa Chery Tiggo 7: 2.589 unidades, liderança consolidada.
    • GWM Haval H6: 2.497 unidades, forte concorrente em SUVs híbridos.
    • BYD Dolphin Mini: 1.913 unidades, carro elétrico mais vendido do Brasil em 2024.

O mercado brasileiro, cada vez mais receptivo a veículos chineses, reflete uma mudança no comportamento do consumidor, que busca opções modernas e sustentáveis. A seguir, exploramos os detalhes desse cenário dinâmico.

Liderança do Tiggo 7 no mercado

O Caoa Chery Tiggo 7 consolidou sua posição como o carro chinês mais vendido no Brasil em junho, com 2.589 unidades emplacadas. A versão Pro PHEV, híbrida plug-in, foi a grande responsável por esse desempenho, oferecendo uma combinação de autonomia elétrica e preço acessível. Fabricado em Anápolis, Goiás, o modelo beneficia-se da produção local, que reduz custos e permite maior flexibilidade na oferta.

A Caoa Chery tem investido em atualizações tecnológicas, como sistemas avançados de assistência ao motorista e conectividade, que atraem consumidores urbanos. O Tiggo 7 Sport, com motor 1.5 Turbo TCI flex de 150 cv e transmissão automática CVT, é outra variante popular, equilibrando desempenho e economia de combustível. Em março de 2024, o modelo já liderava as buscas por carros chineses novos e seminovos na plataforma Webmotors, sinalizando sua forte aceitação.

O sucesso do Tiggo 7 também reflete a estratégia da Caoa Chery de oferecer versões eletrificadas, como a Pro Hybrid Max Drive, que combina potência de até 317 cv com eficiência energética. Essa abordagem alinha-se à crescente demanda por veículos sustentáveis no Brasil.

Ascensão dos SUVs chineses

Os SUVs dominam o ranking dos carros chineses mais vendidos, com o GWM Haval H6 em segundo lugar, emplacando 2.497 unidades. Com preços a partir de R$ 179.990 na versão híbrida, o modelo compete diretamente com o Tiggo 8, outro sucesso da Caoa Chery, que vendeu 1.062 unidades em junho. A preferência por SUVs reflete a tendência do mercado brasileiro, onde esses veículos combinam espaço, conforto e versatilidade.

O Haval H6 destaca-se pela oferta de motorizações híbridas e design moderno, atraindo consumidores que buscam alternativas às marcas tradicionais. A GWM, que chegou ao Brasil em 2021, planeja lançar novos modelos em 2026, intensificando sua presença. O Tank 300, com 341 unidades vendidas, e o Ora 03, com 183 unidades, também mostram a diversificação da marca, que abrange desde SUVs off-road até hatches elétricos compactos.

  • Fatores que impulsionam os SUVs chineses:
    • Preços competitivos em comparação com rivais como Jeep Compass e Toyota Corolla Cross.
    • Tecnologias embarcadas, como telas multimídia de alta resolução e sistemas de segurança avançados.
    • Oferta de versões híbridas e elétricas, alinhadas à demanda por sustentabilidade.
    • Design robusto e moderno, que apela ao público jovem e urbano.

A Caoa Chery Tiggo 5X, com 822 unidades, e o Tiggo 8 reforçam a força da marca no segmento, ocupando posições sólidas no ranking. A produção local da Caoa Chery, aliada a uma rede de concessionárias em expansão, tem sido crucial para sua competitividade.

Eletrificação como diferencial

A BYD confirmou sua liderança no mercado de veículos eletrificados no Brasil, com três modelos entre os cinco mais vendidos em junho: Dolphin Mini (1.913 unidades), Song Plus (1.795 unidades) e Dolphin (1.490 unidades). O Dolphin Mini, em especial, é o carro elétrico mais vendido do país em 2024, com 21.900 unidades emplacadas no ano, segundo a Cavalcante Consultores.

O modelo, conhecido como Seagull na China, combina preço acessível, a partir de R$ 99.800, com autonomia de até 280 km, ideal para uso urbano. Sua produção na Bahia, iniciada em 2025, reforça a estratégia da BYD de nacionalizar a fabricação, reduzindo custos e ampliando a oferta. O Song Plus, um SUV híbrido plug-in, e o Song Pro, com 1.010 unidades, também se destacam pela eficiência energética e tecnologia avançada.

A eletrificação é um diferencial estratégico para as marcas chinesas. A BYD, com 71,2% do mercado de elétricos e híbridos plug-in em 2024, investe em uma rede de 250 concessionárias no Brasil. A GWM, com o Ora 03, e a Caoa Chery, com versões híbridas do Tiggo 7 e Tiggo 8, acompanham essa tendência, oferecendo opções que combinam desempenho e sustentabilidade.

Participação de mercado em transformação

Apesar da leve queda de 9% em maio para 8% em junho, as marcas chinesas mantêm uma trajetória de crescimento no Brasil. Segundo a Bright Consulting, o acumulado do ano mostra uma tendência de expansão, puxada por BYD e GWM no segmento de eletrificados e pela Caoa Chery no mercado de SUVs. A participação de 8% é significativa em um mercado dominado por Fiat (22,2%), Volkswagen (16,2%) e Chevrolet (11,5%).

A força das marcas chinesas está na combinação de design moderno, tecnologia embarcada e preços acessíveis. Modelos como o BYD King (797 unidades) e o Yuan Pro (611 unidades) ampliam a presença da marca em diferentes segmentos, enquanto o Jaecoo 7 (381 unidades) da JAC Motors atrai consumidores de alto padrão com preços a partir de R$ 189.900.

O Renault Kwid E-Tech, com 210 unidades, entra no ranking por ser fabricado na China, mas sua origem romena (Dacia Spring) o diferencia dos modelos chineses. Ainda assim, sua presença reforça a relevância da produção chinesa no mercado global.

tiggo 7
Tiggo 7- Foto: Divulgação

Estratégias das montadoras chinesas

A Caoa Chery se beneficia de sua fábrica em Anápolis, que permite preços mais baixos e maior flexibilidade na oferta de modelos. A marca lidera as buscas por carros chineses novos e seminovos, com o Tiggo 7 Pro e o Tiggo 5X ocupando as primeiras posições em plataformas como Webmotors. A GWM, por sua vez, aposta em uma gama diversificada, incluindo o Tank 300 e o Ora 03, e planeja expandir sua linha em 2026.

A BYD, além de liderar em elétricos, investe na nacionalização da produção. A fábrica na Bahia, inaugurada em 2025, já produz o Dolphin Mini e planeja outros modelos, como o Song Pro. Essa estratégia reduz a dependência de importações e fortalece a competitividade da marca.

  • Iniciativas das montadoras chinesas no Brasil:
    • Caoa Chery: Produção local e expansão de versões híbridas.
    • BYD: Nacionalização da produção e ampliação da rede de concessionárias.
    • GWM: Diversificação de modelos e lançamentos previstos para 2026.

Preferências do consumidor brasileiro

A aceitação dos carros chineses no Brasil reflete uma mudança no perfil do consumidor, que valoriza tecnologia, sustentabilidade e custo-benefício. Modelos como o Tiggo 7 e o Haval H6 conquistam motoristas urbanos e frotistas, enquanto os elétricos da BYD, como o Dolphin Mini, atraem quem busca economia no longo prazo.

A busca por carros chineses novos cresceu 220% em 2024, segundo a Webmotors, com a Caoa Chery liderando as pesquisas. Entre os seminovos, o Tiggo 7 Pro, Tiggo 5X e Tiggo 8 ocupam as primeiras posições, indicando confiança na durabilidade e revenda desses modelos.

O design moderno, com linhas robustas e interiores bem equipados, também é um atrativo. O Tiggo 8, por exemplo, oferece espaço para sete passageiros e porta-malas de até 1.930 litros, ideal para famílias numerosas. O Haval H6, com sua versão híbrida, combina desempenho e eficiência, enquanto o Ora 03 apela ao público jovem com seu visual compacto e elétrico.

Competitividade frente às marcas tradicionais

As marcas chinesas enfrentam um mercado competitivo, onde Fiat, Volkswagen e Chevrolet dominam as vendas gerais. No entanto, sua capacidade de oferecer veículos bem equipados a preços acessíveis tem reduzido a distância para as montadoras tradicionais. O Tiggo 7 Sport, por exemplo, custa R$ 134.990, cerca de R$ 60 mil a menos que o Jeep Compass de entrada.

A BYD Song Plus, com preço de R$ 189.800 na versão Pro, compete diretamente com o Volkswagen Taos e o Toyota Corolla Cross, enquanto o Dolphin Mini é uma alternativa econômica ao Fiat Mobi e ao Hyundai HB20. A GWM, com o Haval H6 a partir de R$ 179.990, desafia modelos como o Honda HR-V e o Nissan Kicks.

A eletrificação, aliada à produção local e à expansão de concessionárias, posiciona as marcas chinesas como players relevantes. A BYD, com 61,2% do mercado de elétricos e híbridos plug-in em 2024, e a GWM, com 17,6%, mostram que a inovação é um diferencial competitivo.

Expansão futura no mercado brasileiro

A Caoa Chery planeja lançar novas versões do Tiggo 7 e Tiggo 8 em 2026, com foco em tecnologias de conectividade e eficiência energética. A GWM aposta no lançamento de modelos como o Tank 500 e o Ora 07, ampliando sua presença em segmentos premium e elétricos. A BYD, por sua vez, pretende aumentar a produção na Bahia, incluindo novos SUVs e sedãs elétricos.

A JAC Motors, com o Jaecoo 7, busca consolidar sua imagem no segmento premium, enquanto marcas menores, como a Effa Motors e a Foton, exploram nichos como comerciais leves. A diversificação de modelos e a adaptação às preferências do consumidor brasileiro são estratégias centrais para o crescimento contínuo.

O mercado automotivo brasileiro, que cresceu 12,27% em julho de 2024 em relação a junho, segundo a Fenabrave, oferece oportunidades para as marcas chinesas. A combinação de preços acessíveis, tecnologia avançada e opções eletrificadas posiciona essas montadoras como protagonistas de uma transformação no setor.

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