Na madrugada de 7 de julho de 2025, Lucas Ribeiro Pastor, de 24 anos, foi brutalmente assassinado com 15 tiros em uma tabacaria localizada no bairro Aero Rancho, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. O crime, ocorrido por volta das 0h40, chocou moradores da região, que já vinham reclamando de transtornos causados pelo estabelecimento. Um atirador encapuzado, usando capacete preto, entrou no local, foi diretamente até a vítima e disparou repetidamente, atingindo-a em várias partes do corpo. Um amigo de Lucas foi ferido de raspão nas costas, enquanto outro escapou ileso. A polícia investiga o caso, que pode estar ligado a ameaças de morte recebidas pela vítima, possivelmente motivadas por um relacionamento amoroso. O crime não foi registrado pelas câmeras de segurança da tabacaria, levantando questionamentos sobre a segurança do local.
A execução de Lucas expõe a crescente violência em áreas urbanas de Campo Grande e reacende o debate sobre a segurança em estabelecimentos comerciais. A tabacaria, ponto de encontro de motociclistas e frequentada por jovens, já era alvo de reclamações dos moradores devido ao barulho e aglomerações. Abaixo, alguns pontos levantados pela comunidade local:
- Perturbação constante com manobras de motocicletas.
- Aglomerações frequentes, especialmente à noite.
- Falta de controle sobre a segurança no entorno do estabelecimento.
A tragédia também trouxe à tona a angústia de familiares e amigos, que buscam respostas para um crime tão violento. A polícia trabalha para identificar o autor, mas até o momento não há pistas concretas sobre sua identidade.
Detalhes da execução no Aero Rancho
O crime aconteceu em um contexto que mistura violência direcionada e problemas crônicos do bairro. Segundo o boletim de ocorrência, o atirador agiu com precisão, indicando que o ataque foi planejado. Ele usava roupas escuras e um capacete preto, o que dificultou sua identificação. Após entrar na tabacaria, o homem disparou 15 vezes contra Lucas, com tiros concentrados na cabeça, ombro, axila, costas, tórax, costelas e braço. A brutalidade do ataque, especialmente os disparos na cabeça para “confirmar” a morte, sugere uma execução com motivação pessoal.
A perícia recolheu no local 15 estojos de munição de pistola 9 milímetros, além de nove projéteis, o celular da vítima e o DVR das câmeras de segurança. Curiosamente, as imagens não registraram o momento do crime, o que levanta suspeitas sobre possíveis falhas ou manipulações no sistema de monitoramento. Testemunhas relataram à polícia que, momentos antes do ataque, uma motocicleta Falcon passou lentamente pelo local, ocupada por duas pessoas, o que pode indicar uma possível vigilância prévia.
O amigo de Lucas, ferido de raspão nas costas, foi encaminhado a um hospital e segue internado, mas seu estado de saúde não foi divulgado. A polícia agora analisa o celular da vítima e depoimentos de testemunhas para traçar o perfil do atirador e esclarecer as circunstâncias do crime.
Possível motivação amorosa
Uma das linhas de investigação da polícia aponta para um conflito amoroso como possível motivação do assassinato. Segundo testemunhas, Lucas vinha recebendo ameaças de morte de um homem, identificado como ex-marido de uma mulher com quem ele teria se relacionado. Essa informação foi confirmada por pessoas próximas à vítima, que relataram episódios de intimidação nos dias que antecederam o crime.
A mulher envolvida no suposto relacionamento será convocada para prestar depoimento, assim como outras pessoas que frequentavam a tabacaria na noite do crime. A polícia busca esclarecer se as ameaças têm relação direta com o assassinato ou se outros fatores, como rivalidades locais, podem estar envolvidos. Até o momento, nenhum suspeito foi preso, e a investigação segue em sigilo para não comprometer as diligências.

Reclamações contra a tabacaria
A tabacaria onde o crime ocorreu é conhecida no bairro Aero Rancho como um ponto de encontro para jovens e motociclistas. Inaugurado há cerca de dois anos, o estabelecimento tem sido alvo de críticas constantes dos moradores, que relatam perturbações frequentes. Entre as principais queixas estão:
- Barulho excessivo causado por manobras de motos.
- Aglomerações que se estendem até a madrugada.
- Falta de segurança no entorno, o que facilita a ação de criminosos.
- Ausência de medidas para conter o impacto na vizinhança.
Moradores descrevem o local como um “inferno” devido à rotina de barulho e confusões. Um residente, que preferiu não se identificar, afirmou que a tabacaria atrai um público variado, mas não há controle efetivo sobre quem frequenta o espaço. A execução de Lucas intensificou as críticas, com pedidos para que a prefeitura e a polícia aumentem a fiscalização no estabelecimento.
Contexto de violência em Campo Grande
A morte de Lucas Ribeiro Pastor não é um caso isolado. Campo Grande, embora considerada uma capital relativamente segura em comparação com outras cidades brasileiras, enfrenta desafios crescentes relacionados à violência armada. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2024 apontam que o estado de Mato Grosso do Sul registrou um aumento de 8% nos homicídios dolosos em áreas urbanas, com destaque para crimes envolvendo armas de fogo.
No bairro Aero Rancho, um dos mais populosos da capital, a combinação de densidade demográfica e problemas sociais contribui para a ocorrência de crimes. A falta de policiamento ostensivo em áreas comerciais, como a região da tabacaria, é uma reclamação recorrente dos moradores. A execução de Lucas reforça a necessidade de ações preventivas, como maior presença policial e regulamentação de estabelecimentos que funcionam à noite.
Ação da polícia e próximos passos
A investigação do assassinato está sendo conduzida pela Delegacia de Homicídios de Campo Grande, com apoio do Grupo de Operações e Investigações (GOI) e do Batalhão de Choque. No local do crime, equipes isolaram a área para a realização da perícia, que coletou evidências cruciais. Além do material balístico, os investigadores analisam o celular de Lucas em busca de mensagens ou chamadas que possam indicar a origem das ameaças.
A polícia também está mapeando a rotina da vítima para identificar possíveis inimigos ou conflitos recentes. Testemunhas que estavam na tabacaria na hora do crime já foram ouvidas, mas muitas alegam não ter visto detalhes do atirador devido à rapidez do ataque. A ausência de imagens das câmeras de segurança é um obstáculo, mas os investigadores não descartam a possibilidade de recuperar dados do DVR ou obter filmagens de outros pontos do bairro.
Impacto na comunidade local
A morte de Lucas gerou comoção entre os moradores do Aero Rancho, muitos dos quais conheciam a vítima ou frequentavam a tabacaria. Nas redes sociais, amigos e familiares compartilharam mensagens de luto, descrevendo Lucas como uma pessoa alegre e trabalhadora. A violência do crime, porém, também alimentou o medo entre os residentes, que temem novos episódios de violência na região.
Grupos comunitários começaram a organizar reuniões para discutir a segurança no bairro, cobrando ações da prefeitura e da polícia. A tabacaria, que permanece fechada desde o crime, enfrenta pressão para rever suas práticas e adotar medidas que reduzam o impacto na vizinhança. Alguns moradores sugerem até a suspensão da licença de funcionamento do estabelecimento.
Perfil da vítima
Lucas Ribeiro Pastor tinha 24 anos e era conhecido no bairro por sua personalidade extrovertida. Segundo pessoas próximas, ele trabalhava como autônomo e gostava de frequentar a tabacaria para socializar com amigos. Não há registros de envolvimento de Lucas com atividades criminais, o que reforça a hipótese de que o crime teve motivação pessoal.
Familiares da vítima preferiram não se pronunciar publicamente, mas fontes próximas afirmam que a família está devastada e busca justiça. O amigo ferido no ataque, cuja identidade não foi divulgada, é uma peça-chave para a investigação, já que pode fornecer informações sobre o que aconteceu momentos antes do crime.
Demandas por segurança
A execução de Lucas trouxe à tona a necessidade de medidas mais rigorosas para conter a violência em Campo Grande. Moradores do Aero Rancho cobram a instalação de câmeras de monitoramento nas ruas, maior patrulhamento policial e fiscalização de estabelecimentos comerciais. A prefeitura, que já anunciou obras de melhoria na região, como a reforma do Complexo de Saúde do Aero Rancho, enfrenta pressão para incluir a segurança pública em sua agenda de prioridades.
Lideranças comunitárias também pedem a criação de programas de prevenção à violência, voltados para jovens, que são as principais vítimas de crimes na cidade. A tabacaria, agora no centro das atenções, pode enfrentar sanções caso seja comprovado que falhas na segurança contribuíram para o crime.