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Novo Omoda 7 híbrido desafia BYD Song Plus com tecnologia e preço competitivo

Omoda E5 -
Omoda E5 - Foto: Reprodução Omoda E5 - Foto: Reprodução

O Omoda 7, novo SUV médio híbrido plug-in da marca chinesa Omoda Jaecoo, será lançado no Brasil em novembro de 2025, com conjunto mecânico de 339 cv e consumo estimado de 28,5 km/l. Flagrado em testes nas ruas de São Paulo, o modelo chega para competir com o BYD Song Plus e o Jeep Compass, apostando em design jovial, tecnologia avançada e preço entre R$ 250 mil e R$ 270 mil. A estreia, confirmada durante o Festival Interlagos, marca a expansão da Omoda Jaecoo no país, que também lançará o Omoda 5 HEV no mesmo período. A proposta do Omoda 7 é atrair consumidores urbanos com sua central multimídia deslizante e eficiência energética, em um mercado de eletrificados que cresce 9,5% ao ano.

A Omoda Jaecoo, vinculada ao grupo Chery, já comercializa no Brasil o Jaecoo 7 PHEV e o Omoda E5, mas o Omoda 7 eleva o patamar com acabamento premium e tecnologias inovadoras. O modelo compartilha a plataforma do Jaecoo 7 e do Caoa Chery Tiggo 7, mas se diferencia pelo visual moderno e foco em um público jovem.

O mercado de SUVs médios híbridos está aquecido, com 56.273 unidades emplacadas no primeiro semestre de 2025. O Omoda 7 entra nesse cenário com:

  • Potência combinada: 339 cv, unindo motor 1.5 turbo e elétrico.
  • Eficiência: Consumo de até 28,5 km/l e 90 km de autonomia elétrica.
  • Tecnologia: Central multimídia de 15 polegadas com função deslizante.
  • Espaço: Porta-malas de 550 litros e entre-eixos de 2,70 m.

Tecnologia como diferencial

O interior do Omoda 7 impressiona pelo design minimalista e tecnológico. A central multimídia de 15 polegadas, que pode ser movida para o passageiro com um gesto de quatro dedos, é o grande destaque. Quando a marcha à ré é engatada, a tela retorna automaticamente à posição original, facilitando o uso das câmeras de ré.

Além disso, o modelo oferece teto solar panorâmico, abertura elétrica do porta-malas e um pacote avançado de assistência ao motorista (ADAS), com frenagem autônoma, piloto automático adaptativo e manutenção de faixa. O acabamento interno combina couro sintético, detalhes em aço escovado e plásticos de alta qualidade, posicionando o Omoda 7 como uma opção premium no segmento.

A conectividade também é um ponto forte. O sistema multimídia suporta integração com smartphones via Apple CarPlay e Android Auto, além de atualizações over-the-air (OTA), que permitem melhorias no software sem necessidade de visitas à concessionária.

Conjunto mecânico potente

O Omoda 7 utiliza um sistema híbrido plug-in (PHEV) já conhecido do Jaecoo 7, composto por um motor 1.5 turbo a gasolina com injeção direta e um propulsor elétrico dianteiro. A bateria de íons de lítio de 18,3 kWh garante até 90 km de autonomia no modo elétrico, ideal para uso urbano.

Com 339 cv de potência combinada e 52 kgfm de torque, o SUV promete desempenho robusto, acelerando de 0 a 100 km/h em cerca de 7 segundos. O câmbio DHT (Dedicated Hybrid Transmission) otimiza a transição entre os motores, contribuindo para o consumo de 28,5 km/l no ciclo urbano. O carregamento rápido, de 20% a 80% em 20 minutos com 42 kW, adiciona praticidade.

Comparação com rivais

O Omoda 7 entra em um segmento competitivo, onde o BYD Song Plus (R$ 239.800) e o Jeep Compass (R$ 210.000 a R$ 260.000) são referências. O modelo da Omoda se destaca pela potência superior e tecnologia embarcada, mas enfrenta desafios como a consolidação da marca no Brasil.

O BYD Song Plus, com 305 cv e autonomia elétrica de 60 km, lidera as vendas de híbridos plug-in, com 5.842 unidades no primeiro semestre de 2025. Já o Jeep Compass, embora mais caro em algumas versões, tem a vantagem de uma rede de concessionárias estabelecida. O Omoda 7, com preço estimado entre R$ 250 mil e R$ 270 mil, busca um equilíbrio entre custo e sofisticação.

O GWM Haval H6, outro concorrente direto, emplacou 10.708 unidades no mesmo período e oferece versões PHEV e HEV. No entanto, o Omoda 7 aposta em um design mais arrojado e recursos exclusivos, como a multimídia deslizante, para atrair consumidores.

Dimensões e espaço interno

Com 4,62 metros de comprimento, 1,87 m de largura, 1,67 m de altura e 2,70 m de entre-eixos, o Omoda 7 tem porte semelhante ao Jeep Compass e ao Ford Territory. O porta-malas de 550 litros, medido no padrão chinês (do assoalho ao teto), é competitivo, superando os 410 litros do Song Plus, mas ficando abaixo dos 620 litros do Compass.

O espaço interno acomoda confortavelmente cinco passageiros, com bancos traseiros reclináveis e saídas de ar-condicionado dedicadas. A posição de dirigir é elevada, e o painel de instrumentos digital de 10,25 polegadas complementa a central multimídia, oferecendo uma experiência moderna.

Estratégia da Omoda Jaecoo no Brasil

A Omoda Jaecoo iniciou suas operações no Brasil em abril de 2025, com o Jaecoo 7 PHEV (R$ 229.990 a R$ 249.990) e o Omoda E5 (R$ 209.990). A marca já conta com 40 concessionárias em 17 estados e planeja alcançar 30 mil vendas anuais até 2026. O Omoda 7 é a peça-chave para consolidar a presença no segmento de SUVs médios, que representa 25% do mercado de eletrificados.

A empresa também anunciou a produção local, com negociações para utilizar a fábrica de Jacareí (SP), anteriormente operada pela Caoa Chery. A nacionalização, prevista para 2027, pode reduzir custos e tornar os preços mais competitivos.

Omoda E5
Omoda E5 – Foto: Divulgação

Outros lançamentos da marca

Além do Omoda 7, a Omoda Jaecoo lançará o Omoda 5 HEV, um SUV híbrido pleno (HEV) com consumo de até 21,3 km/l e preço abaixo de R$ 200 mil. O modelo, que concorrerá com o Toyota Corolla Cross, utiliza um motor 1.5 turbo aliado a um elétrico, com tração dianteira e câmbio CVT.

O Jaecoo 5, um SUV compacto, está previsto para 2026 e deve custar cerca de R$ 180 mil, ampliando a gama de opções acessíveis. A marca também planeja o Jaecoo 8, um SUV de sete lugares, para competir com o Toyota SW4 e o Chevrolet Trailblazer.

Design jovial e moderno

O visual do Omoda 7 é um dos seus maiores atrativos. A dianteira exibe uma grade frontal integrada, com faróis de LED divididos em dois blocos e luzes diurnas estreitas. As lanternas traseiras interligadas, em formato de raio, reforçam o estilo futurista. As rodas de 19 polegadas e as maçanetas embutidas completam o pacote.

Diferentemente do Jaecoo 7, que adota um design mais sóbrio, o Omoda 7 tem linhas angulosas e detalhes cromados, atraindo um público jovem e conectado. A paleta de cores inclui tons vibrantes, como verde metálico e azul escuro, além de opções clássicas, como branco e preto.

Infraestrutura de recarga no Brasil

O Omoda 7 se beneficia da expansão da infraestrutura de recarga no Brasil, que atingiu 4.200 pontos públicos em 2025, 30% a mais que em 2024. Cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Recife concentram a maioria dos carregadores, mas a instalação de estações em shoppings e rodovias facilita o uso de híbridos plug-in em viagens longas.

A bateria de 18,3 kWh do Omoda 7 suporta carregamento rápido de 42 kW, permitindo recargas de 20% a 80% em 20 minutos. Para uso doméstico, uma wallbox de 7,4 kW recarrega a bateria em cerca de 3 horas, tornando o modelo prático para o dia a dia.

Posicionamento de preço

O preço estimado do Omoda 7, entre R$ 250 mil e R$ 270 mil, reflete o pacote tecnológico e o porte do veículo. A versão de entrada, provavelmente chamada Luxury, incluirá teto solar, multimídia deslizante e ADAS. A topo de linha, Prestige, pode adicionar bancos ventilados, som premium e rodas de 20 polegadas.

Comparado ao Jaecoo 7, que custa até R$ 249.990, o Omoda 7 será o modelo mais caro da marca, mas ainda competitivo frente ao BYD Song Plus Premium (R$ 299.800). A estratégia de preço visa atrair consumidores que buscam sofisticação sem alcançar o patamar de marcas premium, como Volvo e Audi.

Expansão do mercado de eletrificados

O mercado de veículos eletrificados no Brasil cresceu 9,5% no primeiro semestre de 2025, com 86.849 unidades emplacadas. Os híbridos plug-in, como o Omoda 7, representam 48,8% desse total, impulsionados por incentivos fiscais e maior conscientização ambiental.

A chegada de novas marcas, como a Omoda Jaecoo, intensifica a concorrência, forçando montadoras tradicionais a investir em eletrificação. A Toyota, por exemplo, planeja lançar versões híbridas flex do Yaris e do Corolla Cross em 2026, enquanto a Volkswagen aposta no Tera, um SUV elétrico de entrada.

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