A tensão no paddock de Silverstone, no GP da Inglaterra, em 6 de julho de 2025, revelou um novo capítulo na crise interna da Red Bull. Jos Verstappen, pai do tetracampeão mundial Max Verstappen, discutiu de forma acalorada com Christian Horner, chefe da equipe, após a corrida. O confronto, ocorrido no domingo à noite, expôs desavenças sobre a liderança e o futuro do piloto na equipe austríaca. A informação, publicada pelo portal alemão F1 Insider, aponta para um diálogo marcado por tons ríspidos, mas sem detalhes audíveis. O motivo central seria a pressão do clã Verstappen para reduzir o controle de Horner sobre decisões estratégicas. Esse episódio reforça rumores sobre a possível saída de Max, que já negocia com a Mercedes. A corrida, na qual Max largou na pole, mas terminou em quinto, serviu de pano de fundo para o embate.
O ambiente na Red Bull vem se deteriorando há meses, com Horner enfrentando críticas internas. A equipe, que dominou a Fórmula 1 nos últimos anos, agora lida com instabilidade nos bastidores. O confronto em Silverstone não foi um evento isolado, mas um reflexo de disputas de poder que podem redefinir o futuro da escuderia.
- Principais pontos do conflito:
- Discussão pública entre Jos Verstappen e Horner.
- Demanda por reestruturação na liderança da Red Bull.
- Rumores sobre negociações de Max com a Mercedes.
Red Bull: riemergono tensioni tra Horner e il “clan” Verstappen?
— Formulacritica.it (@formulacritica) July 8, 2025
Il quinto posto di Silverstone certifica la crisi tecnica della RB21. Nel frattempo emergono tensioni interne tra la Jos Verstappen e Horner. #RedBull https://t.co/wP5LdsljHb
Paddock em ebulição
O GP da Inglaterra marcou um ponto de inflexão nas tensões da Red Bull. Segundo relatos, a discussão entre Jos Verstappen e Christian Horner ocorreu em um momento de frustração, logo após a corrida. Max Verstappen, que conquistou a pole-position, perdeu posições devido a estratégias questionáveis e ao desempenho do carro. A quinta colocação na prova intensificou as críticas à gestão de Horner, que já enfrenta resistência de parte da equipe.
Fontes próximas ao time indicam que Jos, conhecido por sua postura direta, abordou Horner para discutir o futuro de seu filho. A conversa, embora privada, atraiu olhares no paddock, com testemunhas descrevendo o tom como “pouco amigável”. A insatisfação de Jos reflete uma visão compartilhada por aliados de Max: Horner concentra poder excessivo, limitando a influência de outros setores, como engenharia e desenvolvimento técnico.
O episódio ganhou destaque porque a Red Bull, sob a liderança de Horner, sempre projetou uma imagem de unidade. A exposição pública de desentendimentos sugere que a harmonia interna está fragilizada, especialmente em um momento em que a equipe enfrenta pressão para manter sua competitividade.
Demandas por reestruturação
A pressão do clã Verstappen não é nova, mas ganhou força em Silverstone. De acordo com a revista alemã Auto Motor und Sport, a permanência de Max na Red Bull está condicionada a uma redistribuição de poder. A proposta seria adotar um modelo semelhante ao da McLaren, onde funções estratégicas são divididas entre vários líderes. Na Red Bull, Horner supervisiona áreas como engenharia, motores e marketing, uma centralização que Jos e Max consideram prejudicial.
A insatisfação com Horner também está ligada ao desempenho recente da equipe. Apesar do domínio em temporadas anteriores, a Red Bull enfrentou dificuldades em 2025, com rivais como McLaren e Mercedes encurtando a distância no campeonato. A queda de Max para quinto lugar em Silverstone, após largar na pole, reacendeu debates sobre a eficácia das decisões estratégicas.
- Áreas sob disputa na Red Bull:
- Engenharia: Controle de desenvolvimento técnico.
- Motores: Decisões sobre unidades de potência.
- Marketing: Estratégias de imagem e patrocínios.
- Gestão de corridas: Escolhas táticas durante GPs.
Resposta de Horner
Christian Horner, por sua vez, defendeu a estrutura atual da Red Bull. Em declarações à imprensa, ele argumentou que o modelo centralizado “funciona incrivelmente bem” e é semelhante ao adotado por outras equipes de ponta, como a Mercedes. Horner comparou seu papel ao de Toto Wolff, da Mercedes, e destacou a força da gerência sênior da Red Bull.
O chefe da equipe também minimizou as comparações com a McLaren, apontando que a rival tem divisões em outras categorias, como a IndyCar, o que exige uma estrutura diferente. Segundo Horner, a Red Bull possui uma hierarquia clara, com figuras como Pierre Waché, diretor técnico, desempenhando papéis cruciais. Ele reforçou que não vê necessidade de mudanças drásticas, descrevendo a equipe como “muito unida” e com “força em profundidade”.
Apesar da postura confiante, Horner enfrenta um cenário delicado. A discussão com Jos Verstappen e os rumores sobre a saída de Max colocam sua liderança em xeque, especialmente em um momento em que a Red Bull precisa de estabilidade para competir pelo título.
Futuro incerto de Max Verstappen
Max Verstappen, aos 27 anos, é o pilar da Red Bull. Tetracampeão mundial, o neerlandês tem contrato até 2028, mas cláusulas de saída podem ser acionadas caso o desempenho da equipe não atenda às expectativas. A aproximação com a Mercedes, relatada por fontes confiáveis, intensifica a pressão sobre a Red Bull. A equipe alemã, que busca um substituto para Lewis Hamilton, vê em Max uma oportunidade de recuperar o protagonismo na Fórmula 1.
Jos Verstappen, que atua como principal conselheiro de Max, tem sido vocal sobre suas críticas à Red Bull. Ele já havia questionado a continuidade de Horner no comando após controvérsias anteriores, incluindo acusações de má conduta contra o chefe da equipe em 2024. A discussão em Silverstone sugere que a paciência de Jos está se esgotando, e ele está disposto a pressionar por mudanças significativas.
Contexto da temporada 2025
A temporada de 2025 tem sido desafiadora para a Red Bull. Apesar de vitórias consistentes de Max Verstappen, a equipe enfrenta uma concorrência mais acirrada. A McLaren, com Lando Norris e Oscar Piastri, e a Mercedes, com George Russell, mostraram avanços significativos. O GP da Inglaterra destacou essa disputa, com a McLaren questionando a FIA sobre uma punição a Piastri, o que reflete o nível de competitividade no grid.
A Red Bull, que venceu o campeonato de construtores nos últimos anos, agora precisa lidar com instabilidades internas e externas. A pressão sobre Horner não vem apenas do clã Verstappen, mas também de acionistas e patrocinadores, que exigem resultados consistentes. O próximo GP, na Bélgica, de 25 a 27 de julho, será crucial para a equipe demonstrar coesão.
Bastidores da Fórmula 1
A Fórmula 1 é conhecida por seus dramas nos bastidores, e a Red Bull está no centro de um dos maiores em 2025. A relação entre pilotos, chefes de equipe e familiares muitas vezes influencia decisões estratégicas. O envolvimento de Jos Verstappen, que já competiu na F1 nos anos 1990, adiciona uma camada de complexidade ao caso. Sua experiência no esporte o torna uma figura influente nas negociações de Max.
Outras equipes acompanham a situação de perto. A Aston Martin, liderada por Andy Cowell, e a McLaren, sob o comando de Andrea Stella, são exemplos de escuderias que adotaram modelos de gestão mais distribuídos. A Red Bull, por outro lado, mantém uma abordagem centralizada, o que tem gerado elogios por sua eficiência, mas também críticas por sua rigidez.
- Fatores que alimentam a crise:
- Desempenho abaixo do esperado em 2025.
- Centralização de poder com Horner.
- Interesse de rivais em Max Verstappen.
- Histórico de tensões entre Horner e Jos.
Próximos passos na temporada
O GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps, será o próximo teste para a Red Bull. A pista, conhecida por suas curvas exigentes, pode favorecer o carro de Max Verstappen, mas a equipe precisa de uma estratégia impecável para evitar novos contratempos. A pausa após Silverstone dará à Red Bull algumas semanas para resolver conflitos internos, mas a pressão sobre Horner e Verstappen só deve aumentar.
A Fórmula 1, como esporte, vive de ciclos de domínio e renovação. A Red Bull, que se consolidou como uma potência nos últimos anos, agora enfrenta um momento de transição. O desfecho da crise dependerá de como a equipe lidará com as demandas de Jos Verstappen e as ambições de Max, que busca manter seu legado como um dos maiores pilotos da história.