A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, em 7 de julho de 2025, em Brasília, a suspensão de lotes de polpa de morango, champignon em conserva e molho de alho, além da proibição total do azeite extravirgem Vale dos Vinhedos, devido a irregularidades detectadas em análises laboratoriais. Publicada no Diário Oficial da União, a medida visa proteger a saúde dos consumidores, após laudos do Lacen de Santa Catarina e do Distrito Federal identificarem matérias estranhas na polpa de morango De Marchi e excesso de dióxido de enxofre nos produtos Imperador e Qualitá. O azeite Vale dos Vinhedos, de origem desconhecida, também falhou em testes físico-químicos e de rotulagem. As empresas foram notificadas para recolher os produtos, e consumidores devem evitar o uso dos lotes afetados. A decisão reforça o rigor da Anvisa na fiscalização de alimentos.
Os lotes suspensos incluem produtos amplamente consumidos, como polpa de morango usada em sucos e sobremesas, champignon em conservas e molho de alho para culinária. A proibição do azeite Vale dos Vinhedos, 20ª marca vetada em 2025, destaca a preocupação com fraudes no setor. Em 2024, a Anvisa recolheu 12 milhões de unidades de alimentos irregulares, protegendo 85% dos consumidores afetados.
Produtos suspensos pela Anvisa:
- Polpa de morango De Marchi, lote 09437-181, validade até 01/11/2026.
- Champignon Imperador, lote 241023CHI, validade até 10/2026.
- Molho de alho Qualitá, lote 29, validade até 01/2026.
- Azeite Vale dos Vinhedos, todos os lotes, por origem desconhecida.
Consumidores podem buscar reembolso ou troca nas lojas onde adquiriram os produtos, e a Anvisa recomenda verificar os rótulos antes do consumo.
Irregularidades detectadas
A suspensão dos lotes foi motivada por falhas graves identificadas em testes laboratoriais. A polpa de morango De Marchi, lote 09437-181, apresentou matérias estranhas, como fragmentos não pertencentes à formulação, segundo análise do Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (Lacen/SC). Tais contaminantes podem incluir partículas de insetos, plásticos ou outros materiais, representando risco à saúde.
O champignon em conserva Imperador, lote 241023CHI, e o molho de alho Qualitá, lote 29, continham dióxido de enxofre acima do limite permitido pela legislação, conforme laudos do Lacen do Distrito Federal. O dióxido de enxofre, usado como conservante, pode causar reações alérgicas, como dificuldades respiratórias, em pessoas sensíveis, afetando cerca de 5% da população, segundo estudos da Anvisa.
O azeite Vale dos Vinhedos, importado pela Intralogística Distribuidora Concept, foi proibido devido à origem desconhecida e falhas em testes físico-químicos e de rotulagem. A empresa, com CNPJ suspenso pela Receita Federal, não comprovou a procedência do produto, levantando suspeitas de fraude. A Anvisa determinou a apreensão de todos os lotes, proibindo fabricação, importação e propaganda.
Ações das empresas
As marcas notificadas iniciaram o recolhimento dos produtos. A De Marchi informou que tomou providências imediatas após a notificação, incluindo rastreabilidade para investigar as falhas. A Imperador Alimentos confirmou o recolhimento do lote de champignon e está revisando processos para evitar novos problemas. A Qualitá, do grupo GPA, disponibilizou o telefone 0800-779-6761 para trocas ou reembolsos, orientando clientes a retornarem os produtos às lojas.
A Intralogística Distribuidora Concept, responsável pelo azeite Vale dos Vinhedos, não emitiu posicionamento, e seu CNPJ suspenso dificulta contatos. A Anvisa orienta consumidores a denunciarem pontos de venda que continuem comercializando os produtos proibidos, pelo canal oficial de atendimento.
Riscos à saúde
O dióxido de enxofre, encontrado em excesso no champignon e no molho de alho, é um conservante permitido em pequenas quantidades, mas níveis elevados podem causar sintomas como náuseas, dores de cabeça e crises respiratórias em pessoas sensíveis. A Anvisa estabelece um limite de 100 mg/kg para alimentos em conserva, mas o lote do molho Qualitá registrou 20,4 mg/kg, ainda dentro do permitido, mas com falhas em outros testes de segurança.
Matérias estranhas, como as detectadas na polpa de morango, podem indicar falhas na produção ou embalagem, aumentando o risco de contaminação microbiológica. Em 2023, 25% dos alimentos vegetais analisados pela Anvisa apresentaram resíduos de agrotóxicos ou contaminantes acima do permitido, reforçando a necessidade de fiscalização rigorosa.
O azeite Vale dos Vinhedos, por não ter origem comprovada, pode conter misturas de óleos inferiores ou substâncias não declaradas, comprometendo a qualidade nutricional. A Anvisa já proibiu 20 marcas de azeite em 2025, com 70% dos casos envolvendo fraudes de composição.
Medidas da Anvisa
A resolução publicada no Diário Oficial da União em 7 de julho detalha as infrações:
- Polpa De Marchi: Violação do Decreto-Lei nº 986/1969 e RDC nº 623/2022 (matéria estranha).
- Champignon Imperador e molho Qualitá: Descumprimento da Portaria SVS/MS nº 326/1997 (dióxido de enxofre).
- Azeite Vale dos Vinhedos: Irregularidades na rotulagem e composição, além de origem desconhecida.
A Anvisa determinou o recolhimento imediato dos lotes e a proibição de venda, distribuição e uso. Para o azeite, a medida é mais severa, com apreensão total e veto à fabricação e importação. A agência intensificou fiscalizações em 2025, com 3.500 inspeções em indústrias alimentícias, 15% a mais que em 2024.
Orientações aos consumidores
Consumidores devem verificar os rótulos dos produtos antes do uso. Os lotes suspensos são:
- Polpa de morango De Marchi: 09437-181, validade 01/11/2026.
- Champignon Imperador: 241023CHI, validade 10/2026.
- Molho de alho Qualitá: 29, validade 01/2026.
- Azeite Vale dos Vinhedos: Todos os lotes.
Quem adquiriu os produtos pode solicitar troca ou reembolso diretamente nas lojas. A Qualitá oferece suporte pelo 0800-779-6761, enquanto a Imperador e a De Marchi orientam contato com o SAC. Para o azeite, a Anvisa recomenda descartar o produto, devido ao risco de fraude. Denúncias de vendas irregulares podem ser feitas pelo site da Anvisa ou pelo telefone 0800-642-9782.
Histórico de fiscalizações da Anvisa
A Anvisa tem intensificado ações contra alimentos irregulares. Em 2024, 12 milhões de unidades foram recolhidas, incluindo leites, azeites e conservas. Azeites são alvos frequentes, com 20 marcas suspensas em 2025 por fraudes ou adulterações. Em 2023, o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos identificou irregularidades em 25% dos alimentos vegetais, como frutas e hortaliças.
A fiscalização combina análises laboratoriais com inspeções em fábricas e importadoras. O Lacen de Santa Catarina e do Distrito Federal, responsáveis pelos laudos, analisaram 8.000 amostras em 2024, com 10% apresentando inconformidades. A Anvisa também monitora redes sociais para identificar propagandas irregulares, especialmente de azeites.
Reações das empresas
A De Marchi informou que o lote 09437-181 foi retirado do mercado imediatamente após a notificação, com rastreamento interno para identificar a origem da contaminação. A Imperador Alimentos destacou que segue padrões rigorosos e está revisando processos para corrigir falhas no lote de champignon. A Qualitá reforçou o compromisso com a segurança alimentar, oferecendo troca ou reembolso e colaborando com a Anvisa.
A Intralogística Distribuidora Concept, do azeite Vale dos Vinhedos, não respondeu às tentativas de contato, e seu CNPJ suspenso sugere dificuldades legais. A Anvisa notificou supermercados e distribuidores para remover o produto, com multas de até R$ 1,5 milhão por descumprimento.
Impacto no mercado alimentício
A suspensão afeta a confiança em marcas populares, como Qualitá, vendida em redes como Extra e Pão de Açúcar. O recolhimento de lotes específicos limita prejuízos, mas a proibição total do azeite Vale dos Vinhedos impacta distribuidores. Em 2024, o mercado de azeites no Brasil movimentou R$ 2,8 bilhões, com 30% das vendas envolvendo produtos irregulares, segundo a Anvisa.
Supermercados foram orientados a retirar os produtos das prateleiras, e a fiscalização em pontos de venda aumentou. Consumidores relataram nas redes sociais preocupação com a segurança alimentar, com 60% afirmando checar rótulos após as suspensões, segundo enquetes informais.
Segurança alimentar no Brasil
A Anvisa regula cerca de 15 mil produtos alimentícios, com 2.000 notificações anuais por irregularidades. O dióxido de enxofre, presente nos lotes suspensos, é seguro em doses baixas, mas pode causar danos em quantidades excessivas. A contaminação por matérias estranhas, como na polpa De Marchi, reflete falhas na higienização ou embalagem, exigindo maior controle nas indústrias.
O Brasil exporta 40% de sua produção de polpas de fruta, e suspensões como essa podem afetar a reputação no mercado internacional. A Anvisa planeja intensificar testes em 2026, com foco em conservas e azeites, que representam 25% das infrações sanitárias.
Canais de atendimento da Anvisa
Para dúvidas ou denúncias, consumidores podem usar:
- Site oficial da Anvisa: Formulário de denúncias e informações.
- Telefone 0800-642-9782: Atendimento de segunda a sexta, das 7h30 às 19h30.
- Ouvidoria: Relatos de produtos irregulares em pontos de venda.
A agência recomenda verificar lotes nos rótulos e evitar consumo de produtos suspensos. Supermercados devem comunicar clientes sobre o recolhimento, e a Anvisa monitora o cumprimento das medidas.